1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Você esta preparado? - Parte Final

1 de março de 2010 17 comentários
Dando continuidade a primeira parte deste post - Você está preparado? Parte 1

Temos tantas perguntas e poucas respostas.

E será que também estamos preparados para enfrentar a nossa debilidade? Estamos preparados para depender de alguém, para não conseguir andar sozinhos, para que alguém nos leve para todos lugar, nos dê remédios, pague nossas contas e coordene nossas vidas?

Pense bem, como será no futuro, quando já não pudermos mais correr como antes, subir em um ônibus como antes, ou até mesmo dirigir, já que com a idade vamos perdendo a magnitude de nossas faculdades.

Vou dar um exemplo: minha avó por parte de mãe não aceitava que ela já não podia sair sozinha, que precisava de companhia. Um belo dia, foi dar uma volta pelo centro da cidade e enquanto andava ela tropeçou em um buraco (dos milhares que as cidades brasileiras possuem), o buraco não era grande. Resultado, começou a mancar, e foi sozinha para o hospital público de lá, se segurando nos carros, nos muros e nos postes. Chegando ao hospital diganosticaram que ela tinha quebrado o pé, bem no meio. Minha avó só tinha 70 anos quando isso aconteceu. Casada, vivia com meu avô e não quis esperar a filha mais velha para acompanhá-la. Teimosa? sim, mas lúcida e não aceitava que não poderia dar sua "voltinha" sozinha.

Este é um bom exemplo, será que nós não iremos fazer a mesma coisa? E quanto a parte financeira?. Se hoje, quando somos saudáveis e mais jovens, já temos dificuldades relativas para pagar as contas, imagine quando ficarmos mais velhos e nos aposentarmos. Sabemos muito bem que no Brasil isso é uma situação super difícil. Porque não pensamos em nos preparar para não depender de ninguém financeiramente?

Aqui nos Estados Unidos, resguardadas as devidas proporções, desde jovens as pessoas pensam em criar uma poupança, ou até mesmo fazer uma aposentadoria privada. Isto é cultural. As crianças crescem ouvindo isso. Precisamos pensar assim também no Brasil.

Veja bem, eu sou da geração que teve filhos após os 30 e alguns anos. Quando os filhos desta geração chegarem aos 20 anos, já estaremos perto dos 60. Claro, os filhos já não precisarão de troca de fraldas, mas precisarão de apoio emocional e até mesmo financeiro. Estamos prontos para isso?. Assim que meu filho fez 1 ano de vida, eu e meu marido fizemos uma previdência para ele, no banco chamam de plano faculdade. Quando ele chegar aos 18 anos poderemos resgatar o montante para investir nos Estudos dele. Vamos pagando um pouquinho todo mês, sem preocupações e o dinheiro está lá rendendo.

Ah Cristiane, que bobagem ficar pensando nisso agora, muitos já me disseram. E eu sempre pergunto, mas quando vamos pensar nisso? Quando formos dar entrada na aposentadoria e percebermos que fizemos tudo errado? ou quando a necessidade nos bater à porta?

Fazer uma caminhas de 30 minutos por dia, a princípio parece nada, mas contabilize isso ao longo de 10 anos. Fazer um alongamento leve, diminuir o sal, o sol, dormir mais, sorrir mais, tudo isso vai refletir lá no futuro. Seremos mais fortes e mais saudáveis por mais tempo.

Envelhecer, para mim, não é problema. Envelhecer mal é que me assusta. Longe de mim querer ditar regras de vida. Cada um sabe o modo que encaminha a sua, e este é um post de ideias pessoais, claro.

Mas acho tão importante pensar que precisamos fazer o caminho da velhice, tanto de nossos pais, quanto da nossa própria tão mais bonito e saudável.

Não é verdade?

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17 comentários:

Graça Pereira disse...

Acho este texto necessário, inteligente e amigo de todos nós. Para tudo, é preciso preparação e mentalização. Porque não começarmos a tempo e a horas? Poderemos acrescentar muita qualidade de vida no resto da caminho que nos falta percorrer.
Beijocas e uma boa semana.
Graça

Cristiane A. Fetter disse...

Silvia, seus pais são um exemplo, e você como filha outro maior ainda, tanto que criou estes espaços tendo-os como inspiração.
Mas é interessante mesmo este medo de não pensar nisso, acho que a negação faz com que nós passemos a crer que somos imortais.
Mas sabemos que no mundo de hoje, com tanta tecnologia, a tendência é que vivamos mais dos que nossos pais.
Seu pai está certíssimo velho não, ou como minha avó materna falava, velho é seu passado, ela nos deixou aos 92 anos viu?
bjks

Cristiane A. Fetter disse...

Oi Graça, que bom que você gostou e que deixeou estas palavras aqui: "podemos acrescentar muita qualidade de vida no resto do caminho que nos falta percorrer".
Por que não?
Abraços

welze disse...

conheço pessoas diferentes com atitudes e opiniões diferentes sobre o assunto, idosos, pais, velhice e cuidados. Uma só coisa posso falar, por mim, ame muito essas pessoinhas , esses velhinhos que estão ao seu lado. Dê-lhes muito carinho, atenção, aconchego, paciência. As vezes é difícil. As vezes não temos tempo ou vontade ou paciência. Mas a falta deles é a pior experiência que pude ter. Os meus, já se forem. Fiz o que podia e muito além do que podia por eles. Mesmo assim, doeu muito. Ainda dói. Aproveitem enquanto os tem. Desculpe-me pelas palavras.

Beth/Lilás disse...

Cris, querida!
Muito oportuno um post que nos faz pensar sobre esta condição, quando chegarmos lá, afinal é para isso que caminhamos.
Com minha mãe aconteceu o mesmo que com sua avó, mas eu e minha irmã, achamos que seria mais confortável para ela e para nós também que ela fosse morar com minha irmã que não tem filhos e pode cuidar dela com todos os cuidados, vendo os remédios, lembrando horas, auxiliando e conversando também, porque é muito importante isso, dar atenção, conversar, fazer com que o mais velho se sinta engajado socialmente, tenha e mantenha sua religiosidade se a tiver ou seu núcleo social, amigas de longas datas e passeios que ela curte.
Tem dado certo até agora e minha mãe só sentiu nos dois primeiros anos a ausência das amigas do prédio em que morava no Rio, mas hoje, fazendo sua hidroginástica, indo à sua igreja e tendo novos amigos lá na cidade em que moram, ela própria reconhece que foi bom ter deixado uma cidade grande e mais violento como o Rio e ter ido morar em Rio das Ostras.
Quanto a mim e o maridex, já começamos a cuidar de como será nosso futuro e te garanto, será muito bom, porque estamos de olho e nos preparando para tal.
grande beijo carioca

Alexander Striemer disse...

Silvia,este post(gostei tambem muito das opiniões dos comentaristas) me fez pensar ainda mais sobre um futuro,talvez não tão distante.Vou fazer este ano 82 anos e ainda não tenho ideias claros,como será a minha vida,quando não posso depender mais só de mim.Ainda não me acostumei muito com a ideia de morar com meus filhos,o que eles estão querendo. Tambem não me sinto velho,só um pouco idoso(a não ser de vez em quando,se problemas, antes pequenas,viram montanhas rs),e não gostaria de depender de outros e não poder fazer de vez em quando as minhas pequenas "loucuras".Mas sinto que as minhas forças fisicas e mentais estão devagarzinho diminuindo,e um dia vou precisar alguma ajuda.Por enquanto deixo as coisas correr,e com certeza quando surge a necessidade,tambem aparece alguma solução.Parabens tambem para a Sra Cristiane Fetter.Beijos do amigo Alexander.

Leci Irene disse...

É, a maioria não faz a coisa certa. Eu sou um exemplo: perto já da aposentadoria e só agora surge a sensação de coisa errada, ou a sensação de não ter feito a coisa correta - como um fundo de aposentadoria, a caminhada de 30 minutos diários... Há gente como eu que sempre inventam uma desculpa para fazer a coisa bem feita depois... e, esse depois vai passando,passando...

Cristiane A. Fetter disse...

Welze, não tem o que desculpas, se a gente escreve é porque se preocupa não.
Mas também não podemos esquecer a gente, nosso futuro comos será.
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Beth, é tão legal ver exemplos como o seu, mostra o cuidado e carinho com as pessoas que você ama e também com você mesma.
Parabéns querida.
bjks

Cristiane A. Fetter disse...

Alexandre fico encantada em ver pessoas como você e com suas palavras.
Obrigada.
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Leci, esta tendência de deixar para depois é muito comum, mas não se sinta triste por isso, comece agora a fazer as coisas que você acha que são necessárias.
Quero ver mais ânimo em seus comentários viu?
Abraços

Misturação - Ana Karla Tenório disse...

É verdade mesmo.
Nesses novos/velhos tempos se faz necessário pensar na velhice com dignidade financeira e mais um pouco de saúde, assim como a fase adulta de nossos filhos.
Parabéns pelo texto!

Xeros!

Misturação - Ana Karla Tenório disse...

Verdade mesmo.
Assim como devemos pensar em nossa velhice com dignidade financeira e física, devemos pensar no futuro das nossas crianças.
Parabéns pelo texto.
Xeros!

Barbie Girl disse...

Muito bom esse texto. Nos faz pensar e agir. O mundo está cada vez mais veloz e a gente não pode perder tempo, precisamos agir e nos preparar para tais condições.
Já conversamos sobre esse plano de previdência e também já dei entrada para o Gui, sei o quanto isso é importante.

beijos grande!

Cristiane A. Fetter disse...

Ana, obrigada viu?
Tenho aprendido muito aqui nos Estados Unidos a pensar lá na frente, a programar a realmente entender que o futuro é amanhã.
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Cintia, que bom que você está pensando assim, isso só vai trazer tranquilidade.
Bjks

*Isis* disse...

vim aqui e me deliciar com sei cantinho, está virando vício bom, e eu adoro teus posts querida.Você é maravilhosa.
Isso aqui é muito importante em termos de ciência para todos nós.
Bjinho no seu coração.
Isis

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