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Dia Nacional de combate à diabetes, mitos e verdades.

26 de junho de 2014 comente
Atualmente, cerca de 382 milhões de pessoas adultas no mundo, número maior que toda a população brasileira, sofre de diabetes de acordo com a estimativa da Federação Internacional de Diabetes (IDF na sigla em inglês).

O cenário preocupante levou à criação do Dia Nacional do Combate ao Diabetes, no dia 26 de junho, com o objetivo de alertar a todos sobre essa epidemia silenciosa. Destes afetados, 11,9 milhões estão no Brasil e possuem algum dos tipos da doença: tipo 1 ou 2, sendo o segundo o mais comum. Não bastasse a grande quantidade de doentes em nossa população, dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que 60% destes indivíduos não sabem da própria situação. Um desconhecimento perigoso que coloca em risco a saúde e o bem-estar de muitos brasileiros.

Para acabar com as dúvidas sobre a doença e alguns mitos que a permeiam, a médica endocrinologista Dra. Ana Cláudia Pinto, doutorada pela Unifesp e atual diretora da AxisMed, a maior empresa de gestão de saúde preventiva no Brasil, esclarece as perguntas mais frequentes.

Excesso de consumo de doces causa diabetes?

Mito: O que pode causar diabetes é o sobrepeso ou obesidade que pode ser resultado de uma vida sedentária associada à alimentação inadequada e a influência de componentes genéticos. Doces não causam diabetes, mas podem levar ao ganho de peso, e este é um fator de risco para o desenvolvimento do tipo 2 da doença.

Diabetes mata?

Verdade: Algumas pessoas confundem os avanços no tratamento e monitoramento da diabetes como um sinal de que se trata de uma doença crônica não mortal. Isso é um grande engano e, sem tratamento, pode levar à morte dos pacientes com tipo 2 e, quase certamente, levará ao óbito dos que têm o tipo 1.

Diabetes é hereditário?

Verdade: A carga genética pode ser uma condicionante para o desenvolvimento da doença. Na diabetes de tipo 2 é mais comum associado aos fatores de risco onde a maioria dos pacientes apresenta sobrepeso e obesidade. No caso do tipo 1, pode ocorrer a forma idiopática ou espontânea que é minoria ou a forma autoimune e associação a alguns genes. 

Diabetes pode causar cegueira e impotência?

Verdade: Como a doença causa danos ao sistema circulatório, ela pode levar a problemas nos vasos da região peniana e/ou nos da retina. O resultado é dificuldade em encher o pênis de sangue e o crescimento dos vasos da retina, situação potencial para que ocorram sangramentos. Há, ainda, a possibilidade dessa situação de crescimento anormal dos vasos causar o descolamento da retina.

Diabetes é contagiosa?

Mito: O diabetes é uma doença crônica que ocorre devido a uma disfunção metabólica gerada pela deficiência ou defeitos na ação e secreção da  insulina – hormônio produzido pelo pâncreas – no organismo e que pode ser resultado de fatores genéticos, como nos casos do tipo 1, ou devido a maus hábitos como dieta desequilibrada e sedentarismo que causem aumento de peso. Ou seja, é uma doença desenvolvida e não transmitida.

Atividade física ajuda no controle da diabetes?

Verdade: Quando se faz exercícios, há uma melhora nos níveis de glicemia no corpo devido ao aumento da sensibilidade dos tecidos em relação à insulina, aumentando a captação de glicose nos músculos e redução da glicemia no sangue. Além disso, se forem regulares (o indicado) estas atividades físicas levam à perda de peso, o que ajuda a controlar a doença, mas é essencial conversar com o seu médico antes de iniciar a prática de exercícios.

Insulina é indispensável para todo o diabético?

Mito: Só os diabéticos do tipo 1 precisam deste hormônio, já que não o produzem naturalmente. Já os do tipo 2, que perfazem 90% dos casos, dificilmente precisarão utilizar a insulina se fizerem adequadamente o tratamento, com exercícios, monitoramento do índice glicêmico e alimentação regrada e balanceada. Mas para isso, o ideal é que a doença seja identificada ainda no início e tratada com rigor e seriedade.

Cirurgia de redução de estômago/intestino curam diabetes?

Mito: Quem passa por esses procedimentos obtém melhora nos níveis de glicemia e perda de peso, o que ajuda no controle da diabetes, mas se voltar a engordar, a doença retorna.

Diabetes tem sintomas?

Verdade: Cerca 50% dos diabéticos desconhecem a patologia por ser pouco sintomática, sendo os principais sintomas: urinar excessivamente, inclusive no meio da noite; sede excessiva; aumento do apetite; perda de peso – nos obesos a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva; cansaço excessivo; vista embaçada ou turvação visual e infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele.

No diabetes tipo 2 estes sintomas quando presentes se instalam de maneira gradativa e muitas vezes podem não ser percebidos pelas pessoas. Ao contrário no diabetes tipo 1 os sintomas se instalam rapidamente, especialmente, urinar de maneira excessiva, sede excessiva e emagrecimento. Quando o diagnóstico não é feito aos primeiros sintomas os portadores de diabetes tipo 1 podem até entrar em coma, ou seja perder a consciência, uma situação de emergência e grave. Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado imediatamente para realização de exames que esclarecerão o diagnóstico.

Diabetes tem prevenção?

Verdade: Para as pessoas propensas a adquirirem diabetes, elas podem se prevenir com uma alimentação adequada, sem gorduras e com muitas fibras; com atividade física regular e fazendo exames regulares de níveis de glicose.

As principais ações de prevenção primária, que protegem pessoas suscetíveis a desenvolver diabetes, podem reduzir ou até mesmo retardar o desenvolvimento da doença e reduzem a incidência de diabetes tipo 2. Estão relacionadas ao estilo de vida com foco na alimentação saudável e prática regular de atividade física. Já as intervenções no controle da obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia e sedentarismos além de prevenir o surgimento de diabetes também contribuem na prevenção de doenças cardiovasculares.  

FONTE: Ana Cláudia de Assis Rocha Pinto é médica com especialização em Endocrinologia, doutorado em Medicina pela UNIFESP e MBA Executivo pelo IBMEC-SP. Especialista em Gestão de Qualidade de Vida no trabalho pela FIA-USP, com experiência em Prevenção e Promoção à Saúde. Professora responsável pela Disciplina de Prevenção de Doenças Crônicas do MBA Gestão de Programas de Promoção de Saúde e Qualidade de Vida, do Centro Universitário São Camilo. Conta com várias publicações científicas, larga experiência em operadoras de saúde e consultorias onde assumiu cargos de liderança e direção. Tem experiência como palestrante nacional e internacional. É Coordenadora Técnica do Grupo de Inovação em Gestão de Saúde da ABRH. Atualmente faz parte do quadro de diretores da AxisMed, maior empresa de Gestão de Saúde Populacional do Brasil.
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