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Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave

2 de fevereiro de 2010 comente
Dizer que um fato, ou pessoa é "difícil de engolir" normal... isso pode ser administrado sem exames ou consultas, mas, para aqueles que dizem que não "engolem sapos de jeito nenhum" é aconselhável uma consultinha ao terapeuta, porém em se tratando de alimentos ou líquidos, convém ficar atento, vejam o que diz o especialista.

A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada. “Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério”, aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).


Bol_2680_bExames regulares para fumantes, alcóolatras e quem sofreu agressões no esôfago

A disfagia – dificuldade de engolir – é um sintoma comum em doenças graves como “megaesôfago” e “câncer de esôfago”. Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio a esses males. “Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou”, alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.

Os tumores epidermóide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago) quando diagnosticados tem alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%. Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento. “Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia), mas para oferecermos essa operação é fundamental diagnosticarmos a doença em estágio menos avançado”, informa Rubens Sallum.

No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago – que funciona como um esfíncter que abre e fecha – para de abrir normalmente impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das conseqüências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.

O especialista do HCFMUSP alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

Mais informações: (11) 3069-6694 / 7053; e-mail reportagem@hcnet.usp.br





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