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Câncer de mama pode não ser percebido com o toque

2 de outubro de 2013 comente

Autoexame não deve ser único método preventivo, já que existem diferentes formas de manifestação da doença

por Ana Flora Toledo

O autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios. Existem diferentes formas de manifestação do tumor além do nódulo, podendo ser percebido também por uma espécie de buraquinho na mama, por manchas vermelhas, feridas no bico do peito ou mesmo por dores em outras partes do corpo.

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“A retração da pele é uma característica em que o formato do seio muda e surgem pequenos buracos. O outro tipo, que causa vermelhidão, é muito agressivo e mais comum em mulheres mais jovens. Também é possível aparecer feridas, aumentar o tamanho da mama ou formar linfonodos nas axilas. Acontece ainda de mulheres se queixarem de dores nas costas e exames detectares que, na verdade, se trata de câncer de mama que passou por metástase e se espalhou pelo corpo”, explica o oncologista Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia, que alerta para a importância de não esperar por essas manifestações.

“O mais importante é não esperar esses sintomas. Se for possível notá-los é sinal de que o câncer já está em um grau mais avançado. Se o toque identificar um caroço, ele já deve estar com seus dois ou três centímetros. O ideal é estar em dia com a mamografia de rastreamento, que pode dar um diagnóstico precoce e aumentar a probabilidade de cura”.

No Brasil, a indicação é de que as mulheres façam mamografia a partir dos 40 anos, salvo em casos em que haja histórico familiar, onde é indicado que inicie os exames com idade 10 anos inferior à da parente na data em que descobriu o tumor. A mamografia deve ser realizada anualmente e, por indicação do Ministério da Saúde, até os 69 anos. “Essa é uma indicação para a saúde pública, mas do ponto de vista individual indicamos que seja feita até que a expectativa de vida da mulher esteja abaixo dos cinco anos. É possível saber devido à qualidade de vida, ao histórico de doenças da paciente e à idade média das mulheres da família”, orienta Kaliks.

O especialista afirma que toda atenção é necessária. Mesmo que esteja em dia com a mamografia, se notar qualquer alteração durante o ano é preciso procurar um médico. Além disso, o conselho é não ter medo de descobrir a doença. “Não dá para ter medo. É preciso saber que a chance de cura do câncer é muito grande na maioria dos casos e, para que isso possa acontecer, é preciso descobrir cedo. Conheça seu corpo e a qualquer mudança, fale com um médico”, finaliza.
FONTE: Bolsa de Mulher
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