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Alzheimer: Diagnóstico é essencial - Atitude positiva diante da vida e diagnóstico precoce são vitais para a prevenção.

28 de julho de 2009 1 comentário
LONGEVIDADE
Existe a crença de que com a chegada da idade mais avançada é natural que o idoso comece a ficar mais esquecido. No entanto, nem sempre os problemas de memória fazem parte do processo de envelhecimento. Pensamentos confusos, desorientação em relação ao tempo podem ser os primeiros sinais da doença de Alzheimer, que destrói os neurônios de forma progressiva. O diagnóstico precoce pode aumentar as chances do controle da doença, possibilitando ao paciente e aos familiares mais qualidade de vida e menos sofrimento.

Quais os sintomas iniciais do Alzheirmer?

Os principais sintomas são alteração da memória recente, confusão em relação aos próprios hábitos como dificuldades em realizar atividades diárias e problemas comportamentais (ansiedade e depressão).Tudo isso alterando a funcionalidade da pessoa. Como são sintomas insidiosos, os quais a própria pessoa não percebe, é importante que os familiares ou pessoas próximas que convivem intimamente possam ajudar a identificar os sinais.

Existem formas prevenção para o Alzheimer?

A doença de Alzheimer não tem cura, mas já se conhece alguns fatores de risco como obesidade, vida sedentária, ansiedade excessiva, pressão arterial elevada e alterações do metabolismo (gorduras, açúcar), sendo muito importante manter sob controle. O mais importante para a prevenção do Alzheimer é manter o funcionamento cerebral com novos aprendizados e mantendo-se sempre ocupado. Não se deve nunca aposentar o cérebro.

Qual a importância do diagnóstico precoce?

Quanto mais tempo se leva para diagnosticar mais tecido cerebral é comprometido. Quanto mais a doença evolui, mais alterações cognitivas se instalam, a exemplo da alteração de memória, concentração e da capacidade executiva, afetando a funcionalidade e o comportamento como um todo. Ao descobrir a doença mais cedo é possível desacelerar seu avanço usando recursos medicamentosos ou não. Essas são atividades de orientação cognitiva com o uso racional do cérebro, treinamentos de memória, repetição de atividades intelectuais anteriores, orientação sobre a realidade, validação dos aprendizados anteriores, orientação nutricional, física e psicológica.

As causas do Alzheimer já são conhecidas?

Não conhecemos ainda as causas da doença, mas os mecanismos já são conhecidos pela ciência. No entanto, podemos atuar nos conhecidos fatores de risco. Em dois deles não podemos atuar: a idade e a própria hereditariedade. Além de impedir os fatores de risco cardiovasculares e cerebrais, deve-se evitar o isolamento social. Ao longo da vida é importante tratar os estados depressivos e de ansiedade.

De que forma o indivíduo pode diferenciar um esquecimento dos sintomas do Alzheimer?

O esquecimento é normal em qualquer idade em função da ansiedade do excesso de tarefas. Porém, pode ser sintoma do Alzheimer quando o esquecimento é progressivo e a pessoa tem dificuldade em realizar atividades diárias, ou seja, quando interferem em seu desempenho.

A doença possui um perfil definido? A prevalência acontece principalmente a partir de qual idade?

Atinge aos dois sexos. Porém, como as mulheres vivem mais, a frequência maior é justamente nesta população. Estima-se que 7% da população mundial acima de 60 anos sofram de demência. Dessas, 40% a 70% podem ter Alzheimer.

Quais os tratamentos disponíveis? E quanto aos tratamentos não convencionais (terapias complementares)?

Existem dois tipos de tratamento medicamentoso: o uso de inibidores da acetilcolinesterase (fase leve, moderada e avançada) e bloqueadores glutamatergicos (fase moderadamente avançada e/ou avançada). Esses dois grupos podem ser combinados na fase moderadamente avançada e avançada. Entre os inibidores da acetilcolinesterase estão: donepezil, rivastigmina e galantamina, todos de administração via oral. Porém, a rivastigmina pode ser utilizada também na versão transdérmica, que apresenta vantagens com relação à certeza de aplicação, ausência de efeitos colaterais do aparelho digestivo e uma maior facilidade de aplicação. O tratamento sem uso de medicamentos envolve a orientação nutricional, psicológica e atividades cognitivas. Importante: as atividades devem ser adaptadas de acordo com o cotidiano de cada paciente.

Existem dados estatísticos disponíveis sobre a incidência do Alzheimer (no Brasil e em outros países)?

Estima-se que no Brasil, cerca de 800 mil a 1,2 milhão de pessoas tenham algum tipo de demência. Entre elas, cerca de 40% a 70% possivelmente apresentam Alzheimer.

Quais as recomendações para que os familiares de idosos possam identificar o problema com maior rapidez e precisão?

Principalmente quando a pessoa apresenta perda progressiva de memória aliada a dificuldades no cotidiano de maneira geral. Atenção especial para a dificuldade de memória em relação a um período anterior de sua vida.

Uma das características do envelhecimento é a perda de nutrientes. Qual a importância da alimentação, principalmente a ingestão de cálcio e zinco?

Todos os nutrientes são importantes, como o magnésio, fosfatos e todos os oligoelementos para manter a homeostase do organismo. Em condições normais, não há necessidade de suplementação medicamentosa.

Como é possível desfrutar desta fase da vida com saúde?

Mantendo uma continuidade da vida, especialmente a busca da felicidade. É importante valorizar os aspectos físico, psicológico e espiritual. Continuar sonhando e fazendo planos é fundamental.

PRINCIPAIS SINTOMAS

  • Perda de memória recente costuma ser o primeiro sintoma na maioria dos casos;
  • Dificuldade de planejamento;
  • Dificuldade para realizar atividades rotineiras;
  • Depressão;
  • Raciocínio, juízo e crítica são tarefas particularmente difíceis;
  • Desorientação de tempo e espaço;
  • Apatia sem motivo aparente;
  • Agitação, ansiedade, inquietação e agressividade costumam acontecer na maioria das vezes no final do dia;
  • Problemas de sono, troca do dia pela noite;
  • Delírios, pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição e roubo;
  • Problemas motores, dificuldade de locomoção;
  • Perda de controle das necessidades fisiológicas;
  • Dificuldade de lembrar e reconhecer familiares e amigos;
  • O diagnóstico é feito pela identificação do quadro clínico do paciente, assim como pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem);
Paulo Canineu, geriatra e gerontólogo, professor de Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-São Paulo) e membro da Associação Brasileira de Alzheimer ABRAz

Atendimento na ABRAz - 0800-55-1906 de 2a. à 6a. das 09h às 17h.
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1 comentários:

Anônimo disse...

oi gostei e gostaria de receber essas informações em meu e-mail

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