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Cardápio para a Ceia de Natal para diabéticos

4 de dezembro de 2013 comente
Cardápio elaborado pelo Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes, coordenadora Dr. Josefina Bressan

O Natal é um momento de confraternização onde os alimentos são apenas a moldura do dia, por isso siga as quantidades estabelecidas no seu plano alimentar, de acordo com o grupo do alimento.
Esta é a sugestão preparada pelo Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Seguindo corretamente este cardápio, você terá uma ceia saudável e saborosa. Mas lembre-se, não ultrapasse a quantidade de alimentos estabelecida pelo seu plano alimentar. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
Saladas

  • Verde – Alface, rúcula ou agrião, pepino e tomate. Temperar com sal e gotas de azeite extra-virgem ou azeite da sua preferência. (Grupo das verduras – Hortaliça A)
  • Maionese – Batata, maçã, petit pois. Usar iogurte natural para substituir a maionese tradicional, temperar a gosto com ervas (ex:orégano) ou misturar com atum conservado na água. (Grupo principal: arroz)
  • Salada de feijão fradinho ou grão de bico. Temperar com cebola e sal à gosto. (Grupo do feijão)
Prato Principal
  • Peru assado (retirar a pele). Enfeitar com frutas naturais. Ex: abacaxi, rodelas de goiaba, cerejas, etc. (Grupo das carnes).
Acompanhamentos

  • Farofa com couve. Cortar a couve bem fininha e misturar a farofa simples no ato de sua preparação. (Grupo do arroz)
  • Arroz colorido. Misturar passas previamente lavadas, milho, nozes e cenoura. (Grupo do arroz)
Sobremesa
Gelatina Colorida
  • 2 copos de leite condensado diet (sem açúcar)
  • 1 vidro de leite de coco light (200ml)
  • 1 pacote de gelatina sem sabor
  • 3 sabores diferentes de gelatina diet
Modo de fazer: preparar as gelatinas com a metade da água indicada no pacote. Levar para endurecer. Partir a gelatina em cubos pequenos e coloca-las em uma travessa. Reservar.
Bater bem o leite condensado, a gelatina sem sabor, o leite de coco light, junto com dois copos de água no liquidificador. Despejar esta mistura sobre a gelatina colorida previamente picada e levar a geladeira.
Rendimento: 20 porções. Substituir 1 porção por 1 cota de fruta.

Insônia, medicamentos são a única escolha?

31 de maio de 2013 comente


Uma noite, você acorda no meio da madrugada e não consegue fechar os olhos até amanhecer. No dia seguinte, o sufoco se repete. E mais uma vez, até que o cansaço começa a atrapalhar seu rendimento no trabalho e nos estudos. Com pressa de resolver o problema, os remédios para dormir aparecem como solução imediata para o problema e muita gente consome até sem prescrição médica.

Esses medicamentos têm muitos efeitos colaterais e, nem sempre, são a melhor saída. Isso porque a insônia pode ser apenas sintoma de outro problema e o uso de medicação para dormir, sem que a causa esteja esclarecida, encobre ou mascara doenças mais sérias , afirma o psiquiatra Pedro Daniel Katz, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

E os riscos não terminam aí. A possibilidade de dependência desse tipo de droga, alterações no sistema hormonal, perda de memória e até disfunções sexuais são algumas das conseqüências que podem atrapalhar a rotina de quem decide consumir medicamentos para dormir sem orientação.
O especialista Pedro Daniel fala sobre estes e outros perigos e explica por que, muitas vezes, as fórmulas prejudicam o rendimento nas atividades físicas.

O que são os remédios para dormir ? Que reação eles provocam que traz o sono?
Muitos medicamentos, originalmente utilizados para outras finalidades (descongestionantes nasais, antialérgicos, remédios para enjôo e mesmo alguns antidepressivos), são capazes de induzir sono. Mas existem aqueles específicos para induzir o sono, chamados benzodiazepínicos, de ampla utilização hoje em dia e de alto potencial para gerar dependência física. Existem também os mais modernos, chamados não benzodiazepínicos, com menos efeitos colaterais e menor potencial de gerar dependência. Atualmente, no entanto, os estudos da área dedicam-se à melatonina, um hormônio presente no organismo que vem sendo muito estudado e que atua de forma ainda não muito compreendida, provocando o sono.

Esse tipo de remédio causa dependência física?
A dependência física pode ocorrer a partir do terceiro mês de uso consecutivo e se caracteriza por aparecimento de sintomas desagradáveis quando o paciente deixa de usar a medicação. A necessidade de aumentar a dose do remédio para obter efeitos também indica dependência que, quando instalada,pode levar até dois meses para ser superada e o paciente voltar ao sono natural.

Quando o especialista recorre a este tipo de remédio? Ela é trivial ou acontece apenas em último caso?
Existem algumas situações em que estes medicamentos são necessários e úteis, seja em indução anestésica, alguns quadros de ansiedade, privação involuntária de sono e outros. É claro que frente a um relato de dificuldades para dormir ou surgimento de insônia é fundamental que se busquem as causas antes de introduzir qualquer medicação. A situação mais freqüente nos consultórios é a de dificuldade para dormir como um problema secundário.
Uma pessoa que toma esses remédios está proibida de consumir algum tipo de medicação?
Estes remédios são de uso controlado e só devem ser usados mediante prescrição médica, principalmente em pessoas que tenham problemas renais ou doenças do fígado, pois são as vias pelas quais os medicamentos são eliminados do corpo.

Quem toma remédio para controlar hipertensão sofre algum risco extra com o consumo?
Depende do que chamamos de consumo. O uso controlado e acompanhado por médico pode, inclusive, auxiliar na estabilização da pessoa hipertensa se um dos fatores da elevação da pressão for um desencadeante emocional. Já o consumo abusivo e sem controle, pelo contrário, pode desencadear, entre outros efeitos, elevações bruscas e intensas na pressão arterial.

Quais os principais efeitos colaterais destes remédios?
Para os benzodiazepínicos, os efeitos são sonolência no dia seguinte, às vezes com sensação de ressaca, lentidão de reflexos e raciocínio, tonturas, perda relativa de memória e até disfunções sexuais, como a impotência e a falta de lubrificação vaginal. Para os não benzodiazepínicos, os mais modernos, há sensação de boca seca, vertigens, reações alérgicas, sonambulismo, dor de cabeça, náuseas, vômitos e redução do apetite sexual.


Esses remédios interferem no apetite?
Embora boa parte dos chamados benzodiazepínicos seja utilizada também para controle de ansiedade, sabe-se que isto não vale necessariamente para a ansiedade alimentar e, pelo contrário, por deixar a pessoa mais relaxada, também faz co que ela fique mais tolerante aos excessos. Além disso, por serem substâncias que atuam no ciclo sono-vigília, podem interferir nos demais mecanismos de nossa balança hormonal.

Um comprimido para dormir faz efeito?
Os novos medicamentos contêm em sua bula a informação de que se destinam a uso restrito, não necessitando ser usado de forma continuada ou por período prolongado. Relembrando: Insônia pode ser apenas um sintoma e o uso de medicação para dormir sem que a causa esteja esclarecida pode encobrir ou mascarar doenças mais sérias. Um comprimido isolado faz efeito (bom ou ruim). O consumo continuado também pode ser necessário ou prejudicial. Cada situação deve ser avaliada pelo médico.


Fonte: Minha Vida
Dr.Pedro Daniel Katz - psiquiatra

Anemia no Idoso: comum, mas não normal

17 de maio de 2013 comente

Em geral, a doença é assintomática no início.

Diante do aumento certo da expectativa de vida da população, é importante estar atento a uma das doenças mais comuns nos idosos A anemia é uma anomalia caracterizada pela diminuição da concentração da hemoglobina dentro das hemácias e pela redução na quantidade de hemácias no sangue. Isso resulta em uma redução da capacidade do sangue em transportar o oxigênio aos tecidos. 



A hemoglobina, uma proteínas presente nas hemácias, é responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os demais órgãos e tecidos e de dióxido de carbono destes para ser eliminado pelo pulmão.

Ao contrário do que muita gente acredita, a anemia no idoso, embora seja um problema comum na população de idosos, não faz parte do envelhecimento normal e pode levar à morte. Ela ocorre em 10 a 15 indivíduos a cada 1.000, portanto, deve-se atentar aos seus sintomas e procurar auxílio médico para o tratamento correto. 
Existem vários tipos de anemia, sendo os mais freqüentes em idosos a anemia de doença crônica, seguida pela deficiência de ferro , por hemorragia e outras, como deficiência por B12, insuficiência renal ou leucemias.É importante ressaltar que a anemia é fator de risco para outras doenças, pois reflete somente o baixo nível de hemoglobina circulante.

PREVENÇÃO
“O idoso pode e deve se prevenir da anemia adotando cuidados diários.

Uma dieta variável e equilibrada com verduras e legumes frescos e proteínas aliada ao controle rigoroso das doenças pode ajudar na prevenção da anemia”, conclui dr. Jaluul.“A anemia nos idosos preocupa por eles já apresentarem menor reserva funcional e, portanto, qualquer situação que exija mais do seu organismo pode levar a prejuízos irreversíveis”, completa o especialista.





A revolução dos sessentões

7 de maio de 2013 comente
Você ainda é daqueles que acreditam que quando chegar aos 60 anos vai sair de cena, pendurar a chuteira, terminar os dias sozinho, doente, abandonado num asilo, sem dinheiro e sem perspectivas de dias melhores? Está enganado. Esse tipo de pensamento está mudando. Encarar a velhice como um mal é o mesmo que achar que a criança é um doente. Hoje, as pessoas da terceira idade namoram, transam, viajam, passeiam, estudam e trabalham. Fazendo exercícios físicos, tendo boa nutrição e bom relacionamento pessoal, elas têm grande potencial para ser muito ativas socialmente. 

Assim, o grande objetivo da geriatria e da gerontologia modernas é evitar que o idoso seja excluído da sociedade - por meio da prevenção de doenças -, ou reincluí-lo nela a partir de adaptações em sua condição de vida. Wilson Jacob Filho, professor titular da disciplina de geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), afirma que o idoso deve realizar uma atividade que lhe seja prazerosa, mas com moderação.

O envelhecimento da população vem modificando o perfil da sociedade, os hábitos de consumo e do mercado e, num futuro nem tão distante assim, certamente provocará transformações radicais nas políticas públicas da saúde e da previdência social.



Geriatria e Gerontologia

3 de maio de 2013 2 comentários
Respondendo à pergunta de leitores, sobre a diferença entre geriatria e gerontologia.


Geriatria

É a especialidade médica que trata de doença de idoso ou de doentes idosos, mas também se preocupa em prolongar a vida com saúde.
Ao longo da vida a capacidade funcional vai reduzindo e na terceira idade é importante manter a independência e prevenir incapacidades, assim garantindo uma boa qualidade de vida. O processo natural do envelhecimento associado as doenças crônicas e a hábitos de vida inadequados são os responsáveis pela limitação do idoso.
Nesta fase é importante focar sempre na prevenção, pois até o idoso aparentemente saudável requer cuidados.

Objetivos da Geriatria
- manter a saúde em idades avançadas.
- manter a funcionalidade.
- prevenir doenças.
- detectar e tratar precocemente as doenças.
- manter o máximo grau de independência do idoso.

Prevenção de doenças nos idosos
- corrigir os hábitos que agridem a saúde (alimentação não balanceada, inatividade física, obesidades, etc...)
- adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas conseqüências.
- estimular a prática de atividades físicas aeróbicas para aumento de resistência, força e flexibilidade.
- equilibrar o estado emocional, ampliando a rede de apoio e suporte ao idoso.

Somos considerados idosos quando atingimos os 60 anos ou mais, porém deve-se aproveitar a ciência geriátrica antes de envelhecermos e antes de estarmos doentes, realizando um “check-up geriátrico” preventivo a partir dos 35 anos de idade.
Prevenir ainda é o melhor !


Gerontologia.

Especialista nas questões ligadas ao envelhecimento,

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que esta especialidade não está ligada somente à área da saúde, pelo contrário, está aberta a todas as áreas. Um arquiteto pode se especializar e com isso, trabalhar, por exemplo, a questão da acessibilidade dos idosos nos imóveis. Um advogado, um engenheiro, um dentista, um pedagogo, um psicólogo, um cientista social... todos esses profissionais podem direcionar seu trabalho para as questões ligadas ao envelhecimento.
O profissional desta área está apto a contribuir para que o envelhecimento seja um processo saudável, bem-sucedido, assistido e cuidado. Inclusive orientando a família e a sociedade sobre como lidar com o seu idoso, fazendo intervenções e combatendo preconceitos.

No Brasil, a Gerontologia ainda é um campo bem recente. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, são cerca de 300 profissionais em todo o País. “Os cursos de Gerontologia são muito recentes. Há cerca de 5 ou 6 anos é que começaram a se efetivar as especializações”, comenta Naira Dutra Lemos, que é assistente social, gerontóloga, mestre em Ciências da Saúde e presidente do departamento de Gerontologia da SBGG - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - seção São Paulo.

FORMAÇÃO

Atualmente, o único curso de graduação em Gerontologia é oferecido pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da USP Leste. Mas há cursos de especializações e pós-graduação Lato sensu em outras instituições. É importante ressaltar que a especialização em Gerontologia está aberta para profissionais formados em qualquer área.

O Dr. Google, está precisando de uma reciclagem - por Silvia Masc

6 de março de 2013 13 comentários

Não desabono o Google como fonte de pesquisa para qualquer assunto, porém é bom lembrar que em qualquer pesquisa seja sobre qualquer assunto, convém verificar também a qualidade e a credibilidade da fonte da informação, porque, é comum circularem textos dando a autoria à quem nunca as escreveu ou disse qualquer palavra sobre o assunto. Na internet, qualquer pessoa pode inserir informações, e nem sempre isso é feito com responsabilidade.

O escritor Luiz Fernando Veríssimo, disse em entrevista, que circulam na Internet aproximadamente 400 textos, que jamais foram escrito por ele, vocês já devem ter recebido por e-mail um texto muito bem humorado e bem escrito intitulado O desafio da Gordura de autoria da Jornalista Rosana Hermann, do blog Querido Leitor, que circula pela rede como sendo do músico Herbert Vianna, que já afirmou nunca tê-lo escrito, nesse caso está sendo tirado da autora os créditos da idéia, da elaboração do texto etc. é grave, sim é, no mínimo falta de respeito com a autora, e essa apropriação do texto, não foi feita pelo Herbert Vianna, mas por alguém que não checou a autoria.

Agora em se tratando de saúde, a situação é mais grave. Por razões opostas, você poderá por mau entendimento da informação, ou por não entender a terminologia médica, entrar em pânico por motivos absolutamente infundados, ou entender que o seu problema não é grave e não requer acompanhamento, ou até passar a automedicar-se com medicamentos inapropriados, enfim, complicar mais ainda, ou tomar decisões baseadas em informações errôneas, complicando o que era simples, além da possibilidade de te levar à uma situação de estresse absolutamente desnecessária.

Segundo André de Faria Neto, historiador da Fiocruz, “a grande virtude e o grande problema da internet é a liberdade que temos para inserir informações nela.” Afinal, vivemos em uma época com muita oferta de conteúdo, mas com poucos filtros capazes de avaliar o que pode ou não ser aproveitado. Neste sentido, perdem aquelas pessoas que ainda não possuem o discernimento necessário para selecionar o que realmente interessa. Ou seja, quem não tem um grau de instrução razoável para interpretar determinadas informações pode acabar se prejudicando ao seguir orientações vindas de fontes pouco – ou nada – confiáveis. E as consequências são bem preocupantes quando este indivíduo decide sair em busca de referências sobre a sua saúde, via Google.

André de Faria Neto relata também um projeto interessante que a Fiocruz está desenvolvendo, cujo principal objetivo é o de “formar o paciente informado” .

Confira o vídeo Informação Saudável

O Google certamente tem grande interesse em aprimorar os mecanismos de filtragem para amenizar os riscos de levar informação errada à população. Enquanto isso não acontece, é importante que os diferentes setores da sociedade continuem a cobrar uma solução para o problema. Antigamente, ao procurar o significado de uma palavra em um dicionário de qualidade, não havia qualquer tipo de surpresa. Hoje, na pescaria do Google, fisga-se peixes graúdos, assim como botinas velhas (Dr. Ricardo Teixeira).

Dicas: Se na página que você estiver consultando sobre alguma doença, citar algum medicamento e na própria , ou por redirecionamento você for induzido à comprá-lo, é bom ficar atento, isso é um bom sinal de falta de credibilidade.

Se no artigo que você leu, citar o nome de algum profissional de saúde, verifique se esse profissional existe de fato, se ele publicou algum artigo, em que escola ele se graduou, essa pesquisa pode ser feita aqui: Plataforma Lattes .

Cerque-se de todos os cuidados antes de tomar decisões, e principalmente que a 1a. delas, seja consultar o seu médico, ou um serviço de saúde.

abraços,


.

Em marcha lenta por Silvia Masc

16 de fevereiro de 2013 8 comentários


Entendimento, é quando um idoso caminha devagar na nossa frente, e a gente mesmo estando com pressa não reclama ( Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)

Um dia desses observei pai e filha caminhando em uma calçada, e a frente deles uma senhorinha idosa caminhando lentamente. Ao se aproximarem, por parte do pai uma irritação visível com o caminhar vagaroso da senhora, porém por parte da criança a decisão de passar à frente, sem molestar ou ser grosseira. Pensei com os meus botões, tomara ele, possa aprender com a filha, e pensando nisso, me ocorreu de escrever sobre isso.
Normalmente, as pessoas idosas caminham a uma velocidade menor (75%) que um jovem. Isto as coloca em situação de risco, considerando também que nem sempre o trânsito foi planejado para elas, o que é agravado pelos impacientes, tanto nos automóveis quanto nas calçadas; uma verdadeira competição desleal.
A informação se presta, para que tenhamos paciência, com o caminhar vagaroso dos idosos. Em certos casos mais delicados, seria interessante se pudéssemos auxiliá-los a atravessar ruas, subirem nos ônibus, entre outras atividades. Também seriam bom orientá-los com carinho e insistência, sobre a importância de atravessarem na faixa de pedestres, tendo atenção aos faróis (semáforos), alertando-os também sobre a importância de observar se não há carros se aproximando, mesmo estando o sinal de pedestres verde.
Limitar as atividades dos nossos pais ou avós, teria um impacto extremamente negativo sobre a sua saúde e bem estar. A nós familiares seria mais adequado observar a necessidade de acompanhá-los em seus passeios e caminhadas ou na impossibilidade designar alguém para fazê-lo.

abraços,

Silvia Masc

Nota: Nas mulheres um dos fatores que diminui a velocidade no caminhar, é a perda de densidade mineral óssea (BMD) - "Journal of the American Geriatrics Society".
Leitura: O envelhecimento no trânsito - Claudia Aline Soare, Magna Rosane Cruz e Eliéze Bulhões. - Publicado pela Casa do Psicólogo.
Imagem: Aqui

Tristeza, depressão e melancolia, é preciso diferenciar.

21 de janeiro de 2012 5 comentários

Uma tristeza profunda, o ar de quem não se interessa pela vida, a inércia, o olhar perdido no infinito. Quantas vezes personagens da literatura ou da pintura foram retratados assim, ou quantos artistas tinham comportamentos próximos disso. A melancolia, tão apreciada pelo romantismo, pode ser na verdade um grave problema de saúde, um tipo de depressão que, boa parte das vezes, leva à perda da capacidade de sentir prazer pelas atividades diárias, com grande sofrimento para os portadores da doença, em especial os idosos.
De acordo com o especialista em transtornos do humor Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, é preciso distinguir a tristeza, uma emoção universal, do sofrimento representado pela depressão melancólica, que tem características incapacitantes e não pode ser controlada pelo paciente sozinho, necessitando de tratamento clínico. Segundo o especialista, há cinco tipos principais de depressão: a melancólica, a atípica, a psicótica, a sazonal e a ansiosa. Ele ressalta que a depressão melancólica é uma das menos conhecidas pela população.
— Como pode atingir os idosos, é muitas vezes confundida como uma condição da idade, atribuindo sintomas da melancolia como esquecimento e desânimo a características da velhice, o que não é verdade — diz Tung.
Até bem recentemente, esses pacientes não procuravam os médicos psiquiatras — situação que vem mudando em virtude da maior aceitação dos tratamentos dos males da mente e da divulgação cada vez maior de informações.
— Ainda assim, existem algumas pessoas com quadro de depressão melancólica não identificado — afirma Tung.
De acordo com o psiquiatra, alguns sintomas clássicos desse tipo de depressão são pensamentos negativos, ideia de morte constante, desencanto sem fim, tédio, inatividade e, principalmente, perda de apetite e insônia. Em relação aos outros tipos de depressão, há uma "vantagem" para sua percepção: enquanto as demais podem ser mascaradas, a melancolia é indisfarçável, está constantemente presente no rosto e na expressão do doente.
— Além do abatimento físico que todos notam em função do emagrecimento do indivíduo afirma o especialista.

Prof. Dr.Teng Chei Tung, do
FMUSP - Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

AS INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE DISPONÍVEIS NESTE BLOG TEM O PAPEL DE ORIENTAR E NUNCA SUBSTITUIR, A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE OS VISITANTES DO BLOG E OS SEUS MÉDICOS E/OU PRESTADORES DE CUIDADOS DE SAÚDE.

Postura correta no computador

11 de outubro de 2010 comente
<a href="http://video.msn.com/?mkt=pt-br&amp;brand=v5%5E544x306&amp;from=sp&amp;vid=757009ec-abaf-4c3b-a8bc-eb41ee393c56" target="_new" title="Postura certa no computador">Video: Postura certa no computador</a>Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Falta de umidade no ar: recomendações para evitar efeitos danosos na saúde

15 de julho de 2010 comente
O INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária, tendo em vista os baixos índices de umidade relativa do ar verificado em várias localidades do país durante o período de inverno , divulga uma série de recomendações para evitar efeitos danosos na saúde das pessoas

Nunca é demais lembrar que nos grandes centros urbanos, além da baixa unidade relativa do ar, ainda temos a questão da poluição atmosférica o que pode agravar ainda mais alguns sintomas entre os quais se destacam:

 inflamação das vias aéreas superiores, podendo desencadear sensação de secura e ressecamento da mucosa nasal, sangramento e, obstrução nasal, espirros, dificuldade para respirar, tosse, crises de asma e rinite.
 aumento da possibilidade de ocorrência de conjuntivites alérgicas, com a irritação ocular por ressecamento ressecamento e irritação da pele  sensação de cansaço e falta de ar

Por conta destes problemas o especialista em saúde pública e vigilância sanitária , Rui Dammenhain, recomenda os seguintes cuidados:

 Evite fazer exercícios físicos intensos principalmente em vias de elevado tráfego de veículos;
 Manter hidratação adequada, especialmente em crianças idosos ( cinco à seis copos de água por dia);
 Umidificar o ambiente domiciliar , principalmente o quarto de dormir com o uso de vaporizador, umidificador, recipientes com água, e toalhas úmidas
 Utilizar colírios umidificantes (NUNCA SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA)
 Pingar diariamente cerca de 3 à 4 gotas de soro fisiológico nas narinas
 Usar cremes hidratantes


Fonte: gecom@inbravisa.com.br 
Tel (11)3672.1300


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Conheça os segredos da pressão alta para vencê-la

28 de junho de 2010 4 comentários

APRESENTAÇÃO

Para vencer um inimigo é preciso conhecer os seus pontos fortes e as suas fraquezas. O mesmo acontece com a pressão alta: para vencer esta “inimiga silenciosa” você precisa conhecer os seus segredos. Leia as informações a seguir e crie a sua própria maneira de lutar contra a pressão alta e vencê-la.
Os especialistas em pressão alta da Liga de Hipertensão do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Prof. Décio Mion Jr,  e Profa. Angela Pierin, que já conseguiram fazer com que centenas de pessoas hipertensas vencessem a doença, escreveram estas orientações para você. Eles explicam as melhores maneiras de enfrentar a pressão alta para mantê-la sobre controle.

Como especialistas, eles sabem o quanto é difícil para os pacientes tomar os remédios diariamente e seguir todas as orientações do médico para fazer exercícios, seguir dieta, comer alimentos com pouco sal e tomar bebidas alcoólicas em pequena quantidade. Por outro lado, eles também sabem que todas as pessoas que venceram as dificuldades iniciais para terem uma vida mais saudável estão muito felizes, satisfeitas com elas mesmas e com a pressão controlada.

Seja você também um desses felizardos. Não encurte sua vida. Não passe a velhice com baixa qualidade de vida, preso a uma cama por causa da pressão alta. Faça parte do nosso time. Boa sorte! Vá à luta. Estamos torcendo por você.

O QUE É PRESSÃO ALTA?

A pressão alta, também chamada de hipertensão arterial, é uma doença que ataca 1 em cada 5 brasileiros, chegando à razão de 1 para 2 entre as pessoas mais idosas. A pressão alta é uma doença traiçoeira porque, geralmente, as pessoas não sentem nada quando a pressão sobe. Por isso, ela é chamada de “assassina silenciosa”. Ela vai, de mansinho, deixando os vasos por onde circula, doentes, estreitados e endurecidos.
Dessa forma, os vasos podem estourar, como acontece no derrame, ou entupir, como ocorre no infarto ou na paralisação dos rins. Esses são os riscos da pressão alta não tratada e sem controle.

Conheça bem a sua inimiga: ela acaba com os vasos, o que pode causar um derrame, um infarto ou uma paralisação dos rins.

PORQUE TENHO PRESSÃO ALTA?

A pressão alta não escolhe a quem atacar. Ataca qualquer pessoa. Podem ser homens ou mulheres, jovens, idosos ou crianças, ricos ou pobres, brancos ou negros, pessoas calmas ou nervosas. Qualquer um de nós pode ter a doença.

Conheça bem a sua inimiga: ninguém está livre da pressão alta.

QUAL É A CAUSA DA PRESSÃO ALTA?

A sua causa ainda é desconhecida. Na maioria dos casos, o problema passa de pai para filho. O fato de ter pai, mãe ou avós hipertensos faz com que você tenha mais chances de ter a doença.
Além disso, outros fatores também contribuem para o aparecimento da pressão alta, tais como: excesso de sal e de bebidas alcoólicas, peso acima do ideal e vida sedentária, sem exercícios.

Conheça bem a sua inimiga: quando existem familiares com pressão alta, a chance de se ter a doença é maior e, por isso, torna-se ainda mais importante manter o peso, praticar atividade física regularmente, não exagerar no sal e nas bebidas alcoólicas.

PRESSÃO ALTA TEM CURA?

A maioria das pessoas que tem pressão alta não se cura da doença, consegue apenas controlar a pressão e manter uma vida normal. Um tratamento correto da pressão alta permite que você tenha uma boa qualidade de vida, além de evitar um eventual derrame, infarto ou paralisação dos rins.

Conheça bem a sua inimiga: trate a pressão corretamente para ter uma boa qualidade de vida.

O TRATAMENTO DURA QUANTO TEMPO?

Como a pressão alta não tem cura, o tratamento é para toda vida. É necessário estar sempre em tratamento para manter a doença controlada porque, quando o remédio é interrompido por um dia, a pressão pode subir. Por isso, é muito importante tomar os remédios todos os dias. Interromper o tratamento por conta própria é arriscado, pois pode aumentar abruptamente a pressão e trazer sérias conseqüências.

Conheça bem a sua inimiga: tome os remédios todos os dias para obter todos os benefícios do tratamento.

COMO TRATAR A PRESSÃO ALTA?

O tratamento deve ser feito com os remédios que controlam a pressão, juntamente com mudanças nos hábitos diários, tais como: reduzir a quantidade de sal e de bebidas alcoólicas, manter o peso ideal e praticar exercícios físicos regularmente. Algumas vezes, é possível controlar a pressão somente por meio das mudanças nos hábitos de vida.
Apenas o médico pode saber qual o remédio mais adequado para controlar a sua pressão.
Os remédios para o tratamento da pressão alta fazem os vasos se dilatarem até baixarem a pressão para os níveis considerados normais – hoje se sabe que o melhor é manter a pressão abaixo de 13/8.

Conheça bem a sua inimiga: não basta tomar remédios; faça também as mudanças necessárias nos seus hábitos diários o quanto antes. Os grandes benefícios só acontecem com as grandes mudanças.

COMO DEVO TOMAR OS REMÉDIOS? COMO FAZER PARA NÃO ESQUECER DE TOMÁ-LOS?

O uso do remédio deve ser contínuo. Os remédios devem ser tomados todos os dias, na dose e nos horários recomendados, para manter constante a sua atuação no organismo. Geralmente, uma dose ao dia é o suficiente para controlar a pressão, embora algumas pessoas precisem tomar remédios duas a três vezes ao dia. Procure associar a ingestão dos remédios com atividades cotidianas como no café da manhã, almoço ou jantar, ao deitar, acordar ou escovar os dentes.

Mantenha os remédios em locais visíveis – próximo a geladeira, televisão ou escova de dentes – e longe do alcance das crianças. Não deixe que os remédios acabem totalmente: compre sempre uma nova caixa antes de terminar a que você está usando e não corra o risco de ficar sem remédio.
Se possível, mantenha uma caixa de remédios em casa e outra no trabalho, pois no caso de você se esquecer de tomar o medicamento em casa, poderá fazê-lo no trabalho. Ao viajar, leve uma quantidade suficiente do remédio para o período em que estiver fora.

O envolvimento de outros familiares também poderá ajudá-lo a não se esquecer de tomar o remédio; por isso solicite ajuda. Não interrompa o tratamento porque o remédio acabou ou porque acha que está curado. Lembre-se: sua pressão estará sob controle apenas se você seguir o tratamento corretamente.

Conheça bem a sua inimiga: estabeleça uma rotina para lembrar dos remédios todos os dias e evitar que a pressão suba.

CASO ME SINTA MAL COM OS REMÉDIOS, O QUE DEVO FAZER?

Nunca interrompa o tratamento por conta própria. As pessoas reagem de maneiras diferente aos medicamentos. É necessário paciência até acertar o tipo e as doses ideais do remédio que controla melhor sua pressão. Caso sinta algo diferente, procure seu médico; se necessário, ele poderá mudar a medicação. Só ele pode saber qual o melhor remédio para seu bem-estar e controle da pressão.

Conheça bem a sua inimiga: nem sempre é possível controlar a pressão logo na primeira consulta. Se você contar para seu médico tudo o que sente, ele saberá qual o melhor remédio para combater a pressão alta.

COMO SABER SE A PRESSÃO ESTÁ CONTROLADA?

A pressão alta, na maioria das vezes, não apresenta sintomas específicos. Algumas pessoas se queixam de dor de cabeça, dor na nuca ou zumbido nos ouvidos. No entanto, esses sintomas não são específicos para pressão alta, pois podem estar relacionados a outros problemas de saúde. A única maneira de saber se a pressão está alta é fazendo a medição.

Normalmente, a pressão varia bastante durante as 24 horas do dia; ela se altera com a atividade física, com o sono e com as emoções. Por essa razão é que o médico mede a pressão mais de uma vez nas consultas. Às vezes, é necessário fazer um exame que mede a pressão por 24 horas, enquanto a pessoa realiza as suas atividades diárias. Esse exame, denominado Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), serve para saber se a pressão está mesmo controlada durante o dia e  a noite.

Conheça bem a sua amiga: o único jeito de saber se a pressão está mesmo controlada é medindo a pressão.

QUEM PODE ME AJUDAR?

A sua família, os seus amigos e o seu médico. Vocês formam um time. Juntos, podem baixar a pressão e mantê-la sob controle; porém, para que isso aconteça é importante que você deixe seu médico ajudá-lo. É importante que ele conheça seus sentimentos, suas facilidades e dificuldades para fazer o tratamento. Aponte todas as suas dúvidas quando for às consultas. Não faça modificação no tratamento por conta própria, sempre o consulte.

Peça para seu médico esquematizar o plano de tratamento em cada consulta, incluindo dose e horários dos medicamentos, dieta e atividades físicas. Se ele pedir para você medir a pressão em casa, faça-o antes de tomar os remédios e repasse os valores para ele. Se você tiver dúvida sobre as modificações do remédio em seu organismo, discuta com seu médico.

Conheça bem sua inimiga: trabalhando com sua família, seus amigos e seu médico, a pressão alta será derrotada e você vencerá a “assassina silenciosa”.

Prof. Décio Mion Jr - Professor livre-docente
Angela M. G. Pierin -  Professora Doutora Chefe da Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas
Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica Disciplina de Nefrologia da Faculdade  de Medicina da Universidade de São Paulo - Escola de Enfermagem Universidade de São Paulo


Apoio: Laboratório MERCK SHARP & DOHME
Liga de Hipertensão do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

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Quem cala consente a dor

23 de maio de 2010 6 comentários

Os sentimentos ruins são frutos de expectativas frustradas. Colocamos no outro ou naquela oportunidade a responsabilidade de resolver nossos problemas como se eles não fossem consequências dos nossos próprios atos, daí a mágoa e o ressentimento.

Na medida em que não extravasamos este sentimento e vamos dando a ele uma conotação negativa maior do que de fato ele deveria ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos. "Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas frustrações. Quando elas extrapolam este limite, que é pessoal, e nos fazem sofrer, significa que algo está em desequilíbrio e é preciso resolver", explica Denise a psicóloga e coordenadora do Setor de Gerenciamento de Qualidade de Vida da Unifesp.

"O problema é que a maioria das pessoas acha que resolver os ressentimentos é resolver com o outro aquilo que está pendente, o que deve ser feito mesmo, porém, antes disso, é preciso entender o que te de fato te fez mal e porque ganhou tamanha dimensão na sua vida para daí buscar o equilíbrio", afirma a especialista da Unifesp.


Por que não consigo expressar meus sentimentos?
Muita gente costuma guardar a mágoa e os sentimentos ruins por não conseguir extravasar, daí vem à tristeza e a angústia. Isso acontece porque temos temperamentos e limites diferentes fazendo com que alguns levem sem traumas as decepções do dia a dia, enquanto outros guardem e fiquem remoendo as dores.
"É algo muito pessoal a forma que cada um reage às adversidades. Se você é tímido, reage de um jeito; se é inseguro, age de outra maneira. O importante nesta questão é perceber que quem cria a conotação negativa que gera a mágoa e o ressentimento somos nós. A pessoa pode até ter errado com você, mas a intensidade disso na sua vida quem dá é você mesmo", explica a psicóloga.

Sentimento reprimido = saúde em perigo
Segundo a psicóloga da Unifesp, a dor emocional se torna física quando a intensidade que damos ao fato que nos magoa chega a interferir na atividade cerebral de modo a dificultar o envio de estímulos nervosos responsáveis pela execução de algumas funções de nosso organismo. "O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema", explica.

"A gente se adapta as novas situações, isso é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente", explica Denise.
Para ela, os sintomas emocionais podem acometer três áreas interdependentes das nossas vidas de modo a influenciar umas as outras de acordo com a origem do problema emocional. "Quando a pessoa tem uma doença que tem origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura suas atividades sociais e começa a dar sinais físicos. É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor", explica.

Sintomas que podem estar relacionados à dor reprimida:

-Físicos: úlcera, hipertensão, alergias, asma, estresse e, a longo prazo, câncer.
-Psíquicos: irritabilidade, ansiedade, agressividade, nervosismo.
-Sociais: queda de desempenho no trabalho, tendência ao isolamento, apatia, conflitos domésticos, dentre outros.


Colocar em pratos limpos
É muito comum ouvirmos as pessoas dizendo que se temos um problema com alguém é melhor resolver e conversar para não guardar mágoa porque isso faz mal, porém, esta máxima nem sempre é a melhor opção para quem sofre com problema.

De acordo com Denise Diniz nem sempre as pessoas conseguem lidar com a dor que sentem. "Além disso, conversar com o outro que os magoou significa trair seus valores morais e isso as maltrata mais do que a mágoa ou a dor reprimida", explica ela. Nestes casos, é melhor trabalhar para que ela supere a dor e siga em frente.


Extravasar sim! Magoar não
Uma hora você estoura! Pois é, isso não é o problema, o grave é quando você o faz e desconta nos outros as dores que são suas, magoando as pessoas ao seu redor. Para evitar que isso aconteça e te ajudar a extravasar, a psicóloga dá algumas dicas:

1.Aceite que algo lhe incomoda sem medo de expor seus sentimentos, assim você não intensifica a dor remoendo mágoa dos outros.

2. Detecte o que de fato lhe fez mal para não sair atirando para todos os lados.

3. Não crie expectativas em relação ao outro para não se decepcionar depois. "Só você pode curar sua dor, não adianta achar que o outro vai te livrar do sofrimento", diz Denise.

4. Busque em você e na sua vida todos os recursos que podem te ajudar a superar esta dor: amigos, praticar esportes, terapia, entre outros. "Se pergunte quais destas possibilidades fariam mais efeito na hora de trabalhar a dor que está te maltratando e corra atrás dela. Nem sempre o que lhe indicam é o melhor para você e, às vezes, uma conversa franca é mais útil do que uma consulta", explica.

5. Trabalhe sua autoestima: "As pessoas te maltratam se você deixa que isso aconteça. É você quem escolhe as relações que quer estabelecer com as pessoas, por isso, em vez de culpar o outro pelo seu sofrimento, olhe para si mesmo e se ajude", afirma Denise.

6. Perdoe. A psicóloga lembra que perdoar não é esquecer o que te fez mal e sim superar e se libertar daquele sentimento ruim: "só nos curamos quando viramos a página e, para isso, é preciso disposição e paciência. Não dá para achar que superou só porque você quer se sentir assim, tem que ser sincero para ser verdadeiro".

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Neurologista esclarece as verdades e os mitos sobre a memória

11 de maio de 2010 9 comentários

Todo esquecimento é sinal da doença de Alzheimer? Afinal, como deve ser a alimentação para deixar a memória afiada? Será que os exercícios físicos realmente fazem bem para o cérebro? Quando o assunto é memória fica difícil conseguir guardar tanta informação, e mais complicado ainda é saber quais dessas informações, de fato, são verdadeiras.


Por exemplo, lembra daquela velha história de que esquecer faz parte do envelhecimento? Esqueça. De acordo com a neurologista e membro do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Sônia Brucki, isso não passa de um mito. “A ideia de que com o passar dos anos a diminuição da memória seja normal não é verdade. O envelhecimento saudável propicia a preservação de nossas funções cognitivas, inclusive da memória”, afirma ela.

Aqui, a neurologista esclarece o que é verdade e o que não passa de mito.




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Pálpebras em excesso?

5 de abril de 2010 7 comentários
Quem já passou dos 45 anos sabe bem o quanto aquelas bolsas que surgem nas pálpebras incomodam. Resultado da flacidez da musculatura e sem meios de prevenção, a única saída para quem deseja removê-las é a cirurgia. Chamado blefaroplastia, o procedimento já lidera a lista dos mais utilizados para rejuvenescimento facial de homens e mulheres nos EUA, segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. Aqui no Brasil, a procura também está crescendo.

Segundo o especialista Carlos D Aparecida Machado Filho, coordenador do Departamento de Cirurgia Dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os músculos que mantêm a gordura retida vão tornando-se flácidos com o passar dos anos. Sem a rigidez muscular, a gordura tende a ficar exposta. É aí que se formam as tão incômodas bolsas.

A única forma de corrigi-las é a Blefaroplastia. "No passado, houve uma tentativa de resolver o problema por meio da infiltração de uma substância que deveria derreter a gordura, mas não houve aprovação científica", comenta Machado. Não há mistérios. Com uma anestesia local, o cirurgião faz uma incisão rente aos cílios ou no interior da pálpebra, expõe a gordura e as remove.

De acordo com o dermatologista, o processo dura, em média, uma hora e meia e não requer internação. O paciente precisa, apenas, repousar nos quatro dias seguintes. Se o medo é de uma possível cicatriz, Machado garante que ela é discreta e quase imperceptível. E o bolso? "Diante de uma lipoaspiração ou de um implante de próteses de silicone, não é uma cirurgia cara", afirma o especialista.

O coordenador lembra que, nos casos em que há o excesso de músculos, a operação é o único caminho. Porém, se a quantidade de pele é grande nas pálpebras, existem outros caminhos de resolver o problema, como peelings e tratamentos com laser.

Antes de se submeter à cirurgia, é preciso um diagnóstico correto e seguro de um bom profissional.

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Vitamina D, a queridinha da ciência, mas...

19 de março de 2010 6 comentários


Ontem, recebi 2 email´s (Sra. Esther e Sr. Paulo) solicitando informações sobre a Vitamina D, em função de uma matéria que eles assistiram na TV, e que falava sobre os "milagres" da vitamina . Confesso que não vi a matéria. Ambos são idosos, estavam preocupados, e indagaram se deviam comprar a vitamina na farmácia.

Gente, não se toma qualquer medicamento, nem mesmo vitaminas, se não forem com orientação médica.

Ela é importante? É sim, mas nem por isso, devemos ingerí-la por conta própria, em excesso o que poderia converter em benefícios, pode trazer riscos para nossa saúde, já que a a vitamina D em excesso é a mais tóxica para o organismo, causando náuseas, vômitos, perda de apetite e depósito de cálcio em tecidos moles. O excesso de cálcio no sangue chama-se hipercalcemia e o depósito de cálcio nos vasos chama-se arterosclerose, logo, se não houver a necessidade e tomarmos por conta própria, estaremos adquirindo um problemão de saúde não?


Portando, Sra Esther e Sr. Paulo, pergunte ao seu médico, conhecendo os seus habitos e seu histórico de saúde, apenas ele poderá indicar a necessidade ou não de Vitaminas, sejam elas quais forem, enquanto não se consultam, procurem ingerir alimentos saudáveis, não deixem de praticar exercícios e tomem um solzinho pela manhã.

abraços para ambos,





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Boas notícias sobre o cérebro dos mais velhos

9 de março de 2010 14 comentários
Se você achava que seu cérebro - diminui o ritmo a cada ano - prepare-se para uma surpresa. Nova pesquisa mostra que cérebros mais velhos são de longe mais vigorosos, flexíveis e muito mais férteis do que o esperado.
"Nosso cérebro tem a capacidade inata para se transformar não interessa a idade que estejamos", diz o neuropsicologista Marilyn Albert, Ph.D, da Escola de Medicina de Harvard. Segundo ele, grande parte das pessoas que ocupam posições de responsabilidade e poder tende a ter mais de 50 anos.

Se você quiser uma prova da potência do cérebro mais velho, conheça o jogador de xadrez suíço Viktor Korchnoi. Em agosto de 2001, o senhor de 70 anos venceu o Festival Internacional de Xadrez de Biel, na Suíça, derrotando o campeão russo Peter Svidler, de apenas 25 anos. A vitória de Korchnoi surpreendeu muitos fãs do jogo. E ele é apenas um dos exemplos.

Uma bateria de novos estudos mostram que as habilidades da linguagem, o QI, o pensamento abstrato e a expressão verbal, todos se mantêm firme com o cérebro envelhecendo, exceto quando ele sofre doenças como Parkinson e Alzheimer. De fato, quando se trata de pura agilidade mental, a capacidade do nosso cérebro pode continuar a se expandir tanto quanto vivemos.

Em uma área mantemos uma clara vantagem sobre os mais jovens: a habilidade de inserir as coisas no contexto e tomar decisões com menos informação. Já percebeu como pessoas que ocupam posições de responsibilidade e poder tendem a ter mais de 50? É a chamada sabedoria.

"Pessoas mais velhas podem processar informações e reagir a elas um pouco mais devagar. Mas esse ligeiro retardo em velocidade é mais do que normal se considerarmos a quantidade de conhecimento que se acumulou," explica Denise Park, cientista phD do Centro de Envelhecimento e Conhecimento de Ann Arbor, da Universidade de Michigan. "Ao envelhecermos, percebemos as enrascadas, refletimos mais e planejamos melhor as experiências."

O cérebro dos mais velhos pode ser comparado ao jogador de basquete americano Michael Jordan. Jordan não é o mais rápido jogador na quadra, não se eleva sobre o aro como fazia aos 20 anos, mas domina o jogo. Por uma simples razão: mudou seu estilo para maximizar sua força e minimizar suas fraquezas. Exatamente como faz o cérebro inteligente. No caso do cérebro, ele percebe suas limitações de estocagem de informações e procura otimizar o espaço para processar novos conhecimentos.

Quem tem mais idade já passou por muito mais situações do que qualquer garoto de 20 e poucos anos, o que significa que tem muito mais coisa para lembrar. E quaisquer novas memórias (o nome do cara que prometeu ligar mais tarde ou onde pôs o recibo do presente que quer trocar) têm que disputar espaço com as antigas memórias. Depois dos 60, como um resultado desse sobrecarregamento da vida , a memória é menos confiável.

O cérebro, ao envelhecer, demora mais para buscar em seu extenso arquivo a informação necessária. E, em conseqüência, leva mais tempo para agir. Esse declínio está expresso diretamente na lentidão da ação do lobo frontal do cérebro, onde os dados são processados, sortidos e a demanda revista.

O cérebro com mais tempo de vida encontrou uma reação compensar a queda em poder e velocidade. Dra. Park descobriu isso quando comparou a atividade cerebral em pessoas mais velhas e mais jovens. Em um teste, pediu-se aos sujeitos para olharem uma figura por dois segundos. Então, a figura foi retirada e para manterem a "imagem mental" dela. Depois de quatro segundos, mostrou-se a eles um pequeno fragmento da figura e perguntados se era ou não parte do original.

Os mais jovens normalmente atingiram uma pontuação maior no teste. Mas Park observou um fenômeno interessante. "Ao procurar pela figura, jovens adultos primeiramente ativam o córtex direito visual e o hemisfério direito. Os mais velhos, em contraste, ativam ambos os lados do cérebro igualmente." O que acontece, acredita Park, é que o cérebro mais velho está compensando o declínio do poder de processamento. Assim como usar duas mãos para pegar um objeto pesado em vez de uma. Por isso, eles chegaram a conclusão que "o cérebro mais velho é mais flexível do que pensamos" diz Randy McIntosh, Ph.D. e professor assistente de psicologia da Universidade de Toronto.

Fonte: revista eletrônica AARP The Magazine

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Sobre o excelente post da Cristiane Fetter (anterior a esse)

3 de março de 2010 21 comentários
Post da Cristiane

O que tenho observado, é que algumas pessoas temem com tanta ênfase o envelhecimento, que se afastam das pessoas idosas, já que acompanhar ao processo de outro, ficaria mais difícil "negar" que não existe.

Já tive a oportunidade de conversar com uma leitora do nosso blog de receitas, onde lá ela comenta com uma certa constância, e por ser uma pessoa que eu sei ter quase 60 anos, me causava estranheza,nunca comentar no Longevidade, falamos no MSN,e eu perguntei a razão, ela então me disse:

- Não gosto de assuntos sobre velhice, prefiro ver blogs de jardinagem, de poesia e culinária.
Eu bem chatinha insisti - Mas, você lê sobre o assunto em relação as suas necessidades futuras e mudanças físicas e emocionais?
Ela foi categórica:
- Não, são dois assuntos que me nego, velhice e morte.
Diante dessa resposta, perguntei como estava o tempo no seu bairro.

Entendo, que não é necessário que todos nós tenhamos um blog sobre geriatria, gerontologia e afins, porém a condição da velhice é clara quando olhamos para os nossos pais e mais evidente fica, que virá para nós, aliás torço para que venha, porque viver é uma delícia, e viver bem, é muito melhor.

Meus pais, são absolutamente independente dos filhos, mas quando começamos a perceber os sinais do envelhecimento de ambos, passamos a acompanhá-los.
São telefonemas diários, apoio e se percebemos um tom melancólico em um deles, corremos pra lá, conversamos após as consultas com os profissionais de saúde que os atendem, na casa deles, com jeitinho, tiramos tapetes, sugerimos mudança da disposição dos móveis, somos nós os filhos que fazemos as ligações aos "famosos" serviços 0800 e por aí vai, são medidas pequenas, que para nós não é nada, mas que para eles faz uma enorme diferença.

Já entendi que não é a melhor idade, mas depende de nós fazermos com que não seja a pior, já que estamos maduros, experientes e hoje bem mais informados.

Para a nossa confortável velhice, do ponto de vista físico, sabemos que se não nos alimentarmos corretamente e não nos exercitarmos, nos tornaremos obesos, hipertensos, indispostos e adoeceremos. Se não exercitarmos a mente, teremos uma falha de memória precoce. Se não tivermos vida social ativa, nos tornaremos idosos sós, e rabugentos.

Observando essas questões, creio que estamos plantando boas sementes para a nossa Longevidade, com saúde, bem estar e principalmente bem humorados.

Quero poder dizer aos 80 como diz meu pai hoje, aos 80:
- Eu não sou velho, sou apenas idoso, e não apenas diz, vive o que diz.

E agora, pra relaxar conta pra gente, se você estivesse na Estação Central de Trens da Antuérpia, no momento que aconteceu esse vídeo, qual seria a sua reação?
abraços,



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Baixo consumo de vitamina D é um dos principais causadores da doença

20 de fevereiro de 2010 1 comentário
Oesteoporose, é a perda de massa óssea, ou seja, o osso vai desgastando-se ao ponto que até pequenos traumas podem provocar fraturas

.

A perda começa, geralmente, entre os 34 a 39 anos podendo levar anos para ser percebida. Ambos os sexos são afetados pela doença , porém as mulheres têm um maior índice de incidência devido a redução hormonal (estrógenos) após a menopausa.

Infelizmente, muitas mulheres percebem o problema entre os 50 a 70 anos quando sofrem uma fratura dolorosa inesperadamente ( principalmente punho e mão). Outras percebem que sua altura está diminuindo ou que suas roupas já não lhe caem tão bem, pois as vértebras se tornam tão frágeis que com movimentos como tossir ou carregar alguma coisa pode sofrer uma lesão na coluna.

A hereditariedade também é um fator muito importante no surgimento da osteoporose. Por exemplo, alguém que tenha na família a mãe ou avó com a doença tem grandes chances de tê-la.

Alertas
    -Se vem sofrendo ou já sofreu fraturas por traumas mínimos
    -Se a altura está diminuindo
    -Pessoas com anorexia nervosa, glândula tireóide hiperativa e doença do fígado
    -Dor nas costas, principalmente se esta dor concentra-se entre o final da torácica e início da lombar


O que fazer para evitá-la:

-Procurar um médico para averiguar se está com a doença.
- Caso não tenha ainda, a melhor medida é a prevenção;
-Não fumar- além de prejudicar os pulmões, coração e circulação também favorece osteoporose; - Diminuir o consumo de álcool, pois aumenta a possibilidade de desenvolver a doença;
-Fazer exercícios ajuda a preveni-la

Na alimentação:

É importante lembrar que a prevenção começa na infância , então tanto crianças quanto adultos devem continuar ingerindo alimentos ricos em cálcio como:

    Leite, queijo, iogurte Pão Sardinha Brócolis Ovos, etc.

A dose diária de cálcio no organismo, por dia, para adultos sadios é de 1000mg e, para pessoas com osteoporose, é de 1500mg.

Caso seja diagnosticada a doença:

Pergunte ao seu médico sobre os diversos tratamentos, e TUDO sobre a doença.

OBS: o simples fato de que o nosso esqueleto sustente o peso, já é essencial para a saúde dos ossos. No entanto, sobrecargas afetam na manutenção e na integridade desse esqueleto.

Outro fator importante é que o exercício físico diário, além de contribuir para a prevenção da osteoporose pelo aumento da massa óssea, melhora a coordenação e função neuromuscular evitando quedas que podem causar fraturas, principalmente as fraturas de quadril.

Misturar ervas populares e remédios pode ser perigoso

17 de fevereiro de 2010 2 comentários



















Sabe aquele chazinho inocente, que nos recomendam ou que com a melhor das intenções, recomendamos para os amigos mediante alguma queixa? Veja o que pesquisadores dizem a respeito.

Pesquisadores estão alertando que ervas e suplementos populares, incluindo erva-de-são-joão e até mesmo alho e gengibre, não se misturam bem a medicamentos comuns para o coração, e também podem ser perigosos para pacientes que tomam estatina, anticoagulante e remédios para a pressão arterial.

A erva de são joão eleva a pressão e os batimentos cardíacos, e o alho e o gengibre aumentam o risco de hemorragias em pacientes que tomam anticoagulantes, afirmaram os pesquisadores. Mesmo o suco de toronja pode ser arriscado, aumentando os efeitos de bloqueadores dos canais de cálcio e estatinas, disseram eles.

“Esta não é uma pesquisa nova, mas existe uma tendência na direção de um uso cada vez maior desses compostos. Os pacientes muitas vezes não discutem com seus médicos os compostos que tomam por conta própria”, disse Arshad Jahangir, autor de um artigo publicado nesta semana no “The Journal of the American College of Cardiology”.

O trabalho inclui uma lista com mais de duas dúzias de produtos de ervas que os pacientes deveriam usar com cautela, além de uma lista de interações comuns entre medicamentos e ervas. Entre os produtos listados estão o ginkgo, o ginseng e a equinácea, assim como algumas surpresas como o leite de soja e o chá verde –que podem reduzir a eficácia do anticoagulante varfarina– e até mesmo a babosa e o alcaçuz.

Os médicos precisam ser mais assertivos e perguntar aos pacientes sobre as ervas e suplementos que eles tomam; já os pacientes precisam revelar essa informação a seus médicos, disse Jahangir.

Para quem toma suplementos de alho acreditando que isso melhorará a saúde de seu coração, explicou Jahangir, “as pessoas vão se surpreender ao saber que podem estar tomando algo capaz de aumentar os riscos de hemorragia”.

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Santos (SP) registrou 32 óbitos por causa da alta temperatura.

11 de fevereiro de 2010 3 comentários

Pessoas mais velhas sentem menos sede, explicam médicos.


“A sensação de sede só aparece nos idosos quando eles estão mais desidratados [do que uma pessoa mais jovem]”, explica o médico Maurício de Miranda Ventura, chefe do Serviço de Geriatria do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. “É necessário criar o hábito de ingerir líquido mesmo que não se tenha sede.”

O perigo é maior para quem tem diabetes e hipertensão, pois essas doenças debilitam alguns órgãos internos, como os rins, que podem parar de funcionar quando o corpo está desidratado. Em Santos, todos os velhinhos que morreram tinham doenças que foram agravadas com o calor.



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