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Decisão em família - Por Maria Fernanda Schardong

27 de agosto de 2009 1 comentário
LONGEVIDADE

O que levar em conta na hora de decidir quem vai cuidar dos parentes mais velhos


Um parente doente é caso sério de família. Os cuidados com a saúde de um ente idoso exigem tempo, atenção e, principalmente, dinheiro. A grande dúvida, quase sempre, é entre contratar um profissional ou delegar a tarefa a alguém da própria família.

A enfermeira Neide Aparecida da Rosa, especializada em Gerontologia, ministra cursos para cuidadores de idosos. Ela afirma que a procura por estes cursos tem aumentado. "Com o acesso à tecnologia, as pessoas começaram a abrir os olhos com relação ao envelhecimento. Além da redução de integrantes nas famílias, já que, hoje em dia, pais e filhos trabalham fora, surge também a necessidade de um cuidador capacitado que garanta o bem estar do idoso", explica.

Atualmente, o cuidador deixa de ser um familiar, e dá lugar a profissionais qualificados e direcionados para esses pacientes. De acordo com Neide, na maioria dos casos, a falta de tempo da família é o que faz essa procura por profissionais crescer. "Hoje, o cuidador de idosos está sofrendo uma transformação, está deixando de ser o profissional que faz tudo (limpa casa, cuida das crianças, lava roupa) para focar seus conhecimentos nos mais velhos", explica.

Os idosos que necessitam de cuidados especiais são aqueles que apresentam algumas dificuldades. "As limitações vão desde uma simples dificuldade de caminhar até o desenvolvimento de patologias graves", afirma a enfermeira. E assim, a conscientização da importância do papel do cuidador, por parte da família, é essencial para o bem estar do idoso.

Entretanto, o preço que se paga por esses serviços, ainda é alto. Elizabeth Senne é veterana no assunto. Já cuidou da mãe, da tia e, atualmente, reserva cuidados a uma outra tia. "O custo é alto, com certeza. Minha tia tem quatro empregadas que se revezam entre si. E, além do salário destas profissionais, o gasto com remédios todo mês ajuda a aumentar as despesas mensais" conta.

Para quem não pode contar com o apoio de um profissional, o mais importante é cuidar de sua própria saúde. "No começo, fiquei doente, não entendia porque aquilo estava acontecendo, e não tinha nenhuma paciência. Hoje, não, estou mais tranquila, e aprendendo a lidar melhor com a realidade", relata Elizabeth.

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1 comentários:

Celia Rodrigues disse...

Olá, Silva!
Vim retribuir sua visita ao meu blog e conhecer seus textos sobre a terceira idade. São muito bons!
Realmente a procura por esses profissionais têm crescido, porém ainda há as famílias que não têm condições de pagar por esses serviços. E também o medo do maus-tratos feios por estranhos. São assuntos interessantes de serem abordados: dificuldade financeira na velhice e maus-tratos a idosos.
Abraço!

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