1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012
Mostrando postagens com marcador Administradora do Blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Administradora do Blog. Mostrar todas as postagens

Quem sou eu

20 de janeiro de 2016 5 comentários

Sou uma filha que acompanha o envelhecimento dos pais, com a consciência de que a velhice é inevitável, mas que vivê-la de forma indigna e sofrida pode ser opcional.

Em julho de 2010 totalmente inexperiente com o Blogger, quis prestar uma singela homenagem aos meus pais e criei um blog chamado “Melhor Idade” a inspiração veio da observação da vida ativa e do envelhecimento saudável deles.

Para escrever sobre o assunto, foi necessária muita leitura, já que não tenho formação na área de geriatria, gerontologia e também não sou jornalista, porém à medida que fui me envolvendo com assuntos relativos aos idosos, e tendo uma resposta de quase 13 mil visitas em poucos meses, senti que não era simplesmente uma homenagem à eles, mas também um meio de poder ajudar a orientar as pessoas, gerando assim, uma maior responsabilidade com os leitores. O blog se tornou fonte de consultas, por pessoas que leem, opinam, comunicam e até de alguns que passaram a fazer uso didático do conteúdo (alunos de cursos de enfermagem e cuidadores). Passei então a ler muito mais sobre o assunto, e entre ideias de postagem, de assuntos para serem abordados também passei a repensar o nome do blog.


Em 2012 ganhei o 1o. lugar no concurso Histórias de Longevidade, promovido pelo Bradesco Seguros, onde tive a oportunidade de conhecer a atriz Jane Fonda que veio lançar um livro e fazer uma palestra no evento, de quem ganhei um livro autografado. De lá até a presente data, tenho sido convidada a participar do Fórum, e sou muito grata por ser uma fonte maravilhosa de aprendizado. 

Em algumas leituras tomei consciência sobre os milhões de idosos que são molestados fisicamente e moralmente diariamente no Brasil e no mundo, outra foi a entrevista feita com a Dra. Dorli Kamkhagi - Coordenadora do Grupo de Gênero do Amadurecimento do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas de São Paulo, e que também tive o privilégio de ouvi-la em uma palestra na USP.

Trecho da entrevista: A solidão, o medo das perdas e doenças, as transformações físicas, perdas econômicas e a dificuldade de fazer o ajuste entre o que acha de si mesmo e o corpo que efetivamente tem. Há uma imagem idealizada da velhice: quem não é maratonista fica frustrado. Tem gente que luta, mas, para a maioria, é uma fase difícil. A gente envelhece como vive: quem se interessava pela vida aos 50, continua assim aos 80. É só pensar em pessoas como a artista plástica Tomie Ohtake. O ideal é ponderar que não é preciso ser uma bailarina, mas é possível andar.

Também me chamou a atenção, um comentário, feito pela Prof. Neuza Guerreiro de Carvalho (Vovó Neuza, como prefere ser chamada) - 80 anos que mesmo aposentada, continua intensamente produtiva , ela disse ao auto definir-se:

Todas as idades tem o seu encanto, e a etapa do idoso, na maioria das vezes não é a Melhor Idade. "Não me chamo velha, não estou na Terceira Idade – a vida não se conta pelo número de anos vividos; não estou na Melho/ridade – porque podemos encontrar coisas boas em qualquer etapa da vida; não gosto de Feliz/idade porque soa artificial...

Refletindo sobre a palestra e na entrevista da Dra. Dorli e nas palavras da Prof. Neuza não pude deixar de achá-las ditas com sabedoria e então imaginei que Melhor Idade, não mais cabia.

O nome do blog passou a ser LONGEVIDADE, com a proposta de "fazer crer, que através da informação, do conhecimento e da aplicação desses, a vida se torne muito melhor e que seja longa, ativa, com alegria e bem estar, respeitando as limitações de cada um".

E para atender aos inúmeros e-mails dos leitores, sobre perguntas relacionadas à informática e Internet, criei em parceria com a Cristiane Fetter do Blog TO DOIDA e o Carlos Rangel do Blog Nômade Bit o UNSTRAP (Soltar) que dá dicas, e tira dúvidas dos internautas da 3ª.s e 4ª. Idades.

Entendendo também que a longevidade está diretamente ligada à uma boa alimentação, criei o Blog Molly Colecionadora de Receitas Ideias e Dicas, que além de receitas dá dicas domésticas.

Para informar sobre eventos , notícias ligadas ao objetivo do blog, veio então, o Longevidade/Agenda, com informações sobre eventos ligados à saúde do idoso, lazer, cultura e entretenimento.

Também pelos inúmeros e-mails com solicitações de informações ligadas ao "cuidar", criei o que chamo de uma Biblioteca, aonde coloco inúmeros artigos, voltados mais aos cuidadores profissionais, e profissionais de enfermagem.

Temos também uma vídeoteca, com vídeos pedagógicos e também vídeos de lazer, e finalmente uma "aba" dedicada a legislação e direitos dos idosos, formando o que a Cristine Fetter batizou de "Condomínio Longevidade".

Hoje, o Condomínio Longevidade já recebeu a visita de quase 180 mil leitores, e atendeu uma centena de profissionais e leigos com orientação e envio de materiais.

Sinto que o objetivo está sendo alcançado, me sinto grata as pessoas que nos lêem, nos solicitam auxílio, nos reconhecem, e nos apoiam.


Atualmente por falta de parceria o Longevidade dispende mais dedicação a página do FaceBook. ( https://www.facebook.com/LongeVIDAdeLongevIDADE/ )

Me sinto grata, pelo incentivo que me tornaram capaz de ser útil à sociedade em que vivo, e poder auxiliar os que não tiveram o mesmo privilégio que eu de terem a família que tenho, e principalmente pelos meus pais, que são grande fonte de inspiração para minha vida.


abraços,


QUEM SOMOS NÓS DIANTE DA GRANDEZA DO UNIVERSO? por Silvia Masc

21 de julho de 2015 comente


Ao observar essa imagem, me veio a mente uma situação vivida por mim recentemente em um hospital.

Fui fazer uns exames de rotina e fui mal atendida pela garota da recepção, que achava que eu tinha obrigação de saber a localização no hospital dos andares aonde faria os exames.

(parte do diálogo)

-” Senhora, tipo assim eu não posso estar indo com a senhora, a senhora ‘tem’ que saber aonde é”. (isso dito em um volume absurdo em um guichê).


Eu sorrindo disse – Solange (li no crachá) é a primeira vez que venho aqui, não conheço o hospital, você não precisa me acompanhar, pode me dar um mapa, ou me indicar aonde é.

Nem vou reproduzir o restante, mas o fato é que ela entrou em uma sala e não mais voltou, as pessoas que estavam lá aguardando, foram solícitas e me explicaram aonde eram os andares dos exames.

Observei também um péssimo atendimento por parte de um segurança na maneira tratar principalmente com as pessoas mais humildes.

Hoje, estive na Receita Federal para pegar um documento, depois de tudo preenchido, o funcionário me disse: - O seu documento só seria expedido amanhã, mas a senhora foi tão educada, que vai sair daqui com ele prontinho. Recebi um bônus por ter agido de forma normal, estranho isso não? 

Confesso que me defendo bem nessas situações, se nada for muito grave, dou um sorriso e relaxo, quando não, exijo ser bem tratada, se não resolver saio do salto, e ainda reclamo na ouvidoria ou órgão equivalente do local, informando o nome do funcionário que assim procedeu.

O que me fez refletir é algo que observo há algum tempo, o guarda de segurança, que deve ser terceirizado, mal treinado, ganhando mal e destratando pessoas carentes como ele.

Naquele episódio horroroso ocorrido aqui em São Paulo, quando um assaltante atirou e matou uma criança boliviana, ao ler sobre o assunto, fui informada de que os patrões dessas famílias, pasmem, são outros bolivianos que também já foram submetidos no passado ao mesmo regime de semiescravidão e hoje fazem os mesmos com seus compatriotas.

Para que isso? Somos todos formiguinhas diante da grandeza universo, qual a razão de alguns se sentirem formigões?

Alguém sabe a resposta?
Obrigada por me "ouvirem".

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Festas de final de ano e Alzheimer por Silvia Masc

4 de dezembro de 2013 comente

As festas natalinas são um tempo em que a família e amigos, muitas vezes estão juntos. Mas, para as famílias que vivem com a doença de Alzheimer e outras demências, as férias podem ser um desafio. Com um pouco de planejamento e expectativas ajustadas, suas celebrações pode ser feliz, e deixar ótimas lembranças.

Familiarizar os outros com a situação, para que eles saibam o que esperar antes de chegarem. Se a pessoa está nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, parentes e amigos podem não notar qualquer alteração. Mas a pessoa com demência pode ter dificuldade para seguir a conversa ou tendem a ser repetitivos. A família pode ajudar com a comunicação sendo paciente, não interrompendo ou corrigindo, e dando a pessoa tempo para concluir seus pensamentos.

Se a pessoa está nos estágios médio ou avançado da doença de Alzheimer, pode haver mudanças significativas nas habilidades cognitivas desde a última vez que um amigo de fora da cidade ou parente tenha visitado. Estas mudanças podem ser difíceis de aceitar. Explique aos visitantes que entendam que as mudanças de comportamento e memória são causadas ​​pela doença.

Se achar mais fácil você compartilhar as mudanças em uma carta ou e-mail que pode ser enviado para vários destinatários. Aqui estão alguns exemplos:

  • Estou escrevendo para que você saiba como as coisas estão indo na nossa casa. Estamos felizes com a sua visita, e pensamos que pode ser útil que você entenda  a  situação atual antes de chegar.
  • Você pode notar que ___ mudou desde a última vez que você (a) (o) viu.  Entre as mudanças que você pode perceber é ___.
  • Porque ___ tem problemas em lembrar e pensar com clareza, e o seu comportamento é um pouco imprevisível.
  • Por favor, entendam que se ___ pode não se lembrar de quem você é e pode confundi-lo com outra pessoa. Por favor, não se sintam ofendidos por isso. Ele / ela vai ficar feliz em você estar conosco, e eu também.

Ajustar as expectativas
O estresse das responsabilidades de cuidar, das tradições das festas de final de ano, pode tornar um evento exaustivo. Certifique-se de todos entendam sua situação de cuidado e que tenham expectativas realistas sobre o que você pode fazer. Seja honesto sobre quaisquer limitações ou necessidades, tais como manter uma rotina diária.

Seja bom para si mesmo.
Dê-se permissão para fazer apenas o que você pode razoavelmente controlar. Se você sempre convidou 15 a 20 pessoas para sua casa, considere diminuir o número de convidados e prepare uma refeição simples, solicite ou permita que os outros contribuam.
Você pode considerar também encontros menores de duas ou três pessoas de cada vez para evitar que pessoa com doença de Alzheimer fique cansada.
Se a confusão e agitação da noite são um problema, considere mudar a ceia de Natal em um almoço ou lanche. Se você decidir manter a celebração à noite, manter o ambiente bem iluminado.

Envolver a pessoa no preparo da festa.
Com as habilidades que a pessoa ainda possua,, convide-a para ajudar a preparar a comida, dando os ingredientes já medidos, embalar os presentes, ajudar a decorar ou pôr a mesa. Isso pode ser tão simples como dar a pessoa os objetos de decorações e dizer aonde colocá-los,  (Cuidado com as escolhas de decoração. Luzes piscando pode confundir ou assustar uma pessoa com demência, e itens de decorações que parecem comida podem ser confundidos como comestível.)
Manter uma rotina normal.
Quebrar a rotina normal da pessoa vai pode deixá-los irritados ou confusos. Organize para que ele descanse.
Incentivar presentes seguros e úteis para a pessoa com demência.
Se alguém perguntar para idéias do presente, sugerir itens como, roupa confortável, fitas de áudio das músicas favoritas, vídeos e álbuns de fotos.
Para quem cuida, a pausa do cuidado na sua lista de desejos.
Se os amigos ou familiares perguntarem  o que você quer de presente, sugira algo que vai ajudá-lo a cuidar de si mesmo ou ajudar no cuidado do seu ente querido. Na lista de sugestões, pode estar uma limpeza ou serviço doméstico, uma oferta para algo que lhe proporcione um pouco de descanso e relaxamento.
Quando o seu ente querido vive em uma unidade de cuidados
Natal é Natal, mesmo se comemorado em casa ou em casa de repouso. Aqui estão algumas maneiras de celebrar juntos:
Considere envolver o seu ente querido em quaisquer atividades que a casa de repouso tenha planejado para essa data.
Traga um alimento favorito do seu ente querido
Cantar músicas natalinas e perguntar se os outros moradores podem participar
Leia em voz alta uma história ou o poema favorito do seu ente querido.
Reduzir o stress pós-festas.
Providenciar cuidados ao seu ente querido para que você possa desfrutar de um filme ou almoçar com um amigo.




Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Saúde não é simplesmente a falta de doença.

3 de setembro de 2013 comente
Ouvi recentemente citação a "saúde não é simplesmente a ausência de doença" e que ficou comigo. Nossos corpos são semelhantes às nossas vidas. Eles não são um "item
" que pode ser corrigido até a perfeição e permanece nesse estado. Nossos corpos e nossa saúde são processos. Eles não são máquinas nem são estáticas. Equilibrar os nossos corpos significa prestar atenção a todas as fases de nossas vidas. O que pode ser em relação ao mesmo tempo ou em uma fase da vida, não podem ser em relação a outra.
Não devemos esperar até nos depararmos com uma doença aguda ou crônica para só aí, começar a viagem ao bem-estar. Nós podemos fazer uma escolha todos os dias para escolher conscientemente a visar o equilíbrio, bem-estar e saúde ótima .Equilibrar os nossos corpos significa prestar atenção a todas as fases de nossas vidas. O que pode ser em relação ao mesmo tempo ou em uma fase da vida, não podem ser em relação a outra.

É hora de assumir a responsabilidade por nossa saúde e dar passos no caminho para o equilíbrio e saúde hoje.

silvia masc

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

A vida é uma viagem. Cada etapa é linda. (Entrevista)

24 de junho de 2013 comente
Em 2012, assisti no HC-USP, uma palestra com a Dra. Dorli Kamkhagi , ela, foi a responsável pela mudança do nome do Blog, antes, era chamado Melhoridade, após ouvi-la palestrando refleti que Melhoridade, remetia à um ideal, que nada se relaciona, com os aspectos trazidos à tona pela velhice. Fato que observo na maioria dos centros de convivência para idosos, aonde não é dado aos frequentadores, espaço para falarem de seus medos, angústias, já que lá o idoso é incessantemente associado a uma imagem jovial, produtiva, atlética e de autoconfiança, quando a realidade, é muito distante disso. 

Leiam a entrevista, vocês entenderão a minha admiração por ela.

Quais são as questões que mais afligem os idosos?

Dra. Dorli - A solidão, o medo das perdas e doenças, as transformações físicas, perdas econômicas e a dificuldade de fazer o ajuste entre o que acha de si mesmo e o corpo que efetivamente tem. Há uma imagem idealizada da velhice: quem não é maratonista fica frustrado. Tem gente que luta, mas, para a maioria, é uma fase difícil. A gente envelhece como vive: quem se interessava pela vida aos 50, continua assim aos 80. É só pensar em pessoas como a artista plástica Tomie Ohtake. O ideal é ponderar que não é preciso ser uma bailarina, mas é possível andar.

Como vê a idealização da terceira idade como "a melhor idade"?

Dra. Dorli - A velhice não é a melhor idade, é uma idade. Para algumas pessoas, pode até ser, mas para a maioria quase sempre é doloroso sair do mercado de trabalho. A mulher fica mais à vontade com o ambiente da casa, das amigas, de visitas e do comércio. Ela sempre circulou por esses espaços e tem maior facilidade para buscar cursos e aulas. Já para os homens, é mais difícil admitir que são aposentados. Algumas empresas já estão até fazendo um trabalho de preparo psicológico para a aposentadoria. Uma solução para eles seria refletir sobre se realmente querem se aposentar e, se for esse o caso, o que podem fazer para continuarem produtivos.

A AIDS está crescendo entre os idosos, assim como o consumo de medicamentos para disfunção erétil. Como está a sexualidade na maturidade?

Dra. Dorli - Medicamentos como o Viagra são bons para os homens, mas as mulheres nem sempre estão na mesma sintonia. A sexualidade é vivida como o canto do cisne, como alguém que diz: eu não posso envelhecer. Mas, geralmente, os homens que perdem a capacidade de gerar dinheiro perdem também a libido. E, muitas vezes, as mulheres jogam isso na cara deles. O casamento vira uma caixa preta: principalmente quando os filhos deixam o lar. Instala-se a chamada síndrome do ninho vazio, o casal deixa de desempenhar os papéis de pais, e hoje muitos se separam com mais de 70 anos.

De fato, as mulheres maduras estão mais joviais. Elas têm vivido plenamente sua sexualidade?

Dra. Dorli - Eu me lembro de uma paciente que ainda manipulava o marido com sexo. Ele estava indo para uma internação no hospital e ela só consentiu ficar com ele porque achava que seria a última vez. Dizia que ele não tinha sido bom com ela... Quem vê aqueles corpos acha que eles não transam, mas sim! Muitas vezes são as meninas com corpos perfeitos que não têm libido. Há muitas mulheres com mais de 70 anos que querem um novo namorado, romance, poder acender velas para fazer amor. Muitas mantêm um brilho forte no olhar e a sensualidade. Antigamente a menopausa decretava a aposentadoria da sexualidade feminina. A mídia está ajudando a desconstruir esse mito: hoje as mulheres maduras estão mais bem cuidadas. É normal ouvir uma mulher de 60 anos falar que sente desejo. Houve um ganho cultural de dez anos: a sensualidade é aceita. Mas o cuidado com a aparência é diferente da necessidade narcisística. É difícil encarar o envelhecimento numa sociedade que supervaloriza a estética. As mulheres fazem um monte de plásticas e acabam sem marcas, sem cara, como num limbo sem idade. Não precisamos tirar todas as marcas: elas têm o seu valor.

No Brasil, existe uma tendência a não se respeitar a opinião do idoso, alguns até os infantilizam...

Dra. Dorli - É perverso. Já tive uma paciente que me perguntou se deveria deixar sua mãe, de mais de 60 anos, namorar. O idoso tem de decidir sua própria vida. Ele merece ser respeitado, ou vai ter sua dignidade minada. Também não gosto da tendência de mostrar os velhos como bonzinhos: ninguém fica bom porque envelhece, as pessoas permanecem as mesmas. Seria bom saber que eles têm muito a oferecer com a sua experiência. Na Grécia, por exemplo, havia o conselho de sábios, composto pelos idosos. Na sociedade contemporânea, os velhos devem ter um lugar para passar sua sabedoria.

Que dicas daria para vivenciarem a maturidade da melhor forma possível?

Dra. Dorli - O melhor é aceitar o processo de envelhecimento. É importante saber que se vai morrer: o caminho da velhice leva a isso, que faz parte do processo de vida de todos nós. Mas quando se acredita na espiritualidade, e quando se sabe que cada um tem uma missão na vida, deixamos algo. Usar os aliados da medicina, como o check up, é essencial. Mas também é fundamental cuidar do lado emocional: resgatar o passado, dar novas interpretações, perdoar-se e perdoar os outros - porque as mágoas vão se acumulando. Nas memórias, há alguns trechos que precisam ser esquecidos e perdoados: não dá para carregar tudo. O ideal é elaborar: o que eu tive, o que eu tenho e o que gostaria de ter. E acalentar o desejo de se recriar. O principal é ter sonhos, metas e cultivar relacionamentos significativos.

Quais são os aspectos positivos da maturidade?

Dra. Dorli - Pode ser um momento maravilhoso para rever a vida, não apenas para procurar a cereja do bolo, com um narcisismo exacerbado. Um trabalho terapêutico pode ajudar. Quando nos revemos de verdade, passamos a nos torturar menos. Entramos em conciliação com o que foi possível, deixamos de ter um olhar tão duro que nos aprisiona em metas ideais.


Dra.Dorli Kamkhagi é Coordenadora do Grupo de Gênero do Amadurecimento do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas de São Paulo, aonde atende homens e mulheres com mais de 55 anos, que se reúnem para falar sobre questões da idade e trocar experiências. A partir da elaboração dos conflitos, muitos conseguem melhorar a auto estima e romper com o passado.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Preparando um ente querido para ser cuidado - por Silvia Masc

comente
Tomar decisões eficazes sobre os cuidados de um ente querido, muitas vezes leva mais tempo do que o esperado e requer uma compreensão do sistema de cuidados à longo prazo. Mas uma abordagem pró-ativa pode render melhores opções quando chegar a hora e pode evitar uma emergência familiar, diz Jody Gastfriend.
Sugestões:

Falar cedo e frequentemente.
Entender as preferências de seus pais à medida que envelhecem. 
Não faça suposições sobre o tipo de cuidado que podem ou não aceitar.
Ao invés de começar com uma advertência (por exemplo, "Você tem que ..."), levar com uma declaração enfática, como: "Eu estou preocupado com você porque ... Se você continuar a viver sozinho, você pode cair e quebrar o quadril ".

Saiba mais sobre os diferentes tipos de cuidado e opções de pagamento.

Esteja preparado.
Perceba que a resistência é comum, tente primeiro sugerindo um cuidador, uma vez por semana para que eles se sintam confortáveis.

Seja proativo sobre cuidar.
Definir o cenário para aproveitar o tempo precioso para estar apenas juntos.  Chega sempre uma determinada idade, que os seus pais precisam de ajuda. Algum dia, você pode ser confortado em saber que, como resultado de planejar o futuro, você será mais capaz de prestar o melhor atendimento possível e entrar nessa jornada com mais sabedoria.


E lembre-se, cuidar de si mesmo em primeiro lugar.
Tão simples como parece, muitos cuidadores familiares, pulam esses passos importantes e se complicam. Você não pode cuidar dos outros se você negligenciar suas próprias necessidades. Negligenciando a si mesmo é a maneira mais rápida de desgaste o que leva a culpa - o que leva a mais negligenciar a si mesmo, tornando um círculo cada vez mais desgastante.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Troca entre gerações, um dos mais valiosos instrumentos para a quebra de preconceitos por Silvia Masc

24 de maio de 2013 comente

O modelo dos idosos, morando com os filhos, está se tornando mais raro, eles hoje, estão mais independentes, moram só ou alguns dividem a moradia com outros, no modelo das repúblicas de estudantes, o que leva à um distanciamento dos filhos e netos.

O convívio dos idosos com a família pode beneficiar mutuamente as gerações, no sentido do aprimoramento dos conhecimentos em relação a história familiar, a cidade onde residem, ao mundo, e fora do contexto familiar, pode facilitar o estabelecimento de uma nova amizade e afetividade que desencadeie a solidariedade, e o bem estar de todos.

Um dos mais importantes requisitos para o desenvolvimento individual humano é o relacionamento entre pais e filhos, que traz consequências por toda a vida. 
A qualidade deste relacionamento pode ser medida por três indicadores: intimidade, admiração e proximidade emocional entre pais e filhos.

Em muitos casos, os avós exercem papéis muito importantes no complemento deste desenvolvimento dos mais jovens. Pais, filhos e avós são influenciados por aspectos socioculturais, e responsáveis pela transmissão de valores na família e na comunidade, esse relacionamento familiar é primordial para a preservação dos padrões de comportamento na sociedade.

Há, sem dúvida, uma lacuna na educação dos filhos por parte dos pais e avós. Neste sentido, são reduzidas as trocas afetivas, a transmissão dos valores morais e éticos, e mesmo a passagem de cultura e do patrimônio, tão importantes para a formação de valores e das atitudes de um adulto. O papel do trabalho é importante para os homens e mulheres, mas o papel de ser avô/avó preenche igualmente a vida das mulheres e homens mais velhos.

A autoridade dos avós nem sempre é tolerada pelos mais jovens, que por vezes percebem as orientações  deles, como num poder abusivo de autoridade, e principalmente com relação as novas tecnologias as opiniões são vistas  num saber ultrapassado e numa incompetência do presente. Ainda assim, e principalmente porque há diferenças individuais, o convívio entre gerações é um dos mais valiosos instrumentos para a quebra de preconceitos, para a passagem de conhecimentos, ajuda mútua, solidariedade e amizade.

Esta interação, quando prazerosa, pode favorecer o retardo da dependência, sobretudo física, e consequentemente, traduzir em uma economia de recursos, que são normalmente deslocados para o tratamento de idosos. 

As relações entre gerações possibilitam o resgate da autoestima, a atualização frente aos padrões, normas morais e sociais, a reciclagem frente aos novos conhecimentos e a continuidade das pessoas mais velhas como seres participativos da sociedade.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Leituras: Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. v.13 e G1

DESABAFO!

19 de maio de 2013 6 comentários
E vai para algumas pessoas, (fico feliz que sejam poucas), que mandam mensagens que vou chamar de “infelicidad e-mail”, dizendo que é impossível ser feliz na velhice e criticando algumas vezes com grosseria o trabalho que faço com muito amor.

Em face a condição de pobreza que temos no Brasil, seja ela  de informação, financeira,  de idosos que vivem em condição de abandono ou submetidos a violência, desde física a moral, e até aqueles que sofrem por opção já que existem pessoas  amargas que gostam de afagar o urubu quando ele pousa no ombro, concordo que a velhice pode ser MUITO triste. 

Na minha visão, o primeiro passo é a informação, partindo dela, é possível conhecer vários serviços que podem melhorar essa condição, e a nossa missão  no blog, no Facebook, no Twitter e no Google+ é exatamente essa. Temos conteúdo próprio, pesquisamos, traduzimos, compartilhamos post interessantes de outros blog, notícias de utilidade pública, divulgamos frequentemente, sobre medicação fornecidas pelo governo, fraldas geriátricas gratuitas, delegacias do idoso, centros de 3ª. idade, etc..)

E para vocês que gostam de muitas vezes anonimamente depreciar meu trabalho tenho uma sugestão: se você critica, porque conhece alguma pessoa nessas condições, ajude-a dê informações que possam diminuir esse sofrimento, a internet que você acessa, é mesma que outras milhões de pessoas acessam e compartilham coisas BOAS E ÚTEIS.

Todos possuem o sagrado direito de discordar, porém crítica pessoal não faz sentido, principalmente quando são postadas com grosseria e anonimamente, e estas eu não publico, em respeito à todos os leitores.
Lembrando ainda, que aqui é como a TV, se você não gosta do programa, desligue, ou mande um e-mail bacana, dando sugestão para melhorarmos, simples assim.

Para a maioria, deixo o meu carinho e obrigada.
Silvia Masc



Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Que Brasil receberá a 6a. população de idosos do Planeta? por Silvia Masc

28 de março de 2013 comente
Estava eu em um Centro de Medicina Diagnostica, (assim são chamados hoje os laboratórios de análises clínicas) fiquei observando o quanto os “velhos incomodam e atrapalham” era visível no olhar dos mais jovens sentados confortavelmente. Olhavam os senhores e senhoras de cabelos brancos, em pé atravancando o corredor de passagem e o pegar das senhas com raiva, afinal eles são lentos, não se mancam e formam fila em lugar inadequado.

Velhos chatos? Nãoooooooooo, o que estava errado era a disposição dos guichês, e onde deveria ter o chamado “atendimento especial” era apenas um “remendo” para dizer que havia. 
O local para retirada da senha é comum à todos e fica posicionado atrás aonde os idosos são orientados para formarem uma fila, no 1º. guichê que fica ao lado de um corredor aonde existe um balcão por onde param para um cafezinho as pessoas que já fizeram seus exames e por onde passam todas as pessoas que vão fazer exames ou entregar coletas. 
Observei pessoas impacientes que pediam licença e se irritavam quando não eram prontamente atendidas, esquecendo-se que o índice de surdez(1) em uma fila de idosos pode ser grande. 
As pessoas mais jovens, todas acometidas do “vírusdusonus” e do vírus "educação zero", que os velhos e aqueles com necessidades especiais contagiam, basta pessoas nessas condições por perto, que todo mundo cai em sono profundo, sentadinhos confortavelmente é claro. 

Diante disso me coloco a pensar. 
Que mundo é esse que não respeita os mais velhos, mesmo que eles não sejam os pais ou avós da gente? 
Quem mundo é esse aonde as pessoas não se importam de deixarem uma grávida, muitas vezes prestes a dar a luz, em pé, sem se lembrarem de suas mães e também de si próprias quando estavam grávidas? 
Que mundo é esse que não se impressiona, ao ver uma pessoa de muletas e não oferece uma cadeira? 
Que mundo é esse, onde pessoas frágeis, ou em estado de sofrimento, não recebem de seus semelhantes que estão fortes e saudáveis o ato simples do conforto? 
Que mundo é esse que receberá os mais de um bilhão de sexagenários e os 400 milhões de octogenários (quatro vezes mais que hoje) em 2050? 

E principalmente, que mundo é esse, onde é necessário ter leis, estatuto com força de lei, por algo que era tão natural no passado e mesmo assim as pessoas não cumprem? 

(1) presbiacusia - perda da capacidade auditiva que se produz gradualmente com a idade, normalmente a partir dos 50 anos. Cerca de metade de todas as pessoas acima de 75 anos têm algum grau de perda auditiva relacionada à idade 

Fontes: O Globo, Otoclinic
 e IBGE

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Minha sábia e amorosa tia Vera - por Silvia Masc

7 de março de 2013 2 comentários

"Ternura, é quando alguém nos olha e os seus olhos brilham como duas estrelas "(Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)

Quando meu avô faleceu, a minha tia Vera, assumiu os cuidados da minha avó, e já cuidava também da sogra , ambas idosas.
Em uma viagem de férias, me hospedei na casa da tia e após o almoço, me ofereci para lavar a louça, e fui informada que essa tarefa diariamente cabia a vovó e a Dna. Aparecida, (sogra). Na minha ignorância sobre a compreensão dos idosos, achei que elas deveriam ser poupadas, mas como visita, não me manifestei.

Observei também, que enquanto uma lavava a outra enxugava e guardava toda a louça em um único compartimento de um enorme armário de uma cozinha bem planejada, aquilo também me intrigou, pondo em dúvida a organização da casa da minha tia.

Após a lavagem da louça, as duas senhorinhas tomaram banho e foram descansar.
Minha tia então me deu uma grande lição de respeito aos mais velhos, quando para o meu espanto, começou a tirar do armário, toda a louça que as senhoras tinham lavado e aí me explicou.

- Eu não quero privá-las de sentir-se úteis, por outro lado, elas não enxergam mais tão bem, portanto não lavam a louça direito, quando elas dormem, eu faço o processo novamente, sem que elas saibam. Daí a idéia de colocar em um único lugar, para não misturar com a louça limpa dos armários. 

Uma atitude tão simples, mas de um valor imenso, a minha avó e Dna. Aparecida, foram muito felizes na casa da minha tia, sentiam-se úteis, à elas, eram atribuídas tarefas leves, para não dar-lhes a sensação que é comum aos idosos, quando moram com os filhos, de estarem sendo um "peso", pregavam botões, molhavam as plantas e toda manhã, iam até a padaria, o que era motivo de riso, porque uma comprava o pão e a outra saía em seguida para comprar o leite, aos nossos olhos nada prático, mas aos olhos de amor e sabedoria dos meus tios, era a forma correta.
E era tão bonito ouvi-las contarem orgulhosas da colaboração que prestavam.

Uma lição que jamais vou me esquecer.

obrigada tia, obrigada tio


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Em marcha lenta por Silvia Masc

16 de fevereiro de 2013 8 comentários


Entendimento, é quando um idoso caminha devagar na nossa frente, e a gente mesmo estando com pressa não reclama ( Dicionário Amoroso - Luiz Gonzaga Pinheiro)

Um dia desses observei pai e filha caminhando em uma calçada, e a frente deles uma senhorinha idosa caminhando lentamente. Ao se aproximarem, por parte do pai uma irritação visível com o caminhar vagaroso da senhora, porém por parte da criança a decisão de passar à frente, sem molestar ou ser grosseira. Pensei com os meus botões, tomara ele, possa aprender com a filha, e pensando nisso, me ocorreu de escrever sobre isso.
Normalmente, as pessoas idosas caminham a uma velocidade menor (75%) que um jovem. Isto as coloca em situação de risco, considerando também que nem sempre o trânsito foi planejado para elas, o que é agravado pelos impacientes, tanto nos automóveis quanto nas calçadas; uma verdadeira competição desleal.
A informação se presta, para que tenhamos paciência, com o caminhar vagaroso dos idosos. Em certos casos mais delicados, seria interessante se pudéssemos auxiliá-los a atravessar ruas, subirem nos ônibus, entre outras atividades. Também seriam bom orientá-los com carinho e insistência, sobre a importância de atravessarem na faixa de pedestres, tendo atenção aos faróis (semáforos), alertando-os também sobre a importância de observar se não há carros se aproximando, mesmo estando o sinal de pedestres verde.
Limitar as atividades dos nossos pais ou avós, teria um impacto extremamente negativo sobre a sua saúde e bem estar. A nós familiares seria mais adequado observar a necessidade de acompanhá-los em seus passeios e caminhadas ou na impossibilidade designar alguém para fazê-lo.

abraços,

Silvia Masc

Nota: Nas mulheres um dos fatores que diminui a velocidade no caminhar, é a perda de densidade mineral óssea (BMD) - "Journal of the American Geriatrics Society".
Leitura: O envelhecimento no trânsito - Claudia Aline Soare, Magna Rosane Cruz e Eliéze Bulhões. - Publicado pela Casa do Psicólogo.
Imagem: Aqui

Cidadania, educação básica e respeito - por Silvia Masc

28 de janeiro de 2013 comente

Na cultura brasileira, a Lei de Gérson* é um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. 

Recentemente viajei em férias, e no embarque observei a seguinte situação. 

Cumprindo a lei, o funcionário da companhia aérea solicitou as pessoas com necessidades especiais** que formassem uma fila, pois teriam prioridade no embarque. 

Aí a coisa complica as famílias do prioritário, se incluem na mesma condição, pai, mãe, irmãos adultos, tia, primos (vi oito pessoas entrando na fila da avozinha querida) todos querem tirar vantagem do benefício. 

Particularmente, não me sinto prejudicada por isso, pois sei que o meu assento está garantido e o avião não partirá sem mim, mas será que isso está correto? 

Entendo que dependendo da situação desse passageiro prioritário deva ter um acompanhante ou dois, mas, oito?! Só me leva a crer que infelizmente é novamente a lei de Gerson imperando. 

Quando se observa, que é o adulto que puxa essa fila, penso que estamos formando uma nova geração de pessoas que gostarão de levar vantagem em tudo certo?
_____________________________________________
*A expressão originou-se em uma propaganda de 1976 criada pela Caio Domingues & Associados, que havia sido contratada pela fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca de cigarros Vila Rica, para a divulgação do produto. O vídeo apresentava o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol como protagonista.

O vídeo inicia-se associando a imagem de Gerson como "Cérebro do time campeão do mundo da Copa do mundo de 70" sendo narrado pelo entrevistador de terno e microfone em mão, que se passa em um sofá de uma sala de visitas, este entrevistador pergunta o porque de Vila Rica, que durante a resposta recebe um cigarro de Gerson e acende enquanto ouve a resposta, que é finalizada com a frase:

Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!".

** idosos, gestantes, com crianças de colo, deficientes visuais, cadeirantes etc.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Aos leitores e cuidadores

18 de dezembro de 2012 comente
VOLTAREMOS DIA 28/01/2013
Neste momento que eu estou me organizando para sair em férias, descansar, e desfrutar desse tempo com os amigos e família, também estou olhando para 2012 com saudades, pois. foi um ano muito bom.
As visitas ao Condomínio Longevidade só aumentaram (663 mil),  as solicitações de material da biblioteca foram inúmeras, auxiliando estudantes, enfermeiros e cuidadores; aumentaram também, os assinantes de Feed, os seguidores do Blog, do Twitter, do FaceBook e os amigos do DiHitt.
Nesse olhar coletivo, sentimos que estamos fazendo progressos, pois estamos atingindo um número maior de pessoas.
É imensa a satisfação que temos, pois sentimos que somos úteis e que estamos prestando um serviço social a uma parcela da população que confia para nós os seus problemas e, em alguns casos, até partilham as suas vidas. Com isso podemos orientá-los.
O Prêmio Longevidade Bradesco Seguros “Histórias de vida” também foi uma conquista que teve o peso do Blog, ele foi visitado pelos organizadores antes de formalizarem o convite. Nossa caixa de e-mails sempre nos brinda com mensagens de agradecimentos e incentivos ao nosso trabalho, isso, nos proporciona alegria e vontade de continuar.
Novamente, gostaria de deixar uma palavra aos cuidadores sobre o novo ano que se aproxima. O novo ano traz a esperança para as pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, a esperança para os seus amigos e familiares que estão dando atenção ao seu ente querido, e espero que um mundo sem a doença de Alzheimer esteja próximo e ao alcance de todos. Compartilho esta esperança com cada um de vocês, e a nossa porta sempre estará aberta, para ouvi-los e orientá-los.
Encerro aqui, deixando para reflexão uma frase de Winston Churchill, Primeiro-Ministro do Reino Unido que disse certa vez: "Não fazemos uma vida pelo que temos, mas fazemos uma vida por aquilo que damos."

Feliz Natal e um ano de 2013 maravilhoso para todos nós.

Carinhosamente,

Silvia Masc
Cristiane Fetter

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Feliz Natal com brinde!

15 de dezembro de 2012 1 comentário
  FELIZ NATAL E UM GRANDIOSO 2013 
PARA TODOS VOCÊS, 
COM SAÚDE, ALEGRIAS  
E SOBRETUDO MUITO AMOR.
 

Preparamos  um calendário, para você imprimir e montar em casa ou mandar para uma dessas gráficas rápidas (copiadora, xerox), colocarem o espiral. Foi feito com muito carinho pela equipe do Longevidade.

Esse é o nosso mimo para vocês, em forma de agradecimento à todos que nos lêem e nos incentivam através  de e-mails e comentários.
Clique ÄQUI que o calendário irá aparecer.
Para baixá-lo no seu computador basta clicar em cima da palavra Download. Deverá aparecer uma nova janelinha pedindo para você escolher, abrir com o aplicativo ou salvar.
É só clicar em salvar e pronto o calendário já é seu.



Silvia Masc e Cristiane Fetter

Boas notícias!

29 de novembro de 2012 comente

Tenho o prazer de contar para vocês, que no dia 27 passado, participei do VII Fórum da Longevidade promovido pelo Bradesco Seguros, que reuniu algo em torno de 700 pessoas, aonde se discutiu oportunidades e desafios do envelhecimento no Brasil. O Fórum incluiu além de atrações especiais que contarei logo mais, um Prêmio “Longevidade Histórias de Vida Bradesco Seguros” o qual tive a felicidade de ser premiada em 1º. Lugar pelo texto “Dona Lucille”. A Dona Lucille, já foi assunto do blog, pouco mais de um ano atrás, com o post intitulado Lucille Kern, um exemplo à ser seguido, novamente a Dna. Lucille serviu de exemplo, oportunamente publicarei aqui o texto, ainda não posso fazê-lo, porque cedi os direitos, tão logo seja publicado eu indicarei o link pra vocês.
Senti-me muito honrada com esse prêmio, e grata à todos que torceram por mim, quando eu já estava entre os finalistas, foram inúmeras mensagens de carinhos de amigos e leitores.
Voltando ao Fórum, uma iniciativa pioneira do Bradesco Seguros, já em sua VII edição, me trouxe além do prêmio, a oportunidade de ouvir pessoas que tratam o assunto longevidade com muita seriedade e competência, a oportunidade de ver um show maravilhoso da Bibi Ferreira, cantando lindamente e a oportunidade para mim inimaginável de estar pertinho da atriz Jane Fonda, o evento  reuniu, em São Paulo, cerca de 700 participantes. 
Gostaria de registrar aqui, os meus sinceros agradecimentos ao Bradesco Seguros, e também à toda equipe TV1RPPedro Aguiar, Márcia Pedrosa e a Priscila Lam que foram em todo processo, extremamente atenciosos com Dna. Lucille e comigo.
E agradeço também à todos vocês que mesmo de forma anônima prestigiam o blog, confiam nas informações nele postadas e se valem dele através de e-mail para solicitarem ajuda, o que nos dá muita alegria, principalmente quando temos o retorno de que nossa ajuda foi eficiente.

Silvia Masc 

O VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros reuniu, hoje, cerca de 700 participantes e discutiu os impactos do envelhecimento populacional na economia. Os palestrantes abordaram as mudanças necessárias para aprimorar a qualidade de vida da população com o aumento da expectativa de vida no Brasil e no Mundo. 

O vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Bradesco, Antônio Bornia, abriu o evento destacando que hoje o sonho de uma vida centenária com qualidade é real. De acordo com Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência – empresa integrante do Grupo Bradesco Seguros, a participação de especialistas nos fóruns tem crescido de forma quantitativa e qualitativa. “Todos nós somos responsáveis por despertar a discussão sobre a longevidade e fomentar a cultura de investimentos de longo prazo.” 

O palestrante David Bloom, professor de Economia da Universidade de Harvard, defende a necessidade de mudanças estruturais, sociais e políticas para minimizar os impactos do envelhecimento populacional. “Ao mesmo tempo em que a população envelheceu, a renda per capita dobrou, a expectativa de vida aumentou e a educação melhorou. Agora, precisamos retirar o envelhecimento das políticas restritivas. Ajustar o tempo mínimo para aposentadoria é o primeiro passo a ser tomado.” 

Opinião compartilhada pelo palestrante Jorge Félix, mestre em economia com a tese “Economia da Longevidade” e autor do livro “Viver Muito”. O especialista acredita que é possível evitar as visões catastróficas sobre o envelhecimento populacional. No entanto, o Brasil vai precisar enfrentar a discussão sobre a extensão da licença maternidade, horário de trabalho flexível, benefícios do segundo filho, entre outros, para incentivar a fertilidade. “Além disso, é necessário incentivar uma aposentadoria tardia por meio de estímulo por parte das empresas, entorno favorável, acessibilidade nas empresas e transporte público.”

 Todas essas mudanças têm um impacto muito grande na economia brasileira. Em 2012, os idosos devem consumir mais de R$ 400 milhões, o que representa um quinto da renda somada de todos os brasileiros. “O tempo médio de estudo na terceira idade passou de 3,5 anos em 2000 para 4,2 em 2010, e essas pessoas têm utilizado cada vez mais a internet. Além disso, o tempo médio gasto na internet é apenas 40 minutos menor do que o gasto pelos jovens. Resultado disso é um aumento de 200% nas compras online por este público, de 2007 a 2012, frente a um crescimento de 60% no comércio tradicional”, destaca Claudio Felisoni, professor da FIA e especialista em consumo de varejo e bens de consumo. 

Outra transformação na sociedade é a mudança de comportamento das pessoas em relação aos investimentos. Situação enfatizada pela jornalista Mara Luquet, especializada em assessoria e planejamento financeiro, que comentou que até 1994 as pessoas não se preocupavam com investimentos, pois qualquer aplicação era rentável. No entanto, com a queda dos juros os rendimentos também caíram e a diversificação dos investimentos passou a ser pauta cada vez mais constante entre a população.

 Mesmo com tantas mudanças, ainda temos um longo caminho a percorrer em busca de uma sociedade mais preparada para receber os idosos. O gerontologista Alexandre Kalache, consultor do Grupo Bradesco Seguros desde 2006, quando foi realizado o I Fórum da Longevidade, foi um dos mediadores dessa edição e enfatizou a necessidade de prepararmos a sociedade, não para os idosos, mas para todas as idades. “Entre 1950 e 2050 a expectativa de vida da população do Brasil e de outros países vai aumentar mais de 30 anos. Precisamos encontrar uma maneira de aproveitar as oportunidades”, complementou o professor David Bloom.  

Sobre o Grupo Bradesco Seguros 
O Grupo Bradesco Seguros, integrante da Organização Bradesco e líder do mercado de seguros no Brasil, tem atuação multilinha, em âmbito nacional. Até setembro de 2012, seu faturamento atingiu R$ 31,1 bilhões nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. Tal valor representou evolução de 17,3% em relação aos R$ 26,5 bilhões totalizados no mesmo período de 2011. Este faturamento mantém o Grupo Segurador na liderança do mercado nacional de prêmios de seguros, rendas de contribuição e receitas de capitalização, com cerca de 25% de market share.

Fonte de informações sobre o evento: Portal Nacional de Seguros


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Dia mundial da pessoa idosa.

27 de setembro de 2012 4 comentários
FOTO: Pinterest Kate Angel
No dia primeiro de outubro comemora-se o dia internacional das pessoas idosas, a data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) a fim de qualificar a vida dos mais velhos, através da saúde e da integração social.

No Brasil, a comemoração é feita no dia 27 de setembro, dia de São Vicente de Paula, o pai da caridade, tendo sido adotada a partir de 1999, para considerar as dificuldades, direitos e deveres a que estão sujeitos. O surgimento da data foi em razão de uma Assembleia Mundial sobre envelhecimento, realizada em Viena, na Áustria, em 1982.

Pesquisando material para escrever esse post, em páginas locais e fora do Brasil, me deparava o tempo todo, com imagens de velhos sorridentes, corados e ativos, bom seria se a realidade fosse esta, apesar de termos o Estatuto do Idoso, criado em 2003 que em tese  garante que seus direitos sejam respeitados não é bem isso que acontece, o regulamento traz várias disposições como: não ficar em filas; não pagar passagem de ônibus coletivo; descontos em atividades de cultura, esporte e lazer; adquirir medicamentos gratuitos nos postos de saúde; vagas de estacionamento; dentre outras, medidas em respeito à fragilidade em que os mesmos na maioria das vezes se encontram.É comum vermos pessoas colocando idosos em casas de repouso, não porque não possam cuidar, mas para não ter obrigação e cuidados com eles, e com isso acalmando a consciência, mesmo que nãos os visitem. Isso é uma falta de carinho, respeito e de responsabilidade social, pois os direitos dos idosos encontram-se na Constituição do Brasil.

Infelizmente o descumprimento do estatuto, acontece na maioria das vezes, dentro da própria família, aonde não há "fiscal" para observar desrespeito, abandono, constrangimento, humilhações e muitas vezes violência física.
Envelhecer não é um processo fácil, muitas vezes causa depressão, desânimo, pois as pessoas vão sentindo que não tem mais valor para o trabalho, nem para seus entes queridos e familiares.
É preciso que sejam tratados com reverência e consideração, por serem mais velhos e por terem mais experiência de vida, aspectos fundamentais para a sua estabilidade emocional.

E pensando bem, não é preciso que haja leis ou estatutos para uma coisa tão óbvia não? 

As pessoas idosas são aquelas com mais de sessenta e cinco anos, condição esta determinada pela Organização Mundial de Saúde, que os caracteriza como grupo da terceira idade.

abraço
Silvia Masc


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Imobilidade do idoso

14 de abril de 2012 comente

Como diz meu pai, “quem gosta de cama é lençol".

Muitos idosos ficam em condições de imobilidade por diversas questões: condição social, doenças, e alguns ficam acamados por longos períodos, e quando se curam da doença que os acamou, encontram muita dificuldade para voltar a situação de mobilidade anterior a doença.

Algumas dicas bem práticas para evitar essa situação que além de desconforto, traz diversos malefícios à esse idoso.

  • Atentar para a quantidade e qualidade dos móveis, deixar o espaço o mais livre possível
  • Avaliar a necessidade de ter alguma ajuda humana (familiar, cuidador) para manter a realização das tarefas diárias deste idoso por ele mesmo, nem que seja necessário alguém somente para a supervisão delas
  • Avaliar a quantidade e qualidade de iluminação disponível, deixar o ambiente bem iluminado para facilitar a realização de suas atividades
  • É importante também incentivar este idoso a realizar suas atividades básicas de vida diária através de tarefas que ele gostava de fazer antigamente, por exemplo, lavar a louça, tirar pó dos móveis, cuidar do jardim etc... 
  • Se necessário, contratar os serviços de um profissional de reabilitação.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Feliz Páscoa aos nossos leitores queridos

6 de abril de 2012 comente
Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

Será que se Papai Noel, fosse um jovenzinho, teria o mesmo encanto? Por Silvia Masc

19 de dezembro de 2011 4 comentários
Natal época que pode ser um período difícil do ano para aqueles que são idosos, cujos filhos vivem longe e não podem estar presentes com os pais. Pode ser ainda pior se o idoso membro da família está em um lar sem realmente possibilidade de ter a presença de parentes próximos.

É um tempo também ocupado, no planejamento das férias, na compra dos presentes no planejamento do cardápio da ceia e o tempo com a família, se torna ainda mais escasso. Muitas vezes ignorado durante esse período, os idosos se entristecem, quando não, ficam deprimidos, já que as suas limitações físicas os impede de terem as mesmas atividades que os seus familiares.

Pessoas idosas são muitas vezes solitárias, devido ao fato de terem pouca interação com outras pessoas durante o dia. Muitos idosos se alegram apenas conversando com outros, e porque não você parar por alguns instantes para um papinho?

Todos nós temos o tempo que recebemos presentes, com os idosos não é diferente, fazer alguma coisa ou comprar um presente é uma ótima maneira de mostrar um idoso que você se preocupa com ele e que ele não foi esquecido. É possível até que alguns queiram comprar presentes, mas se sintam intimidados com o volume de pessoas nas lojas, ofereça a sua ajuda nas compras, mas ofereça, porque é muito provável que por mais desejosos que eles estejam não irão pedir.

Muitos idosos podem desejar ter uma árvore de Natal ou de luzes em sua casa muitas vezes, não as tem devido às limitações físicas que algumas vezes os impedem de montá-la, você pode ajudá-los a conseguir o que querem, oferecendo ajuda para decorar sua casa, ofereça, é muito provável que eles não peçam.

Faça com alegria, até porque um dia todos nós vamos finalmente saber “se morrer afinal é apenas continuar vivo”.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.
_

O lindo presente da Mari.

5 de dezembro de 2011 1 comentário
Esse final de semana encontrei-me em Ribeirão Preto com uma amiga muito querida, uma das tantas afinidades que temos, é o gosto e hábito de leitura, e na troca de lembrancinhas nos demos livros de presente.
Quando me presenteou, ela disse – È bem fino, mas eu creio que você vá gostar. 
Comecei a ler na volta da viagem e só parei quando li a última linha, me emocionei, e estou degustando e refletindo até agora, o livro tem apenas 158 páginas, mas valem por mil.
O título parece dramático, para alguns pode parecer piegas, mas acreditem, é uma belíssima lição, que apesar de acontecer em um momento de morte, o "professor" celebra a VIDA.
Quando li a dedicatória, percebi que iria gostar.
Obrigada Mari, por me dar a oportunidade de ler esse belo livro. Abaixo a dedicatória da minha amiga querida e os comentários da "orelha".







Sinta-se em casa e deixe seu comentário.