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O médico falou, por Rita Guedes

14 de julho de 2009 2 comentários
LONGEVIDADE

Segundo o geriatra Salo Bucksman, é importante que o paciente procure uma outra opinião quando recebe um diagnóstico que causará um impacto profundo na vida dele, que envolve risco. "Uma cirurgia no coração ou um câncer de medula que exigirá um transplante, por exemplo, são muito sérios e, em casos assim, é importante uma segunda visão", afirma Salo.

O cardiologista Francisco Albanesi Filho, concorda. Para ele, quando se recebe a notícia de uma doença crônica, ou não há muita segurança no diagnóstico, pode-se conversar com um outro profissional.

O geriatra lembra que nem sempre a segunda opinião é a correta ou definitiva. Muitas vezes, ela pode ratificar a primeira, o que dará mais segurança para o indivíduo seguir o tratamento, ou oferecer uma outra conduta para a situção. No entanto, isso não significa que a sugestão do primeiro médico esteja incorreta. "Dois profissionais podem receitar dois antibióticos diferentes, ou um pode querer esperar mais antes de receitar o remédio. Cada um tem seu procedimento, e não quer dizer que um deles esteja errado", explica ele.

Salo ressalta que, embora em alguns casos seja importante consultar um outro profissional, o paciente pode continuar com a dúvida se optar por um médico sem qualificação. É preciso que o especialista tenha um respaldo científico, como fazer parte de uma sociedade ou associação médica. Não vale apenas confiar na indicação de um leigo. "Geralmente, os charlatões são simpáticos e convincentes", alerta.

Para sair do consultóio mais seguro, o geriatra aconselha ter um médico de confiança, que acompanhe o paciente freqüentemente para, com isso, conhecer o histórico de saúde do indivíduo. Também é importante que se crie um vínculo entre o especialista e o paciente. Somente assim ele poderá ter mais confiança no médico e dispensar a segunda opinião. "Na maioria das vezes, esse profissional é um geriatra, no caso de pessoas mais velhas, ou um clínico geral", destaca Saulo.

Albanesi sugere colher todas as informações sobre o médico. "O paciente deve verificar se ele é portador das especificações que lhe interessam, além da disponibilidade em atendê-lo. Após a primeira consulta, deverá julgar como foi atendido e se aquele profissional atingiu suas expectativas. Caso sim, ele poderá ter sua confiança", ressalta o cardiologista.
Em uma relação de confiança, haverá franqueza tanto do médico, que poderá abrir suas dúvidas e até mesmo encaminhar o paciente para um outro profissional, tanto do indivíduo, que se sentirá à vontade para esclarecer todas as suas questões.


2 comentários:

BarbieGirl disse...

É importante mesmo buscar uma segunda opinião, pois hoje em dia, não tá fácil confiar em médicos!!

beijos

milton toshiba disse...

Notícias ruins são difíceis de assimilar.
Mamãe tem um endocrino que deixa telefone de casa, celular e até o da filha, que é médica também.
É uma relação de confiança e até eu sou paciente para os check ups semestrais.
Mas hoje em dia isso é muito difícil, pois a medicina virou um negócio e as consultas são minuciosamente cronometradas.
Esse médico deixou os exames clínicos melhores que os meus, com seus 75. Deixou de tomar insulina e está ótima. Mas sinto que está deprimida.
Mas espero resolver isso também.
Bjs

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