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Estratégias para ajudá-lo a superar a resistência de idosos que não aceitam ser cuidados (Parte 2 de 2)

5 de julho de 2013 1 comentário

Aqui estão nove estratégias para ajudá-lo a superar as objeções de um ente querido resistente:

1. Comece cedo. Normalmente, as famílias têm relaxado conversas sobre cuidar muito antes de uma crise de saúde. Procure oportunidades para fazer perguntas como: "Mamãe, onde você se vê quando envelhecer?" ou "Como você se sentiria sobre a contratação de uma empregada para que você possa ficar em sua casa?"
2. Seja paciente. Faça perguntas abertas e dê ao seu ente querido tempo para responder, diz a consultora de cuidados Mary Stehle,. "Você pode dizer:" Pai, você vai gostar de cuidar da mãe 24 horas por dia? “. Mas esteja avisado: Conversas repetitivas, podem ser dispersadas aos ouvidos e podem ser necessárias muitas conversas.
3. Sondar profundamente. Faça perguntas para determinar por que um idoso se recusa ajuda - então você pode adaptar uma solução, diz Kane. "Qual a razão dos temores? É sobre a falta de privacidade, sobre o custo, perda da independência ou a ter um estranho dentro de casa?" diz Kane. Para construir a confiança, ouvir com empatia e validar, em vez de negar os sentimentos de seu ente querido.
4. Oferecer opções. Se possível, inclua seu pai nas entrevistas. Deixe o cuidador alguns dias da semana ou períodos do dia. Enfatizar que o cuidador será um companheiro para caminhadas, concertos, visitas a museus e outras atividades favoritas. (Encontre um cuidador).
5.  Às vezes é mais fácil para um pai para conversar com um profissional ao invés de um membro da família. Não hesite em pedir a um assistente social, um médico ou enfermeiro, um sacerdote ou pastor - até mesmo um amigo de pôquer - para sugerir ao seu pai que ele precisa de ajuda.
6. Priorizar problemas. Faça duas listas, um dos problemas seu ente querido e outro para as decisões que você terá que tomar - e onde obter mais ajuda. "Se você não priorizar os seus esforços, cuidar torna-se este peso enorme", diz Cohen. Escrevê-la e numeração de prioridade pode aliviar um monte de estresse.
7. Use abordagens indiretas. Se o seu pai tem demência, oferecendo menos informação pode ser mais eficaz, às vezes. "Você pode deixar o seu pai saber que o cuidador é alguém muito útil que pode levar o seu pai para passear, dar-lhe as refeições, e ajudá-lo ao longo do dia. Você não precisa explicar todos os aspectos dos cuidados que o cuidador irá fornecer antes isto pode fazê-lo se sentir menos ameaçado ".
8. Vá devagar e e gradualmente. Comece com visitas domiciliares curtas, convide o cuidador para um café, em seguida, semanas mais tarde, deixe o cuidador  fazer companhia, sem a sua  presença. Se esse café, por exemplo, acontecer na sua casa, peça ao cuidador para acompanhar o seu pai a casa dele.
9. Aceite seus limites. Enquanto os idosos não estão pondo em perigo si ou para outrem, deixá-los fazer suas próprias escolhas, diz Cohen. "Você não pode estar ao lado de seu pai o tempo todo. Coisas ruins podem acontecer, e você não pode impedi-las", diz ela. "Você precisa aceitar limites sobre o que você pode fazer e não se sentir culpada." Pode parecer insensível, mas você criar situações de necessidade é apenas a confirmação da realidade um idoso precisa receber para entender que o cuidador é necessário.

Leitura: " "Coping with Your Difficult Older Parent: A Guide for Stressed-Out Children." - Grace Lebow (Author), Barbara Kane (Author), Irwin Lebow (Contributor)
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Estratégias para ajudar um idoso que se recusa a entender que precisa de cuidados por Silvia Masc (1 de 2)

3 de julho de 2013 comente
Sua mãe resiste a ter ajudante em casa, insistindo que sabe se cuidar.
Seu pai frágil não vai parar de dirigir.
Sua tia nega a necessidade de um cuidador para cuidados pessoais, apesar de seu cabelo sujo e roupas sujas.
Sua avó se recusa a ir para um asilo ", porque ele é cheio de pessoas idosas."

Isso soa familiar? Nada é mais difícil para um cuidador familiar de um idoso ente querido que se recuse a ter ajuda. "Este é um dos desafios de cuidado mais comuns e difíceis que o adulto e as crianças enfrentam", diz Donna Cohen, Ph.D. um psicóloga clínica e autora de "A perda auto-  Um Recurso da Família para o Cuidado da Doença de Alzheimer e Desordens Relacionadas".

Antes de forçar a sua mãe muito difícil para aceitar ajuda, para e tente entender seus medos sobre o envelhecimento, diz Cohen: "Muitos idosos se veem como sobreviventes orgulhosos eles pensam: 'Eu já passei por bons e maus momentos, então eu vou ficar bem em meu próprio lugar. " Além disso, eles não acreditam que seus filhos entendem o desgaste físico e emocional das perdas relacionadas à idade.

Nos  primeiros estágios de comprometimento cognitivo pode ser o mais difícil de lidar, diz Cohen. "Seu pai irritado ou agitado mãe está ciente desta mudança terrível em seu cérebro que não entende muito bem", acrescenta ela. Garantia de calma irá ajudá-los a lidar com a perda assustadora de funções.

É normal que os cuidadores familiares sintam raiva, impotência, frustração e culpa ao tentar ajudar um velho intransigente ente querido, diz Barbara Kane, coautora do livro "Lidar com Seu Difícil pai idoso: Um Guia para ​​Crianças estressadas" "Você pode reverter para os mesmos mecanismos de enfrentamento que teve durante as lutas de poder quando adolescente com os seus pais - de gritar, gritar ou correr para fora da sala", diz ela. "Você precisa entender os comportamentos dos seus pais acionar sua resposta emocional e perceber que você tem outras opções." (E Kane aconselha a possibilidade de ver um terapeuta, se necessário, para lidar com um pai difícil.)

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Leitura: " "Coping with Your Difficult Older Parent: A Guide for Stressed-Out Children." - Grace Lebow (Author), Barbara Kane (Author), Irwin Lebow (Contributor)

Preparando um ente querido para ser cuidado - por Silvia Masc

24 de junho de 2013 comente
Tomar decisões eficazes sobre os cuidados de um ente querido, muitas vezes leva mais tempo do que o esperado e requer uma compreensão do sistema de cuidados à longo prazo. Mas uma abordagem pró-ativa pode render melhores opções quando chegar a hora e pode evitar uma emergência familiar, diz Jody Gastfriend.
Sugestões:

Falar cedo e frequentemente.
Entender as preferências de seus pais à medida que envelhecem. 
Não faça suposições sobre o tipo de cuidado que podem ou não aceitar.
Ao invés de começar com uma advertência (por exemplo, "Você tem que ..."), levar com uma declaração enfática, como: "Eu estou preocupado com você porque ... Se você continuar a viver sozinho, você pode cair e quebrar o quadril ".

Saiba mais sobre os diferentes tipos de cuidado e opções de pagamento.

Esteja preparado.
Perceba que a resistência é comum, tente primeiro sugerindo um cuidador, uma vez por semana para que eles se sintam confortáveis.

Seja proativo sobre cuidar.
Definir o cenário para aproveitar o tempo precioso para estar apenas juntos.  Chega sempre uma determinada idade, que os seus pais precisam de ajuda. Algum dia, você pode ser confortado em saber que, como resultado de planejar o futuro, você será mais capaz de prestar o melhor atendimento possível e entrar nessa jornada com mais sabedoria.


E lembre-se, cuidar de si mesmo em primeiro lugar.
Tão simples como parece, muitos cuidadores familiares, pulam esses passos importantes e se complicam. Você não pode cuidar dos outros se você negligenciar suas próprias necessidades. Negligenciando a si mesmo é a maneira mais rápida de desgaste o que leva a culpa - o que leva a mais negligenciar a si mesmo, tornando um círculo cada vez mais desgastante.


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Comunicação com pessoas idosas

15 de abril de 2013 comente

























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Os cuidadores de idosos e a nova lei das domésticas - Nova lei coloca cuidadores em situação delicada.

28 de março de 2013 comente
Para presidente de sindicato, aumento dos
gastos deve acarretar em dispensas

NICE DE PAULA

RIO – A mudança nas regras do trabalho doméstico vão atingir em cheio os idosos do país. O alerta é da presidente dos Sindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São Paulo, Margareth Galvão Carbinato, para quem as medidas vão ter um impacto mais forte para as famílias que contratam cuidadores.

— Esses profissionais já tinham o salário mais alto para poder ficar à noite e, agora, sobre esses valores vão incidir horas extras, adicional noturno. Isso cria uma realidade terrível. Idoso neste país não tem direito a nada. Já cortaram as aposentadorias, criaram o fator previdenciário e agora vão ter que ficar sem seus acompanhantes — diz.

Para a advogada, há uma grande distância entre a lei no papel e a realidade da vida prática das pessoas, que estão assustadas, sem saber como cuidar de seus idosos e crianças.

— Além da questão econômica, há um aspecto humano. Muitos idosos já estavam acostumados com seus cuidadores, mas as famílias, apavoradas, vão dispensar esses profissionais. É bonito fazer a lei e jogar a responsabilidade de resolver os problemas para as outras pessoas.

Autora do livro “Paz para Empregados e Empregadores”, Margareth está cética com relação à possibilidade de harmonia na aplicação das novas regras. Segundo ela, o controle da jornada de trabalho, por exemplo, será missão quase impossível e, mesmo com o livro de ponto, os patrões não terão como saber a hora de entrada e saída dos empregados, já que muitos saem de casa antes de seus funcionários chegarem e só retornam quando já foram embora.

— Os senhores senadores vão mandar alguém para as nossas casas para controlar isso?

Ela lembrou que a legislação das diaristas há anos aguarda regulamentação e há decisões divergentes sobre vínculo empregatício de quem trabalha duas vezes na semana.


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Senado regulamenta profissão de cuidador de idoso

18 de setembro de 2012 1 comentário

Pelo projeto, o cuidador é um profissional que desempenha funções de acompanhamento e assistência exclusivamente à pessoa idosa. 
O Senado deu o primeiro passo para a regulamentação profissional do cuidador de idoso nesta quarta-feira (12). O projeto de lei foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e agora segue para avaliação da Câmara dos Deputados.

Pelo projeto, o cuidador é um profissional que desempenha funções de acompanhamento e assistência exclusivamente à pessoa idosa. Ele terá de prestar apoio emocional e na convivência social do idoso.

É determinado também o auxílio e acompanhamento na realização de rotinas de higiene pessoal, ambiental e de nutrição, além de auxiliar o idoso nos cuidados de saúde preventivos, administração de medicamentos e outros procedimentos de saúde.

A proposta estabelece que o cuidador prestará serviço na casa do assistido, em instituições de longa permanência, hospitais e centros de saúde. Os cuidadores deverão acompanhar seus pacientes em eventos culturais e sociais.
Estão credenciadas para exercer a profissão pessoas com mais de 18 anos que tenham cursado o ensino fundamental e realizado o curso de cuidador do idoso em instituições de ensino reconhecidas por órgão público federal, estadual ou municipal.

Profissionalização
A regulamentação da profissão é um dos objetivos da categoria. A profissão de cuidador é definida na CBO (classificação brasileira de ocupações) como trabalhador doméstico. Porém ainda não existe uma padronização sobre quais os direitos e deveres dos profissionais, nem sobre os pré-requisitos para exercer a função. De acordo com a categoria, o projeto de lei diverge quanto ao piso salarial da profissão, a formação mínima do cuidador e a necessidade da orientação de um profissional da medicina para que um cuidador que não tem um curso de enfermagem possa atuar.

A professora da Universidade de São Paulo (USP) Yeda Duarte, que dá aulas para cuidadores na Escola de Enfermagem desde a década de 1990, diz acreditar que a falta de uma formação adequada do profissional pode gerar muito estresse, tanto para o idoso como para seu cuidador.
Ele pode enfrentar situações críticas, como uma piora da saúde da pessoa que recebe cuidados, ou se machucar ao tentar ajudar o idoso de forma errada. Afirma


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Wath is that? (Mostre aos seus filhos, netos...)

23 de agosto de 2012 3 comentários
LOVIDADE
Para cuidar de idosos, como eles merecem, é preciso cultivar, ao longo da vida, aquilo que faz parte da Natureza da Criação: ser verdadeiro, amoroso e PACIENTE. Ser verdadeiro, dizer a verdade e agir de acordo com a verdade.É verdade que um dia envelheceremos. Cultivar um coração generoso, de grande bondade e compaixão. O amor torna-nos mais sensíveis e gratos.
Praticar a tolerância, paciência, persistência, pois tudo tem um tempo de amadurecimento, de espera.
Na medida que cultivamos tudo isso, nos tornaremos pessoas mais sábias, menos rígidas e bastante amorosas.
beijos, 
Silvia Masc



Dicas de planejamento financeiro para quem cuida de parentes idosos

13 de junho de 2012 1 comentário
Quem tem um parente idoso sabe que, mais cedo ou mais tarde, ele precisará de algum cuidado especial. Demência, quedas e a própria idade passam a ser um empecilho na vida do idoso e, nessa hora, o parente mais próximo deve estar preparado para se tornar um cuidador. No entanto, cuidar de um idoso demanda tempo, preparo psicológico e dinheiro para arcar com despesas de transporte, medicamentos, avaliações médicas e alimentação e muitos cuidadores acabam pedindo demissão. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos estima que os cuidadores perdem um total de três trilhões de dólares ao saírem dos seus empregos. Aprenda a organizar sua vida financeira para cuidar do parente idoso sem aperto. 

Cuidar de uma pessoa idosa sai caro. Segundo a gerontóloga Aline Elizabete Penha Francisco, "tudo para os idosos é diferenciado, e isso pode sair mais caro. A alimentação deve ser balanceada e muitos já não podem comer qualquer tipo de comida industrializada. Além disso, os medicamentos que eles tomam muitas vezes são caros e eles precisam ir ao médico com frequência. Além disso, o lazer do idoso é meio complicado pois a ideia é levá-lo para fazer o que mais gosta, teatro, etc. E, para o parente que não tem tempo de cuidar do idoso, a presença de um cuidador profissional é fundamental". 

Quem tem um parente idoso precisa se programar e organizar as finanças antes que a necessidade de cuidar dele apareça. Isso evita sustos e gastos excessivos quando a hora chegar. De acordo com Aline, "hoje em dia, a população idosa já está vivendo mais. Famílias organizadas conseguem se planejar financeiramente para arcar com as despesas de cuidar de um parente idoso. O certo é que ela fique sempre em contato com um gerontólogo, que, além de maximizar a qualidade de vida do idoso, irá preparar a família para o que pode acontecer no futuro". 

Quando surge a necessidade de "criar" mais tempo para cuidar de um parente idoso, a primeira solução que muitas pessoas consideram é pedir demissão do atual emprego. O MetLife Mature Market Institute publicou uma pesquisa que revela números impressionantes. Esse estudo descobriu que, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas que cuidam de pais ou parentes idosos e saem dos seus empregos prematuramente perdem cerca de três trilhões de dólares em salário, aposentadoria e benefícios durante a vida. A média de perda é de 304 mil dólares por pessoa. 

Para ajudar a evitar desgaste financeiro para cuidar de um parente idoso com os custos ocultos do cuidado, a MetLife organizou nove dicas muito úteis para parentes cuidadores.  

1. Pense duas vezes antes de sair do seu emprego para cuidar da pessoa doente, uma vez que isso terá um impacto duradouro nas suas finanças e num futuro emprego. Além de perder seus rendimentos mensais, você também pode perder anos de serviço necessários para ter direito à aposentadoria, ou para receber uma pensão do governo.

2. Verifique com seu empregador quais são os benefícios oferecidos e como você poderia substituí-los caso precise sair do emprego. Seu empregador talvez possa oferecer algumas opções como horário flexível ou licença médica ou familiar para que você possa continuar no emprego e ao mesmo tempo cuidar do seu parente.

3. Avalie o que você tem e as despesas para cuidar do paciente. Considere seus custos atuais para viagens, home care e qualquer outro item de sua responsabilidade. Some todos os custos extras atuais necessários ao cuidado do paciente e separe uma verba para essas despesas.

4. Procure benefícios públicos. Veja se existe algum serviço comunitário de baixo custo ou gratuito, ou mesmo organizações sem fins lucrativos que possam ajudar.

5. Calcule quanto custaria para manter seu ente querido em casa. Existem muitos recursos que permitem que uma pessoa idosa envelheça em casa, como serviços adicionais de entrega de refeições em domicílio, serviços de acompanhante e modificações na residência.

6. Considere contratar os serviços de um gestor de cuidados geriátricos. Este gestor em geral é um assistente social ou enfermeiro que dá serviços de consultoria com avaliação, indicação e monitoramento de um plano de cuidados para idosos.

7. Cuidado com possíveis abusos financeiros. Pessoas idosas, principalmente aquelas que têm alguma deficiência física ou cognitiva, podem ser vulneráveis à exploração inescrupulosa que pode exaurir as economias da família.

8. Converse com seu ente querido sobre questões legais, financeiras e médicas. Consulte a possibilidade de ter uma procuração por tempo determinado ou indeterminado e a execução de um testamento em vida.

9. Poupe um valor para suas próprias necessidades de aposentadoria. Pense em quanto você precisará para manter seu atual estilo de vida depois de se aposentar os especialistas geralmente fixam esse valor em 80% da sua renda atual.



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Cuidadores precisam fazer uma pausa por Silvia Masc

3 de dezembro de 2011 comente

O stress do cuidar é o tema mais consistente nas conversas, entre pessoas que cuidam. Na minha experiência, uma das mais significativas formas de cuidadores lidar com esse stress é fazendo pausas regulares. A maioria de vocês concordaria que o cuidado (contratado ou ajuda voluntária) é uma boa ideia e é importante para a sobrevivência cuidador. No entanto, por diversas razões, muitas vezes há uma grande relutância em torno de aceitar ajuda.

Eu entendo que trazer um estranho para casa pode parecer uma arriscado. Podemos temer que ninguém mais pode fazê-lo, como nós fazemos, ou que outra pessoa poder não ser sensíveis às necessidades dos nossos entes queridos ou podem se importar menos.

Uma preocupação muito comum quando o ente querido é portador de DA(doença de Alzheimer), ou de qualquer outra demência, que o cuidador não queira mais ninguém envolvido no seu cuidado. Algumas pessoas relatam que a pessoa com demência se sente, ansiosa irritada ou desconfortável com alguém novo. Essa é a 1ª. desculpa no topo da lista para maioria dos cuidadores como razões para não considerar ajuda externa.
Outra “desculpa” é a negação. Cuidadores, muitas vezes sentem que o seu ente querido, não deva ser observado por outras pessoas. A pausa se torna emocionalmente difícil, quando não há uma aceitação da natureza progressiva da doença.

Porém, é muito importante que haja uma pausa, muito antes que ela se torne necessária. Havendo a pausa, os riscos se tornam baixos, e se a pessoa não der certo - você pode tentar alguma outra pessoa. Nos estágios iniciais da DA, o cuidador é mais um companheiro e há uma oportunidade para que os dois criem uma conexão significativa, que seria menos percebida por um cuidador profissional ou voluntário. Conforme a doença progride, o cuidador precisa dessa trégua, pois começa uma transição sutil entre o papel de companheiro para um papel de cuidador mais direto.

Não peça permissão para essa pausa à pessoa cuidada, você nunca vai conseguir. Uma pessoa com demência geralmente não tem a capacidade de compreender as suas próprias necessidades e limitações, muito menos a dos outros. Esta é uma decisão que só você pode, e deve fazer. Tenha a certeza de que você está tendo a melhor decisão em nome da pessoa com DA.

Se você disser: "Um cuidador estará vindo para ficar com você quando eu vou sair", é provável que você irá de deparar com uma grande dose de resistência. Ninguém quer se sentir como alguém que precisa de uma babá ou que eles estão perdendo a autonomia. Além disso, pessoas com Alzheimer sentem uma grande ansiedade em torno da antecipação de novas pessoas, novas situações ou de uma mudança na rotina. Em vez disso, considere dizendo algo como: "Eu realmente preciso de alguma ajuda então - A “Júlia” está vindo para passar um tempo na nossa casa."

Aceitar a culpa como normal e sempre presente. No entanto, não é prático pensar que precisamos eliminar todos os sentimentos de culpa. Precisamos simplesmente aceitar que a culpa vem com amor, e não definir padrões excessivamente elevados para nós mesmos.

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Credo do Cuidador Familiar

8 de novembro de 2011 comente
Cuidar de seu pai doente, de sua mãe, de sua avó ou de seu marido poderá ser não somente uma realidade que a vida nos proporciona, mas poderá ser também uma imposição ou mesmo um grande sacrifício. Ninguém se prepara para ser cuidador familiar, simplesmente acontece. Assim, o Credo do Cuidador Familiar deverá nortear o seu trabalho, mostrando todas as demandas e as dificuldades que encontrará, ciente de suas possibilidades, expectativas e aspirações. Você ficará melhor consigo mesmo e poderá auxiliar e amar mais o idoso que cuida. Leia-o com atenção e grave-o em seu coração:

§ Eu cuido muito bem de mim. Se não estou em boas condições de saúde física e psicológica, não poderei cuidar da pessoa idosa .

§ Eu aceito que cuidar de idoso envolve uma grande variedade de emoções, da raiva à alegria, do ressentimento à compaixão.

§ Eu aceito que os meus sentimentos, em relação ao idoso que cuido, não estão certos nem errados. Simplesmente, são tão naturais e inevitáveis como o ato de respirar.

§ Eu tenho o direito de receber consideração, afeto, perdão e aceitação do idoso que cuido, enquanto eu ofereço também estas qualidades em troca.

§ Eu devo pedir e aceitar ajuda de outras pessoas. Eu envolverei a minha família, os meus amigos e a comunidade no acompanhamento do idoso que cuido. Sei que não é minha função cuidar de tudo e fazer tudo sozinho.

§ Eu procuro sempre informações que podem ajudar-me como um cuidador. Eu reconheço que a informação é poder. Também reconheço que, quanto mais capacitação e informação eu obter, melhor será o cuidado com o idoso.

§ Eu respeito as preferências e as decisões do idoso que estou cuidando. Eu ofereço ao idoso a dignidade, o carinho e cortesia que eu gostaria de receber, se a situação se invertesse. Eu tenho o direito de rejeitar qualquer tentativa do idoso (consciente ou inconsciente) para manipular-me através de culpa, raiva ou depressão.

§ Reconheço que a mudança – para bem ou para mal – é uma parte natural do processo de cuidar de um idoso. Eu me mantenho flexível e aberto à mudanças.

§ Eu celebro os pequenos êxitos e me permito lamentar as decepções. Eu compartilho os meus sentimentos com aquelas pessoas em quem confio.

§ Estou consciente de minhas próprias necessidades e de resguardar os meus direitos como um cuidador. Eu não permito que a minha função de cuidador possa atrapalhar outros aspectos da minha vida.

§ Eu me perdôo pelos meus defeitos e felicito-me pelo esforço e amor que eu coloquei no meu trabalho de cuidador de meu idoso querido e amado.
Traduzido e Adaptado : The Caregiver's Creed

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"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil"

21 de março de 2011 1 comentário
"Cuidados: Uma jonada espiritual de amor, perda e renovação".

Pode vir de surpresa ou não. Mas quando os idosos adoecem, ou se tornam dependentes, alguém terá de assumir os cuidados.Filhos atarefados e envolvidos com sua própria rotina têm de lidar com a nova situação que implica, ainda, em assustadoras despesas médicas. Quanto mais cedo à família pensar no assunto, menos sofrimento.

Lidar com os pais idosos ainda é uma surpresa e grande dificuldade para muitos. Uma das razões está relacionada com o repentino aumento da expectativa de vida. Recentemente se percebeu que a perspectiva de envelhecimento da população brasileira estava crescendo em proporções assustadoras, e nós não nos preparamos para cuidar dos idosos.

É difícil para todos. Portanto, não se sinta culpado se não sabe lidar com a dependência dos pais. "Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte", escreve a jornalista americana Beth Witrogen Mc Leod, autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).

Além do medo do próprio envelhecimento, imaginar que o parente mais velho se aproxima da morte também gera muita ansiedade e frustração. "O ideal é não pensar em perdas, nem antecipar a morte de ninguém. A pessoa pode estar mal e viver mais trinta anos", diz o psicólogo Renato Veras, coordenador da Unati - UERJ.

Nesses momentos difíceis, são muitos os medos irracionais e é preciso descobri-los dentro de si mesmo para conseguir encarar a responsabilidade. "Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história", afirma a sub-coordenadora da Unati, Célia Caldas. "O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro", diz.

Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona concorda. "Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta", completa.

Necessidades que não são apenas de natureza financeira ou material, como atendimento médico e remédios, mas também de natureza socio-espiritual. "Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso", afirma categórica, Célia Caldas.

Lisa Berkman, professora catedrática do departamento de saúde e de comportamento social da Escola de Saúde Pública de Harvard fala sobre a necessidade do idoso não apenas de receber, mas também de poder participar da vida em família. "O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber", explica, no livro Amor e Sobrevivência, de Dean Ornish (Editora Rocco).

Dessa forma, elas são capazes de sentir ainda mais seus verdadeiros valores. "Por isso, os netos são tão importantes", afirma. Dar e receber são preceitos que valem não só para o idoso. "É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais", diz Renato Veras.

"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil", analisa o professor Moragas. Por isso, é hora de encarar a fase difícil como um grande aprendizado. Como já dizia o rabino americano Harold Kushner: "se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino".

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Conheça a profissão de quem se especializa em cuidar de idosos

11 de fevereiro de 2011 1 comentário


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Perfil ideal e funções de um cuidador.

31 de janeiro de 2011 comente
O nosso país já não é um país de jovens e se quisermos aprender a entender, respeitar e valorizar os nossos idosos devemos nos conscientizar de alguns cuidados fundamentais como não tratá-los como incapazes e doentes, respeitar suas individualidades, ajudá-los a desenvolver aptidões, a preservar sua autonomia e independência com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida.

CUIDADOR INFORMAL (FAMILIAR): pessoas de ambos os sexos, pertencentes à família, que devem ser alfabetizadas, gozar de boa saúde física e mental, possuir noções básicas sobre o cuidado do idoso e uma compreensão do processo de envelhecimento humano.

PERFIL DO CUIDADOR FORMAL (PROFISSIONAL): pessoas de ambos os sexos, com qualidades éticas e morais, que estejam gozando de boa saúde física e mental, que preferencialmente tenham cursado o primeiro grau, sejam maiores de idade tenham-se submetido a um treinamento específico, ministrado por instituição reconhecida e com profissionais especializados. É fundamental adaptar-se aos hábitos familiares, respeitar a intimidade, a organização e as crenças da família, evitando interferências nessas crenças.

Nos dois perfis, o cuidador deve ter treinamento específico com conhecimentos teóricos e práticos, possuir domínio e equilíbrio emocional, ser comunicativo, paciente, receptivo, ter facilidade de relacionamento humano, iniciativa, capacidade de compreender os momentos difíceis vividos pelo idoso, deve adaptar-se às mudanças sofridas por ele e a família, ter tolerância diante de situações de frustração pessoal, motivação, empatia por idosos e sabedoria para vivenciar a finitude humana. 
 
Diante de um idoso com uma doença terminal

O cuidador deve procurar elaborar essa morte, procurando ouvir, consolar, “estar junto” dessa pessoa, conduzindo suas visitas e respeitando sua vontade.

As funções do cuidador



Envolvem o acompanhamento nas atividades diárias como alimentação, higiene pessoal, vestuário quando o idoso for dependente, prevenção de quedas e acidentes domésticos, a promoção do bem-estar do idoso, o acompanhamento aos compromissos como médicos, dentistas, fisioterapia, igreja, visitas, banco, etc, a estimulação da autonomia e da independência do idoso. 
  • O cuidador é essencial para a melhoria da qualidade de vida do idoso que apresenta um grau maior ou menor de dependência. E´a “âncora” para o idoso.
  •  O cuidador é uma pessoa de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor ao ser humano, de solidariedade e de doação. Seus préstimos têm sempre um cunho de ajuda e apoio, com relações afetivas e compromissos positivos.  
  •  O cuidador deve ter facilidade de trabalhar em equipe, saber lidar com as limitações e dificuldades do idoso dependente, acreditar na importância do seu trabalho, ter capacidade para atividades lúdicas como dançar, contar histórias, inventar jogos, ter capacidade para suportar perdas e a vivência da morte, manter a capacidade e o preparo físico, emocional e espiritual; demonstrar educação, boas-maneiras e discrição, obedecer às normas e conduzir-se com moralidade. A qualificação e o treinamento para a função são essenciais.

Cuidados com o cuidador

É fundamental que o cuidador se cuide, tenha o seu período de descanso e de lazer, cuide de sua saúde, receba apoio psicológico e religioso quando necessários, pois, a tarefa é muito árdua e desgastante e é muito freqüente o cuidador, principalmente o cuidador familiar adoecer: ter depressão, ansiedade, estresse, hipertensão arterial (pressão alta), etc.
Infelizmente nós brasileiros não cuidamos bem de nossos idosos. Os recursos para o bem-estar do idoso e do cuidador são insuficientes: dentre tantas coisas, faltam equipes multiprofissionais nos três níveis de assistência ao idoso: domiciliar, ambulatorial e hospitalar.

Fonte de Pesquisa: Seminário Velhice FragilizadaSESC- SÃO PAULO-NOV 2006

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A comunicação com o idoso - por Leny Carvalho e Silvia Masc

3 de fevereiro de 2010 7 comentários

Conversando um dia desses com a querida Beth do Mãe Gaia, surgiu o assunto sobre as limitações que a idade avançada impõe, entre eles as dificuldades na comunicação, ela falava sobre a mãe dela, e eu sobre a minha, dessa conversa surgiu a sugestão de escrever sobre o assunto. Eu não poderia fazê-lo sem mencionar uma pessoa muito especial de quem vou contar um pouquinho pra vocês.

Tenho o prazer de ser amiga e confidente, de uma pessoa especialíssima que amo muito. Ela cuida do seu esposo idoso com carinho e dedicação ímpar.

Fico admirada, com tanta sabedoria, vinda de alguém que não tem formação em geriatria, gerontologia ou enfermagem, eu diria que ela se formou na Universidade do amor, da intuição, da generosidade e do bom senso, aliás é doutora nesses requisitos.

Todos nós sabemos, o quanto é desgastante, porém nunca a ouvi se queixar, é evidente o carinho com que ela o faz, sempre sorridente, tranformando em um privilégio, o que chamaríamos de tarefa e para alguns um fardo.

Recentemente, falávamos sobre a dificuldade de entendimento e compreensão dos idosos, fato que já percebo na minha mãe, que aos quase 90 anos, apresenta dificuldade no entendimento à algumas perguntas ou em algumas conversas.

A Sra. Leny, contou-me sobre a conduta dela diante dessa questão, ao longo de nossas várias conversas e também do que observei na última vez que estive tomando um lanche delicioso em sua casa. É possivel que ela nem tenha a dimensão do quanto me ensina , e por isso quero agradecê-la e compartilhar com vocês um pouco do que aprendo com ela.

Registrei em forma de dicas, o que aprendi, nessa questão da comunicação com as pessoas idosas.

• Use frases curtas e objetivas.

• Repetir a fala, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes.

• Fale de frente, sem cobrir a boca, não se vire ou se afaste enquanto fala.

• Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois a pessoa pode necessitar de um tempo maior para entender o que foi falado e responder.

• Não interrompa a pessoa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.

• Sempre que a pessoa demonstrar não ter entendido o que foi falado , repita o que falou com calma evitando constrangimento.

• Procure falar de forma clara e pausada e aumente o tom de voz somente se isso realmente for necessário.

• Verifique a necessidade e condições de próteses dentárias e/ou auditivas que possam estar dificultando a comunicação.

• Converse e cante com a pessoa, pois essas atividades estimulam o uso da voz.

• A música ajuda a pessoa cuidada a recordar pessoas, sentimentos e situações que ocorreram com ela, ajudando na sua comunicação.

. É importante ao se referir a alguém conhecido, explique ao idoso de quem está falando: “Maria, sua filha”; “João, seu vizinho”, Marcelo o seu neto, assim a pessoa vai se situando melhor na conversa e vai relembrando pessoas e fatos que havia esquecido. É preciso falar com simplicidade e pedir que a pessoa toque objetos, retratos e quadros, isso ajuda a “puxar” a memória e a melhorar a conversa.

• O toque, o olhar, o beijo, o carinho são outras formas de comunicação que ajudam o na compreensão do idoso e ser compreendido por ele.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

A hora de rearrumar a estrutura familiar para dar conta dos idosos em casa

29 de janeiro de 2010 2 comentários
Longevidade
Pode vir de surpresa ou não. Mas quando os idosos adoecem, ou se tornam dependentes, alguém terá de assumir os cuidados.

Filhos atarefados e envolvidos com sua própria rotina têm de lidar com a nova situação que implica, ainda, em assustadoras despesas médicas. Quanto mais cedo à família pensar no assunto, menos sofrimento.

Lidar com os pais idosos ainda é uma surpresa e grande dificuldade para muitos. Uma das razões está relacionada com o repentino aumento da expectativa de vida. Recentemente se percebeu que a perspectiva de envelhecimento da população brasileira estava crescendo em proporções assustadoras, e nós não nos preparamos para cuidar dos idosos.

É difícil para todos. Portanto, não se sinta culpado se não sabe lidar com a dependência dos pais. "Ninguém quer pensar que nossos pais estão envelhecendo ou morrendo, porque então não haverá nada entre nós e a morte", escreve a jornalista americana Beth Witrogen Mc Leod, autora de "Caregiving: The Spiritual Journey of Love, Loss and Renewal" (em tradução livre, "Cuidados: uma jornada espiritual de amor, perda e renovação", não disponível em português).

Além do medo do próprio envelhecimento, imaginar que o parente mais velho se aproxima da morte também gera muita ansiedade e frustração. "O ideal é não pensar em perdas, nem antecipar a morte de ninguém. A pessoa pode estar mal e viver mais trinta anos", diz o psicólogo Renato Veras, coordenador da Unati - UERJ.

Nesses momentos difíceis, são muitos os medos irracionais e é preciso descobri-los dentro de si mesmo para conseguir encarar a responsabilidade. "Quem está à volta com o pai ou a mãe doente, normalmente, não compreende que o problema do idoso é resultado de uma longa história construída. E que ele próprio faz parte daquela história", afirma a sub-coordenadora da Unati, Célia Caldas. "O idoso somos nós mesmos, o nosso futuro", diz.

Por isso, "a família tem que assumir a responsabilidade como um problema dela, e não do outro. Somos nós que estamos envelhecendo e não assumimos isso ainda", conclui. O sociólogo e gerontólogo Ricardo Moragas, professor e pesquisador da Universidade de Barcelona concorda. "Sem querer generalizar, o que o ancião precisa é, normalmente, a soma do que os filhos e netos sentem falta", completa.

Necessidades que não são apenas de natureza financeira ou material, como atendimento médico e remédios, mas também de natureza socio-espiritual. "Pode-se estabelecer um médico de família por metro quadrado que, sozinho, não resolverá o problema do idoso", afirma categórica, Célia Caldas.

Lisa Berkman, professora catedrática do departamento de saúde e de comportamento social da Escola de Saúde Pública de Harvard fala sobre a necessidade do idoso não apenas de receber, mas também de poder participar da vida em família. "O que geralmente faz com que as pessoas idosas sigam em frente é o fato de elas serem capazes de dar, não apenas de receber", explica, no livro Amor e Sobrevivência, de Dean Ornish (Editora Rocco).

Dessa forma, elas são capazes de sentir ainda mais seus verdadeiros valores. "Por isso, os netos são tão importantes", afirma. Dar e receber são preceitos que valem não só para o idoso. "É preciso vencer o preconceito com a velhice e se conscientizar da necessidade de retribuir tudo o que se recebeu dos pais", diz Renato Veras.

"O idoso só se torna uma ameaça à família, se a estrutura familiar já está frágil", analisa o professor Moragas. Por isso, é hora de encarar a fase difícil como um grande aprendizado. Como já dizia o rabino americano Harold Kushner: "se modelarmos uma sociedade em que os idosos sejam queridos e levados a sério, seremos capazes de envelhecermos sem temer esse destino".

Maisde50


Longevidade

Cuidar à distância

20 de outubro de 2009 2 comentários
LONGEVIDADE
A tarefa de ajudar na saúde e no conforto de pai, mãe ou outros parentes de idade avançada e que moram longe parece difícil e desgastante. Mas para quem não abre mão de estar próximo emocionalmente, mesmo a quilômetros de distancia, o trabalho tem suas recompensas.

Com a mobilidade geográfica de filhos netos, sobrinhos, irmãos e outros parentes, a situação é cada vez mais comum. Tanto que a American Association for Retired People (AARP, algo como Associação Americana para Aposentados), dos Estados Unidos, lançou uma cartilha de dicas para ajudar a tornar mais fácil e prazerosa a administração desses cuidados.

O que vale lá, também se aplica a realidades brasileiras.

- Converse se não pessoalmente, por telefone, com o(s) médico(s) do ente querido. Saiba qual o estado de saúde do paciente, o histórico, se há cuidados necessários, se algum remédio foi prescrito. Deixe seus números com o especialista para que ele saiba que pode contatá-lo, se for preciso.

- Tenha anotados dados sobre o plano de saúde - o tipo de plano, o contrato, o número de identificação, o telefone de contato - e o número de seguridade social.

- Informe-se sobre as implicações financeiras e legais do tratamento. Colete informações pelo telefone e pela internet. Elabore, junto com outros familiares, uma lista de serviços de saúde e de assistência no local em que o ente mora.

- Mantenha uma conta conjunta para o caso de emergências, um de vocês pode sacar dinheiro ou realizar um pagamento para o outro.

- Faça uma lista de contatos: família, amigos, vizinhos e quem mais possa ajudar. Na sua próxima visita, apresente-se a essas pessoas e guarde o telefone e o endereço de cada uma. Se, em algum momento, você não conseguir estar em contato com seu parente, ligar para essas pessoas pode deixá-lo mais tranqüilo.

- Use essa rede de contatos para os casos de emergência, mas também veja a possibilidade de receber ajuda em tarefas corriqueiras, como levar ao médico para uma consulta de rotina ou até mesmo verificar se é necessário repor algum item na casa da pessoa que requer cuidados.

Encontrar pessoas na mesma situação que você ajuda a manter a calma e achar soluções quando for preciso. Comunidades de apoio, universidades abertas à terceira idade, cursos de cuidadores de idosos são algumas instituições que podem fornecer sugestões interessantes. Pesquise na internet uma na sua região.

Um dos mais atuantes centros de apoio e cuidado com o idoso é a Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes (APAZ).

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)- também é uma referência em especialistas em cuidados com idosos.

Considere os sentimentos e pontos de vista da mãe, pai ou do parente que está sendo cuidado. Lidar com questões de saúde e fragilidade pode ser frustrante. É importante manter um foco positivo. Caso sinta necessidade de intervir, explique que os serviços e cuidados vão ajudá-lo a se manter independente. Esclareça como eles funcionam, mas considere, sempre, a opinião dele/a (s).

Cuide das suas próprias necessidades. Aprenda a buscar ajuda e aconselhamento quando precisar. Tenha tempo para você mesmo. O mais importante é garantir a você o crédito por ter feito o melhor que pôde.

E quando for visitar, não deixe de observar o estado físico e emocional do seu parente.

SBGG

APAZ

Fonte: Cuidando a distância (em inglês)

longevidade

Decisão em família - Por Maria Fernanda Schardong

27 de agosto de 2009 1 comentário
LONGEVIDADE

O que levar em conta na hora de decidir quem vai cuidar dos parentes mais velhos


Um parente doente é caso sério de família. Os cuidados com a saúde de um ente idoso exigem tempo, atenção e, principalmente, dinheiro. A grande dúvida, quase sempre, é entre contratar um profissional ou delegar a tarefa a alguém da própria família.

A enfermeira Neide Aparecida da Rosa, especializada em Gerontologia, ministra cursos para cuidadores de idosos. Ela afirma que a procura por estes cursos tem aumentado. "Com o acesso à tecnologia, as pessoas começaram a abrir os olhos com relação ao envelhecimento. Além da redução de integrantes nas famílias, já que, hoje em dia, pais e filhos trabalham fora, surge também a necessidade de um cuidador capacitado que garanta o bem estar do idoso", explica.

Atualmente, o cuidador deixa de ser um familiar, e dá lugar a profissionais qualificados e direcionados para esses pacientes. De acordo com Neide, na maioria dos casos, a falta de tempo da família é o que faz essa procura por profissionais crescer. "Hoje, o cuidador de idosos está sofrendo uma transformação, está deixando de ser o profissional que faz tudo (limpa casa, cuida das crianças, lava roupa) para focar seus conhecimentos nos mais velhos", explica.

Os idosos que necessitam de cuidados especiais são aqueles que apresentam algumas dificuldades. "As limitações vão desde uma simples dificuldade de caminhar até o desenvolvimento de patologias graves", afirma a enfermeira. E assim, a conscientização da importância do papel do cuidador, por parte da família, é essencial para o bem estar do idoso.

Entretanto, o preço que se paga por esses serviços, ainda é alto. Elizabeth Senne é veterana no assunto. Já cuidou da mãe, da tia e, atualmente, reserva cuidados a uma outra tia. "O custo é alto, com certeza. Minha tia tem quatro empregadas que se revezam entre si. E, além do salário destas profissionais, o gasto com remédios todo mês ajuda a aumentar as despesas mensais" conta.

Para quem não pode contar com o apoio de um profissional, o mais importante é cuidar de sua própria saúde. "No começo, fiquei doente, não entendia porque aquilo estava acontecendo, e não tinha nenhuma paciência. Hoje, não, estou mais tranquila, e aprendendo a lidar melhor com a realidade", relata Elizabeth.

LONGEVIDADE

Cuidando do Portador da DA

3 de agosto de 2009 2 comentários
LONGEVIDADE


Cuidar de uma pessoa portadora de *DA pode ser difícil em alguns momentos. Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador. Frente à DA e a todos os problemas inerentes a ela, contamos atualmente com uma poderosa arma: a INFORMAÇÃO. Somente com o conhecimento do que é e do que será, teremos condições de enfrentar tão árdua tarefa. Portanto, VAMOS UNIR FORÇAS!! Para facilitar o seu trabalho, selecionamos algumas “dicas” que podem auxiliá-lo no seu dia-a-dia:

* Doença de Alzheimer

• Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade: uma rotina pode facilitar as atividades que você deverá fazer e, ao mesmo tempo, estruturar um novo sistema de vida. A rotina pode representar segurança para o portador; porém, embora ela possa ajudar, é importante manter a normalidade da vida familiar; procure tratar o portador da mesma forma como o tratava antes da doença;

• Incentive a independência: é necessário que o portador receba estímulos à sua independência. Faça com ele e não por ele, respeite e preserve sua capacidade atual de realizar atividades de vida diária. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando não houver nenhuma capacidade para execução de determinada tarefa. Isto o ajudará a manter a auto-estima, o respeito próprio e, conseqüentemente, diminuirá a ansiedade do familiar;

• Ajude o portador a manter sua dignidade: lembre-se que a pessoa de quem você cuida é ainda um indivíduo com sentimentos. O que você ou outros familiares fazem ou falam em sua presença pode perturbá-lo. Evite discutir sobre as condições do portador na sua presença;

• Evite confrontos: qualquer tipo de conflito pode causar estresse desnecessário em você e/ou no portador. Evite chamar atenção e mantenha a calma de maneira que a situação não piore. Lembre-se que por mais que pareça proposital, é a doença que ocasiona momentos de agitação, agressividade, etc. NÃO é culpa do portador. Tente identificar qual ou quais fatores podem ser responsáveis pela alteração apresentada e, a partir daí, trabalhe para eliminá-los;

• Faça perguntas simples: mantenha uma conversa simples, sem incluir vários pensamentos, idéias ou escolhas; as perguntas devem possibilitar respostas como “sim” ou “não”; perguntar “você quer laranja?” é melhor do que “que fruta você gostaria de comer?”.

• Mantenha seu senso de humor: procure rir com (e não rir do) o portador de DA. Algumas situações podem parecer engraçadas para você, mas não são para ele. Mantenha um humor saudável e respeitoso, ele ajuda a diminuir o estresse.

• Torne a casa segura: a dificuldade motora e a perda de memória podem aumentar a possibilidade de quedas. Por isso, você deve trazer o máximo de segurança para sua casa: verifique tapetes, mesas de centro, móveis com quina, objetos de decoração, escadas, banheiras, janelas, piscinas, etc.

• Encoraje o exercício e a saúde física: em alguns casos, o exercício físico pode colaborar para que o portador mantenha suas habilidades físicas e mentais por um tempo maior. O exercício apropriado depende da condição de cada pessoa. Consulte o médico para melhores informações.

• Ajude a manter as habilidades pessoais: algumas atividades podem incentivar a dignidade e o respeito próprio, dando propósito e significado à vida. Uma pessoa que antes foi uma dona de casa, um motorista, um professor ou um executivo pode ter maior satisfação usando algumas das habilidades relacionadas ao seu serviço anterior. Lembre-se, entretanto, que a DA é progressiva e os gostos ou habilidades das pessoas acometidas pela doença fatalmente mudarão com o tempo. Conhecer estes detalhes exigirá de você, familiar/cuidador, maior observação para que, dessa forma, seja possível um planejamento de atividades compatíveis com o grau de dependência apresentado pelo portador.

• Mantenha a comunicação: com o avanço da doença, a comunicação entre você e o portador pode tornar-se mais difícil. As seguintes dicas poderão ajudá-lo:


- tenha certeza de que a atenção do portador não está sendo prejudicada por outros fatores;
- fale clara e pausadamente, frente a frente e olhando nos seus olhos;
- demonstre amor através do contato físico;
- preste atenção na linguagem corporal – pessoas que perdem a comunicação verbal, comunicam-se muito com os gestos;
- procure identificar as lembranças ou palavras-chave que podem ajudá-lo a comunicar-se efetivamente com o portador.

• Use artifícios de memória: para alguns portadores, o uso de artifícios de memória pode ajudá-lo a lembrar de ações cotidianas e prevenir confusões como, por exemplo: mostre fotografias dos familiares com seus nomes para ajudá-lo a reconhecer quem é quem no ambiente familiar, coloque placas indicativas nas portas identificando o quarto, o banheiro, etc. Lembre-se, porém, que com o avançar da doença estes artifícios não mais terão o resultado esperado.

ABRAZ

LONGEVIDADE

UNIFESP RECRUTA CUIDADORES DE PACIENTES COM DOENÇA DE ALZHEIMER E OUTRAS DEMÊNCIAS.

16 de fevereiro de 2009 1 comentário

A pesquisa visa verificar os efeitos da prática de yoga e meditação na redução do estresse, da ansiedade e da depressão dos cuidadores de pacientes com doença de Alzheimer e outras demências.

Os interessados, homens e mulheres, deverão ter entre 30 e 65 anos, e, no mínimo, o segundo grau completo de escolaridade. Os voluntários serão divididos, por sorteio, em dois grupos distintos: grupo yoga e meditação e grupo controle (que receberá o treinamento de yoga e meditação ao término da pesquisa). O estudo terá duração de dois meses.

O voluntário não deverá ter asma; doença pulmonar obstrutiva crônica; síndrome de Cushing (desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue) e diabetes mellitus; e nem fazer uso de corticóide tópico, nasal ou qualquer forma de apresentação nos 30 dias anteriores ou álcool (mais do que cinco doses por semana) e drogas de abuso. Também não poderá ser praticante de yoga, meditação e técnicas de relaxamento progressivo antes do início da pesquisa.

O uso de tranquilizantes será permitido, desde que o voluntário já venha fazendo uso deste tipo de medicamento e não o abandone durante o experimento.

Os interessados deverão entrar em contato com Sueli, na Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, pelo telefone (11) 5082-2382, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.