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Educação Nutricional Para Idosos

20 de outubro de 2010 comente

 clip_image003Em 2025, haverá, no mundo, mais de 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, e no Brasil a estimativa é de que, nesse mesmo ano, 34 milhões de pessoas serão idosas..

Todos esses dados nos levam a pensar na importância da qualidade de vida para essa população que enfrenta modificações em sua saúde física, com alterações fisiológicas naturais do envelhecimento, como diminuição da mobilidade, aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e doenças cardiovasculares, diminuição da autonomia e da necessidade energética, além da perda de dentes, dificuldades na deglutição, diminuição do paladar, olfato e apetite, que podem causar sérios problemas nutricionais quando não acompanhados com cuidado.
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Para que esses idosos possam envelhecer e viver com saúde e evitar carências nutricionais que possam levar a maiores conseqüências em sua saúde e qualidade de vida, a educação nutricional é de extrema importância, trabalhando principalmente nos aspectos que podem causar maiores riscos à saúde desses idosos. Para que ela seja efetiva, o acompanhamento por parte da família e dos cuidadores se torna fundamental.
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Vários estudos comprovam que a educação nutricional para idosos é capaz de prevenir deficiências e doenças, além de gerar mudanças biopsicossociais satisfatórias nestas pessoas.
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E como é feita essa educação nutricional? Em primeiro lugar é importante que cuidadores e a família tenham sensibilidade em perceber quais são as dificuldades apresentadas pelo idoso ao se alimentar. Devido ao risco aumentado ou até mesmo o desenvolvimento de hipertensão, diabetes ou outras doenças cardiovasculares que são mais comuns nessa faixa etária, é importante evitar alimentos com excesso de sal ou temperos com elevado teor de sódio.

O idoso apresenta uma leve inapetência que pode ser causada pela perda parcial do paladar, e nesses casos é importante trabalhar com ervas frescas ou secas naturais, temperos naturais como alho, cebola, açafrão, gengibre, limão, e ervas aromáticas.

Evitar o consumo excessivo de açúcar estimulando o consumo de frutas in natura e adequadas à capacidade de mastigação e deglutição. Modificações na consistência desses alimentos tem se tornado uma prática eficaz, como cozinhar ou assar frutas com especiarias, como canela e cravo, que dão a sensação de estar ingerindo alguma preparação doce.

Oferecer hortaliças cozidas é uma estratégia eficaz para se aumentar o consumo de fibras.
Oferecer vitaminas e alimentos líquidos com maior consistência também auxilia o idoso na deglutição,
elevando ao aumento do consumo alimentar para aqueles que estão com alguma dificuldade em se alimentar.

É importante sempre se lembrar que o consumo de gorduras e açúcares simples deve ser reduzido e deve haver estimulo ao consumo de frutas, hortaliças, fibras, água, carboidratos, proteínas e gorduras benéficas através de alimentos coloridos, de boa aparência, aroma e sabor, e com refeições feitas em lugares tranqüilos e com calma.
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Além disso, estimular o idoso a participar do processo de preparo de suas refeições auxilia no estimulo e aumento do interesse pela refeição, além de gerar conhecimento sobre os alimentos, sua forma de preparo e os benefícios que eles podem causar. Dessa forma, oficinas que ensinam preparações com baixo custo e elevado valor nutricional adaptadas às pessoas dessa idade também são uma estratégia eficaz na educação nutricional, levando a momentos de prazer e autoconhecimento através de práticas simples como degustação e discussão dessas receitas e seus benefícios.
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Quando se trata de idosos, o mais importante é se lembrar que o principal foco do trabalho deve ser no aumento da qualidade de vida, saúde e bem estar dessas pessoas, para que elas possam usufruir sua velhice com alegria, vigor e disposição. Nesse aspecto, a nutrição tem um papel fundamental no prolongamento de uma vida saudável, pois colabora na prevenção de doenças e aumento da saúde, além do prazer, conforto, bem-estar e equilíbrio.

Fonte: Nutricionista Jamila Vital 


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