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Cuidadores precisam fazer uma pausa por Silvia Masc

3 de dezembro de 2011 comente

O stress do cuidar é o tema mais consistente nas conversas, entre pessoas que cuidam. Na minha experiência, uma das mais significativas formas de cuidadores lidar com esse stress é fazendo pausas regulares. A maioria de vocês concordaria que o cuidado (contratado ou ajuda voluntária) é uma boa ideia e é importante para a sobrevivência cuidador. No entanto, por diversas razões, muitas vezes há uma grande relutância em torno de aceitar ajuda.

Eu entendo que trazer um estranho para casa pode parecer uma arriscado. Podemos temer que ninguém mais pode fazê-lo, como nós fazemos, ou que outra pessoa poder não ser sensíveis às necessidades dos nossos entes queridos ou podem se importar menos.

Uma preocupação muito comum quando o ente querido é portador de DA(doença de Alzheimer), ou de qualquer outra demência, que o cuidador não queira mais ninguém envolvido no seu cuidado. Algumas pessoas relatam que a pessoa com demência se sente, ansiosa irritada ou desconfortável com alguém novo. Essa é a 1ª. desculpa no topo da lista para maioria dos cuidadores como razões para não considerar ajuda externa.
Outra “desculpa” é a negação. Cuidadores, muitas vezes sentem que o seu ente querido, não deva ser observado por outras pessoas. A pausa se torna emocionalmente difícil, quando não há uma aceitação da natureza progressiva da doença.

Porém, é muito importante que haja uma pausa, muito antes que ela se torne necessária. Havendo a pausa, os riscos se tornam baixos, e se a pessoa não der certo - você pode tentar alguma outra pessoa. Nos estágios iniciais da DA, o cuidador é mais um companheiro e há uma oportunidade para que os dois criem uma conexão significativa, que seria menos percebida por um cuidador profissional ou voluntário. Conforme a doença progride, o cuidador precisa dessa trégua, pois começa uma transição sutil entre o papel de companheiro para um papel de cuidador mais direto.

Não peça permissão para essa pausa à pessoa cuidada, você nunca vai conseguir. Uma pessoa com demência geralmente não tem a capacidade de compreender as suas próprias necessidades e limitações, muito menos a dos outros. Esta é uma decisão que só você pode, e deve fazer. Tenha a certeza de que você está tendo a melhor decisão em nome da pessoa com DA.

Se você disser: "Um cuidador estará vindo para ficar com você quando eu vou sair", é provável que você irá de deparar com uma grande dose de resistência. Ninguém quer se sentir como alguém que precisa de uma babá ou que eles estão perdendo a autonomia. Além disso, pessoas com Alzheimer sentem uma grande ansiedade em torno da antecipação de novas pessoas, novas situações ou de uma mudança na rotina. Em vez disso, considere dizendo algo como: "Eu realmente preciso de alguma ajuda então - A “Júlia” está vindo para passar um tempo na nossa casa."

Aceitar a culpa como normal e sempre presente. No entanto, não é prático pensar que precisamos eliminar todos os sentimentos de culpa. Precisamos simplesmente aceitar que a culpa vem com amor, e não definir padrões excessivamente elevados para nós mesmos.

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