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Ouvidos atentos

6 de março de 2009 3 comentários


A perda auditiva pode acarretar a exclusão do meio social, mas algumas atitudes são capazes de minimizar esse quadro.


Os idosos enfrentam problemas particulares quando o assunto é o ouvido. Da mesma forma que o cabelo fica branco e a pele ganham marcas, o ouvido tem a sua degeneração natural. "Às vezes, a gente tem uma herança familiar. É comum em uma família todos terem uma tendência à perda de audição. Sessenta por cento dos idosos têm perda auditiva. Para que ele não tenha a redução das funções cognitivas, deve ser feito o quanto antes o diagnóstico e o uso do aparelho auditivo",

As conversas já não são claras, a televisão está sempre alta ou sempre baixa e falar ao telefone torna-se praticamente inviável. Some-se a isso o constrangimento de pedir para que uma frase seja repetida algumas vezes para ser apreendida. As dificuldades que se impõem a um idoso que sofre perda auditiva podem levar à exclusão da convivência social e acarretar outros problemas, como a depressão. No entanto, a família e o próprio idoso podem minimizar esse quadro e evitar o isolamento.



As conseqüências de uma perda auditiva, como a dificuldade de conviver socialmente, são agravadas pelo contexto de perdas concomitantes sofridas pelo idoso. "Ele perde, por exemplo, os ideais da juventude, que precisam ser revistos nessa época da vida. Perde também os laços de trabalho, que, para algumas pessoas, sustenta suas relações sociais. Desta forma, a perda auditiva poderá contribuir, em alguns casos, para o isolamento deste idoso", pontua Glória.

A a deficiência auditiva é a que mais causa o afastamento social, já que o idoso não consegue conversar com quem está ao seu redor. "E o diálogo é fundamental nesta fase da vida, já que isolar-se dos afetos pode levar à depressão", destaca. As relações familiares também podem ficar estremecidas, pois além de ser necessário um alto volume para ver televisão e ouvir rádio, muitas vezes falta paciência por parte de parentes e cuidadores para repetir o que está sendo falado.

"As pessoas próximas ao idoso podem utilizar outros meios de se comunicar com ele, como a escrita ou os gestos. Além disso, eles devem estimular o idoso a participar dos diálogos, pedir sua opinião e mostrar que, apesar da deficiência, ele pode estar conectado com o mundo", opina o geriatra Salo Buksman.

Aparelhos auditivos

"É preciso acabar com esse pré-conceito de que surdez é igual a velhice e que aparelho auditivo não funciona. Os aparelhos só não funcionam quando a pessoa vai comprar sem diagnóstico do médico. O mais importante é o paciente procurar um médico. O profissional vai indicar o melhor tratamento", aconselha a otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Mara Gândara. Mas todos têm direito ao aparelho? "Todo cidadão tem direto ao aparelho auditivo, mas para receber o produto o paciente precisa fazer o processo pelo SUS. Infelizmente, não há aparelhos disponíveis gratuitamente para todas as pessoas", lamenta a doutora.
"A prótese permite que este idoso retome o diálogo e participe dos meios sociais. Acho importante que os familiares acompanhem a colocação do aparelho para que compreendam melhor o problema e auxiliem o idoso a se adaptar a ouvir novamente, já que alguns sons ele poderá ter dificuldade em reconhecer".




Leitura: Ouvidos atentos, por: Glória Castilho Psicanalista Andrea Guedes - Psicóloga, Salo Buksman, Geriatra




3 comentários:

Cristiane A. Fetter disse...

Isso é importante ressaltar, até pq é o caminho que iremos percorrer.
Ficar atento aos cuidados e check-ups são importantes.
bjks

milton toshiba disse...

Falta de paciência com idoso, mais velho, mais sábio...

Falta de educação mesmo. Acho que o aparelho auditivo ajuda no conforto do idoso.

:)

Marilac disse...

Muito importante o alerta feito aqui,pois o isolamento social leva a depressão.E depressão como maltrata a pessoa e todos que a amam tb.
Meu pai esta com problema de audição,e já o convencemos ( ele tem um temperamento ) a ir ao medico para avaliação.
bjs
Marilac

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