1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Quem sou eu

20 de janeiro de 2016 5 comentários

Sou uma filha que acompanha o envelhecimento dos pais, com a consciência de que a velhice é inevitável, mas que vivê-la de forma indigna e sofrida pode ser opcional.

Em julho de 2010 totalmente inexperiente com o Blogger, quis prestar uma singela homenagem aos meus pais e criei um blog chamado “Melhor Idade” a inspiração veio da observação da vida ativa e do envelhecimento saudável deles.

Para escrever sobre o assunto, foi necessária muita leitura, já que não tenho formação na área de geriatria, gerontologia e também não sou jornalista, porém à medida que fui me envolvendo com assuntos relativos aos idosos, e tendo uma resposta de quase 13 mil visitas em poucos meses, senti que não era simplesmente uma homenagem à eles, mas também um meio de poder ajudar a orientar as pessoas, gerando assim, uma maior responsabilidade com os leitores. O blog se tornou fonte de consultas, por pessoas que leem, opinam, comunicam e até de alguns que passaram a fazer uso didático do conteúdo (alunos de cursos de enfermagem e cuidadores). Passei então a ler muito mais sobre o assunto, e entre ideias de postagem, de assuntos para serem abordados também passei a repensar o nome do blog.


Em 2012 ganhei o 1o. lugar no concurso Histórias de Longevidade, promovido pelo Bradesco Seguros, onde tive a oportunidade de conhecer a atriz Jane Fonda que veio lançar um livro e fazer uma palestra no evento, de quem ganhei um livro autografado. De lá até a presente data, tenho sido convidada a participar do Fórum, e sou muito grata por ser uma fonte maravilhosa de aprendizado. 

Em algumas leituras tomei consciência sobre os milhões de idosos que são molestados fisicamente e moralmente diariamente no Brasil e no mundo, outra foi a entrevista feita com a Dra. Dorli Kamkhagi - Coordenadora do Grupo de Gênero do Amadurecimento do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas de São Paulo, e que também tive o privilégio de ouvi-la em uma palestra na USP.

Trecho da entrevista: A solidão, o medo das perdas e doenças, as transformações físicas, perdas econômicas e a dificuldade de fazer o ajuste entre o que acha de si mesmo e o corpo que efetivamente tem. Há uma imagem idealizada da velhice: quem não é maratonista fica frustrado. Tem gente que luta, mas, para a maioria, é uma fase difícil. A gente envelhece como vive: quem se interessava pela vida aos 50, continua assim aos 80. É só pensar em pessoas como a artista plástica Tomie Ohtake. O ideal é ponderar que não é preciso ser uma bailarina, mas é possível andar.

Também me chamou a atenção, um comentário, feito pela Prof. Neuza Guerreiro de Carvalho (Vovó Neuza, como prefere ser chamada) - 80 anos que mesmo aposentada, continua intensamente produtiva , ela disse ao auto definir-se:

Todas as idades tem o seu encanto, e a etapa do idoso, na maioria das vezes não é a Melhor Idade. "Não me chamo velha, não estou na Terceira Idade – a vida não se conta pelo número de anos vividos; não estou na Melho/ridade – porque podemos encontrar coisas boas em qualquer etapa da vida; não gosto de Feliz/idade porque soa artificial...

Refletindo sobre a palestra e na entrevista da Dra. Dorli e nas palavras da Prof. Neuza não pude deixar de achá-las ditas com sabedoria e então imaginei que Melhor Idade, não mais cabia.

O nome do blog passou a ser LONGEVIDADE, com a proposta de "fazer crer, que através da informação, do conhecimento e da aplicação desses, a vida se torne muito melhor e que seja longa, ativa, com alegria e bem estar, respeitando as limitações de cada um".

E para atender aos inúmeros e-mails dos leitores, sobre perguntas relacionadas à informática e Internet, criei em parceria com a Cristiane Fetter do Blog TO DOIDA e o Carlos Rangel do Blog Nômade Bit o UNSTRAP (Soltar) que dá dicas, e tira dúvidas dos internautas da 3ª.s e 4ª. Idades.

Entendendo também que a longevidade está diretamente ligada à uma boa alimentação, criei o Blog Molly Colecionadora de Receitas Ideias e Dicas, que além de receitas dá dicas domésticas.

Para informar sobre eventos , notícias ligadas ao objetivo do blog, veio então, o Longevidade/Agenda, com informações sobre eventos ligados à saúde do idoso, lazer, cultura e entretenimento.

Também pelos inúmeros e-mails com solicitações de informações ligadas ao "cuidar", criei o que chamo de uma Biblioteca, aonde coloco inúmeros artigos, voltados mais aos cuidadores profissionais, e profissionais de enfermagem.

Temos também uma vídeoteca, com vídeos pedagógicos e também vídeos de lazer, e finalmente uma "aba" dedicada a legislação e direitos dos idosos, formando o que a Cristine Fetter batizou de "Condomínio Longevidade".

Hoje, o Condomínio Longevidade já recebeu a visita de quase 180 mil leitores, e atendeu uma centena de profissionais e leigos com orientação e envio de materiais.

Sinto que o objetivo está sendo alcançado, me sinto grata as pessoas que nos lêem, nos solicitam auxílio, nos reconhecem, e nos apoiam.


Atualmente por falta de parceria o Longevidade dispende mais dedicação a página do FaceBook. ( https://www.facebook.com/LongeVIDAdeLongevIDADE/ )

Me sinto grata, pelo incentivo que me tornaram capaz de ser útil à sociedade em que vivo, e poder auxiliar os que não tiveram o mesmo privilégio que eu de terem a família que tenho, e principalmente pelos meus pais, que são grande fonte de inspiração para minha vida.


abraços,


"SOMBREAMENTO" NA DOENÇA DE ALZHEIMER – por Silvia Masc

15 de setembro de 2015 comente



Comentei aqui, que meu pai saiu por uma semana em férias, ele estava realmente em um processo de exaustão pelos cuidados que ele dedica a minha mãe, ele se tornou a “sombra” dela, que o chama o tempo inteiro, querendo que ele fique a vista dela o tempo inteiro. E é claro que isso sufoca e cansa, já que ele tem o seu espaço invadido o tempo todo.

Fui pesquisar sobre o assunto, e aprendi que, o termo para isso é “sombreamento” que é: - quando a pessoa com demência tenta manter seu cuidador em sua visão em todos os momentos, seguindo-os como uma criança pequena faria seu pai ou mãe.

VAMOS PRIMEIRO TENTAR ENTENDER ESSE COMPORTAMENTO.
É imperativo compreender que as desafiantes mudanças de comportamentos são os sintomas da doença de Alzheimer (e demências relacionadas). Vocês já me ouviram dizer em posts anteriores, "Culpa da doença, não da pessoa", continua valendo.

Além disso, é fundamental perceber que a maioria dos comportamentos desafiadores tem um propósito, para a pessoa com a doença de Alzheimer - em outras palavras, há uma mensagem por trás de seu comportamento. Em pessoas com doença de Alzheimer, acredito que o sombreamento representa a mensagem de incerteza, insegurança ou medo:

- Onde estou?
- O que estou fazendo aqui?
- O que eu vou fazer?
- Onde eu devo ir?
- Eu te conheço?"

(Atualmente, minha mãe sempre pergunta, "aonde devo ir" ?, acredito que na verdade ela quer saber aonde terá alguém para ficar com ela).

Consequentemente, os cuidadores representam uma tábua de salvação, segurança, um protetor, e uma âncora para o portador de Alzheimer ou outra demência relacionada
.
Como a maioria dos comportamentos desafiadores na demência não há respostas fáceis. Nós não podemos mudar ou controlar a doença ou os sintomas que ele cria. Podemos, no entanto, acomodar o comportamento. Em sombreamento, nós podemos diminuir o sentimento que há  por trás do comportamento, MEDO.

O medo é um companheiro constante da pessoa com demência. Podemos começar tentando diminuir esse medo perguntando a nós mesmos: - "O que posso fazer ou dizer (ou não dizer) para a pessoa com a doença de Alzheimer que irá oferecer-lhes confiança e uma sensação de contentamento?"
Em geral, as pessoas com doença de Alzheimer vão se sentir seguras se elas:

- tiverem uma rotina diária previsível,
- se estiverem envolvidas em atividades que lhes são familiares e descomplicadas,
- se estiverem em um ambiente calmo, e recebendo doses diárias de mensagens tranquilizadoras.

SUGESTÕES PARA CUIDADORES E FAMILIARES:
Dizer palavras tranquilizadoras todos os dias e, muitas vezes, como um mantra - "Você está seguro Tudo vai ficar bem. É bom que você esteja aqui, eu te amo...."
Suas palavras devem declarações curtas e sempre as mesmas.

Outra ideia é fazer uma fita de áudio de sua voz (ou qualquer voz familiar reconfortante). A fita pode ser uma coleção de histórias curtas e significativas da pessoa.

De modo semelhante, uma fita de vídeo pode ser criada.
Lembrem-se, as pessoas com demência esquecem os acontecimentos recentes, assim você pode colocar esta fita de áudio ou vídeo e perceber se é reconfortante. Filmes ou músicas familiares é outra opção.

(Minha mãe ama filme com crianças e fica tranquila assistindo, bem como ouvindo música orquestrada, música cantada ela se irrita).

Certa vez ouvi de uma cuidadora que estava exausta porque o marido com a doença de Alzheimer nunca lhe dava tempo para ir ao banheiro, ela então  passou a usar um timer (o mesmo que ela usava para controlar o cozimento da comida) e o marido passou a perceber que quando o cronômetro disparava e apitasse, ela voltaria, e ele parou de chamá-la na porta do banheiro. Para ela - funcionou!

Mas como todas as ideias na demência, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. E o que não funcionou um dia pode funcionar muito bem em outro.
Troquem aqui as suas experiências nessas situações, podem ser de grande valia para todos nós.
Beijinho, carinhoso,
para todos vocês cuidadores.






Viajar com Demência por Silvia Masc

24 de julho de 2015 comente

Se uma pessoa tem Alzheimer ou outras demências, isso não significa que ele ou ela não pode mais participar de atividades significativas, tais como viagens, mas requer planejamento para garantir segurança e diversão para todos. Fazer uma viagem curta para ver amigos e família, é importante considerar as dificuldades e benefícios da viagem para uma pessoa com demência. Nos estágios iniciais da demência, a pessoa pode ainda desfrutar de viajar. Conforme a doença progride, as viagens podem se tornar muito complicadas. 

Levar em conta, habilidades, segurança e preferências da pessoa com demência, qual é o melhor modo de viajar?

Considere o seguinte:
Vá com a opção que oferece mais conforto e menos ansiedade.
Viagens para destinos conhecidos que envolvam poucas mudanças na rotina diária. Tente visitar lugares que eram familiares antes do início da demência.
Tenha em mente que pode chegar um momento em que viajar é muito desorientador ou estressante para a pessoa com demência, de preferência, hospedar-se na casa de um familiar

Dicas para uma viagem segura
Mudanças no ambiente podem desencadear desorientação. Mesmo para uma pessoa nos estágios iniciais, novos ambientes pode ser mais difícil de se orientar. Mantenha a pessoa segura tomando precauções:
  • Ter uma mala de mão com você em todos os momentos, que inclui medicamentos, seu itinerário de viagem, uma mudança de roupa confortável, água, lanches e atividades.
  • Embalar os medicamentos necessários, informações médicas, uma lista de contatos de emergência e fotocópias de importantes documentos legais.
  • Crie um itinerário que inclui detalhes sobre cada destino. Uma cópia aos contatos de emergência em casa. Mantenha uma cópia de seu itinerário com você em todos os momentos.
  • Se você vai ficar em um hotel, informar a equipe à frente do tempo de suas necessidades específicas para que eles possam estar preparados para ajudá-lo.
  • Viajar durante o  dia que é melhor para a pessoa com demência.
Documentos para levar com você quando viajar
  • Nomes de médicos e informações de contato
  • Uma lista de medicamentos atuais e dosagens
  • Uma lista de alergias alimentares ou de medicamentos
  • Cópias de documentos
  • Nomes e informações de contato de amigos e familiares para ligar em caso de emergência
  • Informações sobre seguros Saúde (Convênio)


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QUEM SOMOS NÓS DIANTE DA GRANDEZA DO UNIVERSO? por Silvia Masc

21 de julho de 2015 comente


Ao observar essa imagem, me veio a mente uma situação vivida por mim recentemente em um hospital.

Fui fazer uns exames de rotina e fui mal atendida pela garota da recepção, que achava que eu tinha obrigação de saber a localização no hospital dos andares aonde faria os exames.

(parte do diálogo)

-” Senhora, tipo assim eu não posso estar indo com a senhora, a senhora ‘tem’ que saber aonde é”. (isso dito em um volume absurdo em um guichê).


Eu sorrindo disse – Solange (li no crachá) é a primeira vez que venho aqui, não conheço o hospital, você não precisa me acompanhar, pode me dar um mapa, ou me indicar aonde é.

Nem vou reproduzir o restante, mas o fato é que ela entrou em uma sala e não mais voltou, as pessoas que estavam lá aguardando, foram solícitas e me explicaram aonde eram os andares dos exames.

Observei também um péssimo atendimento por parte de um segurança na maneira tratar principalmente com as pessoas mais humildes.

Hoje, estive na Receita Federal para pegar um documento, depois de tudo preenchido, o funcionário me disse: - O seu documento só seria expedido amanhã, mas a senhora foi tão educada, que vai sair daqui com ele prontinho. Recebi um bônus por ter agido de forma normal, estranho isso não? 

Confesso que me defendo bem nessas situações, se nada for muito grave, dou um sorriso e relaxo, quando não, exijo ser bem tratada, se não resolver saio do salto, e ainda reclamo na ouvidoria ou órgão equivalente do local, informando o nome do funcionário que assim procedeu.

O que me fez refletir é algo que observo há algum tempo, o guarda de segurança, que deve ser terceirizado, mal treinado, ganhando mal e destratando pessoas carentes como ele.

Naquele episódio horroroso ocorrido aqui em São Paulo, quando um assaltante atirou e matou uma criança boliviana, ao ler sobre o assunto, fui informada de que os patrões dessas famílias, pasmem, são outros bolivianos que também já foram submetidos no passado ao mesmo regime de semiescravidão e hoje fazem os mesmos com seus compatriotas.

Para que isso? Somos todos formiguinhas diante da grandeza universo, qual a razão de alguns se sentirem formigões?

Alguém sabe a resposta?
Obrigada por me "ouvirem".

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Protegendo os pacientes de Alzheimer de ferir a si mesmo

19 de julho de 2015 comente
–  Feche o gás após o uso, ou esconda os botões do fogão para a pessoa não possa ligar os queimadores. Abaixe a temperatura dos aquecedores de água.


– Designar uma gaveta especial de itens que a pessoa possa com segurança “mexer, arrumar” quando estiver com vontade.
 Retirar ou impedir o acesso à




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Perdoar a si mesmo como um cuidador, e aliviar a raiva, por Silvia Masc

15 de junho de 2015 comente
 A semana passa, servi de sobremesa para minha mãe, uma porção bem pequena de cherimóia uma fruta que ela gosta muito, porém essa fruta não é indicada para diabéticos por ter um altíssimo teor de açúcar. Servi e coloquei a metade da fruta que não era pequena na extremidade da mesa. Em poucos instantes que me ausentei, ela pegou o prato e comeu essa metade inteirinha. Vocês não fazem ideia da raiva que fiquei de mim mesma, e mais raiva ainda quando no final da tarde a glicemia dela estava em mais de 300.

Fiquei lamentando o meu descuido e culpa quando meu pai disse:- “Para, lembre-se que você é humana”, me acalmei e me perdoei.
Quando posto sobre DA, alguns comentários externam muita raiva, a semana passada me surpreendi com três citações de pessoas que diziam “Tenho ódio dessa doença”, o que me levou à  esse texto que escrevi o ano passado. 

A raiva é uma emoção real, normal e esperado em cuidadores. Há um tema predominante - a raiva é desencadeada em cuidadores quando há falta de validação e apoio de membros da família. Como resultado, a raiva é mais exasperado por não ter tempo para si mesmo.

Cuidadores enfrentam uma série de desafios quando um ente querido desenvolve a doença de Alzheimer (AD) ou um distúrbio relacionado, incluindo lidar com suas próprias emoções e stress. Cuidar de uma pessoa com deficiência de memória pode uma tarefa extenuante

É comum sentir raiva contra o que você está cuidando. Às vezes, a raiva pode ser um sintoma do medo a maioria dos cuidadores vive esse sentimento. Você está perdendo o seu ente querido. No entanto, sentir raiva não é o problema real. como cuidadores você tem direito de senti-la. O problema surge por não saber o que fazer ou como aliviar a raiva.

A devastação desta doença desencadeia sentimentos fortes em todos, incluindo todas as emoções que são consideradas negativas como raiva e medo, porque são naturais, dada a situação. É natural pensar que você está perdendo. "

Para encontrar algum alívio, é essencial para a primeira distinção entre o que é possível mudar o que está dentro do seu poder mudar. Quando a raiva aumentar por tentarmos mudar uma circunstância incontrolável, a maneira mais fácil de encontrar alguma calma pode ser o de parar de tentar tão intensamente e fazer coisas diferentes.

Quando resistimos, ficamos presos em nossa raiva. Não quero dizer que você não possa trabalhar ativamente para melhorar as coisas por pedir a ajuda de membros da família, significa que você pode fazer as pazes com a forma como as coisas são hoje. Essa escolha é uma forma de manter a sua raiva sob controle e é uma forma de auto-cuidado.
 Muitas vezes é o nosso pensamento (e não a situação real) que causa raiva e nos impede de ver as coisas objetivamente. Esta última análise, limita a nossa capacidade de encontrar uma maneira melhor de lidar com ela.

Pergunte a si mesmo quando você começa a sentir-se oprimido ou zangado:
  • Qual a causa real da minha raiva?
  • Eu realmente preciso estar preocupado ou preciso mesmo me preocupar com isso?
  • Quais são as consequências se eu ignorar isso?
  • Isso é algo que deve ser feito agora?
  • Por que eu estou me preocupando esta expectativa de alguém ou é a minha?
  • Tenho uma solução boa agora?
Lembre-se, você tem direito de sentir raiva. Perdoar a si mesmo quando as coisas dão errado, e acreditar que o que você está fazendo o melhor possível.
"Você não vai ser punido por sua raiva, você será punido por sua raiva" - Buddha

"Você não será punido por sua raiva, você será punido por sua raiva" - Buddha


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Cuidadores de Alzheimer – por Silvia Masc

11 de junho de 2015 comente
Em nossas interações do dia-a-dia, raramente expressamos nossos segredos, todas as nossas emoções verdadeiras, ou deixamos que as pessoas vejam a nossa vida real - por razões compreensíveis.

Mas isso acontece aqui nesse blog, recentemente, alguém comentou "Eu não posso deixar o portão aberto, porque a minha mãe foge" - muitos de vocês corajosamente admitem possuir e compartilham pensamentos, desejos, inseguranças, dor, vergonha, vulnerabilidade, medo, sonhos e muito mais.

Como um cuidador de alguém com demência, a maioria de nós teremos muitas dessas emoções e podemos ter pensamentos negativos que nos consomem. Então, a questão são os nossos medos, dor e outras emoções. 
A pergunta mais importante é: Como agimos através destas emoções de uma maneira honesta para que eles não venham nos paralisar, nos quebrar ou mudar quem realmente somos?

A nossa forma de transformar as nossas inseguranças, tristeza e outras emoções difíceis é admitindo e compartilhando que eles existem. Isto é o que tem acontecido aqui. Quando nós nos abrimos e revelamos o medo e a dor, ou as situações em que nos sentimos falhos ou imperfeitos, um pedaço desse sofrimento sai da nossa vida e a porta se abre para a esperança, alegria e alívio se instalarem.

Quando compartilhamos, algo de extraordinário acontece, passamos  segurança aos outros para retribuir e compartilhar suas próprias histórias de luta. Recuperamos  o que é importante em nossas vidas - para ser uma parte da (imperfeita) família humana.

Eu vejo aqui, um lugar onde podemos aprender com os outros, ensinar,  ao mesmo tempo em que aprendemos mais sobre nós mesmos.
Sintam-se entre amigos que compartilham da mesma causa, de proteger, acolher amar e principalmente cuidar de quem está fragilizado.

abraços
Silvia Masc

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