1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Uma em cada quatro decisões relacionadas ao idoso no fim da vida precisa ser tomada por terceiros

28 de janeiro de 2012 comente

Um número significativo de idosos – mais de um em cada quatro – eventualmente precisa de alguém para tomar, no final da vida, as decisões sobre seus cuidados médicos. A informação é de um estudo –Advance Directives and Outcomes of Surrogate Decision Making before Death– publicado no The New England Journal of Medicine. 
Segundo a autora da pesquisa, Maria Silveira, da Universidade de Michigan, os resultados ilustram o valor das pessoas registrarem seus desejos em vida e de designarem alguém para tomar as decisões relativas ao seu tratamento médico. Este foi o primeiro registro de quanto os idosos realmente acabam precisando que outros tomem decisões médicas por eles. No estudo, aqueles que declararam suas preferências, em testamentos, ainda em vida, geralmente tiveram o tratamento que eles queriam. Os pesquisadores concluíram que as diretivas antecipadas de vontade – testamentos vitais e procurações para tomada de decisões no fim da vida – são “ferramentas importantes para a prestação de cuidados de acordo com os desejos dos pacientes.” 

O uso destas diretivas tem aumentado nos EUA, apesar do debate sobre sua eficácia. Nas duas últimas décadas, alguns hospitais e instituições de saúde já estão orientando o paciente a respeito destas medidas. Em muitos casos, as decisões de saúde – que, geralmente, envolvem o uso de máquinas de respiração ou tubos de alimentação – estão sendo tomadas de maneira conjunta, por idosos e familiares designados por eles mesmos. Durante a realização do estudo, os pesquisadores observaram como os idosos, muitas vezes, chegam a um ponto – geralmente por causa de demência, um derrame ou uma doença debilitante – onde eles não podem mais tomar as suas próprias decisões a respeito de sua saúde. O estudo analisou dados de 3.746 pessoas com 60 ou mais que morreram entre 2000 e 2006. A idade média dos participantes era de 80 anos. 

Cerca de 30% deste contingente precisou tomar uma decisão sobre seu tratamento, antes da morte, mas não podia mais fazer isto sozinho. Destes, cerca de dois terços tinham feito uma diretiva antecipada de vontade e contavam com parentes designados para decidir por eles. Depois que a pessoa morreu, os parentes foram entrevistados para saber se os desejos da pessoa foram cumpridos. A maioria relatou que os desejos tinham sido atendidos. Quase todos os pacientes desejavam cuidados paliativos e qualidade de vida no fim da vida, apenas 2% por cento solicitou “cuidados mais agressivos”.



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