1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Principais dúvidas das mulheres sobre o câncer de mama

21 de outubro de 2014 comente
Durante as comemorações do "Outubro Rosa", campanha para alertar as mulheres para prevenção e diagnóstico precoce de tumores, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) levantou as principais dúvidas das pacientes.
Os principais questionamentos das pacientes já em tratamento na instituição, além de seus familiares, foram relacionados em consultas médicas ou multiprofissionais e referem-se à alimentação - e aos tipos de alimentos que podem estar relacionados ao tumor - ou hábitos e atitudes, como o uso de lingerie apertada.
"Prótese de silicone pode causar câncer?" e "Desodorante aerossol aumenta o risco de desenvolver tumor?" ainda são alguns dos mitos ligados ao câncer de mama.
Grande parte do público também tem dúvidas sobre a relação do câncer com a hereditariedade.
Confira na lista abaixo várias crenças populares que não passam de mitos.
O câncer nem sempre é hereditário ou genético
Muitas pessoas ainda acreditam que o principal fator para o surgimento do câncer é o genético, mas apenas 10% dos tumores têm esta correlação.
É importante, portanto, estar sempre atento ao próprio corpo: nódulos e feridas que persistem por muito tempo, e não existiam antes, podem indicar algum problema de saúde. Nesse caso, a visita ao médico não deve ser adiada.
O autoexame não substitui a mamografia
O autoexame ou mesmo o exame clínico, feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer, ainda que estudos indiquem que asmamografias anuais não reduzem mortes mais do que os exames físicos.
A recomendação é realizar a mamografia de acordo com as indicações médicas. A recomendação atual do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que as mulheres entre 50 e 69 anos façam a mamografia preventiva a cada 2 anos.
Uso de desodorante aerossol não facilita o desenvolvimento do câncer de mama.
A axila não tem células mamárias, portanto o uso de qualquer tipo de desodorante não afeta as mamas.
Próteses de silicone e diagnóstico do câncer
Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. Tampouco há pesquisas que relacionem a cirurgia para aumento dos seios com o aparecimento de tumores. Ou seja, qualquer afirmação cabal sobre o assunto, num ou noutro sentido, não está fundamentada em estudos científicos.
Lingerie apertada não aumenta as chances de câncer de mama
O tipo de sutiã, independente do tecido ou modelo, não favorece ou retarda o desenvolvimento do câncer de mama.
Pílula anticoncepcional e câncer
Não existem estudos que permitam a associação entre o uso da pílula anticoncepcional e um aumento da incidência de câncer.
Retorno do câncer e cura
Cada paciente é único e responde de uma maneira aos diferentes tipos de tratamento disponíveis, por isso não é possível afirmar que todos os casos vão evoluir da mesma maneira. Assim, não é possível afirmar que um câncer que retorne não terá cura.
Fonte: Diário da Saúde

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E o sono, como vai?

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Além de afetar a qualidade de vida, distúrbios do sono estão associados a doenças cardiovasculares.
Cansaço, sonolência, irritabilidade, queda no rendimento e no nível de atenção, erros de julgamento, dores musculares... Boa parte das pessoas conhece as consequências de uma noite insone ou mal dormida. O que nem todos sabem é que distúrbios do sono podem favorecer doenças graves, como as cardiovasculares.

Na dinâmica acelerada da vida moderna, cresce o número de pessoas que dormem mal. “Estudos mostram que até 50% da população tem insônia pelo menos uma vez por semana”, informa a Dra. Stella Marcia Azevedo Tavares, neurofisiologista e responsável pelo setor de Polissonografia do Einstein. “Estresse, depressão, ansiedade e maus hábitos como levar trabalho para casa e ficar até altas horas no computador ou fazer exercícios físicos antes de dormir são alguns fatores que podem levar à insônia, que é a dificuldade de iniciar ou manter o sono”, explica. Ela observa que, além dos reflexos negativos de uma noite sem dormir na rotina de atividades na qualidade de vida, a insônia é fator de risco para a depressão e a ansiedade. E pacientes que tiveram depressão têm maiores chances de recaída quando a insônia não é tratada.

Outro problema comum é a sonolência excessiva provocada pela privação do sono, mal que não se confunde com a insônia. Na insônia, o indivíduo quer dormir, mas não consegue. Já a privação diz respeito a pessoas que, em função da rotina de trabalho, da agenda social ou até para “malhar” antes do expediente, reduzem as horas de sono, mas dormiriam mais se pudessem. O organismo se ressente desse deficit. “Nem todos precisam dormir as oito horas regulamentares. Para alguns, bastam menos horas; outros precisam de mais. Mas, para mais ou para menos, é preciso dormir o tempo de que o organismo necessita. Só assim o indivíduo vai acordar descansado e disposto”, completa a Dra. Stella.

Outro vilão que está por trás da sonolência é a apneia obstrutiva do sono, bastante associada à obesidade e geralmente acompanhada de ronco. Trata-se de uma obstrução das vias aéreas que gera interrupções na respiração, podendo ocorrer até centenas de vezes ao longo da noite. “Além de afetar o sono, a apneia está associada a riscos cardiovasculares. Um importante estudo realizado na Espanha e publicado em 2005 na prestigiada revista científica Lancet comprovou que os apneicos estão mais sujeitos a eventos cardiovasculares fatais e não fatais. Quando o distúrbio é tratado, a taxa se iguala à dos demais pacientes”, informa a Dra. Fatima Dumas Cintra Luiz, cardiologista e coordenadora técnica do Centro de Arritmia do Einstein.

Após esse estudo pioneiro ter demonstrado fortes evidências da relação entre o sono e a saúde cardiovascular, outras pesquisas vêm sendo desenvolvidas a fim de aprofundar os conhecimentos em relação desse binômio que alçou a apneia a fator de risco cardíaco, assim como o tabagismo, o colesterol alto e vários outros.

Como acontece esse processo? “A apneia desencadeia mecanismos que tornam os indivíduos mais suscetíveis ao aparecimento de arritmias cardíacas, em especial a fibrilação arterial, hipertensão arterial e insuficiência coronariana”, explica Dra. Fátima. Segundo ela, um trabalho mais recente associa a apneia também à morte cardíaca súbita.

Outro dado agrava esse cenário: a apneia está cada vez mais presente na população. Um estudo feito na cidade de São Paulo por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que 33% dos paulistanos sofrem desse mal. Há 10 anos, o índice era de aproximadamente 6%.

O envelhecimento da população e o maior índice de obesos são alguns fatores que explicariam essa evolução. O perfil clássico do apneico é o homem de meia idade acima do peso e a mulher após a menopausa. Todavia, homens e mulheres de qualquer idade, inclusive os magros, podem ter apneia. O problema pode estar relacionado a questões anatômicas e funcionais – como nariz muito fino, língua muito grande, queixo muito curto, etc. Alguns comportamentos também podem interferir, como o hábito de ingerir bebida alcoólica à noite para descontrair depois de um dia estressante de trabalho. A bebida provoca o relaxamento muscular, favorecendo o ronco e a apneia.

O primeiro passo para cuidar dos distúrbios do sono é reconhecê-los. Muitas vezes o indivíduo ignora a gravidade que o problema pode ter ou sequer o identifica. “Há uma crença generalizada de que quem dorme bem é aquele indivíduo que deita e dorme. É um erro acreditar nisso. Esse dormir imediato pode ser um indicador de sonolência. Tem gente que diz que não tem problema de sono, argumentando que onde encosta dorme. É aí que está o perigo”, diz a Dra. Stella. “Dorme bem quem acorda disposto e descansado porque teve um sono reparador. É de manhã e não à noite que percebemos se nosso sono é bom”, completa a Dra. Fátima. Sonolência, ronco e cansaço são sinais que precisam ser investigados. 

Para o diagnóstico, os médicos, além da consulta clínica, podem solicitar exames como a polissonografia, que monitora diversas variáveis fisiológicas (níveis de oxigenação, batimento cardíaco, movimentos respiratórios, etc.) enquanto o paciente dorme.

O tratamento dos problemas do sono é preferencialmente não medicamentoso. Para a apneia, especificamente, usa-se o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), um pequeno compressor que injeta ar nas vias aéreas do paciente, impedindo que elas se fechem. E há uma receita que traz benefícios para todos os tipos de distúrbios do sono: bons hábitos. Fazer exercícios físicos até 4 horas antes do sono, combater a obesidade, optar por uma alimentação leve e sem ingestão de álcool antes de dormir e não dormir de barriga para cima são práticas que ajudam a ter uma boa noite de sono – o que é sempre um ótimo remédio para a saúde e para o bem-estar




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Cuidadores de Alzheimer – por Silvia Masc

21 de setembro de 2014 comente
Em nossas interações do dia-a-dia, raramente expressamos nossos segredos, todas as nossas emoções verdadeiras, ou deixamos que as pessoas vejam a nossa vida real - por razões compreensíveis.

Mas isso acontece aqui nesse blog, recentemente, alguém comentou "Eu não posso deixar o portão aberto, porque a minha mãe foge" - muitos de vocês corajosamente admitem possuir e compartilham pensamentos, desejos, inseguranças, dor, vergonha, vulnerabilidade, medo, sonhos e muito mais.

Como um cuidador de alguém com demência, a maioria de nós teremos muitas dessas emoções e podemos ter pensamentos negativos que nos consomem. Então, a questão são os nossos medos, dor e outras emoções. 
A pergunta mais importante é: Como agimos através destas emoções de uma maneira honesta para que eles não venham nos paralisar, nos quebrar ou mudar quem realmente somos?

A nossa forma de transformar as nossas inseguranças, tristeza e outras emoções difíceis é admitindo e compartilhando que eles existem. Isto é o que tem acontecido aqui. Quando nós nos abrimos e revelamos o medo e a dor, ou as situações em que nos sentimos falhos ou imperfeitos, um pedaço desse sofrimento sai da nossa vida e a porta se abre para a esperança, alegria e alívio se instalarem.

Quando compartilhamos, algo de extraordinário acontece, passamos  segurança aos outros para retribuir e compartilhar suas próprias histórias de luta. Recuperamos  o que é importante em nossas vidas - para ser uma parte da (imperfeita) família humana.

Eu vejo aqui, um lugar onde podemos aprender com os outros, ensinar,  ao mesmo tempo em que aprendemos mais sobre nós mesmos.
Sintam-se entre amigos que compartilham da mesma causa, de proteger, acolher amar e principalmente cuidar de quem está fragilizado.

abraços
Silvia Masc

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DIABETES PODE AUMENTAR RISCO DE ALZHEIMER EM 50%.

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DIABETES PODE AUMENTAR RISCO DE ALZHEIMER EM 50%.

Por outro lado, estilo de vida saudável ajuda a diminuir chances da doença. Conclusão é de organização internacional dedicada a estudar o tema
Alzheimer: deixar de fumar e controlar o diabetes e a pressão arterial pode reduzir chances da doença, segundo organização (Thinkstock/VEJA)
O diabetes pode aumentar o risco de Alzheimer e outros tipos de demência em até 50%. Além disso, tabagismo e a pressão alta são outros fatores que estão associados a tais condições. É o que aponta um relatório anual divulgado pela Alzheimer’s Disease International (ADI), organização internacional que reúne associações atuantes no tema.
O informe, lançado nesta quarta-feira por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer, celebrado no próximo domingo, ressalta a importância do controle dos fatores de risco evitáveis, geralmente associados aos hábitos de vida. Segundo o documento, controlar o diabetes e a pressão arterial, assim como fazer com que fumantes abandonem o cigarro, por exemplo, pode ajudar a diminuir o risco de demência.
Existem duas formas de explicar a conexão entre diabetes e Alzheimer, segundo Lilian Schafirovits Morillo, coordenadora do ambulatório de demência moderada do Hospital das Clínicas da USP. "A frente direta é que existem receptores de glicose e insulina em áreas do cérebro responsáveis pela memória. O excesso de glicose e de insulina, decorrente do diabetes, pode danificar essas regiões do cérebro", diz. "De forma indireta, podemos dizer que o diabetes, a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo e o cigarro afetam as artérias do cérebro, o que piora um quadro de neurodegeneração."
Conhecimento — Apesar da importância do controle desses fatores de risco, os números apresentados no relatório mostram que a maioria da população não conhece a relação entre o Alzheimer e essas doenças. Apenas um quarto das pessoas associa a obesidade a um risco aumentado de demência. Já a relação entre atividade física e a redução do desenvolvimento do Alzheimer só é reconhecida por 23% das pessoas.
O controle do diabetes, hipertensão e outros fatores de risco é apontado pelo relatório e por especialistas como estratégia bem-sucedida dos países ricos na prevenção do Alzheimer. Segundo o documento, há evidências de que a incidência de demência parece estar caindo nos países mais desenvolvidos, enquanto sobe nos países de média e baixa renda, como o Brasil.
Para o conselheiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rubens de Fraga Júnior, isso acontece porque os países menos desenvolvidos não têm estrutura eficaz no controle das doenças crônicas que atuam como fatores de risco para o Alzheimer. "Essa relação entre os dois problemas deve nortear as políticas públicas. Assim como os países ricos já fazem, temos de focar a prevenção do Alzheimer no controle dos fatores de risco evitáveis."


Fonte: REVISTA VEJA DESSE FINAL DE SEMANA PÁGINA 105

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Diagnóstico de Alzheimer, contar ou não contar?

13 de setembro de 2014 comente
O código de Ética Médica afirma em seu capítulo V, artigo 34, que é vedado ao médico "deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, SALVO QUANDO A COMUNICAÇÃO DIRETA POSSA LHE PROVOCAR DANO, devendo, nesse caso, fazer  a comunicação a seu representante legal".

Receber o diagnóstico de demência causa um intenso impacto na vida de pacientes e familiares. Os principais motivos referem-se à impossibilidade de cura e à progressão dos sintomas. A perspectiva de mudança na vida pessoal e das pessoas que cercam o paciente é de tamanha magnitude que torna receber a notícia da doença uma situação muito difícil de aceitar. São comuns reações emocionais negativas envolvendo impotência, medo e raiva além de um profundo sentimento de injustiça.

A falta de informações sobre a doença e as possibilidades de tratamento alimentam crenças distorcidas com base em estereótipos que, geralmente, assustam, por associar, erroneamente, a Doença de Alzheimer ao fim das relações. Considerar o diagnóstico pode ser tão temerário que algumas famílias negam os sintomas. É frequente que a demora na identificação da doença aconteça pelo receio de enfrentamento das mudanças. O atraso no diagnóstico pode gerar culpa nos familiares, por não terem oferecido tratamento previamente.

Participar do processo de degeneração cognitiva geradora de incapacitação confronta o familiar-cuidador com o medo em relação ao futuro do paciente e de si mesmo. Assistir ao seu familiar perder gradativamente sua identidade gera intenso sofrimento e impotência, e o relacionamento com o paciente passa a ser um confronto com múltiplas e cumulativas perdas que precisam ser constantemente adaptadas.

Aceitar a nova realidade será um processo construído aos poucos a partir do convívio com a nova situação e das adaptações graduais que serão realizadas. Aos poucos, aceitando o processo de adoecimento e enfrentando o dia a dia, os sintomas e obstáculos, muitas alternativas são vislumbradas e novos relacionamentos estabelecidos. Além de um tempo de adaptação, os familiares-cuidadores precisam de informação, reflexão sobre escolhas e decisões e apoio emocional e social. Bem amparados, eles aprenderão a conviver com a doença e com a pessoa com Alzheimer com qualidade e serenidade.

Em 1996, Holroyd* entrevistou pessoas idosas, moradoras em casa de repouso, e apuraram que 79,5% gostariam de ser comunicadas em um hipotético diagnóstico de doença de Alzheimer e 65% gostariam que seus cônjuges também fossem avisados. As causas justificadas foram: planejamento com antecedência à fase terminal, opção de uma segunda opinião, planejamento financeiro, resolver problemas de família, viajar ou tirar férias e até mesmo considerar suicídio (mínima porcentagem). A conclusão a que chegaram no estudo é que o diagnóstico deve ser contado, porém levando-se em conta aspectos clínicos e éticos de forma individualizada

REVELAÇÃO DO DIAGNÓSTICO

Revelar, ou não, ao paciente sobre o seu diagnóstico de Doença de Alzheimer (DA) é uma decisão que cabe à família. Os profissionais de saúde que assistem o paciente poderão discutir e auxiliar nessa decisão.

O tema da revelação diagnóstica ao paciente de DA nem sempre é discutido, mas mostra-se uma reflexão essencial para a família ponderar sobre as vantagens e as desvantagens envolvidas e, assim, tomar a decisão mais adequada para sua situação. Vale destacar que cada família tem um contexto particular e, por isso, cada caso tem que ser pensado individualmente. Além disso, os pacientes, ao longo da vida e no momento do diagnóstico, dão importantes dicas de como reagiriam à notícia do diagnóstico, o que deve ser levado em conta na decisão.

O principal motivo pelo qual as famílias optam por não revelar o diagnóstico é visando a preservar o paciente da realidade de perdas que a doença implica. Em outras palavras, famílias costumam ser contrárias à revelação do diagnóstico de DA ao paciente para evitar consequências emocionais negativas, como por exemplo, reações depressivas. Tais reações de fato podem acontecer, principalmente quando o paciente ainda está com a crítica preservada e, portanto, consegue entender sobre sua situação e as repercussões negativas da doença.

Devido ao comprometimento cognitivo é essencial que, caso a família opte por contar ao paciente sobre seu diagnóstico, a revelação seja feita no estágio inicial da doença para favorecer a compreensão e o registro dessa informação. A família tem que ter o cuidado de explicar ao paciente sobre sua condição em linguagem simples, para garantir o entendimento, e, também, repetir a informação do diagnóstico no dia a dia, visando ao registro e aproveitamento do dado. Assim, outra desvantagem à revelação é o fato de que não é garantido que a compreensão do paciente sobre sua condição aconteça.

Após a reação inicial negativa da notícia do diagnóstico, os pacientes informados sobre a sua condição tendem a aceitar a doença e se colocarem em uma posição de enfrentamento do processo de adoecimento, contribuindo para uma melhor adesão ao tratamento. Há a tendência à percepção e ao reconhecimento das dificuldades e à maior aceitação de cuidados e regras envolvendo proteção e redução de riscos. Quando o paciente sabe sobre a doença, ele pode participar antecipadamente e em conjunto com a família de decisões e preparação do futuro de maneira compartilhada.

Fonte
* Holroyd et al. ]to know or not to know: ethical issues related to early diagnosis fo Alzheiemr's disease. Int. J Alz Disease BMJ. 1997;314:321.
** ABRAZ
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O que é HPB?

6 de setembro de 2014 comente

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), condição que causa problemas com a passagem da urina, costuma afetar dois em cada cinco homens acima dos 50 anos, e três a cada quatro com mais de 70 anos.

A próstata cresce vagarosamente à medida que o homem envelhece. Em alguns casos, a próstata pressiona o canal pelo qual passa a urina (uretra). Quando isso acontece, torna-se difícil a passagem da urina. Pode ocorrer que o jato de urina fique muito fraco ou que o homem sinta dificuldade em esvaziar a bexiga. Entretanto, esses sintomas podem também ser causados por outros problemas, como infecção urinária e outros problemas da próstata. Se você sentir qualquer um dos sintomas descritos acima, não hesite: procure um urologista para descobrir o que está causando o problema.

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) não é um tipo de câncer e não aumenta o risco de que o paciente desenvolva um câncer.

Como diagnosticar a HPB?

A partir dos 40 anos de idade, é recomendado que o homem marque uma consulta com um médico urologista. É por volta dessa idade que começam a aparecer os sintomas relacionados aos problemas de saúde masculinos. O urologista deve ser procurado sempre que houver qualquer tipo de dúvida.

O toque retal é um exame extremamente importante tanto para constatar a presença da HPB como para descartar a hipótese de câncer de próstata. Durante o exame, o médico pode avaliar o tamanho e a consistência da próstata, além de descobrir nódulos que podem ser indício de câncer de próstata.

O exame de sangue é complementar ao exame físico realizado pelo urologista. Neste exame é dosada uma substância presente no sangue denominada Antígeno Prostático Específico (PSA), que aumenta em casos de HPB e câncer de próstata. Porém, o fato do nível de PSA estar elevado não indica obrigatoriamente que o homem tenha câncer de próstata ou HPB, sendo necessária pesquisa adequadamente direcionada pelo médico.

É importante ressaltar que o PSA, apesar de ser um exame importante, não descarta a necessidade do exame do toque retal. A melhor forma de diagnosticar tanto o HPB quanto o câncer de próstata é por meio dos dois exames realizados juntos. Portanto, procure um urologista para melhores informações sobre sua saúde.

Há modos de prevenir a HPB?

A HPB está intimamente relacionada com a idade do homem. Mas muitos estudos já revelaram a relação de outros fatores com o desenvolvimento dessa doença.

Sabe-se, por exemplo, que com o consumo de gorduras saturadas e zinco aumentam as chances de um paciente possuir uma HPB sintomática. O consumo de frutas tem efeito contrário. Outros fatores também são citados como relacionados ao desenvolvimento da HPB: valores altos de PSA, doença cardiovascular prévia, obesidade e diabetes. Um estudo chegou até mesmo a identificar que a história familiar de câncer de bexiga pode aumentar as chances de o paciente desenvolver a HPB.

Dessa forma, todos os estudos mostram que além da idade, o cuidado com a alimentação é de grande importância na prevenção da HPB. Não somente a HPB seria evitada com uma boa alimentação, mas também diversas outras doenças, como a hipertensão e o infarto do coração.

Qual é o tratamento?

O tratamento depende do grau de intensidade dos sintomas, de quanto eles afetam as atividades do dia a dia e da qualidade de vida. Em caso de sintomas brandos, pode não ser necessário nenhum tratamento específico. O médico fará o acompanhamento do paciente e conversará a respeito de algumas mudanças simples no estilo de vida que ajudarão a diminuir os sintomas. Por exemplo, o médico pode informar-se a respeito dos líquidos que o paciente ingere e recomendar a redução no consumo de álcool e de bebidas que contenham cafeína, como o café e o chá. Essas bebidas pioram os sintomas.

Se os sintomas estão piorando rapidamente e causando problemas, converse com o seu urologista a respeito das opções de tratamento.

Fonte: portal Programa Saúde Fácil

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Cuide da sua pele no inverno.

3 de setembro de 2014 comente
O frio traz muitas coisas boas: sopinha, vinhozinho, edredom e aconchego. Infelizmente, como tudo que é bom na vida, também traz desvantagens ­– e o ressecamento é uma delas. Você começa a sentir na pele (literalmente) a queda de temperatura: coceira, aspereza, aspecto esbranquiçado e craquelado e doenças como dermatite atópica e psoríase.

Além de áspera, a pele seca fica sem elasticidade e irritada, refletindo mal a luz e, por isso, aparentando não ter viço. O problema piora drasticamente no inverno. Se você mora ou trabalha num ambiente com ar-condicionado, também sofre disso – eu sou uma que anda se entupindo de hidratante… :(

Sem o tratamento adequado, a pele seca pode sofrer graves descamações e até mesmo fissuras. 

Por outro lado – olha o puxão de orelha –, não adianta sair usando produtos de beleza com agentes de limpeza agressivos. Alguns cuidados com a pele seca no inverno são essenciais. Veja abaixo:
saude-cuidados-pele-coceira

Beba cerca de 2 litros de água por dia. A capacidade que as células do corpo têm de reter líquido diminui à medida que você envelhece, agravando o problema de ressecamento da pele.

Não tome banhos quentes demorados. Sei como é tentador fazer isso no frio, ainda mais de manhã, mas a água quente pode desidratar a pele. Se você sentir frio antes do banho, faça um alongamento ou outro tipo de exercício para aquecer o corpo.

Se você tiver aquecedor, diminua o termostato. A pele tende a apresentar coceiras quando você está quente.
Por Midori Faria 

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