1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Idoso não volta a ser criança!

21 de julho de 2014 comente
Podemos encontrar, nos longevos, muitas qualidades dos infantes, mas nem por isso devemos subestimar sua longa e densa história de vida

Tenho ouvido, com certa frequência, que aquele que viveu muitos anos de vida "voltou a ser criança". Entendo que, em alguns casos, a intenção é carinhosa; noutras, protetora e, eventualmente, chega a ter um tom pejorativo. Em todos, porém, é equivocada.

O idoso, como todos, já foi criança um dia e nunca mais voltará a sê-lo. Nem haveria por quê. É verdade que podemos encontrar, nos longevos, muitas das qualidades que são frequentemente manifestas pelos infantes, como a vivacidade, a inocência ou a impulsividade.

Nem por isso, no entanto, devemos subestimar a grande importância que tem a sua longa e densa história de vida. Esta é, sem dúvida, uma das principais características de quem vive muito: o grande acúmulo de experiências pregressas, que se constituem na principal matéria-prima com que é construída a identidade de cada um.

São as peculiaridades da sua composição, cada vez mais acentuadas com o progredir do tempo e com qualidades e intensidades ímpares, que caracterizam e identificam cada indivíduo. O conjunto de todas essas particularidades vai, progressivamente, diferençando-nos dos demais e tornando-nos cada vez mais parecidos com nós mesmos.

Esse patrimônio cultural precisa ser reconhecido e respeitado por ser o principal motivo pelo qual tomamos as nossas decisões e, em algum momento, em caso de necessidade, gostaríamos que fosse levado em conta por quem viesse a tomá-las por nós. Esse talvez seja o ponto principal que diferencia os idosos das crianças, com as quais são erroneamente comparados.

Ao idoso interessa muito o seu longo passado para que se possa planejar o futuro. Na criança, tudo se relaciona, fundamentalmente, com o seu cada vez mais longo futuro. Disso decorre a necessidade de diferenciar bem as duas situações, embora as características de ambos possam parecer, circunstancialmente, as mesmas.

Se não é adequado que os idosos sejam comparados aos seus pares etários, visto que, mesmo gêmeos idênticos, à medida que a idade avança, vão se diferençando conforme os caminhos que forem trilhados, que dizer de que o sejam às crianças apenas porque também não conseguem realizar suas atividades de forma independente ou porque possuem algumas limitações para cumprir as tarefas e funções da vida cotidiana?

Quando os idosos assim são entendidos, a reação imediata é a de cercá-los de proteção exagerada, o que acaba por tolher-lhes as capacidades que ainda estão presentes e, o que é pior, inibe qualquer possibilidade de expressão que não seja a da progressiva dependência.

Mesmo quando essas atitudes são tomadas com a melhor das intenções, tudo isso contribui para que, na maior parte das vezes, as limitações se acentuem. Cuidados desnecessários, linguagem com excesso de diminutivos, voz afilada e constantes repreensões vão transfigurando as relações pessoais e invertendo os papéis familiares e sociais. Erro crasso.

Não há por que infantilizar o idoso. Melhor seria conseguirmos ver a criança que esse idoso foi e que ainda vive em sua memória. Segui-la até a juventude e a vida adulta e verificar que saudades tudo isso lhe traz, que efeitos tiveram todos os anos que precederam o atual e qual a extensão do seu patrimônio que ainda pode ser resgatado para tornar explícito aquilo que lhe vai na alma.

Em resumo, seria ótimo conseguirmos ver quem ele foi antes de aqui chegar. Se conseguirmos agir dessa maneira com os idosos atuais, certamente os jovens do futuro farão a mesma coisa conosco e então teremos mais chance, todos nós, de saber para onde ir.


WILSON JACOB FILHO, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas (SP), é autor de "Prática a Caminho da Senecultura" (ed. Atheneu)
@ - wiljac@usp.br
 

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Atitudes simples reduzem o risco de AVC

17 de julho de 2014 1 comentário
Você sabia que 90% dos derrames podem ser evitados?

Confira algumas dicas de como prevenir o AVC (Acidente Vascular Cerebral):

1) Controle a ira
Estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que, nas duas horas seguintes a um ataque de raiva, o risco de um AVC cresce. A explosão aumenta a pressão, deixa o sangue mais viscoso e enrijece os vasos.

2) Faça exercícios
Segundo evidências reveladas na Conferência Internacional de Derrame, nos Estados Unidos, caminhadas rápidas já contribuem para a saúde das artérias.

3) Ajuste o sono
Trabalho publicado no European Heart Journal notou que voluntários que repousavam menos de seis horas estavam mais propensos a um AVC. Porém, aqueles que dormiam mais de nove horas também tinham um maior risco de sofrer problemas cardiovasculares.

4) Fuja de vícios
Tabagismo e abusos alcoólicos, entre outros vícios, lesam a parede dos vasos, contribuindo para elevar a pressão.

5) Alimente-se bem
Maneire em produtos cheios de açúcar, gordura saturada, sódio e colesterol. E invista em frutas, grãos integrais, leguminosas e peixes repletos de ômega 3 (salmão, atum e truta são alguns deles). Assim, você assegura a integridade de todo o sistema vascular.

6) Visite seu médico regularmente
As arritmias cardíacas devem ser monitoradas para evitar o risco de AVC. Mantenha em dia a saúde do seu coração e do seu cérebro!


Fonte: revista Saúde é Vital!
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O consumo de canela pode retardar o avanço da doença de Parkinson.

16 de julho de 2014 comente
Um estudo do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, nos EUA, indica que o consumo de canela pode retardar o avanço da doença de Parkinson. A pesquisa foi publicada no Journal of Neuroimmune Pharmacology.
O grupo de investigadores liderado pelos professores de Neurologia Kalipada Pahan e Floyd A. Davis conduziu o estudo em ratos afetados pela doença de Parkinson e descobriu que a canela foi capaz de retardar as mudanças celulares, bioquímicas e anatómicas no cérebro das cobaias.
Dois tipos de canela são usados com mais frequência nos Estados Unidos. O primeiro é a canela chinesa (cinnamon cassia) e o outro é a canela do Sião (cinnamonum verrum). Ambos são metabolizados pelo fígado para se transformar em benzoato de sódio, uma droga usada para tratar deficiências no metabolismo hepático.
Depois de a canela ser metabolizada pelo organismo, o benzoato de sódio vai para o cérebro, onde ajuda a prevenir a perda de proteína DJ-1.
O benzoato de sódio não ajudou apenas a prevenir a perda de DJ-1 no cérebro dos ratos, como também «protegeu os neurónios, normalizando os níveis de neurotransmissão, e melhorou as funções motoras», de acordo com os cientistas. O cérebro de pacientes que sofrem da doença de Parkinson normalmente carece de Parkin e DJ-1 –e, segundo os médicos, evitar essa perda seria o caminho para retardar a progressão da doença.
A doença neurológica que provoca tremores no corpo e afeta a mobilidade atinge aproximadamente 10 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados de agências e entidades de apoio, uma em cada 500 pessoas sofre ou vai desenvolver sintomas da doença de Parkinson na sua existência.
A equipa da Universidade Rush descobriu que os ratos beneficiaram da ingestão da especiaria. «A canela tem sido usada em grande escala como especiaria há muitos séculos», afirmou o especialista Kalipada Pahan. «Esta poderia ser uma das abordagens mais seguras para impedir a progressão da doença de Parkinson em pacientes».
O médico disse que agora é uma questão de traduzir essa descoberta num medicamento que possa ser usado por quem sofre da doença. O caminho, porém, ainda é longo, já que serão precisos testes com pacientes. «Se os resultados se confirmarem nesses testes, seria um avanço considerável no tratamento dessa doença devastadora», disse.

 Fonte: BBC
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Você tem medo do que?

12 de julho de 2014 comente

Envelhecer tem muitas vantagens. Mas, muitas vezes, sem aviso prévio, bate aquela tristeza por estar sozinho, receio de morrer sozinho ou de não pertencer mais a esse mundo tal como ele se apresenta na atualidade. E o que poderia ser encarado como um medo, uma ansiedade normal, acabar virando um transtorno, o transtorno do pânico, também conhecido como síndrome do pânico - que na população idosa tem algumas características particulares.

“O envelhecimento e a sensação de impotência em relação ao que não dominamos podem ser gatilhos poderosos. A sociedade exige um nível de atualização que as pessoas mais velhas podem não conseguir acompanhar. Um exemplo é o emprego da tecnologia. Aparelhos eletrônicos estão por todos os lados. Em portas de bancos, em caixas eletrônicos, sistemas de pagamento e meios de comunicação. As pessoas mais velhas sentem-se intimidadas e impotentes diante de tantas regras novas.
Quando começam a se adaptar, os aparelhos e as regras mudam, o que dá a sensação de não conseguirem acompanhar os mais jovens e de estarem 'ficando pra trás', explica Alexandre Caprio, psicólogo cognitivo-comportamental.
Para Ururahy Barroso, médico psiquiatra e psicoterapeuta, a Síndrome do Pânico pode se manifestar após os 60 anos por diversos motivos.
“Pode ser porque, durante a vida, a pessoa esteve envolvida com muitos fatores externos e, a partir de uma  certa idade, ela começa a se voltar mais para si mesma. Sem contar que a partir dos 60 anos ocorrem muitas perdas e algumas pessoas não estão educadas emocionalmente ou têm inteligência emocional baixa, apesar da idade, para lidar com perdas, frustrações, conflitos, aflições, adversidades e contrariedades, que são as maiores fontes de transtornos emocionais”, diz.
“O Transtorno  do Pânico é caracterizado por ataques recorrentes e imprevisíveis de ansiedade grave, em circunstâncias diversas, sem que haja riscos ou perigos reais. Dores no peito, taquicardia, formigamentos, tonturas, tremores, náuseas, sensação de morte iminente, em geral por ataque cardíaco, medo crescente de perder o controle e de enlouquecer são sintomas comuns”, explica Maria Lúcia Madureira, psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Como tratar
O primeiro passo é a informação. O ataque é causado, basicamente, pela sensação de impotência, de incompreensão em relação ao que está acontecendo dentro de si mesmo. Saber que é um mecanismo de defesa e entender porque o coração e respiração aceleram, assim como as verdadeiras causas da tontura, náusea, transpiração e outros sintomas, é um grande passo.

“É como acender a luz de uma sala onde, antes, a escuridão e o desconhecimento pareciam tão ameaçadores”, diz o psicólogo Alexandre Caprio. Ainda de acordo com Caprio, a Terapia Cognitivo-comportamental tem alto grau de eficácia nesse processo. “O paciente aprende a respeito de si mesmo e percebe que o Ataque de Pânico não se sustenta sozinho. Compreender que nosso corpo está apenas tentando nos proteger de um estímulo aversivo também destrói uma boa parte da tensão”, explica.

Mas esse é só o começo do trabalho, alerta o psicólogo: o verdadeiro vilão ainda está escondido. “São as crenças e os pensamentos que transmitem a ordem de ameaça ao cérebro e organismo. O processo terapêutico tem como objetivo identificar as crenças que levam o indivíduo a ter medo das coisas que acontecem em sua rotina e confirmar sua autenticidade. Em resumo, o paciente revisa seu ponto de vista em relação a si mesmo e ao mundo em vez de continuar dando crédito a seus erros cognitivos”, diz.
Sem a ordem de ameaça, continua Caprio, o corpo se desarma, e o transtorno passa a ser controlado. 

“Tanto em terapia como fora dela, técnicas de relaxamento são indicadas. Mas o relaxamento não funciona se o pensamento causador de todo o mal não for confrontado. Mesmo assim, se o ataque começar, o indivíduo ainda pode bloqueá-lo desacelerando a respiração. A sensação de estar sufocando torna essa tarefa relativamente difícil, mas não impossível. Se a entrada de oxigênio for controlada, as funções do corpo são restabelecidas vagarosamente, e os efeitos principais passam.”

Os 8 passos para se acalmar
A psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, Mara Lucia Madureira, lembra de oito passos para lidar com a ansiedade. “A chave para lidar com um estado de ansiedade é aceitá-la totalmente. Permanecer no presente e aceitar sua ansiedade
a faz desaparecer. Para lidar com sucesso com a ansiedade, você pode utilizar a estratégia “A.C.A.L.M.E-S.E.”, de oito passos. Usando-a, você estará apto a aceitar sua ansiedade até que ela desapareça”, explica  

:: 1 - Aceite sua ansiedade. Um dicionário define aceitar como dar “consentimento em receber”. Mesmo sem gostar muito, dê-lhe boas vindas como você daria a um hóspede inesperado e desconhecido. Não lute contra ela. Substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação

:: 2 - Contemple sua ansiedade. Olhe para ela sem julgamento: nem boa nem má. Apenas observe-a e avalie-a em uma escala de 0 a 10. Observe-a aumentar e diminuir

:: 3 - Aja com sua ansiedade. Normalize a situação. Aja como se você não estivesse ansioso, isto é, funcione com ela. Diminua o ritmo, a velocidade com que faz suas coisas, mas mantenha-se ativo!

:: 4 - Libere o ar de seus pulmões bem devagar! Respire calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Não sopre, apenas exale o ar lentamente.

:: 5 - Mantenha a atitude e os passos anteriores. Repita os passos um a um. Continue a: 1) aceitar sua ansiedade; 2) contemplá-la; 3) agir com ela, e 4) respirar calma e suavemente, até que a ansiedade diminua e atinja um nível confortável.
:: 6 - Examine seus pensamentos. Você deve estar antecipando coisas catastróficas. Você sabe que elas não acontecem. Examine o que está dizendo e pondere para ver se pode ser verdade.

:: 7 - Sorria, você conseguiu. Merece todo o crédito e todo o reconhecimento. Conseguiu sozinho com seus próprios recursos. Não é uma vitória, pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreender e aceitar. Agora saberá como lidar com visitantes estranhos.

:: 8 - Espere o melhor. Livre-se do pensamento mágico de que você terá se livrado definitivamente de sua ansiedade, para sempre. Ela é necessária para você viver e continuar vivo. Em vez disso, surpreenda-se pelo jeito como você a maneja, como acabou de fazer. Esperando ansiedades no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente.

Fonte: Estratégias cognitivo-comportamentais para lidar com a ansiedade (Beck, Emery & Greenberg). Adaptação de Bernard Rangé (1985)

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Cardiologista alerta para risco de mal súbito durante jogos da Copa do Mundo

7 de julho de 2014 comente


Amanhã, Brasil X Alemanha, Muitos torcedores estarão reunidos com amigos e familiares para assistirem aos jogos em dias regados a churrasco e bebida alcoólica. Esses fatores, somados à hipertensão, diabetes e doenças cardíacas coronarianas, podem transformar o indivíduo em uma bomba relógio, principalmente se a seleção não jogar tão bem.

De acordo com o cardiologista Edmundo Pereira Caparelli de Oliveira (CRM 82.857), é grande o número de pessoas que passam mal durante jogos de futebol e até mesmo outros campeonatos. “Já atendi muitos casos próximos a Copa, assim como finais da NBA, jogos da Liga dos Campeões da Europa e outras partidas de futebol.

A incidência de mal súbito acontece de duas a três horas após o términos dos jogos.chega a ser de 4% a 8% no Brasil e isso é decorrente do estresse e da liberação de neurohormônios, que acabam elevando a pressão e a frequência cardíaca, aumentando as chances de infarto, AVC e crises hipertensivas”, afirmou. Edmundo Caparelli fez algumas recomendações que podem ajudar a evitar essas ocorrências, principalmente para aquelas pessoas que já têm uma pré-disposição a esses tipos de problemas.

“É recomendado que as pessoas que vão assistir aos jogos da Copa junto com os amigos dividam a ansiedade com os colegas. Também seria bom fazer algum exercício antes do jogo, como uma caminhada leve, uma massagem também ajuda. As pessoas mais estressadas podem até tomar um calmante antes das partidas. É necessário utilizar roupas leves e confortáveis, evitar aglomerações e cuidar da alimentação durante a partida, com alimentos leves, evitando o consumo de bebidas alcoólicas, café e comidas que contenha muito sal, como churrasco e os tradicionais petiscos. Todos esses excessos podem provocar o aumento da pressão e desencadear outros problemas”, concluiu.

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Dicas para lidar com Sundowning (síndrome do entardecer)

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Há muitas hipóteses a respeito porque o entardecer é um momento do dia difícil para o portador de demência, a hipótese levantada é o cansaço ou tédio do final do dia,  e até mesmo a perda de luz solar. Ninguém realmente sabe por que as pessoas com a doença de Alzheimer ficam particularmente irritadas. 

Dicas para lidar com Sundowning

Há muitas hipóteses a respeito porque o entardecer é um momento do dia difícil para o portador de demência, a hipótese levantada é o cansaço ou tédio do final do dia,  e até mesmo a perda de luz solar. Ninguém realmente sabe por que as pessoas com a doença de Alzheimer ficam particularmente irritadas. Saiba mais no nosso blog

Dicas para Cuidadores
Aqui estão algumas dicas para tornar a vida um pouco mais fácil durante as horas crepúsculo:

Incentivar um pouco (não esgotar) exercício saudável durante o dia para estimular a produção de endorfina no sangue. Isto irá promover um relaxamento e poderá diminuir a irritação.

Tente manter o paciente de Alzheimer envolvido em alguma atividade, como por exemplo, dobrar roupas, olhando fotos ou jogando um jogo. Isso ajuda a criar novos padrões de pensamento.

Selecione um quarto para se tornar um "lugar tranquilo", onde há uma luz brilhante e música suave.

Só permitir sonos rápidos durante o dia de 20 minutos ou menos. Horas de sono pode confundir os ritmo biológico do corpo e manter o idoso também acordado à noite.

Se o seu ente querido costuma caminhar durante a noite, certifique-se que há um caminho claro e faça companhia para que ele saiba que não está sozinho.

Se você sentir seu ente querido está ficando irritado; segure a sua mão ou coloque a mão em suas costas ou no joelho. Às vezes a mão no ombro e uma massagem relaxante podem ser reconfortantes e pode aliviar qualquer tensão que possa estar se formando.

Promover atividades noturnas de interações positivas e memórias. Quer se trate de       assistir filmes, ouvir música, olhar álbuns de família ou telefonar para os entes queridos.

Manter uma temperatura confortável em casa.

Converse com seu médico sobre os medicamentos que possam ajudar com essa situação.

No paciente de demência, a mudança de rotina, dispara o gatilho para a irritação.

De acordo com estudos já publicados, as pessoas que foram expostas a mais luz no fim do dia mostraram menos agitação. A exposição à luz ajuda o corpo a reconhecer a diferença entre o dia e a noite.

Não promova situações que possam deixar o seu ente querido chateado, fazendo essa hora do dia mais fácil para ele, será também mais fácil para você. 


Idosos e dinheiro.

4 de julho de 2014 comente

Pesquisas do SPC Brasil vêm apontando que os idosos brasileiros, entre 65 e 85 anos de idade, estão ficando mais endividados e inadimplentes ao longo dos últimos meses.

É fato que o avanço da idade é proporcional ao avanço nas despesas com a saúde, composta por gastos, por exemplo, com medicamentos e com os planos de saúde. Despesas que somadas as com os bancos, representam quase 45% das dívidas em atraso desta faixa etária, segundo o SPC Brasil.

Os gastos na terceira idade são maiores do que os gastos nas outras faixas etárias.
Outro destaque vem das alterações nas relações familiares, onde observamos os idosos, cada dia mais como pessoas de referência nos domicílios ou nas famílias. E nesse novo cenário, a receita do idoso, que antes devia dar na conta certa, passa a ser dividida entre as gerações (ele, filhos e netos) e a arrochar o orçamento, que com o passar do tempo, tende a provocar o seu endividamento excessivo.


O que leva a outro ponto importante nesse cenário: o aumento na contratação de empréstimos pelos idosos que, geralmente, não estão mais no mercado de trabalho. Empréstimos contratados em nome deles, mas, geralmente, destinados, direta ou indiretamente a terceiros (filhos, netos). Utilizando a capacidade de endividamento de quem, provavelmente, não terá receita suficiente para saldá-lo.

Isso vem se tornando um problema social crescente.

O ideal é que cada geração assuma as suas responsabilidades, principalmente, pelo seu sustento, vivendo um padrão de vida compatível com a sua realidade, sem comprometer as gerações anteriores e as futuras.

Neste cenário, observamos um movimento crescente de retorno de idosos aposentados ao mercado de trabalho, formal ou informal, seja para complementar a renda, para saldar as dívidas, para poder melhorar ou manter o padrão de vida ou para realizar seus sonhos.

A pergunta a qual chegamos é: considerando que as despesas sabidamente crescem com o avanço da idade e que é comum ainda, sonhar com a aposentadoria... Como parar de trabalhar?

Através do planejamento, da disciplina e da adoção do hábito positivo de investir o quanto antes possível para a construção da independência financeira.

O que poupamos no presente, será utilizado no futuro.

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF - Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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