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Cuidado com alimentação deve ser redobrado na terceira idade

30 de abril de 2014 comente
Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar naturalmente algumas mudanças que, muitas vezes, as pessoas demoram a perceber, mas que podem interferir na alimentação. Segundo Dr. Mauro Scharf, as alterações naturais nos mecanismos de defesa do organismo ou dificuldades no processo de mastigação e deglutição podem tornar a pessoa idosa mais suscetível a complicações decorrentes do consumo de alimentos. “Todos estes fatores reforçam a necessidade de tomar cuidados diários para preparar refeições saudáveis e balanceadas”, afirma.

Uma dica é estar atento às informações do rótulo do alimento. “O ato de conferir a fabricação da comida é ideal para identificar produtos específicos para a terceira idade, conhecer melhor a composição nutricional dos produtos, identificar os seus ingredientes, obter informação quanto à forma de conservação e preparar o alimento adequadamente”, declara. De acordo com Scharf, uma leitura atenta permite verificar se há, entre os ingredientes, sal (sódio), açúcar, gorduras, glúten, bem como a quantidade de calorias e nutrientes presentes em cada porção, a composição nutricional de produtos diet e light, entre outras informações.

Ao preparar as refeições, algumas medidas especiais são necessárias para atender os princípios de uma alimentação saudável. Confira algumas dicas elencadas pelo médico:

Evite gordura: dar preferência a alimentos menos gordurosos, optar por leite e derivados com menor teor de gordura, remover as gorduras visíveis das carnes e usar óleos vegetais para cozinhar os alimentos. Outra dica é não abusar da adição de açúcar, sal e pimenta, nem do uso de enlatados, embutidos e doces.

Varie o cardápio: Variar os alimentos que compõem o cardápio, incluindo alimentos regionais e de safra, e a forma de prepará-los (cozinhar, assar e grelhar, usar diferentes cortes para frutas, legumes, verduras e carnes).

Não cozinhe demais o alimento: É importante também não acrescentar muita água ao cozimento e evitar que os alimentos permaneçam cozinhando por muito tempo, o que poderia levar à perda de nutrientes.

Use cereais e frutas: Incentivar preparações com cereais integrais ou o uso de produtos feitos com farinha integral (pães, bolos etc.). Outros alimentos ricos em fibras (frutas, legumes e verduras) devem ser utilizados no cardápio. A dica é apostar em receitas que favoreçam o consumo de frutas, legumes e verduras, combinando esses itens, por exemplo, nas saladas.

Pense em quem vai comer a refeição: a forma de preparo, a consistência, a textura, o tamanho dos alimentos e a quantidade que é levada à boca devem ser adaptados ao grau de limitação apresentado pela pessoa. Nesses casos, moer, ralar, picar em pedaços menores podem ser alternativas viáveis para facilitar o planejamento das refeições e o consumo, evitando a recusa da refeição e complicações como engasgo, aspiração ou asfixia durante a ingestão dos alimentos.

Planeje a refeição: Um bom planejamento das refeições do dia pode favorecer o fornecimento adequado de nutrientes ao corpo e manter o peso saudável, por meio de uma alimentação acessível e segura. Se houver necessidade, o nutricionista é o profissional indicado para organizar o cardápio ideal.

FONTE: Mauro Scharf, endocrinologista e diretor médico do Laboratório Frischmann Aisengart
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