1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Quem sou eu

20 de janeiro de 2016 5 comentários

Sou uma filha que acompanha o envelhecimento dos pais, com a consciência de que a velhice é inevitável, mas que vivê-la de forma indigna e sofrida pode ser opcional.

Em julho de 2010 totalmente inexperiente com o Blogger, quis prestar uma singela homenagem aos meus pais e criei um blog chamado “Melhor Idade” a inspiração veio da observação da vida ativa e do envelhecimento saudável deles.

Para escrever sobre o assunto, foi necessária muita leitura, já que não tenho formação na área de geriatria, gerontologia e também não sou jornalista, porém à medida que fui me envolvendo com assuntos relativos aos idosos, e tendo uma resposta de quase 13 mil visitas em poucos meses, senti que não era simplesmente uma homenagem à eles, mas também um meio de poder ajudar a orientar as pessoas, gerando assim, uma maior responsabilidade com os leitores. O blog se tornou fonte de consultas, por pessoas que leem, opinam, comunicam e até de alguns que passaram a fazer uso didático do conteúdo (alunos de cursos de enfermagem e cuidadores). Passei então a ler muito mais sobre o assunto, e entre ideias de postagem, de assuntos para serem abordados também passei a repensar o nome do blog.


Em 2012 ganhei o 1o. lugar no concurso Histórias de Longevidade, promovido pelo Bradesco Seguros, onde tive a oportunidade de conhecer a atriz Jane Fonda que veio lançar um livro e fazer uma palestra no evento, de quem ganhei um livro autografado. De lá até a presente data, tenho sido convidada a participar do Fórum, e sou muito grata por ser uma fonte maravilhosa de aprendizado. 

Em algumas leituras tomei consciência sobre os milhões de idosos que são molestados fisicamente e moralmente diariamente no Brasil e no mundo, outra foi a entrevista feita com a Dra. Dorli Kamkhagi - Coordenadora do Grupo de Gênero do Amadurecimento do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas de São Paulo, e que também tive o privilégio de ouvi-la em uma palestra na USP.

Trecho da entrevista: A solidão, o medo das perdas e doenças, as transformações físicas, perdas econômicas e a dificuldade de fazer o ajuste entre o que acha de si mesmo e o corpo que efetivamente tem. Há uma imagem idealizada da velhice: quem não é maratonista fica frustrado. Tem gente que luta, mas, para a maioria, é uma fase difícil. A gente envelhece como vive: quem se interessava pela vida aos 50, continua assim aos 80. É só pensar em pessoas como a artista plástica Tomie Ohtake. O ideal é ponderar que não é preciso ser uma bailarina, mas é possível andar.

Também me chamou a atenção, um comentário, feito pela Prof. Neuza Guerreiro de Carvalho (Vovó Neuza, como prefere ser chamada) - 80 anos que mesmo aposentada, continua intensamente produtiva , ela disse ao auto definir-se:

Todas as idades tem o seu encanto, e a etapa do idoso, na maioria das vezes não é a Melhor Idade. "Não me chamo velha, não estou na Terceira Idade – a vida não se conta pelo número de anos vividos; não estou na Melho/ridade – porque podemos encontrar coisas boas em qualquer etapa da vida; não gosto de Feliz/idade porque soa artificial...

Refletindo sobre a palestra e na entrevista da Dra. Dorli e nas palavras da Prof. Neuza não pude deixar de achá-las ditas com sabedoria e então imaginei que Melhor Idade, não mais cabia.

O nome do blog passou a ser LONGEVIDADE, com a proposta de "fazer crer, que através da informação, do conhecimento e da aplicação desses, a vida se torne muito melhor e que seja longa, ativa, com alegria e bem estar, respeitando as limitações de cada um".

E para atender aos inúmeros e-mails dos leitores, sobre perguntas relacionadas à informática e Internet, criei em parceria com a Cristiane Fetter do Blog TO DOIDA e o Carlos Rangel do Blog Nômade Bit o UNSTRAP (Soltar) que dá dicas, e tira dúvidas dos internautas da 3ª.s e 4ª. Idades.

Entendendo também que a longevidade está diretamente ligada à uma boa alimentação, criei o Blog Molly Colecionadora de Receitas Ideias e Dicas, que além de receitas dá dicas domésticas.

Para informar sobre eventos , notícias ligadas ao objetivo do blog, veio então, o Longevidade/Agenda, com informações sobre eventos ligados à saúde do idoso, lazer, cultura e entretenimento.

Também pelos inúmeros e-mails com solicitações de informações ligadas ao "cuidar", criei o que chamo de uma Biblioteca, aonde coloco inúmeros artigos, voltados mais aos cuidadores profissionais, e profissionais de enfermagem.

Temos também uma vídeoteca, com vídeos pedagógicos e também vídeos de lazer, e finalmente uma "aba" dedicada a legislação e direitos dos idosos, formando o que a Cristine Fetter batizou de "Condomínio Longevidade".

Hoje, o Condomínio Longevidade já recebeu a visita de quase 180 mil leitores, e atendeu uma centena de profissionais e leigos com orientação e envio de materiais.

Sinto que o objetivo está sendo alcançado, me sinto grata as pessoas que nos lêem, nos solicitam auxílio, nos reconhecem, e nos apoiam.


Atualmente por falta de parceria o Longevidade dispende mais dedicação a página do FaceBook. ( https://www.facebook.com/LongeVIDAdeLongevIDADE/ )

Me sinto grata, pelo incentivo que me tornaram capaz de ser útil à sociedade em que vivo, e poder auxiliar os que não tiveram o mesmo privilégio que eu de terem a família que tenho, e principalmente pelos meus pais, que são grande fonte de inspiração para minha vida.


abraços,


"SOMBREAMENTO" NA DOENÇA DE ALZHEIMER – por Silvia Masc

15 de setembro de 2015 comente



Comentei aqui, que meu pai saiu por uma semana em férias, ele estava realmente em um processo de exaustão pelos cuidados que ele dedica a minha mãe, ele se tornou a “sombra” dela, que o chama o tempo inteiro, querendo que ele fique a vista dela o tempo inteiro. E é claro que isso sufoca e cansa, já que ele tem o seu espaço invadido o tempo todo.

Fui pesquisar sobre o assunto, e aprendi que, o termo para isso é “sombreamento” que é: - quando a pessoa com demência tenta manter seu cuidador em sua visão em todos os momentos, seguindo-os como uma criança pequena faria seu pai ou mãe.

VAMOS PRIMEIRO TENTAR ENTENDER ESSE COMPORTAMENTO.
É imperativo compreender que as desafiantes mudanças de comportamentos são os sintomas da doença de Alzheimer (e demências relacionadas). Vocês já me ouviram dizer em posts anteriores, "Culpa da doença, não da pessoa", continua valendo.

Além disso, é fundamental perceber que a maioria dos comportamentos desafiadores tem um propósito, para a pessoa com a doença de Alzheimer - em outras palavras, há uma mensagem por trás de seu comportamento. Em pessoas com doença de Alzheimer, acredito que o sombreamento representa a mensagem de incerteza, insegurança ou medo:

- Onde estou?
- O que estou fazendo aqui?
- O que eu vou fazer?
- Onde eu devo ir?
- Eu te conheço?"

(Atualmente, minha mãe sempre pergunta, "aonde devo ir" ?, acredito que na verdade ela quer saber aonde terá alguém para ficar com ela).

Consequentemente, os cuidadores representam uma tábua de salvação, segurança, um protetor, e uma âncora para o portador de Alzheimer ou outra demência relacionada
.
Como a maioria dos comportamentos desafiadores na demência não há respostas fáceis. Nós não podemos mudar ou controlar a doença ou os sintomas que ele cria. Podemos, no entanto, acomodar o comportamento. Em sombreamento, nós podemos diminuir o sentimento que há  por trás do comportamento, MEDO.

O medo é um companheiro constante da pessoa com demência. Podemos começar tentando diminuir esse medo perguntando a nós mesmos: - "O que posso fazer ou dizer (ou não dizer) para a pessoa com a doença de Alzheimer que irá oferecer-lhes confiança e uma sensação de contentamento?"
Em geral, as pessoas com doença de Alzheimer vão se sentir seguras se elas:

- tiverem uma rotina diária previsível,
- se estiverem envolvidas em atividades que lhes são familiares e descomplicadas,
- se estiverem em um ambiente calmo, e recebendo doses diárias de mensagens tranquilizadoras.

SUGESTÕES PARA CUIDADORES E FAMILIARES:
Dizer palavras tranquilizadoras todos os dias e, muitas vezes, como um mantra - "Você está seguro Tudo vai ficar bem. É bom que você esteja aqui, eu te amo...."
Suas palavras devem declarações curtas e sempre as mesmas.

Outra ideia é fazer uma fita de áudio de sua voz (ou qualquer voz familiar reconfortante). A fita pode ser uma coleção de histórias curtas e significativas da pessoa.

De modo semelhante, uma fita de vídeo pode ser criada.
Lembrem-se, as pessoas com demência esquecem os acontecimentos recentes, assim você pode colocar esta fita de áudio ou vídeo e perceber se é reconfortante. Filmes ou músicas familiares é outra opção.

(Minha mãe ama filme com crianças e fica tranquila assistindo, bem como ouvindo música orquestrada, música cantada ela se irrita).

Certa vez ouvi de uma cuidadora que estava exausta porque o marido com a doença de Alzheimer nunca lhe dava tempo para ir ao banheiro, ela então  passou a usar um timer (o mesmo que ela usava para controlar o cozimento da comida) e o marido passou a perceber que quando o cronômetro disparava e apitasse, ela voltaria, e ele parou de chamá-la na porta do banheiro. Para ela - funcionou!

Mas como todas as ideias na demência, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. E o que não funcionou um dia pode funcionar muito bem em outro.
Troquem aqui as suas experiências nessas situações, podem ser de grande valia para todos nós.
Beijinho, carinhoso,
para todos vocês cuidadores.






Viajar com Demência por Silvia Masc

24 de julho de 2015 comente

Se uma pessoa tem Alzheimer ou outras demências, isso não significa que ele ou ela não pode mais participar de atividades significativas, tais como viagens, mas requer planejamento para garantir segurança e diversão para todos. Fazer uma viagem curta para ver amigos e família, é importante considerar as dificuldades e benefícios da viagem para uma pessoa com demência. Nos estágios iniciais da demência, a pessoa pode ainda desfrutar de viajar. Conforme a doença progride, as viagens podem se tornar muito complicadas. 

Levar em conta, habilidades, segurança e preferências da pessoa com demência, qual é o melhor modo de viajar?

Considere o seguinte:
Vá com a opção que oferece mais conforto e menos ansiedade.
Viagens para destinos conhecidos que envolvam poucas mudanças na rotina diária. Tente visitar lugares que eram familiares antes do início da demência.
Tenha em mente que pode chegar um momento em que viajar é muito desorientador ou estressante para a pessoa com demência, de preferência, hospedar-se na casa de um familiar

Dicas para uma viagem segura
Mudanças no ambiente podem desencadear desorientação. Mesmo para uma pessoa nos estágios iniciais, novos ambientes pode ser mais difícil de se orientar. Mantenha a pessoa segura tomando precauções:
  • Ter uma mala de mão com você em todos os momentos, que inclui medicamentos, seu itinerário de viagem, uma mudança de roupa confortável, água, lanches e atividades.
  • Embalar os medicamentos necessários, informações médicas, uma lista de contatos de emergência e fotocópias de importantes documentos legais.
  • Crie um itinerário que inclui detalhes sobre cada destino. Uma cópia aos contatos de emergência em casa. Mantenha uma cópia de seu itinerário com você em todos os momentos.
  • Se você vai ficar em um hotel, informar a equipe à frente do tempo de suas necessidades específicas para que eles possam estar preparados para ajudá-lo.
  • Viajar durante o  dia que é melhor para a pessoa com demência.
Documentos para levar com você quando viajar
  • Nomes de médicos e informações de contato
  • Uma lista de medicamentos atuais e dosagens
  • Uma lista de alergias alimentares ou de medicamentos
  • Cópias de documentos
  • Nomes e informações de contato de amigos e familiares para ligar em caso de emergência
  • Informações sobre seguros Saúde (Convênio)


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QUEM SOMOS NÓS DIANTE DA GRANDEZA DO UNIVERSO? por Silvia Masc

21 de julho de 2015 comente


Ao observar essa imagem, me veio a mente uma situação vivida por mim recentemente em um hospital.

Fui fazer uns exames de rotina e fui mal atendida pela garota da recepção, que achava que eu tinha obrigação de saber a localização no hospital dos andares aonde faria os exames.

(parte do diálogo)

-” Senhora, tipo assim eu não posso estar indo com a senhora, a senhora ‘tem’ que saber aonde é”. (isso dito em um volume absurdo em um guichê).


Eu sorrindo disse – Solange (li no crachá) é a primeira vez que venho aqui, não conheço o hospital, você não precisa me acompanhar, pode me dar um mapa, ou me indicar aonde é.

Nem vou reproduzir o restante, mas o fato é que ela entrou em uma sala e não mais voltou, as pessoas que estavam lá aguardando, foram solícitas e me explicaram aonde eram os andares dos exames.

Observei também um péssimo atendimento por parte de um segurança na maneira tratar principalmente com as pessoas mais humildes.

Hoje, estive na Receita Federal para pegar um documento, depois de tudo preenchido, o funcionário me disse: - O seu documento só seria expedido amanhã, mas a senhora foi tão educada, que vai sair daqui com ele prontinho. Recebi um bônus por ter agido de forma normal, estranho isso não? 

Confesso que me defendo bem nessas situações, se nada for muito grave, dou um sorriso e relaxo, quando não, exijo ser bem tratada, se não resolver saio do salto, e ainda reclamo na ouvidoria ou órgão equivalente do local, informando o nome do funcionário que assim procedeu.

O que me fez refletir é algo que observo há algum tempo, o guarda de segurança, que deve ser terceirizado, mal treinado, ganhando mal e destratando pessoas carentes como ele.

Naquele episódio horroroso ocorrido aqui em São Paulo, quando um assaltante atirou e matou uma criança boliviana, ao ler sobre o assunto, fui informada de que os patrões dessas famílias, pasmem, são outros bolivianos que também já foram submetidos no passado ao mesmo regime de semiescravidão e hoje fazem os mesmos com seus compatriotas.

Para que isso? Somos todos formiguinhas diante da grandeza universo, qual a razão de alguns se sentirem formigões?

Alguém sabe a resposta?
Obrigada por me "ouvirem".

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Protegendo os pacientes de Alzheimer de ferir a si mesmo

19 de julho de 2015 comente
–  Feche o gás após o uso, ou esconda os botões do fogão para a pessoa não possa ligar os queimadores. Abaixe a temperatura dos aquecedores de água.


– Designar uma gaveta especial de itens que a pessoa possa com segurança “mexer, arrumar” quando estiver com vontade.
 Retirar ou impedir o acesso à




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Perdoar a si mesmo como um cuidador, e aliviar a raiva, por Silvia Masc

15 de junho de 2015 comente
 A semana passa, servi de sobremesa para minha mãe, uma porção bem pequena de cherimóia uma fruta que ela gosta muito, porém essa fruta não é indicada para diabéticos por ter um altíssimo teor de açúcar. Servi e coloquei a metade da fruta que não era pequena na extremidade da mesa. Em poucos instantes que me ausentei, ela pegou o prato e comeu essa metade inteirinha. Vocês não fazem ideia da raiva que fiquei de mim mesma, e mais raiva ainda quando no final da tarde a glicemia dela estava em mais de 300.

Fiquei lamentando o meu descuido e culpa quando meu pai disse:- “Para, lembre-se que você é humana”, me acalmei e me perdoei.
Quando posto sobre DA, alguns comentários externam muita raiva, a semana passada me surpreendi com três citações de pessoas que diziam “Tenho ódio dessa doença”, o que me levou à  esse texto que escrevi o ano passado. 

A raiva é uma emoção real, normal e esperado em cuidadores. Há um tema predominante - a raiva é desencadeada em cuidadores quando há falta de validação e apoio de membros da família. Como resultado, a raiva é mais exasperado por não ter tempo para si mesmo.

Cuidadores enfrentam uma série de desafios quando um ente querido desenvolve a doença de Alzheimer (AD) ou um distúrbio relacionado, incluindo lidar com suas próprias emoções e stress. Cuidar de uma pessoa com deficiência de memória pode uma tarefa extenuante

É comum sentir raiva contra o que você está cuidando. Às vezes, a raiva pode ser um sintoma do medo a maioria dos cuidadores vive esse sentimento. Você está perdendo o seu ente querido. No entanto, sentir raiva não é o problema real. como cuidadores você tem direito de senti-la. O problema surge por não saber o que fazer ou como aliviar a raiva.

A devastação desta doença desencadeia sentimentos fortes em todos, incluindo todas as emoções que são consideradas negativas como raiva e medo, porque são naturais, dada a situação. É natural pensar que você está perdendo. "

Para encontrar algum alívio, é essencial para a primeira distinção entre o que é possível mudar o que está dentro do seu poder mudar. Quando a raiva aumentar por tentarmos mudar uma circunstância incontrolável, a maneira mais fácil de encontrar alguma calma pode ser o de parar de tentar tão intensamente e fazer coisas diferentes.

Quando resistimos, ficamos presos em nossa raiva. Não quero dizer que você não possa trabalhar ativamente para melhorar as coisas por pedir a ajuda de membros da família, significa que você pode fazer as pazes com a forma como as coisas são hoje. Essa escolha é uma forma de manter a sua raiva sob controle e é uma forma de auto-cuidado.
 Muitas vezes é o nosso pensamento (e não a situação real) que causa raiva e nos impede de ver as coisas objetivamente. Esta última análise, limita a nossa capacidade de encontrar uma maneira melhor de lidar com ela.

Pergunte a si mesmo quando você começa a sentir-se oprimido ou zangado:
  • Qual a causa real da minha raiva?
  • Eu realmente preciso estar preocupado ou preciso mesmo me preocupar com isso?
  • Quais são as consequências se eu ignorar isso?
  • Isso é algo que deve ser feito agora?
  • Por que eu estou me preocupando esta expectativa de alguém ou é a minha?
  • Tenho uma solução boa agora?
Lembre-se, você tem direito de sentir raiva. Perdoar a si mesmo quando as coisas dão errado, e acreditar que o que você está fazendo o melhor possível.
"Você não vai ser punido por sua raiva, você será punido por sua raiva" - Buddha

"Você não será punido por sua raiva, você será punido por sua raiva" - Buddha


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Cuidadores de Alzheimer – por Silvia Masc

11 de junho de 2015 comente
Em nossas interações do dia-a-dia, raramente expressamos nossos segredos, todas as nossas emoções verdadeiras, ou deixamos que as pessoas vejam a nossa vida real - por razões compreensíveis.

Mas isso acontece aqui nesse blog, recentemente, alguém comentou "Eu não posso deixar o portão aberto, porque a minha mãe foge" - muitos de vocês corajosamente admitem possuir e compartilham pensamentos, desejos, inseguranças, dor, vergonha, vulnerabilidade, medo, sonhos e muito mais.

Como um cuidador de alguém com demência, a maioria de nós teremos muitas dessas emoções e podemos ter pensamentos negativos que nos consomem. Então, a questão são os nossos medos, dor e outras emoções. 
A pergunta mais importante é: Como agimos através destas emoções de uma maneira honesta para que eles não venham nos paralisar, nos quebrar ou mudar quem realmente somos?

A nossa forma de transformar as nossas inseguranças, tristeza e outras emoções difíceis é admitindo e compartilhando que eles existem. Isto é o que tem acontecido aqui. Quando nós nos abrimos e revelamos o medo e a dor, ou as situações em que nos sentimos falhos ou imperfeitos, um pedaço desse sofrimento sai da nossa vida e a porta se abre para a esperança, alegria e alívio se instalarem.

Quando compartilhamos, algo de extraordinário acontece, passamos  segurança aos outros para retribuir e compartilhar suas próprias histórias de luta. Recuperamos  o que é importante em nossas vidas - para ser uma parte da (imperfeita) família humana.

Eu vejo aqui, um lugar onde podemos aprender com os outros, ensinar,  ao mesmo tempo em que aprendemos mais sobre nós mesmos.
Sintam-se entre amigos que compartilham da mesma causa, de proteger, acolher amar e principalmente cuidar de quem está fragilizado.

abraços
Silvia Masc

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Comunicação com um portador de Alzheimer - por Silvia Masc

9 de junho de 2015 comente
A doença de Alzheimer apresenta muitos desafios, e comunicação é um grande problema.
Tente estas dicas para aliviar a frustração e melhorar a comunicação.
Cuidadora de Alzheimer
Como a doença de Alzheimer corrói lentamente habilidades de comunicação verbal, palavras e expressões usadas pelo seu ente querido portador de DA pode fazer pouco ou nenhum sentido para você. Por sua vez, o seu ente querido pode ter problemas para entender o que você diz. Os mal-entendidos resultantes podem alterar os ânimos de ambos, tornando a comunicação ainda mais difícil.
O que esperar
A doença de Alzheimer o cérebro, o que torna difícil encontrar as palavras certas e compreender o que os outros estão dizendo. incorretamente pode substituir uma palavra por outra ou inventar uma palavra completamente nova para descrever um objeto familiar. Ele ou ela pode apresentar o comportamento de um disco riscado - e repetindo a mesma palavra ou pergunta mais e mais.

Uma pessoa que vive com a doença de Alzheimer ainda pode:
  • Perder sua linha de pensamento
  • · Lutar para organizar palavras logicamente
  • · Precisar de mais tempo para entender o que você está dizendo
  • · Maldizer ou usar linguagem ofensiva


O que você pode fazer para ajudar
Apesar dos desafios, você pode se comunicar de forma eficaz com um ente querido que tem Alzheimer. Considere estas dicas:
·         Fale claramente. Apresente-se. Falar de uma forma clara e direta.
·         Mostrar respeito. Evite conversa no diminutivo, como "boa menina", “bom menino” . Não assuma que seu ente querido não consigo entender você, e não fale sobre seu ente querido, como se ele ou ela não estivesse presente .
·         Fique presente. Mantenha contato visual com o seu ente querido, ele vai saber que você está ouvindo e tentando entender.
·         Evite distrações. A comunicação pode ser difícil -, Se não impossível  com TV ou rádio ligados.
·         Linguagem simples. Use frases curtas e palavras simples. Conforme a doença progride, sim ou não pode funcionar melhor. Faça apenas uma pergunta de cada vez
·         Não interrompa. Pode levar mais tempo do que você espera para o seu ente querido possa processar e responder. Evite criticar, apressando-se ou corrigindo-o.
·         Use pistas visuais. Às vezes, gestos ou outros sinais visuais promovem uma melhor compreensão do que palavras. Ao invés de simplesmente perguntar se a pessoa precisa  usar o banheiro, por exemplo, leve-o ao banheiro e aponte para ele.
·         Não discuta. O raciocínio do seu ente querido e julgamento irão diminuir ao longo do tempo. Para poupar raiva e agitação, não discuta nunca.
·         Mantenha a calma. Mesmo quando você está frustrado, mantenha a sua voz suave. Seus sinais não verbais, incluindo o tom de sua voz, podem enviar uma mensagem mais clara do que o que você realmente diz.
Comunicando-se com o seu ente querido pode ser um desafio, especialmente quando a doença progride. Lembre-se, no entanto, seu ente querido não está agindo dessa maneira de propósito. Não tome isso como algo pessoal. Use paciência e compreensão para ajudá-lo sentir-se seguro e protegido.

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A cor de urina que pode indicar algo importante sobre a saúde

7 de maio de 2015 comente




A cor da urina humana foi desde a antiguidade uma ferramenta muito útil para o diagnóstico de diferentes doenças, pois todo tipo de alteração na sua cor, densidade e odor pode indicar que algo não está bem em nosso organismo.
Através da urina, expulsamos diariamente centenas de resíduos dos quais nosso corpo não precisa e que são provenientes de tudo que comemos e bebemos. No entanto, a urina também pode servir para nos alertar sobre algum problema de saúde, já que quando algo não anda bem, a tonalidade pode mudar e pode surgir um odor forte que se torna desagradável.
Muitos de nós desconhecemos o que a nossa urina pode falar sobre a saúde, e ignoramos as possíveis alterações que podemos sofrer ao urinar. É muito importante saber o que pode estar ocorrendo em nosso organismo e como podemos nos alertar somente ao prestar atenção à nossa forma de urinar. A seguir, queremos compartilhar informações sobre os 8 tipos de urina que você pode ter, e o que cada um deles pode indicar sobre a saúde.
Urina de cor amarela-clara
A urina de uma pessoa saudável tem uma cor amarela brilhante, quase transparente. Essa cor característica da urina se deve a um pigmento chamado urobilina. Nossa urina normal transporta essas urobilinas, que se diluem na água e criam esta cor amarela quase transparente, que indica que temos um nível adequado de hidratação. Por isso, se a cor atingir um amarelo intenso, pode significar que estamos desidratados.
No entanto, se a cor da urina estiver clara demais e a pessoa sentir a necessidade de urinar frequentemente, pode se tratar de intoxicação por água ou hiper-hidratação, que ocorre quando a pessoa consome água em excesso. Por outro lado, se a tonalidade for clara e sentir vontade de urinar com frequência, mas não ingeriu muito líquido, isso pode indicar que a pessoa tem diabetes.
Urina de cor turva
Uma urina turva pode indicar que contém fosfato, que pode ser produto de pedras nos rins. Se a urina continua turva durante alguns dias, este é um sinal claro de uma infecção no trato urinário, por isso recomendamos consultar um médico. Em geral, a cor turva da urina vem acompanhada de um odor forte e do desejo frequente de ir ao banheiro. No caso dos homens, a cor da urina turva ou suja pode surgir devido ao sêmen que fica no trato urinário.
Urina azul-esverdeada
Na maioria dos casos, esta coloração se deve a algo que comimos previamente, principalmente se o alimento em questão possui uma cor verde ou azul. Por exemplo, os aspargos podem fazer com que a urina fique com um tom verde ou azul.

Por outro lado, uma tonalidade azul-esverdeada também pode indicar que a pessoa está em um processo de mudança de vitaminas ou medicamentos. Se nenhum destes casos explicar a tonalidade azul-esverdeada, consulte seu médico.
Urina de cor laranja
O consumo de alimentos como a amora silvestre, beterraba, cenoura ou qualquer alimento laranja pode fazer com que a urina adquira um tom alaranjado. Alguns medicamentos ou a desidratação também podem fazer com que a urina fique com essa tonalidade. Se a urina possuir um tom laranja escuro quase marrom, pode indicar a presença de bile. Nesses casos, o melhor a fazer é consultar um médico.
Urina de cor marrom
A urina com uma tonalidade marrom pode ser resultado da ingestão de alimentos, como o ruibarbo e diferentes variedades de feijão, ou de alguns tipos de medicamentos. Em um caso mais extremo, esta cor de urina pode indicar um problema no fígado ou um caso de desidratação intensa.
Urina espumosa
Nestes casos, quase nunca é alterada a cor da urina, mas em algumas ocasiões, pode surgir uma tonalidade mais escura que pode ser muito alarmante. Se a urina estiver muito espumosa, ela pode estar indicando o excesso de proteínas no organismo.
Urina de odor forte
Nenhum tipo de urina tem um aroma particularmente agradável, mas todos sabemos diferenciar o odor característico de uma urina normal e uma situação em que este odor é forte demais. Os maus odores na urina podem ser produto do consumo de café ou aspargos. Se este não for o seu caso, mas a urina possui um odor forte, o ideal é consultar um médico.
Urina de cor rosa ou avermelhada
Alguns alimentos de cor vermelha podem causar alterações na cor da urina, dando a ela uma tonalidade rosa ou avermelhada. O consumo de mirtilos, ruibarbo ou algum alimento avermelhado pode fazer com que a urina adquira este tom. No entanto, esta cor na urina também pode ocorrer devido ao consumo de certos medicamentos, sangue na urina, exercício intenso ou uma infecção. Se a urina não voltar à sua cor habitual dentro de 24 horas, consulte um médico.
Em casos mais extremos, a cor rosa ou avermelhada da urina pode ser um indicador de câncer de rim, próstata inchada ou cálculos na bexiga.


 FONTE: http://melhorcomsaude.com/8-tipos-de-urina-podem-indicar-algo-importante-saude/

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Direitos trabalhista dos cuidadores de idosos.

3 de fevereiro de 2015 comente
Todos os trabalhadores domésticos foram incluídos nesta PEC (proposta de emenda à constituição), inclusive os cuidadores de idosos. Sem falar que também tramita no Congresso Nacional – já aprovado pelo Senado Federal, aguardando aprovação na Câmara Federal – o projeto de lei do Senador Waldemir Moka, que regulariza a profissão de Cuidador da Pessoa Idosa (PLS – Projeto de Lei do Senado, Nº 284 de 2011). Enquanto não é regulamentada a lei dos Cuidadores de Idosos e sancionada pela Presidente Dilma, o que vale é o que está escrito na PEC das domésticas.
Mas o que muda de fato nas relações entre os cuidadores e seus patrões, depois da PEC das domésticas (dos cuidadores também), a partir de agora? Para efeitos de direitos trabalhistas, a função de cuidador de idosos é enquadrada na classe de trabalhadores domésticos. O cuidador de idosos tem as mesmas garantias trabalhistas e os mesmos direitos que a empregada doméstica, a passadeira, a cozinheira, o jardineiro e a babá.
Agora, todos os cuidadores de idosos terão grande parte dos direitos que já usufruem todas as outras classes de trabalhadores da indústria, do comércio e da área de serviços, já que seus deveres já eram iguais ou até maiores que a de outras classes trabalhistas (exemplo: jornada de trabalho maior).
Todos os direitos, inclusive os aprovados na PEC das domésticas, estão listados a seguir. Leiam com atenção, pois são muitos os detalhes e muitas dúvidas podem surgir:
* Trabalhando mais que 3 dias por semana na casa da pessoa idosa, o cuidador de idosos tem direito a uma série de obrigações, por parte de quem o contrata, por parte do patrão:
  • Receber o pagamento mensal até o quinto dia útil do mês seguinte ao mês de trabalho;
  • Ter a garantia de Férias + o Abono de 1/3 de Férias para cada ano trabalhado;
  • Ter direito ao 13o. salário, pago a primeira parcela em novembro e a segunda em dezembro;
  • Ter estabilidade no emprego até o quinto mês após o parto;
  • Direito a descansar nos domingos e feriados, ou pelo menos um dia na semana;
  • Aposentadoria por tempo de trabalho, idade ou por invalidez;
  • Aviso Prévio de 30 dias, limitado a 90 dias de acordo com o tempo de trabalho, caso o patrão resolva demitir a empregada sem justa causa;
  • Licença Paternidade de 5 dias, quando a mulher tem filho (para o homem);
  • Licença Maternidade sem prejuízo do salário, por no mínimo 120 dias;
  • Vale-Transporte, quando a empregada usa condução para ir e vir do trabalho;
  • Recebimento de pensão equivalente, pelos filhos menores, no caso de morte do empregado doméstico, pagos pela Previdência Social.
Novos direitos pela PEC da domésticas, já estão valendo
  • Jornada de Trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Lembramos que agora será necessário, além da carteira de trabalho assinada, um novo contrato de trabalho com todos os dados referentes à atividade do cuidador, com hora de entrada e saída, mais horário de descanso, necessidade de vale-transporte e exame admissional de saúde. Também deverá ter folha de ponto ou Livro de Ponto para controlar Jornada de Trabalho, Horas Extras, Adicional Noturno, Faltas e Atrasos;
  • Horas extras a 50%, no máximo de 2 horas por dia;
Precisam de regulamentação pelo Congresso Nacional e do Ministério do Trabalho e do Emprego
  •  
    Seguro Desemprego;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Trabalho – FGTS;
  • Adicional Noturno. Somente para quem trabalha das 22 as 5 horas da manhã. Empregada que dorme em casa neste horário não tem direito;
  • Salário Família;
  • Auxilio Creche para filhos de empregados domésticos de até 5 anos de idade;
  • Seguro Acidente de Trabalho.
**O recebimento do PIS ainda não é direito dos trabalhadores domésticos.
Mais um detalhe – O que o patrão poderá descontar do cuidador, na folha de pagamento, mensalmente:
Vale-Transporte, até 6% (seis por cento) do salário-base. Maiores detalhes;
Atrasos e faltas ao serviço não justificadas e, o domingo de descanso da semana quando existir faltas não abonadas na semana;
Contribuição Previdenciária, de acordo com a tabela do INSS vigente no período do desconto, que varia de 8% a 11% de acordo com o salário (remuneração) recebida no mês;
Faltas e atrasos;
Pensão Alimentícia, é o caso do empregado separado, que tem uma sentença que determina o pagamento da pensão;
Telefonemas interurbanos não autorizados e gastos extras provocados pelo cuidador, sem prévia autorização do patrão, por exemplo.
É proibido desde o mês de Julho de 2006, o desconto de Moradia, Alimentação, Vestuário e Material de Higiene, em função da Lei 11.324/2006.
*fonte: www.domesticalegal.com.br

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