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Turbine a sua memória

27 de agosto de 2014 comente
A capacidade do cérebro de armazenar informações pode ser comparada à performance de um atleta. Entre os 20 e os 30 anos, a memória costuma estar em sua melhor forma. Depois dos 50, a maioria das pessoas começa a notar falhas. Trata-se de um processo normal, lento e gradativo. Com os passar dos anos, fica mais difícil lembrar algumas informações ou reter novas memórias.

O segredo é diversificar as atividades durante o dia. Sem estímulos novos, diminui a capacidade natural que o cérebro tem de criar conexões alternativas entre os neurônios – algo que compensa, ao menos em parte, a perda dessas células nervosas na velhice. Com pequenas adaptações, atividades cotidianas podem trazer benefícios.

Confira as melhores formas de preservar a memória:
1) Mexa-se
- Caminhada e outros exercícios aeróbicos contribuem para manter e melhorar a marcha em idosos;
- Musculação e pilates fortalecem as articulações e retardam a perda de massa muscular. Alongamento e exercícios funcionais melhoram a coordenação.
2) Coma bem
- Grãos integrais, frutas, vegetais e gorduras saudáveis (derivadas de peixe, semente, azeite, etc.) reduzem o risco de problemas cognitivos na velhice.
3) Aprenda sempre
- Desafiar o cérebro e buscar novos conhecimentos é um hábito que deve ser cultivado durante a vida toda.
4) Durma bem
- Dormir bem é essencial para consolidar memórias. Basta uma noite mal dormida para notar que lembrar as coisas fica mais difícil;
- Anote as falhas de memória no dia seguinte e comprove. O cérebro precisa de, no mínimo, seis horas de sono por noite.
 5) Pare de fumar
- O risco de Alzheimer é duas vezes mais alto em pessoas que fumaram mais de dois maços de cigarro por dia durante a meia-idade;
- Entre os que abandonaram o vício ou consumiram menos de meio maço por dia, o risco é similar ao dos que nunca fumaram.
6) Cultive a amizade
- Laços sociais melhoram a capacidade cognitiva dos idosos. Todo apoio é importante, não importa de onde venha: amigos, familiares, cuidadores, etc.;
- A velocidade mental é maior durante conversas em grupo que em atividades solitárias, como a leitura.

Fonte: revista Época 

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Lapsos de memória – ãh?

17 de março de 2014 comente
Imagem: Shutterstock
Lapso, falha, branco total na memória. Isso já aconteceu com você? E não me diga que tem mais de 60… puxa! Tenho uma informação até muito agradável para todos nós: lapsos de memória não tem haver com a idade. Não é “porque já estou velha… porque já estou velho…” que os lapsos de memória podem deitar e rolar. Onde já se viu algum cientista afirmar com tanta convicção que “nossa memória funciona bem até os 60, depois disso nada é garantido”? Em meus 11 anos de dedicação aos aspectos do bom funcionamento da memória ainda não vi nada parecido, perdoem-me o pouco estudo caso esteja enganada.
O fato é que quando se chega na terceira idade o somatório da qualidade de vida até ali fica “carimbada” em nosso físico, psíquico, mental e espiritual. Por exemplo: se eu passei a vida toda abusando do açúcar, da gordura, do sal, de coisas industrializadas, alimentação pobre em verduras, frutas e legumes com muita chance terei problemas de saúde, se meu santo não for forte. Pressão alta, pressão baixa, diabetes, problemas circulatórios e muitas outras situações não são “devido idade”. Posso concordar que com o passar dos anos todo nosso corpo físico vai ficando mais “gasto, frágil e cansado”, mas se eu cuidar dele com toda atenção e zelo, é possível passar por esta vida intacto quanto à doenças terríveis, caso eu queira viver o máximo possível de forma saudável para aproveitar todas as oportunidades. Pode parecer que estou falando para os mais novos. Pois bem, estou falando mesmo já que desde cedo há chances de melhorar a qualidade de vida para quando mais velhos (com licença para usar a expressão “velhos”, com muito respeito e admiração!). Para quem já se considera na terceira idade sinta cada dia como o mais importante de todos, valorizando cada instante, seja para ser feliz, seja para aprender algo. O que quero dizer com isso é que até mesmo com o azedume das tristezas você pode fazer “aquela limonada” (lembram do ditado do limão?).
Mas vamos voltar aos “lapsos de memória”: eles poderão acontecer de acordo com 2 grandes maneiras: temporários ou recorrentes. Vejamos o quadro abaixo para melhor compreensão:
LAPSOS TEMPORÁRIOS
Acontecem de acordo com uma situação. Relacionam-se com situações agudas comuns no dia a dia:
- estresse agudo;
- cansaço momentâneo;
- noite mal dormida;
- fortes emoções;
- ingestão de álcool/drogas de forma social;
- sobrecarga mental;
Podem ser considerados comuns em qualquer faixa etária.
LAPSOS RECORRENTES
Acontecem em qualquer situação. Relacionam-se com situações crônicas relacionados a quadros clínicos:
- estresse crônico;
- fadiga crônica;
- desidratação;
- desnutrição;
- interações medicamentosas;
- efeitos colaterais de determinados medicamentos;
- distúrbios hormonais (diabetes);
- disfunções fisiológicas (deficiência de vitamina B12);
- doenças psíquicas como depressão;
- ocorrências que afetam estrutura do cérebro (traumatismos, AVC);
- doenças que destroem os neurônios (demências);
Precisam de atenção especial em qualquer faixa etária.
Experimento que a melhor maneira de você garantir seu bem estar e segurança pessoal é saber avaliar qual a origem de seu lapso e dar a ele o tratamento devido, sem esquecer de dar umas boas risadas durante ou depois do ocorrido. Garanto que o bom humor aliviará muito os sintomas indesejáveis de uma “pegadinha de sua memória”!

Postado por: Gal Rosa | Em: Vivendo com Saúde
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Como a atividade física pode ajudar a melhorar a memória?

13 de março de 2014 1 comentário
A cada informação recebida pelo nosso cérebro, realiza-se uma conexão entre as células cerebrais (os neurônios), modificando o cérebro fisicamente e criando um traço de memória. Quando o indivíduo precisa se lembrar de algo, em frações de segundo ele refaz todo o rastro deixado. Normalmente, quanto mais o cérebro repetir este caminho, com mais facilidade se lembrará dele e alcançará a informação guardada.

Neste sentido destacamos a nova temática do dia com a dica de que praticando atividade física regular pode-se melhorar muito a qualidade de vida e otimizar o desempenho cognitivo global. Uma novidade interessante é que este hábito pode melhorar a capacidade de memória, algo que pode fazer uma grande diferença para um envelhecimento saudável. A relação entre atividade física e memória foi observada em alguns estudos brasileiros realizados pelo Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Um deles documentou que durante cinco meses, 50 voluntários de 60 a 75 anos participaram de um programa de atividade física três vezes por semana, com exercícios em bicicleta ergométrica e sessões de alongamento e flexibilidade. Todos tiveram uma melhora na capacidade cardiorrespiratória e muscular, e diminuíram sintomas de depressão e ansiedade. Interessante é que foi observado ainda um aumento da capacidade de memória.


Como a atividade física pode ajudar a melhorar a memória?
De modo geral sabe-se que a atividade física ajuda a diminuir a viscosidade do sangue, o que contribui para aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, melhorando as capacidades cognitivas, como a memória. Além disso, o cérebro fica mais oxigenado e protegido de doenças neurodegenerativas, como as demências e os acidentes vasculares encefálicos. Isto acontece porque várias proteínas são produzidas e adicionalmente a pressão arterial do cérebro, fica controlada. Sabe-se também que pessoas que realizam atividades físicas são mais atentas, possuindo uma atenção sustentada por mais tempo. Alguns profissionais têm usado a atividade física como mecanismo de prevenção de quedas em pessoas com mais de cinquenta anos, pois estando mais atentas, as pessoas conseguem evitar riscos de quedas.

Em outra vertente, alguns estudos envolvendo modelos animais, como ratos e camundongos adultos, têm tentando verificar a relação entre atividade física e nascimento de novos neurônios, pois se sabe hoje, que mesmo na fase adulta madura o indivíduo tem produção de novos neurônios.
Tem-se observado que mantendo uma vida ativa, com atividades físicas e intelectuais, além de convivência social, o indivíduo diminui as chances de apresentar esquecimentos. O exercício físico é uma alternativa não medicamentosa em se tratando de funções cognitivas.

Uma boa recomendação é procurar realizar alguma atividade física que seja prazerosa para você, seja ela caminhada, dança sênior, dança circular, hidroginástica ou qualquer outra.
Lembre-se: “começar uma atividade física o quanto antes é uma boa maneira de evitar a perda de memória que pode acontecer no envelhecimento patológico”.


Texto por: Eva Bettine, Thais Bento Lima e Tiago Nascimento Ordonez
(Gerontólogos pela USP e Diretores da Associação Brasileira de Gerontologia)

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Memória

13 de fevereiro de 2014 comente
Outro dia, cheguei em casa do trabalho, jantei com o marido, conversei um pouco com os filhos e disse a todos que ia tomar banho. Fui para o banheiro e liguei o chuveiro. Voltei para a sala, sentei no sofá e continuei a conversar com os meninos… Não me lembrava que o chuveiro estava lá, aberto, acabando com a água do planeta! Uns dez minutos se passaram até que eu me desse conta de que tinha programado tomar banho…

Por essas e outras, cada vez mais me convenço de que é preciso realmente exercitar a memória, como recomendam os especialistas. Mas, afinal, o que é a memória?

A memória se apoia na extraordinária capacidade do cérebro de, constantemente, reconfigurar seus circuitos. Sabemos hoje que o armazenamento das lembranças tem influência não apenas nas mudanças e uma longa sucessão de lembranças de momentos vividos: nós acumulamos tamanha informação que a capacidade da memória parece ilimitada. Esse estoque de conhecimentos e lembranças é essencial para a construção da personalidade.

 Um exemplo disso são as pessoas que, após sofrerem um acidente vascular cerebral, ficam amnésicas e, ao esquecerem suas histórias pessoais, perdem assim a própria identidade.


A memória não é apenas um estoque de informações: é também um instrumento de trabalho. Como manter um diálogo se vamos esquecendo as frases enquanto falamos? Como desenvolver um raciocínio sem nos apoiarmos em conhecimentos adquiridos anteriormente?

A memória dos acontecimentos nos permite, além disso, prever as consequências de nossos atos e adaptar o comportamento às circunstâncias e aos resultados esperados. Ela permite, portanto, que possamos projetar o futuro, ao contrário do que acontece com os amnésicos graves, que vivem presos ao presente e que por isso encontram grandes dificuldades em planejar suas ações.

Uma atividade intelectual constante, a qualidade da vida social e hábitos saudáveis continuam sendo os melhores auxiliares da memória.

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Deu branco

4 de março de 2013 comente

A Vida Sem Memória

Conheça os diferentes tipos de amnésia, as dificuldades de uma vida sem lembranças e de que maneira a memória pode ser cuidada por Mariana Sgarioni.
  
O narrador, introspectivo, mergulha um bolinho dentro de uma xícara de chá. Nesse momento, sente um aroma e um sabor que trazem as lembranças das manhãs de domingo de sua infância. "E toda minha vida passada saiu naquele momento, daquela xícara de chá", escreveu Marcel Proust em sua mais famosa obra, Em Busca do Tempo Perdido.

A memória é assim mesmo: uma incrível biblioteca, com fileiras e fileiras de arquivos, que podem ser acessados imediatamente com base em um estímulo qualquer, como um som, um cheiro, um gosto, um toque. E nesses arquivos, formados por 100 bilhões de neurônios, sempre há espaço para novidades, como novas pessoas, ou até um número de telefone que somos capazes de lembrar - ou esquecer - num piscar de olhos.

O problema é que nosso maravilhoso sistema de arquivos pode ficar "lotado" ou simplesmente desaparecer. "O aspecto mais notável da memória é o esquecimento", afirma James McGaugh, professor de neurobiologia da Universidade da Califórnia. Nós não guardamos a maior parte dos fatos que vivenciamos, dos livros que lemos, das imagens que vemos. Mesmo da nossa infância, quando fazemos mais descobertas, esquecemos quase todas as coisas.
Até aí, normal. A formação e a evocação da memória mobilizam e ocupam muitas células, e é necessário liberar um espaço de vez em quando. Na verdade, é importante esquecer as coisas para que a cabeça não vire um depósito de lixo - ora inútil, ora traumático. Nada melhor do que se livrar de nossos sofrimentos. O problema é perder o controle do esquecimento. Esse fenômeno, conhecido como amnésia, é uma das questões mais intrigantes da medicina.

Na cabeça
Para entender como a memória se apaga, é preciso lembrar antes como ela se forma. O processo é bastante complexo - trata-se de um fenômeno biológico e psicológico, que envolve uma aliança de diferentes sistemas cerebrais que funcionam em conjunto.
Não se sabem ao certo todas as várias partes envolvidas, mas os indícios são de que ele seja coordenado pelo hipocampo - responsável pela formação das memórias - e pela amígdala - associada às memórias emocionais. Tudo é ativado por sinapses cerebrais, que liberam determinadas substâncias químicas (neurotransmissores), dependendo do tipo de memória que é evocado no momento. Existem 3 tipos básicos: memória ultrarrápida (retida por alguns segundos, como um número de telefone), a de curto prazo e a de longo prazo.
A amnésia acontece quando esse sistema entra em pane - por exemplo, por doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer, infecções e derrames, pancadas na cabeça, traumas psicológicos, alcoolismo e uso de drogas.

Isso é diferente de uma simples falha de memória, que ocorre o tempo todo devido à redução do número de sinapses cerebrais e de neurônios. Se essa redução acelerar, aí sim podemos falar em amnésia - que pode valer para informações novas (a amnésia anterógrada) ou para as antigas (amnésia retrógrada).

Apesar de não existir um tratamento específico da amnésia, é possível recuperar pelo menos parte da memória, dependendo da extensão e da gravidade da lesão cerebral, com exercícios como a exposição dos pacientes a estímulos novos ou a fragmentos das memórias a serem evocadas, terapia ocupacional e, em alguns casos, medicamentos.

"Pesquisadores estão investigando diversos neurotransmissores envolvidos na formação da memória, que pode um dia levar a novos tratamentos. Mas a complexidade dos processos cerebrais envolvidos torna improvável que um só medicamento resolva todos os problemas de memória", afirma Larry Squire, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, em San Diego.
Mas o mais difícil mesmo é recuperar a capacidade de guardar novas informações - a amnésia anterógrada. Para isso, especialistas sugerem que o melhor tratamento é a prevenção. E aí valem as medidas clássicas, como não fumar, não beber, praticar exercícios físicos, manter uma dieta equilibrada e, principalmente, botar a cabeça para funcionar.

"O melhor exercício é a leitura porque abrange todas as formas de memória: a memória visual, verbal, motora, a memória de curta duração e de longa duração, a memória de imagens", afirma o neurocientista Ivan Izquierdo. "A pessoa lê ‘árvore’ e movimenta as cordas vocais de acordo com o som da palavra. Num instante, também, passam por sua cabeça todas as árvores que é capaz de lembrar. Lê ‘árvores secas’ e se lembra de um poema." Segundo Izquierdo, a memória é a expressão mais acabada de que a função faz o órgão. Ela funciona melhor quanto mais se utiliza. Tanto que até a doença de Alzheimer é menos grave nas pessoas com cultura elevada. Quanto mais sinapses, menor o prejuízo.

Nossa memória está diretamente ligada à nossa história, ao que somos - daí a importância de cuidar bem dela. Para o pensador italiano Norberto Bobbio, "nós somos aquilo do que nos lembramos". Izquierdo acrescenta: "Somos também aquilo que escolhemos esquecer".

 Os tipos de memória...

Processual - Armazena o modo de fazer as coisas - por exemplo, como dar laço no cadarço.
Visual - Registra imagens como rostos e lugares. Assim, você pode desenhar um elefante sem que ele esteja diante de você.
Episódica - Guarda acontecimentos da sua vida - desde o que você comeu de café da manhã até o seu primeiro beijo.
Topo­cinética - Grava a posição e o movimento do corpo no espaço. Graças a ela, você consegue caminhar automaticamente até a sua casa.
Semântica - Guarda palavras, raciocínios e o sentido das coisas.
 ...e de amnésia
Síndrome de Korsakoff  - É um tipo grave de amnésia, decorrente do alcoolismo. Seu portador não consegue reter novos acontecimentos.
Amnésia traumática - Quem sofre trauma no crânio pode esquecer o que ocorreu logo antes e depois do acidente. Quanto maior for o trauma, mais prolongada será a amnésia.
Amnésia global - Não se retêm informações novas nem antigas. Ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.
Amnésia global transitória - Dura apenas algumas horas, e a recuperação é quase total. A causa não está ainda esclarecida.
Amnésia psicogênica - É temporária e ocorre devido a traumas psicológicos. Pode ser tanto anterógrada como retrógrada. Raramente há a perda permanente de trechos de sua vida.
 Para saber mais
A Arte de Esquecer - Cérebro, Memória e Esquecimento
Ivan Izquierdo, Vieira & Lent, 2010.


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Memória

6 de janeiro de 2009 1 comentário

(Neurônios)

O que nos faz ter uma excelente memória é exercitá-la em todos os momentos do dia sempre.

Para prevenir os lapsos de memória, os médicos recomendam manter o cérebro sempre ativo. Eles garantem que o hábito de leitura é fundamental.

Se você tem disciplina de leitura, vai ter mais capacidade de manter o foco de atenção.

A prática de atividades intelectuais não só ajuda a manter a memória aguçada, como posterga a senilidade em idosos. Não é à toa que muitas pessoas com idade avançada conservam a mente afiada.

Usar a memória previne a falta de memória


- A leitura estimula quase todas as formas de memória ao mesmo tempo. É o maior exercício que existe. Usar a memória previne a falta de memória. As pessoas que lêem mais têm menos esquecimentos quando chegam à velhice.

E, se têm Alzheimer, a doença é mais fraca e começa mais tarde. O brasileiro lê pouco, por isso, é um país sem memória - explica o neurofarmacologista Iván Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Atividade física e sono tranqüilo ajudam a preservar a memória

Dormir bem e manter hábitos de vida saudáveis - como praticar exercícios físicos regularmente e ter uma alimentação equilibrada - são outras medidas importantes.

- A prática de atividades físicas tem função de aumentar na ramificação dos neurônios, além de ativar a circulação sangüínea - explica a neurologista Sonia Brucki, da Academia Brasileira de Neurologia.

- Praticar esportes, fazer meditação, yoga, capoeira, tudo que possa servir para a pessoa se equilibrar, ajuda - completa Sindarta Ribeiro.

Mas será que não tem nenhum remédio para a memória? Especialistas afirmam que o uso de medicamentos é indicado apenas para casos de doenças degenerativas, como o Alzheimer.

- Não existe remédio que faça a gente lembrar mais. Existem medicações que a gente pode usar quando a memória está comprometida, como é o caso do Alzheimer. Sem uma doença específica, não existe remédio - afirma Sônia Brucki.



Para dar uma mãozinha, a técnica de anotar os compromissos em uma agenda - ou num pedacinho de papel que seja - oferece bons resultados.

- É um recurso fundamental. Se a sua memória está fraca, tem que usar memória auxiliar
Para saber mais:

Os labirintos da Memória - Ivan Izquierdo - Ciência Hoje