1.o Colocado "LONGEVIDADE HISTÓRIAS DE VIDA BRADESCO SEGUROS" 2012

Para reflexão e atitude!

5 de junho de 2009 comente


LONGEVIDADE
Hoje em dia, os assuntos mais em pauta em todas as mídias mundiais são a conservação do meio ambiente, aquecimento global e conscientização. Mas será que estamos mesmo conscientizados?

Vemos reuniões governamentais, milhões de "ONGs" sendo criadas em nome do nosso meio-ambiente, campanhas para salvar a Amazônia...de uma forma geral, várias atividades estão sendo iniciadas e muito se fala e se discute sobre o assunto. E a maior ordem: Reciclar!

Mas e no seu dia a dia? O que você efetivamente transporta do que vê nos telejornais para a sua vida real?

O seu tempo no banho, tem sido mais curto?...o lixo produzido na sua casa, tem sido devidamente selecionado?...você ensina o que devemos plantar, cultivar e o que é cuidar para os seus filhos?...ou apenas espera que a escola "cumpra" com o papel dela?

No dia escolhido para ser "do meio-ambiente", muito temos que nos perguntar e muito mais a nos conscientizar.

Como você tem cuidado do seu carro? Pesquisas do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP mostraram que cerca de 10% das mortes de idosos, 7% da mortalidade infantil e 20% das internações de crianças por doenças respiratórias estão relacionadas à poluição ambiental.

A Inspeção Veicular é fator determinante para o efetivo controle dessa poluição. Segundo dados do DETRAN-SP, 42% dos veículos com placa final 1 NÃO fizeram a vistoria no prazo e estão com o licenciamento bloqueado. Isso trocado em miúdos e informado pela Prefeitura de SP, significa que cerca de 55 mil veículos deixaram de lado a tal "conscientização".

Ou seja...onde está a prática? Onde está o exemplo?

Fazer a sua parte para o meio-ambiente não é apenas colaborar com a coleta seletiva do seu bairro. Essa é apenas a "ponta do imenso iceberg".

Fazer parte do meio-ambiente é acima de tudo, mudar velhos hábitos, instaurar novos padrões, tomar partido, se posicionar, cumprir LEIS. É saber que você é parte de um planeta que será do seus filhos, netos, bisnetos, etc, etc, etc...e que a herança que você pode deixar, é muito mais do que uma simples declaração de bens.

Fonte: Revista Meio Filtrante



Agradando a si mesmo.

1 comentário
LONGEVIDADE
Hoje vou contar a história de três filhos que ficaram multimilionários e queriam agradar sua octogenária mãezinha que faria aniversário no mês seguinte.

Após uma reunião de familia para organizar uma festa, cada um teve uma grande idéia, mas não quiseram compartilhar um com o outro, pois cada um queria dar-lhe o melhor presente, valorizando o esforço e dedicação que sua Mãe teve para cria-los dando lhes condições de agora serem bem sucedidos na vida e na sociedade.

O primeiro, decidiu comprar-lhe uma grande mansão, substituindo aquela casinha humilde que eles moravam desde criança, então buscou nas imobiliárias a melhor casa da cidade, a comprou e contratou um mordomo e empregados para cuidar da casa, porque afinal de contas sua mãe merecia muito mais.

O segundo, decidiu comprar-lhe uma limusine, com um motorista, para que pudesse levar sua mãe onde quer que ela quisesse ir.

O terceiro, foi um pouco mais além, não queria dar-lhe simplesmente um bem material, conhecendo bem a sua mãe, sabendo que ela era muito religiosa, rezava sempre, gostava muito de ler a palavra de Deus e com a idade avançada isto se tornara muito difícil para ela.
Ele havia ouvido falar que existia uma ave raríssima, “Um Papagaio Marrom”, que fora treinado por uns Monges Beneditinos que moravam num convento no alto de uma montanha e que esse famoso Papagaio Marrom sabia recitar a bíblia todinha de cor e salteado, era só dizer o capitúlo que ele recitava versículo por versículo. Moveu mundos e fundos e se encheu de explicações e justificativas e foi buscar a tal ave maravilhosa.
Lá chegando, se ofereceu para comprar o bichinho falador e estava disposto a pagar uma quantia generosa por ele, depois explicou seus grandes motivos, dizendo que sua mãe já estava velhinha, amava muito a Deus, foi fiel sua vida toda, já estava quase morrendo e blá … blá… blá…, Os Monges não queriam vender o Papagaio, diziam eles ser uma ave raríssima, que o amavam muito, levara anos treinando-o para que decorasse toda a biblia e que lhes faria muita falta agora que já se haviam apegado a ele, que era como uma pessoa que fazia parte da família, e blá… blá… blá…, realmente deu muito trabalho convencer aqueles monges, mas ele conseguiu. Trouxe então o bichinho falador, experimentando seus dotes e já o treinando para dar uma linda mensagem para sua mãe.

No dia do aniversário, toda os parentes e amigos estiveram presentes, uma grande festa, com banquete, missa, orquestra, homenagens e etc… cada um ofereceu seu lindo presente, se encheram de orgulho com a alegria de sua Mãe, mais o dia foi cheio, muitas tarefas, muitos parentes e amigos para conversar e depois deixaram sua mãe descansar.

Na semana seguinte retornaram, para saber o que sua mãe havia achado dos maravilhosos presentes, e lhe perguntaram.

E aí mãezinha, o que achou do meu presente ?

Milton, meu filho você gastou muito dinheiro, comprando esta casa enorme, muitos quartos, muitos empregados, isto dá muito trabalho… Para uma velhinha que mal anda do quarto para a sala. Achei muito bom, mas vou preferir morar em minha casinha mesmo.

Marvim, meu filho, para que aquele carrão, com aquele motorista paralisado, parece mais uma estátua de pedra. Já não tenho mais aonde ir, meus parentes e amigos já morreram quase todos e toda vez que preciso vocês me atendem, com carinho, dispensei o motorista e não vou usar aquele carro que só dará despesas.

Melvim, meu filho seu presente realmente foi maravilhoso, você me conhece bem e soube escolher exatamente o que eu mais gosto, já hávia muito tempo que não ganhava um presente tão bom como este, nunca comi um caldinho de frango tão gostoso como o daquele franguinho marrom.

Colaboração da Fátima do blog : Viver é afinar o instrumento

longevidade

Violência contra o idoso(a) Parte 2

4 comentários
LONGEVIDADE
Denuncie a violência

“Para denunciar é muito simples. A pessoa pode realizar a denúncia pelo telefone 181 do disque-denúncia ou se dirigir a uma delegacia especializada ou qualquer distrito policial. Em nenhuma dessas opções há risco de revelação da identidade do denunciante, caso ele queira manter-se em sigilo”, explica o delegado Cosmo Stikovics Filho, titular da Delegacia do Idoso, em São Paulo.

“Não é necessário que a vítima esteja presente, nem que o denunciante apresente nenhuma prova, pois será a Polícia quem realizará a investigação. As provas devem ser colhidas se a policia presenciar o fato denunciado, ouvindo o idoso, por perícia, para verificar as condições de higiene e alimentação, ou por qualquer detalhe que ofereça a denúncia.

A maior parte das infrações penais previstas na lei 10741/03 resultam em TC (Termo Circunstanciado), que impõe pena de multa ou restrição dos direitos e das visitas, e prestação de serviços. Algumas resultam em autos de prisão, em flagrante e inquéritos policiais que podem levar a uma infração mais grave com pena de detenção”, esclarece o delegado Cosmo Stikovics Filho.

Como prevenir a violência contra o idoso?

A prevenção tem como principal objetivo evitar as diversas manifestações da violência contra o idoso, detectando situações e fatores de risco e a efetiva intervenção nas conseqüências.

Entre as diversas circunstâncias que podem favorecer a VCPI podemos destacar:

– A dependência (física, mental, afetiva, socioeconômica);
– Desestruturação das relações familiares;
– Existência de antecedentes de violência familiar;
– Isolamento social;
– Psicopatologia ou uso de dependências químicas (drogas e álcool);
– Relação desigual de poder entre a vítima e o agressor.

Além das situações anteriores, destacamos:

– Comportamento difícil do idoso;
– Alteração de sono ou incontinência fecal ou urinária que podem causar estresse muito grande no cuidador.

As dicas citadas acima não são fatores de acusações. Devemos analisá-las com cautela e cuidado. O propósito é para servir de alerta sobre a necessidade de prestar apoio ao idoso que se encontra em situação de risco.

Fonte

Violência contra o idoso(a) Parte 1

4 de junho de 2009 4 comentários
LONGEVIDADE

O tema da violência contra o idoso comporta uma complexidade muito grande, a começar pelo recente reconhecimento do fenômeno pela sociedade.

Para facilitar a compreensão dos diversos fatores que envolvem a violência contra o idoso, chamamos a atenção para os seguintes princípios orientadores

- Todo idoso, até que se prove o contrário, é competente para tomar decisões sobre a vida dele.

- Envelhecimento não é sinônimo da perda de autonomia. Entretanto, sabemos que a presença da violência pode promover o medo e inibir a capacidade de decisão do idoso.

Em alguns casos, a avaliação profissional, a partir da situação apresentada, nos levará à conclusão de que existe a violência contra o idoso, mas ele mesmo não tem a percepção de que esteja acontecendo. Essas situações exigem do profissional maior cuidado e prudência.

– Prevenção deve ser a palavra-chave.

- É preciso investir numa cultura que ofereça atitudes positivas na sociedade sobre a velhice e envelhecimento.

- Para a detecção da violência é indispensável a prontidão e atenção para identificar os sinais de alerta.

Quando se caracteriza violência

São muitos os termos utilizados para definir o que é a violência contra o idoso. São exemplos: maus tratos, abuso, negligência, omissão, abandono, etc.. Usaremos a expressão Violência contra a Pessoa Idosa (VCPI).

• Violência Física: é o uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar dor, incapacidade ou morte.

• Violência Psicológica: corresponde a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar do convívio social.
• Violência Sexual: refere-se ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou heterosexual, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.

• Abandono: violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro ao idoso que necessite de proteção e assistência.
• Negligência: refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência mais presente no país Ela se manifesta, freqüentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade.

• Violência Financeira ou econômica: consiste na exploração imprópria ou ilegal ou ao uso não consentido pelo idoso dos recursos financeiros e patrimoniais que possui.
• Autonegligência: diz respeito à conduta do idoso que ameaça a própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesmo.
• Violência Medicamentosa: é administração por familiares, cuidadores e profissionais dos medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos.

• Violência Emocional e Social: refere-se à agressão verbal crônica, incluindo palavras depreciativas que possam desrespeitar a identidade, dignidade e autoestima. Caracteriza-se pela falta de respeito à intimidade, aos desejos, negação do acesso a amizades, desatenção a necessidades sociais e de saúde.


VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO

Zumbido

3 de junho de 2009 1 comentário

Certo dia você começa a perceber um pequeno chiado ou assobio insistente. Pergunta aos colegas se também se deram conta do barulhinho e acha estranho porque é a única pessoa que está ouvindo o som estranho.

Da primeira vez, o incômodo não chega a permanecer muito tempo, mas dias depois, ele insiste a ponto de você ficar irritado e procurar um especialista.
Ao contrário do que se imagina, o ruído insistente que muitas vezes atrapalha tarefas simples do cotidiano e chega até causar estresse por conta disso não representa uma doença, mas sim um distúrbio, e tem como principal causa problemas auditivos.

Sua origem também está relacionada a outros fatores, como o abuso do consumo de cafeína e chocolate, problemas odontológicos, na coluna cervical e musculares na cabeça e pescoço.

O problema não só está nos barulhos cotidianos, mas também em ouvir o mp3 como alternativa para se livrar da poluição sonora, pois muita gente coloca a música em um volume mais alto do que já está nas ruas.

"O som do motor de um carro ligado é de aproximadamente 85 decibéis, ou seja, para encobrir esse barulho a pessoa iria ouvir a música no mp3, no mínimo, com um som de 90 decibéis, o que já poderia causar danos auditivos, dependendo do tempo de exposição", exemplifica Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.

Os fones de ouvido estão entre os mais prejudiciais porque carregam sons de até 120 decibéis diretamente para o tímpano, isso contribui para que o zumbido ocorra antes de provocar alguma perda da audição mais perceptível.

De acordo com a fonoaudióloga Isabela Gomes, exames e testes de audição (audiometria) conduzido por fonoaudiólogos são usados para confirmar o mal. O zumbido é amenizado com a adoção de algumas ações terapêuticas, como a Terapia de Habituação do Zumbido, em que o paciente aprende a não perceber os sons de forma intensa.

A terapia é uma forma de os pacientes não focarem sua atenção ao zumbido. Lembrando que apenas fonoaudiólogos e médicos com formação em TRT estão habilitados para aplicar este tratamento. Conforme o caso também são usado medicamentos e a acupuntura. Alguns pacientes do Ambulatório de Zumbido do Hospital das Clínicas de São Paulo já utilizaram a fisioterapia no tratamento.


Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.
SAÚDE DO OUVIDOSAÚDE DO OUVIDO

Cinquentona - ® Manoel Carlos

2 de junho de 2009 3 comentários



Minha amiga Sylvia fez 50 anos e deu uma linda festa para os amigos.
Brigadeiros, casadinhos, olhos-de-sogra, além de salgados e bebidas à vontade. E no centro da mesa, iluminado por cinqüenta velinhas, um colossal e saboroso bolo de aniversário. Ah, e também, claro, com direito a um coro de muitas vozes cantando "Parabéns pra Você".
- Que coragem - brincou o Zé Mário, nosso velho companheiro das noitadas de pôquer.
Sylvia rebateu em cima:

- Por quê? Acha que ainda escondo a minha idade? Já superei isso, meu caro.

- No seu caso não é esconder - continuou Zé Mário.

- Pra que declarar, se você aparenta menos?

- Mas é justamente por isso que sinto tanto prazer em revelar minha verdadeira idade. É para ver as pessoas admiradas. Meus 50 anos não são um peso, mas um prêmio, um troféu, uma tocha olímpica que carrego com orgulho pela vida afora. Que é que você pensa? Sou uma cinqüentona e ainda bato um bolão!

E, nesse clima de feliz comemoração, varamos a noite, o champanhe gelado, o vinho rubro. E não é preciso dizer que a aniversariante reinou o tempo todo, dançando sem parar, nocauteando homens até dez anos mais novos do que ela. Como o seu próprio marido, o terceiro, que no sábado próximo estará completando 41 anos.

Sei que nem todas as mulheres são Sylvia. E que, para ser como ela, é preciso muita vontade, algum sacrifício e uma boa dose de herança genética. Mas o mais necessário mesmo é a disposição para a felicidade e a certeza de que sempre, sempre estará em tempo de viver uma vida produtiva. De qualquer maneira, mesmo as que não são Sylvia se sentem hoje mais livres do que nunca desse estigma que por décadas marcou todas elas e produziu um repertório imenso de piadas infames e cruéis: diminuir a idade. Concluí que hoje em dia as mulheres de 50 não têm mais do que 30! Verdade. Muitas das minhas amigas já passaram dessa marca e nunca se sentiram tão bem.

Em 1980 escrevi alguns programas da série Malu Mulher para Regina Duarte. Num deles, Malu comemorava 33 anos. Dei a esse episódio o título Antes dos 40, depois dos 30, colocando esse período de dez anos como o mais positivo na vida de uma mulher. Seu tempo de felicidade. Bem, isso foi em 1980. Vinte e cinco anos atrás. Hoje eu não escreveria essa história. Hoje sei que uma mulher pode ser feliz para sempre, levantando-se a cada tombo. Em sua maioria, elas já não entram em crise por causa da idade. Claro que não querem envelhecer.

Ninguém quer. Mas esse não querer não está ligado apenas à aparência, mas à saúde, à boa disposição para enfrentar o dia e... - sem nenhuma dúvida - à certeza de que não existe idade que as impeçam de amar, ser amadas. E de ainda fazer bonito entre os lençóis de uma cama. Sylvia, por exemplo, tem tudo para botar um garotão com a língua de fora, sôfrego, cansado, pedindo um tempo.

Eu me lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que, quando foi subitamente abandonada pelo marido, provocou em minha mãe esta frase: "Pobre Dolores! Sozinha aos 50 anos! O que vai ser dela agora?". A consternação da minha mãe traduzia o que se pensava de uma mulher que tivesse ultrapassado a marca dos 25, 30 anos no máximo. Uma velha. Não sei o que aconteceu com a pobre Dolores, mas acredito que tenha arrastado por toda a vida a amargura e a desesperança. Atualmente, uma separação aos 50 anos pode ser o começo de um novo tempo, muitas vezes melhor, mais feliz do que o anterior. Sem contar que, nos dias de hoje, um casamento que vai mal das pernas não dura até a mulher chegar aos 50. Acaba antes, já que elas não carregam uma vida infeliz por muito tempo.

Nas minhas novelas procuro retratar as mulheres maduras, essas que já passaram dos 40. São elas que têm as melhores histórias para contar, as confissões mais tocantes, as lembranças mais ternas, os episódios mais picantes. Que ainda sofrem e choram, sim, mas que não sofrem nem choram para sempre. E que, quando fazem 50 anos, dão festa, convidam os amigos, apagam as velinhas e fazem coro em causa própria, cantando o Parabéns pra Você!

Por isso digo e repito: bem-aventuradas as cinqüentonas! As que se renovam a cada dia, a cada instante, e que podem renascer incessante e indefinidamente, repetindo os versos de Cecília Meireles:

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira".

Imagem: Google

LONGEVIDADE

Acredita que sua memória irá piorar com a idade? Ela irá lhe obedecer

1 de junho de 2009 4 comentários
longevidade

Profecia auto-realizável

Acreditar que sua memória piora à medida que você se torna mais velho pode de fato ser uma profecia auto-realizável, concluíram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Eles descobriram que idosos que acreditam que as pessoas mais velhas devem se sair pior nos testes de memória de fato têm notas nestes testes muito abaixo daquelas de idosos que não aderem a esses estereótipos negativos sobre o envelhecimento e a perda de memória.

Estereótipos negativos ativados

Em um estudo publicado no exemplar de Abril do jornal médico Experimental Aging Research, a equipe do Dr. Tom Hess demonstrou que a capacidade dos idosos em se lembrar das coisas piora quando os estereótipos negativos são "ativados" em determinadas situações.

"Por exemplo, os idosos se sairão pior em um teste de memória se for dito a eles que pessoas idosas saem-se mal naquele tipo de teste," explica o Dr. Hess.

A memória também apresenta declínio nos idosos que acreditam estarem sendo estigmatizados, ou seja, que acham que outras pessoas estão lhes depreciando por causa de sua idade. Os pesquisadores descobriram que os efeitos negativos sobre a memória foram maiores nas pessoas com maiores níveis de educação.

"Essas situações podem ser parte da experiência diária dos idosos. Estar preocupado com o que as outras pessoas pensam delas no trabalho acaba tendo um impacto negativo no seu desempenho, desta força reforçando os estereótipos negativos," diz o médico.

Lembre-se da solução

O lado positivo das conclusões é que os idosos que têm uma visão mais positiva do envelhecimento, ou que não se sentem estigmatizados, apresentam um desempenho de memória muito superior.

Em outras palavras, se você está confiante que o envelhecimento não irá atrapalhar a sua memória, você terá uma probabilidade muito maior de se sair bem nos testes de memória.

LONGEVIDADE