1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

Momento gente feliz no Pão de Açúcar.

25 de janeiro de 2014 5 comentários
Hoje pela manhã, fui fazer as compras da casa dos meus pais e fui surpreendida no supermercado, com uma mesa de café da manhã, sendo oferecida aos clientes pela funcionária Andressa, muito gentil e educada.

Melhor do que isso foi ver a Dna; Cida, (78 anos) moradora do bairro, que faz trabalhos de costura, de uma forma muito simpática oferecendo os seus serviços. Foi agradável também conhecer a Nina que estava cobrindo de gentilezas a Dna, Cida  que também havia acabado de conhecer.

 É nessa hora que me ocorre que a proposta do nosso blog  possa sensibilizar pessoas que diferente da Nina, ainda agem de forma desrespeitosa com os mais velhos.
Ao lado, o registro desse momento tão gostoso.



Cardápio para a Ceia de Natal para diabéticos

4 de dezembro de 2013 comente
Cardápio elaborado pelo Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes, coordenadora Dr. Josefina Bressan

O Natal é um momento de confraternização onde os alimentos são apenas a moldura do dia, por isso siga as quantidades estabelecidas no seu plano alimentar, de acordo com o grupo do alimento.
Esta é a sugestão preparada pelo Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Seguindo corretamente este cardápio, você terá uma ceia saudável e saborosa. Mas lembre-se, não ultrapasse a quantidade de alimentos estabelecida pelo seu plano alimentar. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
Saladas

  • Verde – Alface, rúcula ou agrião, pepino e tomate. Temperar com sal e gotas de azeite extra-virgem ou azeite da sua preferência. (Grupo das verduras – Hortaliça A)
  • Maionese – Batata, maçã, petit pois. Usar iogurte natural para substituir a maionese tradicional, temperar a gosto com ervas (ex:orégano) ou misturar com atum conservado na água. (Grupo principal: arroz)
  • Salada de feijão fradinho ou grão de bico. Temperar com cebola e sal à gosto. (Grupo do feijão)
Prato Principal
  • Peru assado (retirar a pele). Enfeitar com frutas naturais. Ex: abacaxi, rodelas de goiaba, cerejas, etc. (Grupo das carnes).
Acompanhamentos

  • Farofa com couve. Cortar a couve bem fininha e misturar a farofa simples no ato de sua preparação. (Grupo do arroz)
  • Arroz colorido. Misturar passas previamente lavadas, milho, nozes e cenoura. (Grupo do arroz)
Sobremesa
Gelatina Colorida
  • 2 copos de leite condensado diet (sem açúcar)
  • 1 vidro de leite de coco light (200ml)
  • 1 pacote de gelatina sem sabor
  • 3 sabores diferentes de gelatina diet
Modo de fazer: preparar as gelatinas com a metade da água indicada no pacote. Levar para endurecer. Partir a gelatina em cubos pequenos e coloca-las em uma travessa. Reservar.
Bater bem o leite condensado, a gelatina sem sabor, o leite de coco light, junto com dois copos de água no liquidificador. Despejar esta mistura sobre a gelatina colorida previamente picada e levar a geladeira.
Rendimento: 20 porções. Substituir 1 porção por 1 cota de fruta.

Com a vida dura que levamos, ter um amigo é ter um tesouro

3 de dezembro de 2013 1 comentário
A amizade é o relacionamento que tem mais a cara do nosso tempo. Ou talvez, mais ainda, do futuro. Livre, aberta, democrática, ela nos convida ao exercício da tolerância, da aceitação do outro exatamente como ele é. Além disso, nos faz provar um pouquinho do gosto do amor incondicional, aquele que não perde tempo em cobranças ou exigências. Ela é tão especial que, hoje, uma boa centena de pensadores, sociólogos, psicólogos e antropólogos se dedica inteiramente ao seu estudo.
Refúgio
A amizade tem uma dimensão muito maior agora do que, digamos, 50 anos atrás. Naquela época, boa parte do tempo livre das pessoas era ocupada pela família, com seus aniversários, casamentos, festas de Natal e intermináveis almoços de domingo. Hoje, a família numerosa fragmentou-se.  Além disso, os relacionamentos amorosos, outra fonte de grande interesse, já não duram tanto tempo como antigamente. O afeto dos amigos tornou-se, então, um refúgio.
Outro motivo para a alta crescente da amizade: a vida anda muito dura. A sociedade estimula o individualismo, a competitividade, a agressividade e a intolerância com a diferença. Exatamente por isso, aumenta a cada dia a sede das pessoas por valores mais humanos, como amor, confiança, respeito, tolerância e solidariedade, qualidades presentes em abundância nas relações entre amigos. Se não temos mais a família consangüínea para nos abastecer de compreensão e carinho, se a relação entre casais é cada dia mais instável, quem senão os amigos para fazer esse papel?
E mais um fator aumenta a importância desse sentimento: "Os vínculos de amizade tornaram-se um campo de experimentação da sociedade, um laboratório onde ela gesta os relacionamentos do futuro", diz Jorge Forbes. Isto é, a abertura, a aceitação e a flexibilidade que caracterizam as relações entre amigos serão cada vez mais comuns no trabalho, na família e na sociedade, afirma ele. Pais mais amigos, maridos e esposas mais amigos, chefes mais amigos. Um belo futuro.
Amigo é um ser diferente de nós
O próprio conceito de amizade já mudou muito. Antes, amigo era o que pensava igual à gente. Hoje, é possível dar um passo à frente. "Amigo também pode ser uma pessoa muito diferente de nós. Posso aprender a respeitar e admirar a singularidade do outro, sem que ele precise ser igual a mim. Não só. Também posso aceitar minha singularidade, sem querer agradar os outros", diz Forbes.
Parece mesmo que as pessoas estejam começando a aprender a se aceitar melhor umas às outras, concedendo um pouco mais de espaço para suas manias, defeitos e incoerências. É só dar uma olhadinha num dos seriados de maior longevidade da TV americana, Friends. Os personagens são todos diferentes uns dos outros. O que nos une é a força da amizade. Ou seja, a capacidade de sair um pouco de si mesmo para olhar o diferente com mais carinho e aceitação.
Tipos inesquecíveis
Há diferentes graus de intimidade e compromisso na amizade. Há o amigo de grandes confidências e o amigo para ir ao cinema e tomar chope. Amigos de infância ocasionalmente também voltam para nossas vidas. E sempre vamos nos lembrar com carinho daqueles amigos que nos ensinaram uma grande lição, que deram um apoio num momento muito difícil ou ainda com quem dividimos aventuras significativas. Uma grande sabedoria é distinguir quem é quem: não trocar confidências com quem se tem uma relação rasa, não exigir que os amigos de infância fiquem para sempre, não esperar que conhecidos e camaradas sejam capazes de arriscar o pescoço por nós. Cada um é um, e o maravilhoso da amizade é exatamente essa sua relatividade elástica. Reconhecendo os limites e capacidades (e, por que não, as funções) de cada amigo, podemos prolongar e cultivar amizades por muitos anos. É prudente identificar essas diferenças.

Mas difícil de encontrar mesmo é o amigo companheiro. A palavra "companheiro" significa exatamente “aquele que divide o pão”. Esse amigo dá um braço por você,enfrenta o que der e vier por sua causa. E está sempre prestando atenção no que você pode precisar.
FONTE: Vida Simples
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Ideias para mudar sua vida agora

2 de dezembro de 2013 1 comentário
Na busca pela felicidade, muitas vezes são as pequenas coisas que podem transformar o cotidiano. “Nós somos felizes, sim, mas somos normais. Não existe uma vida sempre em êxtase. Acho que é uma característica humana querer aprender coisas novas e buscar nossos sonhos”, conta Fred Di Giacomo, que ao lado da mulher, Karin Hueck, começou recentemente o Glück Project, uma pesquisa sobre felicidade. Para isso, o casal trocou o Brasil por Berlim, na Alemanha, onde planejam viver pensando em ser feliz em primeiro lugar.
Se uma pequena mudança nas ações cotidianas é o que falta para você ser mais feliz, não espere mais. Selecionamos algumas ideias que já deram certo. Inspire-se com as dicas baseadas nas histórias abaixo.
Faça algo inédito todo dia. Conhecer coisas novas e testar os próprios limites é uma maneira
de aprimorar o autoconhecimento e alterar a percepção do mundo ao redor. Insatisfeita com os rumos da vida, Steffania Albanez largou o emprego e, ao lado da amiga Elisa Mendes, decidiu fazer uma coisa inédita por dia. O resultado pode ser visto no blog que elas criaram, o 365 Nuncas. “Talvez a pessoa não precise realizar com a intensidade que nós realizamos [365 dias direto], mas pensar a respeito e tentar movimentar a própria vida é uma experiência que vale a pena”.
Faça uma coisa boa por dia. Atitudes de gentileza diárias, por menores que sejam, fazem a
diferença. Se não sabe por onde começar, siga o exemplo do publicitário mexicano que resolveu fazer uma boa ação por dia durante 21 dias, tendo como alvos conhecidos, desconhecidos e até animais. Cada boa ação estava escrita em um cartão personalizado, como mostrado no registro do projeto.
Ofereça ajuda a um estranho. Pergunte como pode ajudar. As respostas podem ser surpreendentes. Renata Quintela, redatora, começou sua Jornada com uma simples pergunta: “O que posso fazer por você agora?”. As respostas já foram de tomar um café até a preparação de uma festa, entre muitas outras.
Recicle, reuse e reaproveite - ao extremo! Muitos objetos podem ser transformados de maneiras que você nem imagina. Foi o que uma família inglesa descobriu ao decidir dispensar apenas uma lata de lixo cheia ao longo de um ano inteiro. Eles fizeram isso comprando utensílios sem invólucros, cultivaram sua própria horta e reciclaram tudo que era possível, de cascas de frutas a painéis solares, para gastar menos energia.
Ajude alguém doente. Ao saber que o amigo Jonah tinha uma doença incurável conhecida como GSD 1b (Glicogenose tipo I ou Doença de Von Gierke), cujo principal sintoma é a queda frequente de glicose do organismo, o norte-americano Dylan, de 6 anos, resolveu escrever um livro e doar o dinheiro das vendas para pesquisas que buscam a cura. Até hoje, o garoto já conseguiu juntar 420 mil dólares, cerca de R$ 924 mil reais.
Faça uma viagem sem destino. O mundo é muito grande para ficar sempre estagnado no mesmo lugar. Faça uma viagem sem um destino pré-definido, e aproveita cada momento. Pode ser na sua cidade mesmo: ande por aí e conheça lugares que você nunca reparou. O designer norte-americano Foster Huntington largou tudo, entrou em uma van e seguiu para o lado oeste dos Estados Unidos, registrando tudo com uma câmera e publicando no seu blog.
Faça algo pela sua cidade. O lugar onde você mora é importante e deve ser preservado. Se cada um fizer uma pequena parte, o resultado pode ser grandioso. Pensando em colorir e, ao mesmo tempo, diminuir um problema urbano na agitada Londres, o artista Pete Dungey criou o projeto The Pothole Gardens: ele planta pequenos jardins nos buracos que encontra pela rua
Empregue suas habilidades e não tenha medo de criar. Tirar proveito de seu dom pode render bons frutos. No caso do garoto Moziah Bridges, que desde muito novo gostava de costurar, a inspiração veio por si só: o garoto lançou a loja virtual Mo’s Bows,onde vende gravatas estilizadas e personalizadas.
Faça pequenas gentilezas. Experimente deixar recadinhos em lugares improváveis, elogiando
ou dando uma informação útil para quem encontrá-lo. Simples, esta é a proposta do projeto Amélie, de Portugal: uma pequena troca de gentileza diária. Se você gostou de receber, pode fazer o mesmo por outra pessoa.
Expresse gratidão. Seja por palavras, cartas, ligações: o que importa é sentir-se
grato e expressar esse sentimento. Em experimento divulgado no Youtube pela organização criativaSoulPancake, a gratidão apareceu como um fator de aumento da felicidade. Os voluntários deviam escolher alguém que tivesse sido uma influência importante para eles e descrever em um papel o motivo da escolha. Feito isso, foram convidados a ligar para a pessoa escolhida e ler o recado escrito. No final, foi aplicado um questionário. Segundo as respostas dos voluntários, aquele que conseguiram compartilhar a gratidão tiveram um aumento de 15% no grau de felicidade.
Fonte: IG
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

O casamento da bisneta.

6 de outubro de 2013 3 comentários
Hoje está sendo um dia de família reunida, com as boas lembranças do casamento da bisneta dos meus pais, a bisneta querida, aquela que mesmo quando fazia faculdade e trabalhava, não deixava de visitar e encher de carinho o “biso e a bisa”. Aquela que quando o biso precisou ser internado para fazer uma cirurgia, não deixou de diariamente levar a bisa para visitar o biso no hospital. Há 2 anos, mamãe “viveu” para ver o casamento dessa bisneta querida.
Ontem foi emocionante ver, mesmo em um dia tão importante pra ela, o carinho dispensado a eles, duas cadeiras em destaque foi colocada no local da cerimônia religiosa com plaquinhas no assento, “Bisa e Biso”... A assessora do casamento se desmanchando em gentilezas, ficando claro que foi um pedido do casal para que assim fosse.

Na mesa dos "bem casados" foto do casamento do Biso e da Bisa.

Fiquei vendo aquilo e pensando, os idosos deveriam mesmo ser tratados como rainhas e reis.

Foi uma cerimônia e festa lindas, o casal, visivelmente radiante.  No final da cerimônia aplausos, e uma chuva de bolinhas de sabão.







 Ela chorando de emoção ao "agradecer" o carinho deles sempre.
 O abraço emocionado do biso no noivo

 Outro bisneto amado
 Foto do casamento do biso e da bisa na mesa dos "bem casados"








Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

O que vai no teu coração? por Silvia Masc

13 de setembro de 2013 1 comentário
Imagem Blog LongeVIDAde
Certa vez, conheci uma Sra.  que havia se separado do marido há 26 anos, quando ela contou-me sobre a separação, a sensação que eu tive, era que o marido havia  ido embora no dia anterior, tamanho era o sofrimento com que ela contava. Por meio dela, soube que os três filhos haviam ido morar só antes de se casarem, e isso trazia outra carga imensa de sofrimento para ela.

Confesso que enquanto conversávamos, meus ombros foram ficando pesados, eu tentava confortá-la, mas ela deixava claro que queria sofrer cada segundo daqueles 26 anos, a cada momento.
Essa situação, infelizmente não é incomum, há muitas pessoas que costumam guardar mágoas e ficam remoendo coisas infinitamente.

Os sentimentos de raiva e rancor são como pedras que você carrega, quanto maior a mágoa, maior o peso que você tem que carregar enquanto segue a trilha da sua vida. É como se você estivesse fazendo uma grande viagem com uma mochila pesada nas costas  — e o pior, você não pode pedir pra outra pessoa carregar essa bagagem por você.

É preciso livrar-se das pedras para dar leveza à sua caminhada. E isso só é possível através do perdão. Portanto, comece perdoando todos aqueles que por alguma razão lhe magoaram, intencionalmente ou não. Perdoe inclusive você mesmo, pois mesmo que não perceba, as maiores mágoas podem ser contra sua própria pessoa.

Perdão definitivamente, é libertação.

E aprenda a cultivar dentro de si o perdão, e encha a sua mochila com sentimentos bons, eles com certeza, valem muito mais do que pesam.

abraços!

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

A busca por um tempo que não existe mais

20 de agosto de 2013 1 comentário


Plásticas exageradas e comportamento imaturo revelam medo desproporcional de envelhecer 
 Envelhecer é um processo natural do corpo e, se encarado com maturidade, o curso pode ser prazeroso e enriquecedor. No entanto, a dificuldade em aceitar a idade é frequente e, cada vez mais, mulheres saem em busca da “juventude eterna”. No meio da jornada, porém, muitas se perdem ao tentarem atingir padrões estéticos e comportamentais que já não fazem mais sentido.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil é o segundo país que mais procura procedimentos cirúrgicos desse tipo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em 2011, 700 mil brasileiros fizeram plásticas, sendo 80% mulheres e 60% por motivos estéticos --prótese mamária, lipoaspiração e intervenções na face são as mais procuradas.

Na área dermatológica, o cenário não é diferente. A aplicação de toxina botulínica representou 43% dos procedimentos na área cosmética em 2011, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para Carolina Maçon, dermatologista e membro da SBD, é preciso ter parcimônia na hora de tentar reverter os efeitos da idade.

“Hoje em dia, por causa do culto à beleza e do Photoshop, as pessoas vêm ao dermatologista em busca de coisas impossíveis. Existem muitos recursos para rejuvenescer, mas não tem como transformar uma pessoa 60 anos em uma de 20”, afirma Carolina. “O que eu costumo falar é que o ideal é envelhecer com dignidade, pois é possível ter 50 ou 60 anos e ter uma pele bonita e uma aparência jovem, mas tudo tem um limite. Cabe ao médico impor essa medida, para que a paciente não fique com um aspecto artificial nem com deformidades.”

Medo de envelhecer
Segundo Pedro Paulo Monteiro, mestre em Gerontologia e autor dos livros "O Tempo Não Tem Idade" e "A Beleza do Corpo na Dinâmica do Envelhecer" (Ed. Gutenberg), a dificuldade em aceitar o envelhecimento é mais comum em mulheres. Segundo ele, o sexo feminino valorizara "enormemente" a estética. "Algumas mulheres têm medo de envelhecer, por que acreditam que ficarão feias, isoladas e sem atrativos. Isso não é verdade, pois existem várias pessoas que só começaram a ser felizes na velhice."

Para o estudioso, a nossa cultura é bem mais cruel com as mulheres do que com os homens, fator que também dificulta a chegada da idade para algumas pessoas. “Um homem pode ter cabelos brancos e até é elogiado; uma mulher precisa de coragem para assumi-los”, diz Monteiro. Para o especialista, o ponto principal para quem deseja passar pela nova fase da vida com tranquilidade é a maturidade.
“Quando as mulheres mais velhas assumem que não são mais jovens, se tornam donas de si mesmas. Percebem que o tempo é individual, que ninguém envelhece no mesmo tempo. Mas é comum ver mulheres com mais de 70 anos que ainda não conseguiram ainda alcançar essa maturidade, pois ser maduro é assumir quem você é”, argumenta

Como lidar com a mudança?
Para algumas mulheres, entrar em contato com as transformações do corpo, que pode deixar de ser um objeto de desejo nos moldes padrão, pode ser devastador, explica a psicanalista Dorli Kamkhagi. “Ocorre uma extrema necessidade de negar o momento e uma inadequação muito grande frente à própria idade. Assim, elas passam a buscar uma série de intervenções e procedimentos estéticos e surge uma vontade de se comportar como uma jovem, o que leva a uma vivência, às vezes, totalmente inconseqüente e de desequilíbrio.”

A especialista afirma que é importante que as mulheres se olhem de verdade. "Elas devem perceber que desenvolveram uma trajetória e que sempre podem ser belas e desejáveis. Não é somente o olhar do mundo e da sociedade que importa, é também o nosso olhar”. Para ela, a mulher não deve deixar a vaidade de lado com a maturidade, mas, sim, aceitar a nova beleza, que tem uma história, na qual as marcas nem sempre podem ou devem ser apagadas. “O cuidado com a aparência é muito importante, assim como vontade de se manter jovial, o que é totalmente diferente desta desenfreada busca por um tempo que não existe mais." 


Bárbara Stefanelli
Do UOL, em São Paulo



Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Luto - Lidar com a dor e perda por Silvia Masc 1

5 de agosto de 2013 comente
Compreender o processo de luto 
Perder algo ou alguém que você ama ou se preocupa é profundamente doloroso. Você pode experimentar todos os tipos de emoções difíceis e pode sentir como a dor e a tristeza que você está enfrentando passarão. Essas são reações normais a uma perda significativa. Mas, enquanto não há uma maneira certa ou errada para se lamentar, existem formas saudáveis ​​de lidar com a dor que e com o  permitir que você siga em frente.
O que é sofrimento?
O luto é uma reação natural à perda. É o sofrimento emocional que você sente quando algo ou alguém que você ama é tirado. O mais importante a perda, quanto mais intensa a dor vai ser. Você pode associar tristeza com a morte de um ente querido, que é muitas vezes a causa do tipo mais intenso de tristeza, mas qualquer perda pode causar dor, incluindo:

Divórcio ou rompimento de relacionamento
Perda da saúde
Perder um emprego
Perda de estabilidade financeira
Um aborto
Aposentadoria
A morte de um animal de estimação
Perda de um sonho acalentado
A amada de doença grave
A perda de uma amizade
Perda de segurança após um trauma
Vender a casa da família

Quanto mais importante a perda, quanto mais intensa a dor. No entanto, mesmo perdas sutis podem levar à dor. Por exemplo, você pode sentir dor depois de se mudar de casa, de se formar na faculdade, mudar de emprego, vender a sua casa de família, ou se aposentar de uma carreira que amava.

Todo mundo sofre de forma diferente
Luto é uma experiência pessoal e altamente individual. Como você se lamentar depende de muitos fatores, incluindo sua personalidade e estilo de enfrentamento, sua experiência de vida, sua fé, e a natureza da perda.

O processo de luto leva tempo. 
A cura acontece gradualmente, mas não pode ser forçado ou apressado - e não há um calendário "normal" para o luto. Algumas pessoas começam a se sentir melhor em semanas ou meses. Para outros, o processo de luto é medido em anos. Seja qual for a sua experiência de dor, é importante ser paciente com você mesmo e permitir que o processo se desenrolar naturalmente.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

A vida é uma viagem. Cada etapa é linda. (Entrevista)

24 de junho de 2013 comente
Em 2012, assisti no HC-USP, uma palestra com a Dra. Dorli Kamkhagi , ela, foi a responsável pela mudança do nome do Blog, antes, era chamado Melhoridade, após ouvi-la palestrando refleti que Melhoridade, remetia à um ideal, que nada se relaciona, com os aspectos trazidos à tona pela velhice. Fato que observo na maioria dos centros de convivência para idosos, aonde não é dado aos frequentadores, espaço para falarem de seus medos, angústias, já que lá o idoso é incessantemente associado a uma imagem jovial, produtiva, atlética e de autoconfiança, quando a realidade, é muito distante disso. 

Leiam a entrevista, vocês entenderão a minha admiração por ela.

Quais são as questões que mais afligem os idosos?

Dra. Dorli - A solidão, o medo das perdas e doenças, as transformações físicas, perdas econômicas e a dificuldade de fazer o ajuste entre o que acha de si mesmo e o corpo que efetivamente tem. Há uma imagem idealizada da velhice: quem não é maratonista fica frustrado. Tem gente que luta, mas, para a maioria, é uma fase difícil. A gente envelhece como vive: quem se interessava pela vida aos 50, continua assim aos 80. É só pensar em pessoas como a artista plástica Tomie Ohtake. O ideal é ponderar que não é preciso ser uma bailarina, mas é possível andar.

Como vê a idealização da terceira idade como "a melhor idade"?

Dra. Dorli - A velhice não é a melhor idade, é uma idade. Para algumas pessoas, pode até ser, mas para a maioria quase sempre é doloroso sair do mercado de trabalho. A mulher fica mais à vontade com o ambiente da casa, das amigas, de visitas e do comércio. Ela sempre circulou por esses espaços e tem maior facilidade para buscar cursos e aulas. Já para os homens, é mais difícil admitir que são aposentados. Algumas empresas já estão até fazendo um trabalho de preparo psicológico para a aposentadoria. Uma solução para eles seria refletir sobre se realmente querem se aposentar e, se for esse o caso, o que podem fazer para continuarem produtivos.

A AIDS está crescendo entre os idosos, assim como o consumo de medicamentos para disfunção erétil. Como está a sexualidade na maturidade?

Dra. Dorli - Medicamentos como o Viagra são bons para os homens, mas as mulheres nem sempre estão na mesma sintonia. A sexualidade é vivida como o canto do cisne, como alguém que diz: eu não posso envelhecer. Mas, geralmente, os homens que perdem a capacidade de gerar dinheiro perdem também a libido. E, muitas vezes, as mulheres jogam isso na cara deles. O casamento vira uma caixa preta: principalmente quando os filhos deixam o lar. Instala-se a chamada síndrome do ninho vazio, o casal deixa de desempenhar os papéis de pais, e hoje muitos se separam com mais de 70 anos.

De fato, as mulheres maduras estão mais joviais. Elas têm vivido plenamente sua sexualidade?

Dra. Dorli - Eu me lembro de uma paciente que ainda manipulava o marido com sexo. Ele estava indo para uma internação no hospital e ela só consentiu ficar com ele porque achava que seria a última vez. Dizia que ele não tinha sido bom com ela... Quem vê aqueles corpos acha que eles não transam, mas sim! Muitas vezes são as meninas com corpos perfeitos que não têm libido. Há muitas mulheres com mais de 70 anos que querem um novo namorado, romance, poder acender velas para fazer amor. Muitas mantêm um brilho forte no olhar e a sensualidade. Antigamente a menopausa decretava a aposentadoria da sexualidade feminina. A mídia está ajudando a desconstruir esse mito: hoje as mulheres maduras estão mais bem cuidadas. É normal ouvir uma mulher de 60 anos falar que sente desejo. Houve um ganho cultural de dez anos: a sensualidade é aceita. Mas o cuidado com a aparência é diferente da necessidade narcisística. É difícil encarar o envelhecimento numa sociedade que supervaloriza a estética. As mulheres fazem um monte de plásticas e acabam sem marcas, sem cara, como num limbo sem idade. Não precisamos tirar todas as marcas: elas têm o seu valor.

No Brasil, existe uma tendência a não se respeitar a opinião do idoso, alguns até os infantilizam...

Dra. Dorli - É perverso. Já tive uma paciente que me perguntou se deveria deixar sua mãe, de mais de 60 anos, namorar. O idoso tem de decidir sua própria vida. Ele merece ser respeitado, ou vai ter sua dignidade minada. Também não gosto da tendência de mostrar os velhos como bonzinhos: ninguém fica bom porque envelhece, as pessoas permanecem as mesmas. Seria bom saber que eles têm muito a oferecer com a sua experiência. Na Grécia, por exemplo, havia o conselho de sábios, composto pelos idosos. Na sociedade contemporânea, os velhos devem ter um lugar para passar sua sabedoria.

Que dicas daria para vivenciarem a maturidade da melhor forma possível?

Dra. Dorli - O melhor é aceitar o processo de envelhecimento. É importante saber que se vai morrer: o caminho da velhice leva a isso, que faz parte do processo de vida de todos nós. Mas quando se acredita na espiritualidade, e quando se sabe que cada um tem uma missão na vida, deixamos algo. Usar os aliados da medicina, como o check up, é essencial. Mas também é fundamental cuidar do lado emocional: resgatar o passado, dar novas interpretações, perdoar-se e perdoar os outros - porque as mágoas vão se acumulando. Nas memórias, há alguns trechos que precisam ser esquecidos e perdoados: não dá para carregar tudo. O ideal é elaborar: o que eu tive, o que eu tenho e o que gostaria de ter. E acalentar o desejo de se recriar. O principal é ter sonhos, metas e cultivar relacionamentos significativos.

Quais são os aspectos positivos da maturidade?

Dra. Dorli - Pode ser um momento maravilhoso para rever a vida, não apenas para procurar a cereja do bolo, com um narcisismo exacerbado. Um trabalho terapêutico pode ajudar. Quando nos revemos de verdade, passamos a nos torturar menos. Entramos em conciliação com o que foi possível, deixamos de ter um olhar tão duro que nos aprisiona em metas ideais.


Dra.Dorli Kamkhagi é Coordenadora do Grupo de Gênero do Amadurecimento do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas de São Paulo, aonde atende homens e mulheres com mais de 55 anos, que se reúnem para falar sobre questões da idade e trocar experiências. A partir da elaboração dos conflitos, muitos conseguem melhorar a auto estima e romper com o passado.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Troca entre gerações, um dos mais valiosos instrumentos para a quebra de preconceitos por Silvia Masc

24 de maio de 2013 comente

O modelo dos idosos, morando com os filhos, está se tornando mais raro, eles hoje, estão mais independentes, moram só ou alguns dividem a moradia com outros, no modelo das repúblicas de estudantes, o que leva à um distanciamento dos filhos e netos.

O convívio dos idosos com a família pode beneficiar mutuamente as gerações, no sentido do aprimoramento dos conhecimentos em relação a história familiar, a cidade onde residem, ao mundo, e fora do contexto familiar, pode facilitar o estabelecimento de uma nova amizade e afetividade que desencadeie a solidariedade, e o bem estar de todos.

Um dos mais importantes requisitos para o desenvolvimento individual humano é o relacionamento entre pais e filhos, que traz consequências por toda a vida. 
A qualidade deste relacionamento pode ser medida por três indicadores: intimidade, admiração e proximidade emocional entre pais e filhos.

Em muitos casos, os avós exercem papéis muito importantes no complemento deste desenvolvimento dos mais jovens. Pais, filhos e avós são influenciados por aspectos socioculturais, e responsáveis pela transmissão de valores na família e na comunidade, esse relacionamento familiar é primordial para a preservação dos padrões de comportamento na sociedade.

Há, sem dúvida, uma lacuna na educação dos filhos por parte dos pais e avós. Neste sentido, são reduzidas as trocas afetivas, a transmissão dos valores morais e éticos, e mesmo a passagem de cultura e do patrimônio, tão importantes para a formação de valores e das atitudes de um adulto. O papel do trabalho é importante para os homens e mulheres, mas o papel de ser avô/avó preenche igualmente a vida das mulheres e homens mais velhos.

A autoridade dos avós nem sempre é tolerada pelos mais jovens, que por vezes percebem as orientações  deles, como num poder abusivo de autoridade, e principalmente com relação as novas tecnologias as opiniões são vistas  num saber ultrapassado e numa incompetência do presente. Ainda assim, e principalmente porque há diferenças individuais, o convívio entre gerações é um dos mais valiosos instrumentos para a quebra de preconceitos, para a passagem de conhecimentos, ajuda mútua, solidariedade e amizade.

Esta interação, quando prazerosa, pode favorecer o retardo da dependência, sobretudo física, e consequentemente, traduzir em uma economia de recursos, que são normalmente deslocados para o tratamento de idosos. 

As relações entre gerações possibilitam o resgate da autoestima, a atualização frente aos padrões, normas morais e sociais, a reciclagem frente aos novos conhecimentos e a continuidade das pessoas mais velhas como seres participativos da sociedade.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Leituras: Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. v.13 e G1

E o stress? O que acontece ao nosso corpo nessa situação

15 de maio de 2013 comente

O corpo humano foi preparado pela natureza para se estressar diante do perigo – um animal
pré-histórico, por exemplo – e nos ajudar na nossa defesa. Isso explica por que se reage assim:

• Os músculos começam a se contrair para nos proteger;
• O metabolismo acelera e a freqüência cardíaca, tanto quanto a quantidade de sangue bombeada em cada batimento, aumenta;
• A respiração fica mais intensa;
• O estômago fecha;
• As pupilas dos olhos se dilatam, ampliando a visão. Outros sentidos se aguçam, como a audição;
• Sabe por que dá uma vontade louca de ir ao banheiro quando estamos assustados? Dizem os especialistas que é o corpo da gente evitando infecções se nosso inimigo nos causar uma lesão no abdômen...
• O sangue coagula mais rapidamente;
• As artérias nos braços e pernas se contraem, evitando a perda sanguínea – daí aquela sensação de mãos e pés gelados, congelando de medo;

O X da questão:
Na vida moderna, a chance de nos depararmos com
um animal que nos ataca é mínima.
Se não tentarmos evitar o estresse, ao nos
sentirmos ameaçados por qualquer
coisa do cotidiano, nosso corpo passará por tudo isso aí.



Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Pratos na parede, eles voltaram.

10 de maio de 2013 comente
Pratos relembram o estilo da “casa da vovó”
Tradicional nos anos 90, as peças voltaram mais coloridas e modernas, sejam elas de porcelana pintadas à mão ou feitas em silk-screen (processo de impressão no qual a tinta é vazada pela pressão de um rodo ou puxador, através de uma tela preparada). Outra peculiaridade são os desenhos que passam a ser estampados não só no verso, mas também no fundo dos pratos.

Eles remetem ao passado e lembram aquele estilo delicioso de casa de vovó. Ainda assim, os pratos na parede podem ser usados de maneira diferente e moderna. Tudo depende da composição do ambiente.
Nem só de obras de arte vive a decoração das paredes. Usar pratos nestes espaços geralmente produz um ar de casa de campo.
Há muitos modos diferentes de usar esses objetos com resultados bem interessantes, que fogem totalmente do conceito de decoração antiga. Dá para conseguir um visual bem moderno usando pratos mais descolados. Tudo depende da composição do ambiente.


Na hora de decorar uma parede usando pratos, deve ser levada em consideração a concentração dos objetos, a cor da parede e dos objetos e também a quantidade e o estilo das peças.
Em vez de deixar seus pratos decorativos guardados dentro dos armários, você pode torná-los as grandes estrelas de sua parede.

Os pratos ficam muito bem na cozinha ou sala, desde que expostos de maneira moderna, compondo a decoração. É necessário dar a impressão de harmonia sem poluir o ambiente com cores muito fortes e distintas. 
Combinar os pratos com variações de cores é o mais aconselhável.
EXEMPLOS
Monocromáticas – As mesmas cores só em tons diferentes, como, por exemplo, inúmeros pratos em tons de vermelhos rosados, dos mais fortes até os mais intensos;

Cores analógicas – São as parecidas que vêm numa escala de cores, como o amarelo com laranja, violeta com rosa, azul com verde, entre outras;
Cores complementares – Aquelas opostas, mas que se atraem, como o roxo com amarelo, azul com o laranja e o verde com o vermelho.
Os pratos podem ficar expostos de inúmeras maneiras, uns sobre os outros ou aliados a algum objeto de decoração. É interessante colocar os lisos entre os decorados para quebrar um pouco a hegemonia das cores e estampas, diminuindo o excesso de informação. É preciso passar tranquilidade visual. Não existe limitação na decoração com pratos, pois eles podem ser colocados para misturar peças da decoração.

 Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

A revolução dos sessentões

7 de maio de 2013 comente
Você ainda é daqueles que acreditam que quando chegar aos 60 anos vai sair de cena, pendurar a chuteira, terminar os dias sozinho, doente, abandonado num asilo, sem dinheiro e sem perspectivas de dias melhores? Está enganado. Esse tipo de pensamento está mudando. Encarar a velhice como um mal é o mesmo que achar que a criança é um doente. Hoje, as pessoas da terceira idade namoram, transam, viajam, passeiam, estudam e trabalham. Fazendo exercícios físicos, tendo boa nutrição e bom relacionamento pessoal, elas têm grande potencial para ser muito ativas socialmente. 

Assim, o grande objetivo da geriatria e da gerontologia modernas é evitar que o idoso seja excluído da sociedade - por meio da prevenção de doenças -, ou reincluí-lo nela a partir de adaptações em sua condição de vida. Wilson Jacob Filho, professor titular da disciplina de geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), afirma que o idoso deve realizar uma atividade que lhe seja prazerosa, mas com moderação.

O envelhecimento da população vem modificando o perfil da sociedade, os hábitos de consumo e do mercado e, num futuro nem tão distante assim, certamente provocará transformações radicais nas políticas públicas da saúde e da previdência social.



O olhar ao idoso no Japão e na China - por Silvia Masc

25 de abril de 2013 18 comentários


Na China e no Japão, a velhice é sinônimo de sabedoria e respeito.

O fenômeno envelhecer é natural e inerente a toda espécie e tem sido preocupação da chamada civilização contemporânea.

Os idosos são tratados com respeito e atenção pela vasta experiência acumulada em seus anos de vida.

A família é o Porto Seguro do idoso.

Os familiares mais jovens declaram com orgulho os sacrifícios realizados pelos seus idosos em benefício da família, como a iniciação ao trabalho muito cedo com pouca instrução para o sustento e estudo dos filhos, demonstrando sempre alegria, festa e plenitude pela presença do idoso.

A cultura dessas sociedades tem como tradição cuidar bem, glorificar e reverenciar seus idosos, resultado de uma educação milenar de dignidade e respeito.Os japoneses consultam seus anciãos antes de qualquer grande decisão, por considerarem seus conselhos sábios e experientes.

Em outros grupos das sociedades antigas, o ancião sempre ocupava uma posição digna e era sinônimo de forte aspiração perante todos.

Os idosos têm intensa atuação nas decisões importantes de seus grupos sociais, especialmente nos destinos políticos.

Na antiga China, o filósofo Confúcio ( que viveu entre os anos 551–479 a.C) já apregoava que as famílias deveriam obedecer e respeitar ao individuo mais idoso.

Na tradição japonesa é festejado de forma solene o aniversário do idoso.

No Japão, o Dia do Respeito ao Idoso (Keiro no hi) é comemorado desde 1947, na terceira segunda-feira de setembro, mas foi decretado como feriado nacional apenas em 1966.

Trata-se de um feriado dedicado aos idosos, quando os japoneses oram pela longevidade dos mais velhos e os agradecem pelas contribuições feitas à sociedade ao longo de suas vidas.

Não se pergunta a idade a uma mulher jovem, mas sim às mais idosas, que respondem com muito orgulho terem 70 ou 80 anos, ao contrário do que se passa na sociedade brasileira, em que a partir de certa idade não se deve perguntar a idade a uma senhora para não causar constrangimentos, como terem-se muitos anos de vida fosse um motivo de vergonha ou ter-se algo a esconder.

Na tradição japonesa, ao completar 60 anos, é permitido ao homem o uso de blazer vermelho, pois somente com seis décadas de vida há a liberdade de usar a cor dos deuses.
(No Brasil a cor vermelha é destinada para os mais jovens, à medida que os indivíduos envelhecem as cores destinadas são as mais claras, pálidas, sóbrias, tristes).

Na sociedade chinesa é comum se encontrar anciãos, com 90/100 anos, fazendo diariamente atividade física nos parques municipais.

Como podemos mudar esse quadro no Brasil?

  • Estreitar o relacionamento com as pessoas idosas próximas, ouvir e valorizar suas histórias de vida.
  • Conhecer mais sobre os aspectos sociais, econômicos, étnicos, culturais, legais e biológicos do envelhecimento na sociedade brasileira e repensar as atitudes/valores quanto ao idoso.
  • Desmistificar as causas de criação de mitos e falsos parâmetros a cerca da velhice no Brasil.
  • Investir nas crianças de um aos três anos, momento da constituição da personalidade, propiciando a aproximação das mesmas aos idosos e que pelo exemplo de cuidado, atenção e respeito de seus pais a essas pessoas, as crianças poderiam internalizar esses valores/atitudes, apoiadas pelas escolas, igrejas e grupos sociais.
  • Reconhecer a potencialidade laborativa dos idosos sua saúde, energia e criatividade.
  • Favorecer a inclusão social do idoso promovendo o sentido da sua existência.
Enfim, o envelhecimento deve ser visto como o alcance de certo patamar de desenvolvimento humano, indicado pela presença de papéis sociais e de comportamentos considerados como apropriados ao adulto mais velho, designando-lhe adjetivos como experiente, prudente, paciente, tolerante, ouvinte, e acima de tudo sábio.




Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Uma história de amor.

10 de abril de 2013 1 comentário

(O Junior, autor do texto é meu sobrinho, e os avós, são os meus pais).



Certa vez, um casal de velhinhos, casados há algumas décadas, atravessavam um momento de dificuldade na questão de saúde. Ele havia contraído hérnias em ambos os lados, sofrendo dores intensas e horríveis.

Sendo então internado para passar pelos procedimentos, exames, antes de sofrer a intervenção cirúrgica, foi o que se fez de praxe.

Era uma sexta-feira à noite! A sua esposa, precisou ficar em casa, pois ao longo de seus 92 anos já não podia mais oferecer-lhe ajuda e sim ser amparada por seus familiares, filhos, netos e bisnetos.

Certamente, fora aquele final de semana de muita correria, pois era necessário o acompanhamento para o Vovô, no quarto do hospital, bem como, atenção especial para a Vovó em sua casa. Os parentes se revezavam em tais funções, cada qual em sua medida de esforço, no cumprimento dessa logística preocupante e desgastante. 
O amor e o sentimento de gratidão faziam-se imensamente maiores do que toda e qualquer situação de dificuldade pessoal.

Na tarde de domingo, no horário de visitas, o seu neto, um homem formado com os seus 45 anos de idade levara a Vovó para visitar o seu amado. Estando os dois “visitantes” no quarto, a Vovó com um esforço de quem cumprira a uma vida de dignidade, integridade e amor, esforçou-se para sentar na cama em que o Vovô estava, prontamente posicionando-se ao seu lado.

Passava-lhe a mão cansada nos cabelos brancos daquele homem de 83 anos, que a vida havia proporcionado muitas batalhas e muitas vitórias. Perguntara-lhe insistentemente: “Meu velho, você está bem? Estão cuidando direitinho de você? 
Está precisando de alguma coisa? As suas dores diminuíram? No que prontamente ele lhe respondia: “Estou bem Nega, não se preocupe comigo! Você está bem? Tem se alimentado direito? Tem tomando os seus remédios direitinho? 
Tem dormido bem, Nega?” Ela preocupada com ele e ele preocupado com ela!

O neto, que contemplava a linda cena de carinho e amor, notou sua garganta secar, com seus olhos sendo embargados por lágrimas, esforçando-se para engolir o que nada havia. Disse que os deixaria por alguns minutos a sós para que conversassem mais a vontade. Queria fugir imediatamente daquele local, antes de chorar na frente de ambos. Deixou aquele quarto com o seu peito invadido por um sentimento de gratidão. Imediatamente se lembrara de como aqueles dois senhores, com seus filhos, netos, bisnetos e trinetos conduziram a sua educação. No temor cristão e com o maior exemplo de todos, o do caráter mútuo, das atitudes singelas e cotidianas. Sentia-se privilegiado por pertencer a aquela linhagem. Um presente divino lhe fora ofertado naqueles momentos. Obteve o discernimento de que a vida é bela e de que é feita desses momentos preciosos e impagáveis. 
Um sentimento repleto de amor e de pequenez tomou-lhe, de imediato, a sua alma.

Obrigado meu Deus, por ter a mim presenteado com esses dois senhores.

Este neto sou eu e os dois senhores, os meus avós! 

JUNIOR MAGENELI
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Que Brasil receberá a 6a. população de idosos do Planeta? por Silvia Masc

28 de março de 2013 comente
Estava eu em um Centro de Medicina Diagnostica, (assim são chamados hoje os laboratórios de análises clínicas) fiquei observando o quanto os “velhos incomodam e atrapalham” era visível no olhar dos mais jovens sentados confortavelmente. Olhavam os senhores e senhoras de cabelos brancos, em pé atravancando o corredor de passagem e o pegar das senhas com raiva, afinal eles são lentos, não se mancam e formam fila em lugar inadequado.

Velhos chatos? Nãoooooooooo, o que estava errado era a disposição dos guichês, e onde deveria ter o chamado “atendimento especial” era apenas um “remendo” para dizer que havia. 
O local para retirada da senha é comum à todos e fica posicionado atrás aonde os idosos são orientados para formarem uma fila, no 1º. guichê que fica ao lado de um corredor aonde existe um balcão por onde param para um cafezinho as pessoas que já fizeram seus exames e por onde passam todas as pessoas que vão fazer exames ou entregar coletas. 
Observei pessoas impacientes que pediam licença e se irritavam quando não eram prontamente atendidas, esquecendo-se que o índice de surdez(1) em uma fila de idosos pode ser grande. 
As pessoas mais jovens, todas acometidas do “vírusdusonus” e do vírus "educação zero", que os velhos e aqueles com necessidades especiais contagiam, basta pessoas nessas condições por perto, que todo mundo cai em sono profundo, sentadinhos confortavelmente é claro. 

Diante disso me coloco a pensar. 
Que mundo é esse que não respeita os mais velhos, mesmo que eles não sejam os pais ou avós da gente? 
Quem mundo é esse aonde as pessoas não se importam de deixarem uma grávida, muitas vezes prestes a dar a luz, em pé, sem se lembrarem de suas mães e também de si próprias quando estavam grávidas? 
Que mundo é esse que não se impressiona, ao ver uma pessoa de muletas e não oferece uma cadeira? 
Que mundo é esse, onde pessoas frágeis, ou em estado de sofrimento, não recebem de seus semelhantes que estão fortes e saudáveis o ato simples do conforto? 
Que mundo é esse que receberá os mais de um bilhão de sexagenários e os 400 milhões de octogenários (quatro vezes mais que hoje) em 2050? 

E principalmente, que mundo é esse, onde é necessário ter leis, estatuto com força de lei, por algo que era tão natural no passado e mesmo assim as pessoas não cumprem? 

(1) presbiacusia - perda da capacidade auditiva que se produz gradualmente com a idade, normalmente a partir dos 50 anos. Cerca de metade de todas as pessoas acima de 75 anos têm algum grau de perda auditiva relacionada à idade 

Fontes: O Globo, Otoclinic
 e IBGE

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Amargura

25 de março de 2013 comente

"A amargura é uma das cadeias mais terríveis que se pode experimentar, especialmente porque quem está nesse estado escolheu ficar assim".


Se preocupar não é o mesmo que se importar. As duas coisas podem ser parecidas, mas, quando se analisa com maior atenção, percebe-se que são bem diferentes. Se importar com algo ou alguém implica consideração, interesse, cuidado e importância. Se preocupar é tornar-se apreensivo, ansioso, inquieto, ou seja, se estressar. Impor o limite para que um não se transforme no outro é essencial para que você tenha qualidade de vida.

Sua lista de tarefas: É claro que você tem muitas coisas para fazer. Atualmente vivemos a sensação de que cada hora do dia precisa produzir algo, um resultado, efeito e diferença. A ideia de desperdício permeia cada segundo que se passa acordado. Entretanto, essa mentalidade é muito nociva para sua saúde e bem-estar emocional. Desprender-se dela não significa que você deve deixar de fazer suas tarefas, mas sim mudar a maneira como as enxerga.
Depender dos outros: Quando um problema aparece em sua vida, qual é sua primeira reação? Chorar, se desesperar e procurar ajuda? Depender dos outros para resolver os menores impasses de sua vivência é uma das coisas mais desgastantes, não apenas para você mesmo, mas também para aqueles ao seu redor. Criar independência é essencial para que você tome suas próprias decisões e não acabe frustrado com um futuro que não gostaria de viver.
Envelhecer: A ideia de ser jovem para sempre está em cada capa de revista e conteúdo publicitário. A pressão que a sociedade faz para que as pessoas, especialmente as mulheres, estejam sempre com a melhor aparência possível é enorme e enlouquecedora. Até mesmo a palavra “ruga” carrega em si algo ruim, maléfico, que precisa ser combatido ao máximo como se fosse contagioso. Essas linhas finas, no entanto, são conquistas que devem ser orgulhosamente carregadas, estejam elas ao redor dos olhos, dos lábios ou nas mãos. Você trabalhou, se sacrificou, sofreu e viveu muito para que cada uma pudesse ser representada em seu corpo. Para de se preocupar em agradar aos outros com uma aparência impossível de ser alcançada, que só é atingida com programas de edição de imagem e procedimentos cirúrgicos desnecessários.
Os objetos à sua volta: Muitas pessoas são extremamente apegadas aos objetos que as cercam, e tornam-se dependentes das conquistas materiais para serem felizes. Elas gastam mais tempo pensando em móveis, casas, roupas, aparelhos eletrônicos e bolsas caras do que nas marcas que deixam no coração das pessoas amadas a sua volta.
Seus erros: Você conhece alguém perfeito? Então por que passa tanto tempo tentando ser algo impossível? A diferença entre se preocupar e se importar com seus erros é muito importante e deve estar bem clara em sua mente, especialmente quando você cometer falhas com consequências mais sérias. A preocupação passa depois que o erro é amenizado e não faz muita diferença para seu futuro. Se importar com suas falhas, por outro lado, faz com que você invista todo esforço possível para aprender com esses erros e evitá-los ao máximo posteriormente.
Seu passado: Coisas horríveis e injustas podem ter acontecido com você no passado, mas se preocupar com elas não vai mudar a história de sua vida. Se você vive o presente concentrado naquilo que já aconteceu como poderá aproveitar as oportunidades do agora? Para mudar o que quer que tenha acontecido é necessário, antes de tudo, perdoar as pessoas e a si mesmo, e seguir em frente, sem olhar para trás. A amargura é uma das cadeias mais terríveis que se pode experimentar, especialmente porque quem está nesse estado escolheu ficar assim.

Fonte:Universia Notícias

Para manter o amor vivo, marido de 91 anos lê diário para mulher com demência e falta de memória

24 de março de 2013 1 comentário

O inglês Jack Potter não quer que sua esposa Phyllis esqueça o amor que os une há mais de 70 anos. Sabendo que Phyllis sofre de demência e falta de memória, o homem visita todos os dias a casa de repouso na cidade de Rochester, Inglaterra, e lê para ela o diário que guarda desde o dia em que se conheceram.

O inglês, de 91 anos, disse ao jornal Daily Mail Online que lembra exatamente do momento em que os dois se cruzaram, num baile. Foi em 1941 (casaram em 1943) e no diário escreveu: “Foi uma noite muito agradável. Dancei com uma garota muito legal. Espero encontrá-la novamente”.

Esses e outros momentos, como o casamento, as férias, as fotografias e todos os momentos partilhados a dois, estão nesse diário que Jack faz questão de ler para sua esposa demente. Apesar de debilitada, Phyllis se esforça para abraçar o marido. Eles festejaram 70 anos de casamento.


Fonte: Hypeness
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Minha sábia e amorosa tia Vera - por Silvia Masc

7 de março de 2013 2 comentários

"Ternura, é quando alguém nos olha e os seus olhos brilham como duas estrelas "(Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)

Quando meu avô faleceu, a minha tia Vera, assumiu os cuidados da minha avó, e já cuidava também da sogra , ambas idosas.
Em uma viagem de férias, me hospedei na casa da tia e após o almoço, me ofereci para lavar a louça, e fui informada que essa tarefa diariamente cabia a vovó e a Dna. Aparecida, (sogra). Na minha ignorância sobre a compreensão dos idosos, achei que elas deveriam ser poupadas, mas como visita, não me manifestei.

Observei também, que enquanto uma lavava a outra enxugava e guardava toda a louça em um único compartimento de um enorme armário de uma cozinha bem planejada, aquilo também me intrigou, pondo em dúvida a organização da casa da minha tia.

Após a lavagem da louça, as duas senhorinhas tomaram banho e foram descansar.
Minha tia então me deu uma grande lição de respeito aos mais velhos, quando para o meu espanto, começou a tirar do armário, toda a louça que as senhoras tinham lavado e aí me explicou.

- Eu não quero privá-las de sentir-se úteis, por outro lado, elas não enxergam mais tão bem, portanto não lavam a louça direito, quando elas dormem, eu faço o processo novamente, sem que elas saibam. Daí a idéia de colocar em um único lugar, para não misturar com a louça limpa dos armários. 

Uma atitude tão simples, mas de um valor imenso, a minha avó e Dna. Aparecida, foram muito felizes na casa da minha tia, sentiam-se úteis, à elas, eram atribuídas tarefas leves, para não dar-lhes a sensação que é comum aos idosos, quando moram com os filhos, de estarem sendo um "peso", pregavam botões, molhavam as plantas e toda manhã, iam até a padaria, o que era motivo de riso, porque uma comprava o pão e a outra saía em seguida para comprar o leite, aos nossos olhos nada prático, mas aos olhos de amor e sabedoria dos meus tios, era a forma correta.
E era tão bonito ouvi-las contarem orgulhosas da colaboração que prestavam.

Uma lição que jamais vou me esquecer.

obrigada tia, obrigada tio


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.