1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Você está preparado? Parte 1 - Por Cristiane A. Fetter

23 de fevereiro de 2010 24 comentários
Você já pensou no envelhecimento de seus pais? Vê-los declinar de sua juventude, energia, rapidez e passar a necessitar de quase tudo? Estamos preparados para colocar em nossas rotinas o tempo que eles agora precisam?

É com estas perguntas básicas que inicio este post, afinal de contas estamos acostumados e ver nossos pais sempre líderes, fortes e absolutos e quando isto para de acontecer ficamos perdidos, afinal de contas eles não são nossas fortalezas? Qual filho, mesmo depois de maduro, nunca pediu a presença da mãe quando ficou doente? Eu mesma, é só sentir alguma coisa e já quero minha mãe do lado, tenho a sensação que a minha mãe é a mulher mais poderosa do mundo, mas no meu caso é mais difícil ainda, já que vivemos em continentes diferentes, meus pais no Brasil e eu nos Estados Unidos.

Em muitos casos os filhos acham que seus pais estão fazendo manha, ou estão rabugentos, quando isto pode ser resultado de algum problema de saúde, ou audição, ou deficiência química do cérebro, ou até mesmo desequilíbrio social.

Com o avanço da medicina, hoje sabemos que muitos destes casos podem ser controláveis e que nossos pais idosos podem ter uma vida cheia de qualidade e satisfação, mas e nós?

Nós estamos prontos para isso?

Com a vida conturbada e cheia de compromissos que temos nos dias de hoje, teremos tempo e principalmente vontade para atender as necessidades daqueles que tanto fizeram e fazem até hoje por nós?.

Eu encaro isso como se fosse um bebê que chega em nossas vidas. Precisa de toda atenção, cuidados especiais, carinho e muito, mas muito de nosso tempo. Normalmente nos preparamos psicologicamente para receber este novo integrante e o envelhecimento de nossos pais, pelo menos para mim, é visto assim.

Aqui em casa sempre foi senso comum a frase, “Assim que meus pais quiserem ou precisarem eles vem morar conosco”. Falo isso porque muitas vezes o cônjuge não aceita esta mudança, é um assunto delicado e que precisa ser discutido com calma.

Nos dias atuais já não podemos mais achar que um esquecimento, ou as mudanças de humor são apenas coisas da velhice ou mesmo a famosa rabugice. Mais do que nunca temos que estar preparados para pesquisar e entender estes momentos, afinal de contas nós também, se tudo der certo iremos chegar à velhice.

Tantas perguntas, poucas respostas. Estamos realmente preparados para enfrentar isso? E quanto ao nosso envelhecimento?

Continua...

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

24 comentários:

Barbie Girl disse...

Realmente esse é uma assunto que me assusta bastante.
Tenho minha mãe como minha fortaleza, e as vezes, cometo até erros, esquecendo que ela precisa de mim, tanto quanto eu preciso dela e um dia vai precisar muito mais!
Quando a vejo doente ou com algum pequeno sintona diferente do normal, já entro em pânico...
Todos nós iremos chegar à velhice, e acho que ainda não estou preparada para ver meus pais idosos!

boa matéria Cris.

beijos

Lu Souza Brito disse...

Belo post Silvia. Eu nao sei se estamos realmente preparados, mas entre meu marido e mim sempre tivemos este acordo: quando os pais dele estiver idosos e nao puderem mais ficar sozinhos, morarão conosco e o mesmo para minha mãe.
Não sei se por sermos os filhos mais novos de ambas as casas e por ter ficado mais tempo "na barra da saia dos pais", rsrs, mas me parece pouco justo que quando eles precisarem de nós, nao ter outra atitude que nao de acolhê-los e retribuir um pouco do que já fizeram por nós. Acho que é mais que obrigação, é repspeito, é carinho...gratidão!

Beth/Lilás disse...

Pois é, Cris, acho que a gente subestima o que vai acontecendo aos nossos pais, achamos que eles são eternos, que nunca adoecem, que estão bem e que vão viver muito ainda.
Noutro dia, ouvi de uma psicoterapeuta que o filho único, caso do meu, acha sempre isso, que os pais são eternos e inatingíveis com relação à doenças da velhice, quando enxergam a realidade do fato sofrem demais, às vezes ficam até depressivos.
Muito bom seu post e vale a pena refletirmos sobre a questão.
bjs cariocas

Chica disse...

Essa fase é difícil.Minha mãe, com 84 anos, não aceita morar com ninguém e muito menos ter alguém lá com ela. Tomara dê tudo certo, mas temos medos.Ela é durona, teimosa e a coisa é fogo!
Não adianta nosso carinho, ela precisaria estar com alguém,mas...
O pior é que nós também não somos mais crianças, as filhas estão todas na casa dos 60...
um beijos,chica

welze disse...

Olá, sou Welze do gostosurassemtravesuras.blogspot.com. Sobre a velhice de pais, posso falar do que aconteceu com minha família. Tenhos 6 irmãos casados, e por unanimidade, o futuro de nossos pais estaria garantido. Todos queriam que morassem com todos assim que isso se tornase necessário. Só que, antes do necessário se fazer presente. Na hora h a coisa ficou bem diferente. Meus pais que sempre foram o porto seguro de todos, abertos a necessidade de todos, se viram, principalmente minha mãe, já viuva, tendo só a mim e a minha irmã para que lhe tomasse conta. Mediante isso, por total e exclusiva vontade de mamãe, lucida o bastante para saber que só nos duas não daríamos conta de cuidar dela, já tendo parte de seu corpo paralizado em cima de uma cama hospitalar, decidiu morar em um abrigo maravilhoso, para idosos. Por sua conta inclusive monetariamente falando. Todos a amavam. Só que ela lá e eles cá. A teoria, na prática é outra

Silvia Masc disse...

Chica, o que "pregamos" aqui no Longevidade, é a boa qualidade de vida na velhice, acho fantástico a independência de alguns idosos sobre quem ouço contarem, porém é necessário vigilância e adaptação da casa, com medidas simples que já mostramos aqui: Causas de quedas e prevênções
http://longevidade-silvia.blogspot.com/2008/07/quedas-1-causas-e-acoes-preventivas.html
e a Adaptação ca casa do idosos.
http://longevidade-silvia.blogspot.com/2008/07/quedas-2-adaptacao-do-ambiente-para.html

Estamos preparando um manual e um vídeo bem interessante sobre o assunto, para fornecermos gratuitamente, assim que estiverem
prontos, divulgaremos aqui..

abraços e obrigada pelos seus comentários.

Silvia e Cristiane

Silvia Masc disse...

Welse, realmente na prática não é bem assim, por outro lado, nem sempre aqueles que achamos que deveriam por algumas razões serem os responsáveis pelos nossos pais ou avós, não "levam jeito" "não tem paciência" e aí, é o momento de pensar em uma outra alternativa.

um abraço e obrigada pelo seu comentário, que como todos vem enriquecer a postagem.

Silvia Masc disse...

Lú, o post é da Cristiane (sócia do longevidade), mas acho muito louvável a decisão sua e do seu marido.
obrigada por comentar
beijinho

Glorinha disse...

Difícil....acho que ninguém pensa muito nisso...eu evito um pouco...sei lá, vai dando uma aflição...mas é importante pensar no futuro e no que vai ser de nós.
Vou tentar.
Beijos.

Marliborges disse...

Realmente a velhice de nossos pais é coisa muito séria, muito preocupante e tem inúmeras implicações na vida dos filhos, aliás filhos, netos, etc.

Posso dar uma dica: La no BLOG DA MARLI http://marliborges.blogspot.com/
tem um artigo que escrevi, dias atrás, exatamente sobre esse assunto, mas noutro ponto de vista. O nome do artigo é "A VELHICE DE NOSSOS PAIS". É apenas uma contribuição que ofereço à leitura, já que esse assunto tem nuances específicas e diferenciadas.
Um beijo grande, ótimo post.

Déia disse...

Precisamos respeitar melhor nossos idosos! Com respeito, amor e carinho!

bj

Silvia Masc disse...

Esse é o link para a postagem que a Marli comentou aqui.A Marli tem um blog muito interessante, assuntos variados e ela o escreve com muita competência, vale conferir.

http://marliborges.blogspot.com/2010/01/velhice-de-nossos-pais.html

Obrigada Marli, acho muito interessante que conheçamos a questão por outro olhar.

Silvia Masc disse...

Cristiane, lendo o post da Marli que indiquei acima, ela faz uma abordagem bem interessante e em um determinado momento escreve:

"Penso que nada é mais importante que o dever ético que temos de retribuir o aconchego, o porto seguro, o referencial que os pais sempre foram para nós, desde que nascemos. Penso que agora é a hora do equilíbrio, a Cesar o que é de Cesar, e nossa eventual intolerância, embora aceitável, tem que passar logo..., por favor, tem que ser só eventual... Cobrar o passado, nem pensar! Agora a conversa é outra. Ajudar e cuidar nossos pais na velhice é nosso compromisso intransferível e inadiável, afinal somos humanos e esse é um dos tributos que pagamos pela vida"

me fez pensar... que pena, que precisamos do Estatuto do Idoso, e que as vezes seja necessario o uso da lei para que isso se cumpra.

Você colocou muito bem, são muitas perguntas, para as quais, nós que felizmente temos nossos pais vivos, devemos pensar sériamente nas respostas.

beijinho

Cristiane A. Fetter disse...

Cintia, também fico muito preocupada com meus pais, ainda mais morando em outro continente e não estando ao lado para atendê-los em uma emergência.
Na sua idade eu também não estava preparada para isso, mas com o tempo a gente vai adquirindo maturidade e se acostumando com isso, até pq passamos por quase as mesmas coisas que eles, pelo menos deveria ser assim.
bjks

Cristiane A. Fetter disse...

Lu, também penso assim, para mim não existe outra atitude a tomar a não ser estar ao lado deles o tempo todo. E vou dizer uma coisa, mesmo após 4 anos fico muito expantada de ver como os idosos, com muitos filhos, vivem sozinhos aqui na área que moro, mas eu tento entender que cada cultura tem suas peculiaridades e nós latinos somos mais passionais.
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Beth, por um lado acho até compreensível, que até uma certa idade, a gente não pensar nisso, ou até mesmo ignorar, pq na maioria das vezes nossos pais ainda são jovens e fortes, o problema é continuar pensando assim depois já chegmaos a uma idade madura e nossos pais já estão mais frágeis.
Demorei muito a escrever este post, porque não queria ser injusta com pessoas que tem problemas de relacionamento com seus pais, e também não queria deixar a minha emoção de brasileira falar mais alto.
Mas isso é tema para se pensar sempre.
bjks

Cristiane A. Fetter disse...

Glorinha, eu até disse em outro comentário que até uma certa idade, e até mesmo antes de ter filhos não pensava muito nisso, mas acredito piamente que a maturidade nos ajuda a pensar na nossa velhice e consequentemente na de nossos pais.
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Marli, o assunto foi muito bem abordado no seu post e a Silvia fez muito bem em trazer esta parte para cá.
Somos a única raça que podemos fazer isso, cuidas de nossos pais, e é justamente estas diferenças que nos fazem ser superiores aos animais.
Também somos a única raça em que os pais cuidam dos filhos por tanto tempo. Só depois que meu filho nasceu é que eu pude dimensionar todo o trabalho e amor que meus pais tiveram comigo e tem até hoje, pq afinal de contas eu e minha irmã continuamos sendo as "meninas".
Abraços

Cristiane A. Fetter disse...

Silvia, este é um outro ponto que me preocupara, as vezes até temos as respostas para estas perguntas, mas coloca-las em prática é que é o problema.
Mas vou te dizer uma coisa, nada como viver em um país onde as pessoas tem uma condição financeira diferente para ver seus direitos respeitados.
bjks

Marliborges disse...

Queridas estou acompanhando e amando os comentários, oportunas as preocupações, que bom que por enquanto são só pre(ocupações) e tomara que continuem assim por muito tempo!
Repare que cuidar filhos e cuidar pais, são ações de naturezas diversas, paralelas, daí o conflito ser tão evidente e profundo. Filhos e pais necessitam carinho, amor e atenção. Mas a velhice tem um adendo: atençao precisa ser triplicada, pois as sequelas a cada dia se agigantam (as demências principalmente), e não há gratificações aparentes, aí a frustração começa a nos acompanhar. As crianças, ao contrário, estão florescendo e isso nos gratifica dia-a-dia. Por isso que para mim, na hora h, os responsáveis tem mais é que assumir e se não estiverem preparados emocionalmente, tratem de se preparar, pois abandono material na velhice é inaceitável, é violência manifesta.
Desculpem, amigas, mas é dureza mesmo, não tem como dourar a pílula.
Um beijo grande e obrigada pela acolhida tão carinhosa.

Cristiane A. Fetter disse...

Marli, você não precisa se desculpar, trouxemos este tema a tona porque é uma preocupação genuína, tanto minha como da Silvia.
Partilhar esta dúvidas e encontrar comentários onde podemos discutir a questão é de suma importância, não só para reafirmar nossas certezas, mas também para ajudar aqueles que tem dúvidas ou medos como nós.
Nem sempre esta questão de os responsáveis tem mais é que assumir é simples, talvez pq não estejam preparados (daí no nome do post), emocionalmente/financeiramente, ou pq realmente não querem assumir este papel.
Também encaro o fato de solicitarmos ajuda de terceiros uma ponto positivo.
Veja bem, quando somos crianças nossos pais tem o tempo e a energia necessárias para se dedicarem a nós, seus filhos, já quando estão mais velhos, nós também estamos e na maioria das vezes também temos nossos filhos e nem sempre é possível dar a atenção que eles necessitam.
Um dos comentários aqui ressaltou o fato dos pais irem para um lugar especial, por escolha deles. Problema com isso? para mim nenhum.
Eu acho que encontrar o equilíbrio nestes casos é o caminho mais certo.
Este assunto dá pano para mangas, rs.
Abraços

Marliborges disse...

Ih, amiga, dá metros e metros de panos! rsrsrsrs. Também não sou contra pedir auxilio a terceiros, nem a internar em estebelecimentos geriátricos, se houver dinheiro, ou até pagar cuidadores ou enfermeiros, enfim. Observe que me referi ao abandono material, que é uma situação jurídica que em nada se confunde com o modus operandi relativo ao exercício da guarda do idoso, onde cada um cuida como pode e assim está certo. Lido muito com situações de carência, com entidades assistenciais, com direitos sociais, etc., e o abandono material pela família, é lamentável, mas o mais angustiante é que geralmente acontece por absoluta falta dinheiro. E aí o bicho pega. Veja, em sua maioria os velhos são pobres, inclusive os que vivem de aposentadoria, e a previdência no Brasil o que é? Dá pra pagar o quê? A velhice é um problema social que se agrava dia a dia, com o aumento da média de vida da população. A OMS já deu o alerta. É complicado para o velho e para os responsáveis. Mas há uma luz no túnel, as politicas públicas de assistência social ao idoso, já estão sendo discutidas, exatamente como aconteceu com as creches no passado, quando as mães precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar os filhos.
Um grande abraço.

Leci Irene disse...

Meninas! Santo Deus,vcs nem sabem qto pano prá manga tem neste assunto! Acho que eu poderia um dia fazer um resumo do que passei e passo ainda por causa deste estar preparado e na hora ser outra coisa.... Só voi dizer que meu pai tem 86 anos e minha mãe 81. Ele acha que somos obrigados a deixar nossas casas e familias para ficar ao lado deles, pq ele não vai ir prá nossa casa onde não terá poder de mando... ehehe... eu sofro muito, pois queria tanto qeles fossem morar comigo!
Qualquer dia faço um resumo...
Beijos

Fátima disse...

Aqui nesse cantinho tudo é muito interessante.
Podemos desfiar metros e metros de panos, com variações de estampas de texturas de preços e tal...
O ponto comum nisso tudo é que só mesmo quem já perdeu seus pais sabe exatamente como é o sentimento.
Mesmo tendo feito tudo por eles com amor, tendo sido bons filhos, ainda assim quando eles se vão sentimos que poderíamos ter feito mais, ou termos sido melhores ainda.
O sentimento com o qual é mais difícil conviver é o remorso.
Portanto vamos repensar a postura em relação a nossos velinhos queridos.Amanhã estaremos na mesma condição, e aí!!!
Muito boa a matéria.

Agradeçemos a visita carinhosa,serão
sempre bem vindas.Nos acompanhar só faz aumentar nossa responsabilidade.

Beijo e um lindo dia.

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