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Dente do Siso na Idade Adulta: Extração Tardia e suas Implicações

6 de setembro de 2012 comente
Grande parte dos pacientes acima de 60 ou 70 anos, muitas vezes chegam ao consultório sem saber que possuem os terceiros molares e, por isso, é bastante comum ocorrer a degeneração intraóssea e formação de pequenos focos de infecção, que podem comprometer a saúde geral de forma até grave. 

Os dentes do siso ou dentes do juízo, como são popularmente chamados, são os terceiros molares na linguagem usada pelos dentistas, e na maioria das vezes têm indicação para extração. Boa parte da população necessita retirar este dente, já que a permanência do mesmo pode implicar em grandes problemas estruturais e de saúde geral. O que acontece é que muitas vezes as pessoas resolvem, por orientação profissional ou por vontade própria, deixar os dentes do siso ficarem na boca “até que lhes deem problema”. Daí cria-se uma situação complicada para o paciente e o dentista que terá que extraí-los no momento em que a estrutura óssea foi afetada também. Devido ao possível fato do dente estar comprometido, com cárie ou doença gengival, a área (ferida cirúrgica) torna-se suscetível a várias infecções pós operatórias tardias.

É comum cirurgiões-dentistas clínicos indicarem aos pacientes que necessitam retirar o dente do siso a extração com profissional especialista, no caso, o cirurgião buco-maxilo-facial. A indicação deve-se a dificuldade para a extração, uma vez que esses dentes após os 30 anos de idade estão “soldados” ou “grudados” no osso dos maxilares. Por conta dessa intervenção tardia, a incidência de infecções pós-operatórias é muito maior que nos adolescentes. Outro dado relevante, é que grande parte dos pacientes acima de 60 ou 70 anos, muitas vezes chegam ao consultório sem saber que possuem os terceiros molares e, por isso, é bastante comum ocorrer a degeneração intraóssea e formação de pequenos focos de infecção, que podem comprometer a saúde geral de forma até grave.

Em 2005, um estudo nos Estados Unidos e Inglaterra mostrou que a presença de focos infecciosos na boca e ossos maxilares estava diretamente relacionada ao aumento da incidência de infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Desta maneira, tornou-se comum por parte dos cardiologistas indicarem, para seus pacientes a ida com maior frequência aos consultórios dos cirurgiões dentistas, para que excluíssem todos os pequenos focos inflamatórios ou infecciosos.

Normalmente os focos dos problemas bucais são constatados nos dentes do siso inflamados ou com comprometimento pelo acúmulo de placa bacteriana, o que pode acarretar em uma infecção generalizada, até uma implicação maior relacionada as doenças do coração ou derrames, como comprovado pelo estudo citado acima. Assim, cerca de 90% dos cirurgiões dentistas indicam a extração dos terceiros molares, quando comprovada a necessidade do procedimento, é claro. Em nossa opinião esses dentes devem permanecer na boca apenas quando o paciente tiver espaço nas arcadas maxilares e boa higienização. Caso contrário, haverá acúmulo de bactérias que poderá levar a perda inclusive de outros dentes ao lado dos sisos, comprometendo a mordida do paciente (oclusão dentária) e a até a estética facial.

(*)José Flávio Torezan é Cirurgião Buco-Maxilo-Facial, graduado em Odontologia, Especialista mestre e doutorando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais. É professor coordenador do curso de especialização em implantes e atua nos hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês, Osvaldo Cruz, Santa Catarina, São Camilo. E-mail de contato: notas@consultordeempresas.com.br Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

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