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Como melhorar o desempenho sexual de homens e mulheres sem uso de medicamentos ou cirurgias - Cesar Camara

14 de dezembro de 2013 comente
A disfunção erétil é uma importante causa de diminuição da qualidade de vida dos homens, sendo caracterizada pela impossibilidade de iniciar ou manter ereções suficientes para iniciar uma relação sexual. É uma condição tão presente nos homens que se estima que em 2025 existam cerca de 322 milhões de homens com esse tipo de problema, agravado por baixa autoestima e dificuldade em iniciar relacionamentos interpessoais positivos. Muito se fala dos problemas masculinos, mas as mulheres também podem sofrer com disfunções sexuais como diminuição do desejo, dores, disfunções do orgasmo e dificuldades específicas durante a relação propriamente dita. 

Essa importante questão da vida das mulheres foi levantada por um estudo americano de 1999, no qual mais de 20% das mulheres procuravam auxílio médico por problemas de ordem sexual. Recentemente esse número foi confirmado por um grande estudo global que avaliou diversos aspectos da vida de homens e mulheres com idades entre 40 e 80 anos. 

 A despeito das doenças que furtivamente nos acometem ou de acidentes que não podemos prever e que provocam problemas de ordem sexual, é sabido que um estilo de vida saudável está associado a um risco relevantemente diminuído para o desenvolvimento de disfunções sexuais. Dessa forma, o que podemos fazer para melhorarmos nossa qualidade de vida em geral e ao mesmo tempo melhorarmos a vida sexual de homens e mulheres? A resposta está no cuidado com essencialmente de quatro fatores: o peso, a atividade física, álcool com moderação e o cultivo de alguns hábitos alimentares específicos. 

Estudos bem conduzidos têm demonstrado que o sobrepeso ou a obesidade possuem importante papel no desenvolvimento de disfunção erétil. Homens nessas condições possuem 70% a 96% mais chances de desenvolverem alguma disfunção, seja ela erétil ou diminuição da qualidade das relações ou da satisfação com elas. Em relação à atividade física, há comprovadamente um efeito protetor envolvido. Homens com atividade regular e acima da média para sua idade possuem risco 30% menor para o desenvolvimento de disfunção erétil em relação aos sedentários. 

 Por outro lado, assistir televisão por mais de 20 horas por semana (um marcador de sedentarismo) corresponde a um risco de 20% de desenvolvimento de disfunção erétil. Com respeito as mulheres, realizar exercícios físicos com regularidade aumenta a atividade sexual em até 80% quando comparamos mulheres com alta e baixa atividade física. E mais uma vez comprovando a importância da atividade física, está provado que após a menopausa, a realização de atividade física regular é um fator extremamente relevante associado à satisfação sexual feminina nessa fase. 

 O tabagismo é um fator de risco consolidado para o desenvolvimento de disfunção erétil em tabagistas e em fumantes passivos, com 40% de chance de problemas para os primeiros e 10% para os últimos. Para as mulheres, contudo, há ao menos um grande estudo que não encontrou relação direta do tabagismo e problemas de ordem sexual. Os hábitos alimentares também são importantes e devem ser considerados concomitantemente às medidas de controle de peso e de atividade física. Também é sabido que as pessoas com disfunção erétil desenvolveram problemas vasculares decorrentes da aterosclerose, um problema sistêmico e que também afeta as nossas coronárias, os vasos que irrigam nosso coração. 

Assim, é razoável assumirmos que medidas que colaborem com a melhora ou prevenção das doenças cardiológicas, também atuem de maneira positiva das doenças relacionadas à sexualidade. Uma dieta saudável e que contribua para prevenção de diabetes, hipertensão, sobrepeso e hipercolesterolemia (todos também fatores de risco cardiovasculares), é parte racional da avaliação do homem com disfunção erétil conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde. Dessa forma e considerando todos os importantes fatores relacionados a disfunção sexual que podem ser modificados sem uso de medicamentos, pode-se recomendar: 
1. Atividade física regular. Preferencialmente todos os dias por um período de 30 min.
2. Não fumar ou entrar em um programa para parar. Os cardiologistas possuem muitas ferramentas para ajudar quem deseja interromper o vício 
3. Não engordar. Se já estiver acima do peso tentar manter o foco em perdas de apenas 5% com auxilio de alimentação e exercícios. Após perder 5% do peso, iniciar um novo programa para perder mais 5%, e assim por diante até chegar ao seu peso ideal. 
4. Procurar alimentação saudável, com muitas frutas e pouca carne. Evite pratos com porções grandes, não faça refeições grandes com grande quantidade de calorias de uma só vez, evite os refrigerantes e outras bebidas adocicadas e fuja do fast-food e dos salgadinhos. 
5. Praticar bastante!

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