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10 MITOS E VERDADES SOBRE A ENXAQUECA

14 de maio de 2014 comente
Enjoo, vômito, visão embaçada, tontura, formigamentos ou sensibilidade excessiva à luz, ao som ou ao movimento.
Todos esses sintomas podem ser consequência de uma enxaqueca, um tipo de cefaleia (dor de cabeça). Sua dor é resistente aos analgésicos e, geralmente, é muito forte e persistente, podendo durar por mais de um dia. Estima-se que cerca de 95% das pessoas terão, no mínimo, uma crise de enxaqueca ao longo da vida. Se você sente dores de cabeça com frequência, tenha cuidado para não confundir uma simples dor de cabeça com enxaqueca.

“A enxaqueca é o tipo de dor de cabeça mais difícil de diagnosticar, pois o diagnóstico não depende de exames, mas sim de uma conversa que o médico deve ter com o paciente sobre os sintomas. Além disso, ela não é um sintoma de dor de cabeça, ela é a própria doença, ao contrário da dor de cabeça que uma vez diagnosticada pode ser tratada e os sintomas desaparecem”.

A Sociedade Internacional de Cefaleia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça. Ela pode ser classificada ou dividida de várias formas de acordo com suas causas, duração, se é primária, secundária, aguda ou crônica. Para desvendar os mistérios dessa doença, convidamos o neurologista Leandro Teles para esclarecer o que é mito e verdade sobre a enxaqueca:

1- Toda dor que é latejante ou pulsante é enxaqueca

Mito. É possível que o paciente tenha uma enxaqueca sem que a dor seja pulsátil ou latejante. “Ele pode sentir outros sintomas característicos da enxaqueca como dor de um lado só da cabeça, intensidade da dor moderada a forte, e piora com exercício ou atividade física”, diz o neurologista.

2- A enxaqueca é hereditária

Mito. É muito comum que o paciente desenvolva episódios de enxaqueca, esporádicos ou crônicos, sem que existam membros na família com uma dor semelhante.

3- A enxaqueca só acomete adultos

Mito. A dor pode acometer qualquer faixa etária, como em crianças, adolescentes e idosos, mas estudos revelam maior incidência de enxaqueca nas mulheres. “Isso acontece devido às variações hormonais na mulher, além disso, a sobrecarga emocional em conciliar casa, trabalho e família pode desencadear uma enxaqueca do tipo tensional”, revela Teles.

4- O excesso de analgésicos para amenizar a enxaqueca pode provocar dor de cabeça

Verdade. O ideal é cortar o uso abusivo de analgésicos. “O excesso de medicamentos pode criar um ciclo vicioso de sensibilização periférica e central, causando um efeito rebote, por exemplo, pessoas que tomam determinada medicação para a dor de cabeça e, mediante a persistência do problema, misturam com mais outro e, às vezes, até um terceiro medicamento, podem acabar tendo a piora dos sintomas ao invés de melhora do quadro”, afirma o especialista.

5- Quem dorme mal tem mais chances de ter enxaqueca

Verdade. Dificuldade para dormir pode desencadear episódios de enxaqueca. “Muitos pacientes reclamam da enxaqueca porque mantém o sono desregulado. Quem tem o hábito de dormir mais ou menos do que o normal pode sofrer crises de enxaqueca”, destaca Teles.

6- Fazer sexo alivia a enxaqueca

Verdade. Pesquisas da Universidade de Münster, na Alemanha, descobriu que a atividade ajuda a combater a enxaqueca e as dores de cabeça pontuais. “O sexo pode liberar a endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar. Além disso, manter uma alimentação balanceada e fazer atividade física também pode amenizar a dor”, sugere o neurologista.

7- Alimentos como queijos, chocolates e vinhos podem provocar crises de enxaqueca

Verdade. “Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas ao consumir alimentos muito gordurosos, frituras ou embutidos. Para amenizar as crises, é importante manter uma alimentação saudável”, recomenda o neurologista.

8- Enxaqueca não tem tratamento

Mito. Há diversos métodos para tratar a enxaqueca. “Além do tratamento multidisciplinar, existem outras técnicas como o uso da toxina botulínica que vem sendo testada em pacientes que não reagem bem a outro tipo de tratamento ou medicações. Para que o tratamento seja eficaz o paciente deve adotar medidas preventivas para aliviar as crises de enxaqueca”, aconselha Leandro.

9- Praticar atividade física é uma forma de prevenção

Verdade. Adotar qualquer tipo de prática esportiva pode auxiliar na liberação de substâncias e hormônios que combatem o estresse e a dor. Entretanto, não são todos os pacientes que se beneficiam da atividade física, porém, é importante manter esse hábito para preservar a saúde.

10- Problemas na visão e sinusite causam enxaqueca

Mito. A maioria das pessoas que sente dor de cabeça acredita que precisa usar óculos ou aumentar o seu grau. “Miopia, hipermetropia e presbiopia não provocam enxaqueca, mas o astigmatismo muito grave em crianças pode desencadear uma dor de cabeça”, ressalta Teles. Em relação à sinusite ela não causa enxaqueca, mas pode ser que o antibiótico seja o motivo de uma crise.

Sobre o autor:

Neurologista Leandro Teles – CRM 124.984
Formado e Especializado pela Universidade de São Paulo
Membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

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“Sentir dor não é normal”

18 de maio de 2012 comente
Sentir dor não é normal, mas para muitas pessoas tornou-se uma condição diária, até mesmo ao receber um simples carinho. A fibromialgia, cujo Dia Mundial para conscientização é celebrado hoje, é considerada uma síndrome dolorosa crônica, de etiologia desconhecida.


Acredita-se, porém, que a dor seja uma resposta para a amplificação de impulsos no sistema nervoso central. Estudos mostram que fatores genéticos, hormonais e ambientais (frio e umidade), infecções, microtraumas, sedentarismo, ansiedade e depressão podem desencadear ou piorar seus sintomas, como dores em diversas regiões do corpo (especialmente nos tendões e nas articulações), cefaleia, cansaço significativo, dormência nos membros, sono não reparador, distúrbios de atenção e memória e transtornos de humor.

“Não é uma doença psicológica, mas, sim, agravada também por problemas psicológicos. Fica difícil saber o que vem primeiro. Estresse psíquico pode levar à insônia e à dor crônica e vice-versa. As duas coisas fazem parte de um ciclo”, destaca Elisete Funes, médica assistente do serviço de reumatologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp).O artigo na íntegra, você pode ler clicando: aqui

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Não é normal sentir dor

9 de dezembro de 2008 comente


O que é dor?

A dor é uma sensação anormal resultante da estimulação das terminações nervosas nos órgãos ou regiões sensíveis do corpo.

É um engano pensar que dor é algo normal, que deve ser ignorado ou que devemos nos acostumar a ela. É muito importante investigar a causa da dor, para poder tratá-la de maneira adequada.

Mas é preciso saber identificar quando precisamos de ajuda para curar algum tipo de dor. Algumas pessoas suportam anos uma dor, sem procurar ajuda. Isso pode prejudicar a qualidade de vida e a saúde da pessoa. Existem intensidades diferentes de dor.

Produção da Dor

O que acontece com nosso corpo para sentirmos dor?
Tudo começa quando as terminações nervosas existentes sob nossa pele e nos músculos recebem um estímulo nocivo. Essa "mensagem" é levada pelos nervos sensitivos até a medula, onde há uma resposta motora. Dali, a "mensagem" segue para o cérebro,onde é processada, formando a consciência da dor.

O que pode doer mais

As regiões do corpo que possuem mais terminações nervosas são mais sensíveis à dor. É o caso das pontas dos dedos e das mucosas. Essas terminações nervosas também estão presentes em revestimento dos ossos, nas paredes arteriais e em certas áreas do esqueleto.

Existem, basicamente, dois tipos de dor: a dor aguda e a crônica

A dor aguda é um sinal de alerta ou defesa do organismo, denunciando que algo está errado. Exemplo: a dor quando se corta um dedo.


A dor crônica não é apenas um sinal de alerta, mas sim uma doença. Podem durar meses ou anos, sendo freqüente e periódica. Esse tipo de dor pode ter múltiplas causas. Exemplo: dor devido a um processo inflamatório, como queimaduras ou fraturas.



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