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AZEITE - Colaboração texto e imagem do leitor do Blog Paulo Henrique Cestari ( 78 anos)

17 de junho de 2008 1 comentário

Origem

Na Grécia antiga já se falava das oliveiras. Contam eles que durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Possêidon teria, com um golpe de seu tridente, feito surgir um belo e forte cavalo. A Deusa Palas Atenas, teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Do outro lado do mediterrâneo, os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses fundadores de Roma viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.

O uso do azeite na Antiguidade

Na antiguidade o azeite de oliva extra-virgem não era considerado alimento, mas sim, era bem visto pelos seus poderes anti-séptico e a capacidade de impedir a passagem de ar. Era utilizado como conservante, como medicamento, como base de perfumes, cosméticos e, principalmente, como combustível para iluminação. A oliveira é originada do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Siria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do mediterrâneo.Ela surgiu no Mediterrâneo, provavelmente na ilha de Creta, no sul da Grécia.

Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões quando as pessoas untavam seus corpos com ele.

De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite com os negociantes da cidade de Tiro, os quais, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade.

A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deva ter ocorrido através dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.

Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Por todo o seu passado e sua relação com a cultura do azeite de oliva, hoje a Espanha é responsável por quase 70% de toda produção mundial. Esta é uma das principais razões da alta qualidade e do baixo preço do azeite de oliva espanhol.

1 comentários:

Paulo Cestari disse...

Dona Silvia, agradeço a publicação do meu texto na íntegra.

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