1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

E agora, qual especialista devo procurar?

20 de janeiro de 2012 4 comentários
 Quando temos uma manifestação alérgica na pele, procuramos um dermatologista, quando os filhos ou netos estão doentes os levamos ao pediatra  se estamos com dificuldade para ler, vamos ao oftamologista, mas quando o sintoma é uma simples dor de cabeça, por exemplo, as causas podem ser as mais variadas e aí, qual especialista devemos procurar? Um neurologista? Mas e se a causa for relacionada a visão, então não seria um oftalmologista? Mas e se for relacionada à tensão pré-menstrual, ou menopausa, o melhor não seria consultar um ginecologista?

Sem saber ao certo a quem recorrer, muitas vezes acabamos incorrendo em  dois graves erros: automedicação ou consultando o Dr. Google. E aí a confusão pode ser ainda maior. A dor de cabeça que poderia ser apenas tensional se transforma, em um tumor no cérebro, ou o tumor no cérebro pode ser negligenciado e o barato pode sair muito caro.

Para não se desesperar sem motivo nem perder tempo e dinheiro pulando de um consultório para outro sem descobrir a origem do problema, o ideal seria sempre consultar primeiramente um clínico geral. “Por mais que não seja capaz de tratar o problema, o clínico está capacitado para levantar algumas hipóteses de diagnóstico e encaminhar para o especialista mais indicado quando for o caso”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e professor da Universidade Federal de São Paulo, Antonio Carlos Lopes. Segundo ele, cerca de 70% a 80% das queixas podem ser resolvidas pelo clínico.

No Brasil, são reconhecidas 53 especialidades médicas. Além de não saber ao certo o que significa cada um dos nomes complicados como angiologista, nefrologista ou proctologista, muitas vezes ficamos em dúvida sobre a que se dedica cada especialista.

Algumas áreas têm uma linha tênue entre o que cabe a um médico ou a outro. É o caso, por exemplo, de especialidades como psicologia e psiquiatria, nefrologia e urologia ou ainda reumatologia e ortopedia. Nos dois últimos casos, a diferença está na abordagem de tratamento. Enquanto uma especialidade trata os problemas clínicos outra se dedica aos procedimentos cirúrgicos.

O reumatologista se ocupa do diagnóstico e tratamento de problemas clínicos do aparelho locomotor. “São os chamados reumatismos, que englobam cerca de cem doenças. Entre elas estão artrite reumatoide, lupus e fibromialgia. Uma pessoa que tenha uma dor crônica, por exemplo, deve procurar um reumatologista” Por outro lado, os casos de fraturas ou má formações que exigem tratamento cirúrgico são competência de um ortopedista.

Da mesma forma com o nefrologista e o urologista. Enquanto o primeiro cuida dos casos clínicos, o segundo se ocupa dos cirúrgicos. “Algo que comprometa a função dos rins, como uma inflamação, por exemplo, deve ser tratada por um nefrologista. Enquanto que um caso de cálculo renal já seria de competência de um urologista”,  que também é responsável por cuidar dos problemas envolvendo o aparelho reprodutor masculino, o urologista se ocupa também do aparelho urinário de ambos os sexos, masculino e feminino.

Embora psicólogos e psiquiatras trabalhem com psicoterapia, a diferença entre um e outro é, principalmente, que o psiquiatra tem formação médica e portanto está apto a prescrever medicamentos. “É preciso separar se o problema tem causa puramente emocional, e pode ser tratado apenas com psicoterapia, ou se tem origem orgânica, e precisa também de medicação".


Especialidades

O Conselho Federal de Medicina reconhece 53 especialidades médicas no Brasil, falaremos de algumas, caso você queira saber sobre todas, clique aqui.


Angiologia
Doenças que acometem o sistema circulatório (artérias e veias) e vasos linfáticos. Exemplo: trombose, aneurisma, aterosclerose, úlcera venosa.

Cardiologia
Doenças cardiovasculares. Exemplo: enfarte, arritmias, angina, aterosclerose.

Dermatologia
Doenças que acometem a pele e os anexos cutâneos (cabelos, unhas, mu cosas). Exemplos: dermatites, manchas, micoses, psoríase, vitiligo.

Endocrinologia
Desordens que acometem as glândulas endócrinas e suas secreções específicas chamadas hormônios. Exemplo: diabete, alterações na tireoide, síndrome dos ovários policísticos, obesidade, transtornos de crescimento.

Gastroenterologia
Doenças do aparelho digestivo (boca, faringe, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso, fígado, vias biliares e pâncreas). Exemplos: gastrite, úlcera, gastroenterites, hepatites.

Ginecologia
Doenças que acometem o sistema reprodutor feminino (útero, vagina e ovários). Exemplo: câncer de útero, ovário e mama, miomas, endometriose, doenças sexualmente transmissíveis.

Geriatria
Doenças e incapacidades no idoso.

Hematologia
Doenças ligadas ao sangue e seus componentes (hemácias, leucócitos e plaquetas) e os órgãos onde são produzi dos (medula óssea, baço e linfonodos). Exemplo: anemias, leucemias, púrpura, hipercoagulação e talassemias.

Infectologia
Doenças causadas por micro organismos, sejam eles bactérias, vírus, protozoários ou fungos. Exemplo: malária, dengue, febre amarela, leptospirose, hepatite A, sarampo, rubéola.

Nefrologia
Doenças que comprometem a função renal. Exemplo: infecções renais, urinárias, da bexiga e da próstata, diabete, hipertensão.

Oftalmologia
Doenças relacionadas com a visão e com os olhos. Exemplo: alterações na visão, catarata, olho seco, estrabismo, glaucoma.

Otorrinolaringologia
Doenças que afetam as vias aéreas superiores (laringe, faringe, seios para nasais, ouvidos e nariz).

Exemplos: distúrbios do sono ligados às vias respira tórias, faringite, sinusite, otite, zumbido, perda auditiva, adenóide e laringite.

Ortopedista
Traumas que afetam os ossos. Exemplo: fraturas, torções e luxações, tumores ósseos, pé chato, osteoartrose e deformidades da coluna.

Pediatria
Doenças em geral que acometem crianças.

Pneumologia
Doenças relacionadas ao aparelho respiratório. Exemplo: efizema pulmonar, câncer do pulmão, bronquite, asma.

Proctologia
Doenças de cólon, reto e ânus. Exemplo: câncer de reto, hemorróidas, diverticulite, constipação e formação de pólipos.

Psicologia
Diagnóstico e tratamento de problemas emocionais. Exemplo: depressão, ansiedade, síndrome do pânico.

Psiquiatria
Diagnóstico e tratamento de desordens emocionais, que podem ter causas orgânicas. Exemplo: depressão, déficit de atenção, bipolaridade, transtorno obsessivo compulsivo.

Reumatologia
Doenças que comprometem ligamentos, tendões, articulações, músculos e os ossos. Exemplo: lúpus, atrite reumatóide, fibromialgia, gota.

Urologia
Doenças relacionadas ao aparelho urinário masculino e feminino e aos órgãos genitais masculinos.
Exemplo: pedras nos rins, alterações na próstata, transplante renal.

Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

4 comentários:

Beth/Lilás disse...

Isso mesmo, temos que nos orientar direito e não ficar só nesse negócio de Mr.Google que hoje em dia já virou mania.

Falando nisso, como anda sua perna?
Melhorou? Mande notícias!
beijinhos cariocas

Leci Irene disse...

Beleza de informação! Vou passar adiante, pois conheço muita gente que realmente não sabe o que procurar, no caso de alguns sintomas e acabam usando o atendente da farmácia!" é vero!

welze disse...

mais uma postagem que merece ser enquadrada para termos sempre às mãos. maravilha.

Iolanda disse...

Esse post leva a marca do blog: útil, bem redigido, esclarecedor. A minha preguiçosa (só de escrever, viu) não me impede de visitá-lo com frequência. Parabéns pelo ótimo trabalho.

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