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O floreiro mais antigo da Avenida Dr. Arnaldo - São Paulo - Capital

11 de março de 2012 comente
Donizete Alves Lopes não sabe dizer quantos namoros, noivados ou casamentos ajudou a salvar nos últimos 40 anos. Desde 1971, quando ele começou a trabalhar com o pai no box número 1 dos 20 que existem em frente ao Cemitério do Araçá, na Avenida Dr. Arnaldo, região central de São Paulo, foram vários pedidos de socorro e diversos agradecimentos.

“Certa vez, um rapaz encomendou 260 buquês diferentes e mandou entregar na casa da noiva, lá no Morumbi. Cada um tinha um cartão com um pedido de desculpas. Não sei o que ele fez para a moça e nem perguntei, mas ela tinha rompido o relacionamento. Faz uns 20 anos que isso aconteceu”, lembra Donizete. “Eles voltaram e depois ele apareceu aqui para dizer obrigado”.

Este mineiro de São Gotardo, cidade próxima a Uberaba, tinha 14 anos quando seu pai, Julinho Alves, comprou o box e os dois trabalharam juntos até 2010. “Ele morreu com 85 anos. Meu pai sabia tudo sobre as flores”.
Atualmente com 54 anos de idade, Donizete conhece bem os espinhos da vida de floreiro e entende muito bem o impacto do crescimento urbano. “Passamos por um grande aperto na época das obras da estação Clínicas do metrô, inaugurada no início da década de 1990. O movimento caiu quase 80%. Foi uma fase muito complicada”.
Box n° 1, em frente ao Cemitério do Araçá 
No box 1 estão à venda mais de 50 espécies de flores, das mais exóticas como o Dedo-de-anjo, até a mais conhecida, a Rosa. Podemos encontrar por lá Girassóis, Begônias, Crisântemos e outras tantas. Uma mais linda do que a outra.
Apesar do box estar literalmente na porta do cemitério, as coroas – homenagens aos que já partiram – têm pouca participação nos lucros. “Os buquês e os vasos para presentear ou até mesmo para enfeitar a casa são os mais pedidos. Fazemos os arranjos na hora, ao gosto do freguês”.
As mãos habilidosas de Dona Rose, mulher do floreiro, não param um minuto e os três filhos do casal também ajudam. “É nossa vida, nosso sustento, nossa única fonte de renda”, afirma Donizete.
Dedicação ao trabalho e amor às flores. A combinação que cativou inúmeros clientes nos últimos 40 anos e que fez deste floreiro uma referência e um exemplo.

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