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Idosos com Alzheimer devem viver em ambientes bem projetados

10 de fevereiro de 2011 2 comentários
Idosos, principalmente aqueles que têm com Alzheimer,
precisam de condições especiais para que
viver com conforto e segurança
A casa, a mobília e os costumes das pessoas mudam conforme os acontecimentos da vida. “A chegada de um bebê, por exemplo, transforma a rotina da casa e a decoração, além de exigir muita atenção. Com os idosos, não é diferente. Eles precisam de condições especiais para que vivam com conforto e segurança”, afirma Paulo Renato Canineu, geriatra da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Esses cuidados aumentam quando o idoso é portador da doença de Alzheimer (DA), uma doença degenerativa e progressiva que atinge o cérebro e resultando, inicialmente, na perda da memória. No estágio mais grave, a doença pode comprometer totalmente o paciente e levá-lo à morte.

A progressão da DA geralmente é lenta e, aos poucos, o idoso perde aptidões que tinha, ficando impossibilitado de executar certas atividades. Por causa das limitações que o portador apresenta, uma das primeiras atitudes que se deve tomar é a adaptação do ambiente para que a casa atenda suas necessidades.
Os tapetes devem ser retirados de todo o local, o que ajudará a prevenir quedas e escorregões. Nos banheiros, barras de segurança devem ser instaladas próximas ao chuveiro e ao vaso sanitário. Essas atitudes estimulam a independência e a segurança do portador de Alzheimer.

Com a evolução da doença do estágio leve para o moderado, a atenção e os cuidados só aumentam. É nessa fase que o paciente apresenta grande comprometimento da memória. Portanto, é importante organizar uma rotina diária para que ele não fique muito confuso. As cortinas devem ser evitadas para que o ambiente seja claro e arejado e, de preferência, deve-se usar cores claras nas paredes.

“Os espelhos também podem ser retirados do ambiente caso o paciente apresente alterações de comportamento ao se ver refletido. Afinal, com as alterações da memória, ele pode perder a referência pessoal. Com o tempo, pode se confundir com sua própria imagem”, afirma Canineu.

Os ambientes mais perigosos da residência para o portador de DA são a escada e a cozinha. Como ele perde a noção de altura e de espaço, pode se desequilibrar ou até mesmo pisar em falso e cair. A cozinha trás perigos que vão além, já que armazena objetos pesados, cortantes e pontiagudos. Outro ponto é o gás, que, por um descuido qualquer, pode intoxicar e até mesmo causar um incêndio. 

“Infelizmente ainda não se sabe o que causa a doença de Alzheimer. Porém, cuidados básicos que estimulem a independência e proporcionem segurança, conforto e orientação, já ajudam no dia a dia de quem tem DA”, completa o especialista.

Existem também opções de medicamentos que retardam a progressão da doença e outros que minimizam os distúrbios de humor e comportamento. Entre eles, estão os inibidores da acetilcolinestinesterase, que podem retardar o declínio da função cognitiva em pacientes com DA leve a moderada. Deste grupo, o cloridrato de donepezila é o único com aprovação também na fase grave da doença.

Vale lembrar que, se iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar a terapêutica mais adequada para cada paciente.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

2 comentários:

Beth/Lilás disse...

Silvia!
Seus posts estão excelentes e bastante elucidadores. Eu vivo lendo coisas assim para entender melhor o que poderá acontecer com minha mãe ou sogra. Só espero que o DA esteja bem distante delas ainda.
bjs cariocas

Professora Carla Fernanda disse...

Boa noite querida! Seu blog amplia muito meu conhecimento pelas dificuldades humanas que nos acercam na família, na sociedade.
Obrigada!!! Grande serviço vc nos presta. Beijos!!
Carla Fernanda

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