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A terceira idade das ultramaratonas

16 de setembro de 2010 3 comentários
Todos os dias, às cinco horas da manhã, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, Tomiko Eguchi, de 60 anos, começa a suar seu uniforme de trabalho.

Shorts, camiseta, meias e tênis de corrida, instrumentos fundamentais para a auxiliar de enfermagem aposentada.Desde que deixou as seringas e os plantões noturnos nos hospitais, Tomiko investe nos treinos para ultramaratonas.

A atividade física, entretanto, demorou a ocupar espaço na rotina. Por orientação médica, ela deveria investir em alguma modalidade que lhe ajudasse a controlar o colesterol, doença herdada da família, e a osteoporose. Quatro anos se passaram sem que Tomiko fizesse algum movimento contra o sedentarismo.
Em março de 2002, após 30 dias de caminhadas intensas, a descendente de japoneses, estimulada por uma amiga, decidiu inscrever-se em uma maratona de 12 quilômetros.
“Na época, consegui fazer apenas metade da prova em 30 minutos. Foi o que agüentei.”

De lá pra cá, são quase 200 maratonas e mais de 50 troféus. Dedicada, ela revela que treina duas horas por dia, todas as manhãs. Aos finais de semana, a intensidade triplica. “Chego a correr oito horas, aos sábados e domingos, quando estou me preparando para competir. Em uma competição, já corri 48 horas e 14 minutos, parando apenas para um lanchinho”, diverte-se ela.

A simples recomendação médica, ao longo dos anos, rendeu à atleta – além de prêmios e um corpo enxuto – fôlego, força, equilíbrio e qualidade de vida incompatíveis com o perfil traçado pelo senso comum para as senhoras da terceira idade. Tomiko tem uma verdadeira predileção por ultramaratonas. O objetivo, além do condicionamento, é o desafio.

“Gosto de aventuras, superar limites. Na minha idade não conseguimos evoluir em velocidade, mas em resistência. Esse é o desafio.”

Raimundo de Santana Santos é instrutor de Tomiko há mais de quatro anos. Na opinião do professor, a aluna é capaz de deixar muita jovem de 20 anos a quilômetros de distância. Os cuidados, porém, são maiores. Para que a atleta tenha condicionamento físico, Santos investe na musculação e no alongamento. Além disso, a aposentada repete, duas vezes ao ano, todos os exames de rotina. Um check up completo.


Sinta-se em casa e deixe seu comentário.

3 comentários:

Nilce disse...

Oi, Silvia

Que exemplo essa mulher.
Ai, e eu precisando e não conseguindo, apenas caminhar...

Bjs no coração!

Nilce

welze disse...

que coisa mais linda. que exemplo!

Lu Soua Brito disse...

Silvia, tudo bem?

Aqui no meu bairro tem uma senhora assim. Não sei se ela participa dessas super maratonas, mas todos od dias faça sol ou faça chuva, a encontro bem cedinho correndo (e quando a vejo já está suada), ahah.
Um grande exemplo, com certeza. Exercicio físico muda a nossa vida - nossa alimentação. Nos deixa mais consciente sobre nosso corpo.
A menos de 2 meses longe dos exercicios (a academia que frequentava mudou de endereço e a mais proxima nao cabe no meu orçamento) e já senti o efeito da falta de exercio regularmente.
Atividade física é sempre e para sempre!!!!

** Já estou bem melhor viu? Obrigada

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